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Frases do ano (54)

por Ana Vidal, em 31.08.10

"Para mim, polvo significa o mesmo que nuvem."

Carlos Queiroz, sobre o castigo por injúrias

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Passado presente (CCLVI)

por Ana Vidal, em 31.08.10

 

Cadeira de esplanada "Mestre Gonçalo"

(design português dos anos 60 e ainda em uso)

Frases do ano (53)

por Pedro Correia, em 31.08.10

"Hoje o nosso estado social está melhor."

José Sócrates, ao inaugurar uma creche em 'parceria' com uma rede de hipermercados no dia em que o desemprego atingiu novo máximo histórico em Portugal.

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Passado presente (CCLV)

por João Carvalho, em 31.08.10

 

Rover 2000 (Reino Unido, anos 60)

 

Nota — Este post marca o dia em que a Câmara Municipal de Lisboa fechou de vez o Museu Fernando Pessa do Automóvel Antigo, iniciado com a oferta do saudoso Fernando Pessa do seu velho Rover 2000, que contou com a contribuição de alguns amigos, que a Câmara de Lisboa assumiu (primeiro com João Soares e depois com Santana Lopes) e ao qual nunca chegou a dar verdadeira dignidade. Não passou de um nado-morto adiado.

Frases do ano (52)

por João Carvalho, em 31.08.10

"Lamento a forma talvez deselegante como eu expressei a minha frustração."

O seleccionador nacional de futebol, suspenso, Carlos Queiroz sobre o castigo por injúrias

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Os filmes da minha vida (13)

por Pedro Correia, em 31.08.10

 

TAXI DRIVER:

NO CORAÇÃO DAS TREVAS

 

Qual é a diferença entre um vilão e um herói num mundo onde todas as barreiras morais foram transpostas e as tradicionais fronteiras entre o bem e o mal estão diluídas? Esta é a pergunta-chave de Taxi Driver, um filme que não cessa de nos perseguir noite fora, anos fora. Vê-lo uma vez é vê-lo para sempre: jamais nos libertaremos daquela atmosfera viscosa de Nova Iorque, daquelas ruas onde se exibe a devassidão, daqueles vidros embaciados que nos transmitem a imagem de uma cidade que é a antítese perfeita de um bilhete postal.

Viajamos num táxi conduzido por Travis Bickle, ex-veterano de guerra que combate a insónia de mãos no volante enquanto anseia por um dilúvio que "lave toda a porcaria das ruas". Nunca Nova Iorque pareceu tão irreal como neste filme só aparentemente realista: porque afinal a vemos sempre pelo olhar desfocado deste ex-fuzileiro de 26 anos que guia sem destino ao som da banda sonora de Bernard Herrmann - o compositor de Alfred Hitchcock -, falecido horas depois de concluir esta magnífica partitura que lhe serviu de testamento.

"Não consigo dormir", diz o taxi driver que Robert de Niro interpreta com uma intensidade quase dolorosa, como se fosse o último papel da sua vida. Perguntam-lhe por habilitações literárias. "Algumas." Tem a folha limpa? "Tão limpa como a minha consciência." Horário? Qualquer serve: das seis da tarde às seis da manhã, "às vezes até às oito". Seis dias por semana, "às vezes sete". A noite funciona como cenário quase exclusivo desta espécie de western urbano a que só a fugaz aparição luminosa de Betsy (Cybill Shepherd) confere um toque de claridade. Travis vê-a vestida de branco, "pura como um anjo", na sede de campanha do senador Charles Palantine, candidato à Casa Branca com o demagógico slogan "Nós somos o povo". Ele acabará por ser um dos seus passageiros ocasionais. "Aprendi mais sobre este país a andar de táxi do que em todas as limusinas", garante Palantine, que há-de conseguir a nomeação. Passageiro bem diferente é o marido enganado, interpretado pelo próprio realizador, Martin Scorsese, noutro momento inesquecível deste filme: fá-lo estacionar à porta de um prédio onde está a mulher, que o trai "com um preto", e revela que há-de matá-la com uma Magnum 44. "Esgoto a céu aberto", a Nova Iorque de Taxi Driver.

