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Teste cinematográfico 1 (II Série)

por Teresa Ribeiro, em 01.07.10

Conseguiu casar-se com Jane Fonda, Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. Com um currículo destes quem é que quer saber da carreira dele no cinema? Não é, meus senhores? Vá, curvem-se. E já agora digam como se chama a eminência. A eminência... de baixo, claro está. Porque eu, péssima fisionomista, só quando agora cheguei ao blog e li os comentários é que percebi que me tinha enganado na foto. O senhor de cima, Jack Nicholson, também é fresco, mas de facto não tem no currículo o casamento com aquelas três senhoras. As minhas desculpas a quem induzi em erro.

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Convidada: RITA BARATA SILVÉRIO

por Pedro Correia, em 01.07.10

 

A felicidade à base de ressaca e gajas boas

 

Acabadinhos de ser expulsos do Mundial da bola pelos cabrões dos nuestros hermanos, sento-me com o MacBook sobre os joelhos preparada para escrever um textinho incrivelmente original sobre a desgraça de ser portuguesa a viver em Madrid em dias como estes, ou talvez outro sobre o fim do sonho espanhol agora que se esfumou o milagre económico fundado na construção inútil de milhões de vivendas que ninguém comprará. Mas liguei a televisão. E fracassaram as possibilidades das teses sobre Espanha, o sistema financeiro internacional e a greve do Metro que hoje paralisou Madrid. 

 

 

 

"Two man and a half" tem esse efeito sobre mim. Mais especificamente, Charlie Harper, a personagem que interpreta Charlie Sheen, ou vice-versa, porque depois de várias temporadas viciada na vida de dois irmãos quarentões que partilham casa com um pré-adolescente bronco e gordo, fica-se com a sensação que estes dois Charlies são o mesmo crápula infiel, sem escrúpulos, irresponsável, eterno adolescente, viciado em charutos, bourbon e mulheres com vinte anos a menos e silicone a mais e com um sentido de humor seco pelo que qualquer mulher mínimamente inteligente se apaixonaria. Basta ler a biografia de Charlie Sheen e vê-se logo que não bate bem: o gajo é cocaína, conduzir com os copos, divórcios com direito a pancadaria, curas de desintoxicação, filmes merdosos e redenções aos quarenta e tal. E gostamos. Eu gosto. Todos os bêbedos deveriam ter direito a redimir-se, mais ainda quando o resultado é uma série de televisão cujo argumento principal é o desprezo total pelas supostas bases da vida pequeno-burguesa a que todos, no fundo, aspiramos: ter um companheiro para a vida, filhos com a pequena comunhão feita, casa numa urbanização com piscina, ir de férias com casais amigos, um monovolume com todas as prestações e a anestesia garantida pela rotina da classe média. Charlie oferece-nos em cada episódio a felicidade à base de ressaca e gajas boas. Tem quarenta e tal e uma vida sentimental baseada em fracassos, veste com calção curto e soquete, é um músico medíocre e tem medo da mãe. Mas em vez de ser um fracassado, Charlie Harper tem, numa belíssima casa em frente ao mar, o hábito de partilhar fluidos com várias jogadoras de volley-praia em simultâneo e a conta bancária razoavelmente recheada. Cada episódio é uma homenagem à vida dissoluta, à pouca vergonha e ao sentido de humor sem complexos. Nota-se que os argumentistas, aliás, foram torturados à base de sessões maratonianas de séries de gajas. Porque se houvesse sentido de justiça na televisão global nesta série os queriduchos dos médicos de Anatomia de Grey eram espancados pelo Sean Penn, o Tom Petty  e o Elvis Costello, gajos, por outro lado, que já fizeram o favor de aparecer num capítulo para gozarem com o outro Harper, o irmão tonhó que viveu sempre by the rule e que não passa de um perdedor, um triste, pisoteado em cada episódio pela mãe, as ex-mulheres ou a empregada, um dejecto do que um homem respeitável deveria ser. E Charlie, a mim, deste lado da televisão e com o MacBook sobre os joelhos, parece-me um homem respeitável, do melhorzinho que a televisão já nos deu e o suficientemente atraente em calção curto como me fazer mudar o tema do post. Acho que só o Tony Soprano, o Jack Bauer e o Omar Little tiveram esse efeito sobre mim. Só que o Charlie tem mais piada. E não mata ninguém. E sabe tocar piano. O homem perfeito, que se redime a mais de um milhão de euros por capítulo. Não há actor de vinte anos depilado e com cara de entender as vicissitudes do quotidiano feminino que bata isto.       

 

Rita Barata Silvério

Era uma vez um governo

por Pedro Correia, em 01.07.10

As defuntas SCUT passariam a ter portagens, por decisão do Governo, em três das sete auto-estradas até agora isentas de pagamento por parte dos utentes a partir de 1 de Julho: dizia-se assim adeus a mais uma promessa eleitoral, mas a decisão era inabalável. No entanto, como há sempre aspectos imponderáveis, o calor chegou em força e pelo meio se meteu o Mundial de Futebol, essa decisão foi adiada para 1 de Agosto, graças a outra decisão do mesmo Governo, igualmente inabalável. Agora, talvez porque a selecção portuguesa foi afastada do Mundial, o mesmíssimo Governo - de forma igualmente inabalável - decide que as restantes quatro auto-estradas passarão também a ter portagens, embora em data muito diferente: Janeiro de 2011. Fazem-se já apostas sobre quantos dias decorrerão até que surja uma nova decisão, tão inabalável como as anteriores, que desdiga e desfaça tudo quanto se disse e quanto se fez até ao momento.

Era uma vez um governo muito elogiado pela sua incomparável capacidade de decisão.

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Cem palavras que odeio (78)

por Pedro Correia, em 01.07.10

"ASSERTIVIDADE"

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 01.07.10

Chega aí, não tarda nada, a Rita Barata Silvério. Do blogue Rititi. Escreve no DELITO DE OPINIÃO, a nosso convite.

De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 01.07.10

1. Paulo Pinto Mascarenhas, primeiro reforço de Verão d' O Cachimbo de Magritte.

 

2. Paulo Sousa, ex-Vila Forte, com novo blogue: Vale do Anzel. A ler.

 

3. Dissonâncias d' Aquém e d' Além: o regresso de Hugo da Graça Pereira à blogosfera.

 

4. Pssht... ó menina! Não parece, mas é nome de blogue. E recomenda-se.

 

5. O Blasfémias totalizou até hoje sete milhões de visitantes. É obra. Parabéns aos seus autores.

 

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As canções do século (182)

por Pedro Correia, em 01.07.10

Ligação directa

por Pedro Correia, em 01.07.10

Ao Quando nada é o que parece ser!!! Afinal somos nós...

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