 

Outro motorista, mais cínico e mais sábio, dá-lhe uma saraivada de bons conselhos: "Sai, embebeda-te, leva uma mulher para a cama. Não te rales tanto. Descontrai." Mas este é um idioma estranho a Travis, que deixou uma parte de si mesmo no Vietname e conserva apenas uma memória distante dos pais, a quem envia um lacónico postal sem remetente, esquecido já das datas de todos os aniversários.

Nós vamos com ele, vendo os néons faiscar à nossa volta na cidade que nunca dorme. É uma viagem ao coração das trevas, onde não se vislumbra o povo do demagogo Balantine: só "chulos, drogados, prostitutas, travestis", exploradores de carne humana. Travis Bickle, "misto de São Paulo e Charles Manson" (a definição é do próprio Scorsese), vê ali, quarteirão após quarteirão, o sucedâneo dos vietcong que não conseguiu vencer na selva da Indochina. Rapa o cabelo, arma-se até aos dentes, mergulha numa orgia de violência contra uma guerrilha imaginária, confundindo as ruas do Bronx com o trilho de Ho Chi Minh. Reserva a última bala para si próprio, mas por um capricho do acaso a arma não dispara.

É quanto basta para a imprensa o proclamar herói: ganha direito aos 15 minutos de fama que nunca ambicionou. "Os jornais têm a mania de exagerar", diz para Betsy na última vez que falam antes do desencontro definitivo. Taxi Driver jamais poderia ter um happy ending: este é o mais inclemente, perturbante e devastador filme que conheço sobre a solidão e a absoluta impossibilidade de se ser feliz.

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Taxi Driver, 1976. Realizador: Martin Scorsese. Principais intérpretes: Robert de Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster, Peter Boyle, Harvey Keitel, Albert Brooks.

De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 31.08.10

1. Francisco José Viegas de parabéns. Pelo quinto aniversário d' A Origem das Espécies.

 

2. A Realidade Oculta: um novo blogue. De Vítor Cunha e André Sousa Machado.

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Para acabar Agosto em beleza

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.08.10

Como é de imaginar, Agosto continua a ser o momento mais aconselhado para serem publicadas alterações a diplomas tão relevantes como a lei das uniões de facto, com implicações no Código Civil, ou a 19ª ao Código de Processo Penal. Sim, leram bem, 19ª. As editoras de livros jurídicos continuam a esfregar as mãos de contente. 

Convidado: JOÃO TÁVORA

por Pedro Correia, em 31.08.10

 

Uma parábola na estação tola

 

Tramado é que esta ingrata civilização do bem-estar e do consumo desempregou os nossos corpinhos feitos para malhar na terra, para caçar, subir às árvores ou para alvorar a fugir dalgum animal selvagem mas deixou-nos um dilacerante apetite de quem precisa de armazenar calorias para uma semana de carência. Nesta cultura de sofreguidão hedonista somos desafiados a corresponder ao primeiro assomo de apetite (não me refiro apenas à comida) e tratar o nosso corpo como tratamos o resto da natureza, num total desprezo pela sua ecologia: são os efeitos colaterais da democratização da alarvidade.

 

 

Aqui chegados, todos conhecemos almas inquietas com a sua decadência física, que a partir dos quarenta-e-tal anos se entretêm em dietas, ginásticas passivas e outros exercícios sem esforço que o dinheiro possa comprar. As mulheres são vítimas privilegiadas desta ilusão: começam cedo no escritório com garrafinhas de água e golinhos de cinco em cinco minutos para iludir o apetite e exercitar a bexiga, um disparate que resulta num corrupio constante, um ver-se-te-avias entre o seu posto de trabalho e a retrete. Perante a ausência de resultados, começa a fase dos chás verdes, bruxarias e outras mezinhas de ervanária: inicia-se assim um desaguisado colateral com os intestinos até estes se tornarem tão preguiçosos como a dona. Passam-se anos nestes rituais, com uma vida cada vez mais próspera e sedentária, num desafio crescente com o espelho e a ingrata balança, até chegar a fase desesperada. Esta surge na sequência duma visita a um dietista famoso ou dica duma amiga, e é constituída por um metódico programa de ingestão de comprimidos coloridos: cada vez mais nevrótica, entra numa espiral de euforia, perde o apetite, a calma, e uns gramas até cair numa depressão depois duma violenta disputa com o cônjuge inocente.

Tudo se irá resolver com uma semana a chocolates e um programa de fim-de-semana de reconciliação com o marido num hotel com SPA e restaurante gourmet. Assim se recuperam todos os gramas e mais uns quilinhos optando então a dondoca por mudar de vida, queimar incenso e passar a vestir balandraus. A moral da história é que as aldrabices não funcionam: não há fuga possível, nem caminho fácil entre a mediocridade e o sucesso.

É irónico como nesta sociedade que venera o corpo e as aparências não haja parábola mais eficaz sobre as virtudes do mérito e do prazer diferido do que a da forma física. Tal como na escola só se aprende com estudo e empenho, tal como a riqueza só é criada com esforço e trabalho, a partir duma certa idade, a forma física depende fatalmente da austeridade alimentar e de muito, muito, exercício físico. Quem se preocupa com o implacável efeito da gravidade nos seus músculos e outros apêndices, está condenado a trabalhar e suar o corpinho, semana após semana, mês após mês, ano após ano, com muita perseverança e desapego, que o resto vem com as endorfinas e mais algum desapego; afinal, o mais importante na vida nem sequer é isso!

 

Nota: qualquer semelhança com factos ou pessoas reais é mera coincidência.

 

João Távora

Há quem chame "socialismo" a isto

por Pedro Correia, em 31.08.10

A Venezuela é hoje mais perigosa do que o Iraque. Uma conclusão do New York Times. Vale a pena ler.

Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 31.08.10

Eis o momento de dar as boas-vindas ao João Távora, dos blogues Centenário da República e Corta-Fitas. Hoje é dia de ele escrever connosco.

Agosto casamenteiro (15)

por João Carvalho, em 31.08.10

Este é o bolo certo para um casamento à antiga, porque ninguém acredita que o noivo não bebeu para conduzir. Já o pai e, antes dele, o avô tinham feito o mesmo. Outros tempos.

 

Termina assim esta série, que percorreu a segunda metade de Agosto, um mês muito dado a casamentos pela visita dos portugueses emigrados que vêm às origens e juntam a família para formalizar os enlaces. Isto numa altura em que a nossa emigração tem andado a crescer desmesuradamente pelos piores motivos: sobrevivência, descrédito, falta de esperança, etc.

Os subúrbios

por João Campos, em 31.08.10

 

Já que, perante isto, isto e isto, parece-me necessário alguém fazer o papel de advogado do diabo, faço-o eu: o novo álbum dos Arcade Fire, The Suburbs, é muito bom. Sem ironias - é mesmo muito bom. Como disse lá no jardim há coisa de um mês, estranhei à primeira, rendi-me à segunda. Não o considero inferior ao Neon Bible. Dia 18 de Novembro comprovamos ao vivo. De resto, tenho um palpite: os Arcade Fire vão ser a próxima banda a sofrer o "síndrome Muse".

 

(E, já agora, o melhor disco dos Radiohead é o Amnesiac. Também sem ironia.)

As canções do século (243)

por Pedro Correia, em 31.08.10

Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.08.10

Ao Circo da Lama.

Ler

por Pedro Correia, em 30.08.10

Para os comunistas recordarem em 2011... Do Emídio Fernando, no Correio Preto.

Os idiotas. Do Tiago Moreira Ramalho, n' A Douta Ignorância.

Pode lá haver combate mais justo? Do Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.

Um caldeirão de Freud. De Miguel Serras Pereira, no Vias de Facto.

Alá, Deus, Javeh. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

Tal como nos filmes. Do Bruno Vieira Amaral, n' A Douta Ignorância.

A tecnofobia. Do Luís Naves, no Emoções Básicas.

Num cinema perto de si. Do António Figueira, no Albergue Espanhol.

A entrevista

por Pedro Correia, em 30.08.10

 

- Esta é a sua primeira entrevista como candidato à Presidência. Pretendemos saber um pouco mais a seu respeito.

- Boa noite. Portanto os trabalhadores portanto explorados portanto por este governo de direita. Nós defendemos...

- Não pretendíamos falar muito de política. Para já, só queríamos saber um pouco de si.

- Defendemos a mudança da política portanto contra o governo de direita portanto que explora os trabalhadores.

- Mas os portugueses não o conhecem. Quem é o senhor afinal?

- Um comunista portanto integrado no colectivo portanto nós pensamos que estas políticas de direita portanto só prejudicam os trabalhadores.

- É casado? Tem filhos?

- Portanto nós lançámos esta candidatura para fazer a diferença portanto o que importa é alterar a política...

- Desculpe, mas não respondeu à minha pergunta. Gostava de saber se é casado e tem filhos.

- Hum... Vivo em união de facto e tenho duas filhas portanto a nossa intenção com esta candidatura é defender os trabalhadores...

- E nos tempos livres? O que faz quando não exerce actividade política?

- Sempre ao serviço do povo trabalhador portanto o colectivo decidiu apresentar esta candidatura...

- Desculpe, não está a responder ao que lhe perguntei. Como ocupa os seus tempos livres?

- Hum... No contacto com a natureza portanto há que pôr fim portanto a esta política de direita que já dura há mais de trinta anos e portanto de exploração das classes trabalhadoras...

- E de onde é natural?

- Nós defendemos portanto uma verdadeira política de esquerda...

- Desculpe, mas não está a responder. Pretendia saber onde nasceu.

- Hum... Nasci numa terra da Beira onde vou de vez em quando portanto com esta política de direita...

- E gosta de ler? Lê nos tempos livres?

- Nós pretendemos que esta candidatura portanto esteja ao serviço das classes trabalhadoras e do povo português portanto contra o grande capital monopolista...

- Desculpe, mas não me respondeu. Perguntei-lhe que livros costumava ler.

- Hum... Leio ensaios políticos portanto nós exigimos o fim desta política de direita...

- E não lê romances?

- O PS é igual ao PSD portanto e ao CDS na política de direita portanto contra os trabalhadores...

- Desculpe, não me respondeu. Costuma ler romances?

- Hum... Já li romances de José Saramago e Álvaro Cunhal nós pretendemos...

- Mas só lê autores comunistas?

- Uma candidatura portanto que esteja mesmo ao serviço dos trabalhadores...

- Desculpe, mas não me respondeu. Só lê autores que sejam comunistas?

- Hum... Também já li portanto autores de outras tendências mas nós portanto lançámos esta candidatura para que o povo português portanto esteja representado na Presidência da República...

- Para finalizar: a Coreia do Norte é uma democracia?

- Os trabalhadores... contra o governo de direita... nós... portanto... portanto... portanto... portanto... 

Teste cinematográfico 20 (II série)

por Teresa Ribeiro, em 30.08.10

Armado em Deus, o tarado do Kevin Spacey decide punir, um a um, os sete pecados mortais. Mas neste enredo macabro ele também não se exclui e dispõe-se a pagar por isso. Qual o pecado de que se acusa?

 

Solução do teste anterior: O Crepúsculo dos Deuses (1950) de Billy Wilder

 

Vencedor: Bruno Vieira Amaral

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Convidado: JOSÉ SIMÕES

por Pedro Correia, em 30.08.10

 

Frente de incêndio

 

Dizia um velhote na televisão, a ver a vida a andar para trás à frente da frente de incêndio que, “a minha mata está limpa, limpo-a todos os anos, a do Estado não”. “Porquê?”- perguntava o atrapalhador de serviço aos telejornais – “não sei… nós não mandamos no Estado, o Estado é que manda em nós…”, fazendo com isto as delícias dos blasfemos e insurgentes e outros liberalizadores económicos, e só económicos, porque de costumes estamos liberalizados até demais. Toca pois a privatizar as matas e as florestas do Estado porque assim ainda alguém as limpa. Duas vezes mas limpa, e a primeira a limpar é logo do património comum herdado de centenas de anos de história. Wrong answer. Nós é que mandamos no Estado, assim uma espécie de Luís XIV alargado e democratizado: o Estado somos nós. E esta é a pior frente de incêndio, a da submissão e do medo respeitoso, e que consome há muuuuuitos anos  a alma deste povo com várias frentes conjugadas numa só, e que aproveita aqueles que a pretexto da rentabilização económica e da creação (assim mesmo, com “e”) de riqueza e da segurança das populações e das aldeias ensaiam um fast forward a uma espécie de feudalismo século XXI.

 

José Simões

20 motivos para amar Portugal (XVI)

por Pedro Correia, em 30.08.10

MARVÃO

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