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Frases do ano (Extra! Extra!)

por João Carvalho, em 27.04.10

"Há que executar as medidas necessárias (...) O dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje (...) Os mercados têm revelado uma turbulência muito significativa no que se refere à dívida portuguesa e, pelo contrário, acho que uma notícia destas não vai serenar os mercados, que vão continuar a manifestar essa turbulência e esse nervosismo (...) Agora há que agir, há que actuar, há que tomar medidas (...) Temos medidas focadas no corte da despesa e é nessas medidas que temos de concentrar a nossa atenção: reduzir o peso do Estado, reduzir a despesa e corrigir o défice excessivo (...)"

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, sobre o corte em dois níveis do rating de Portugal pela Standard & Poor’s

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Continuando em modo de serviço público

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

No site da DECO encontramos o serviço SOS Poupar. Tem bastantes ideias sobre como gastar menos, em coisas simples que estão à nossa mão (desligar os modos stand-by, por exemplo), e um simulador de sobreendividamento. Permite calcular a nossa taxa de esforço, e assim ver se estamos em perigo face à subida das taxas.

Pai incógnito

por Paulo Gorjão, em 27.04.10

 

Evite ser mais uma vítima

por João Carvalho, em 27.04.10

Inspirado pelo post da Ana Margarida aqui por baixo, deixo-vos um guia de segurança para operações bancárias que alguns já devem conhecer, mas que poderá tornar-se útil para muitos.

Assim, quando for fazer uso de serviços bancários pela Internet, siga as três dicas abaixo para verificar a autenticidade do site em que está a entrar.

 

1. Minimize a página. Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecrã sem ser minimizado, é pirata. Não tecle mais nada.

2. Sempre que entrar no site do banco e ao digitar a sua senha, digite-a com erro ao fazê-lo pela primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro, significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Porém, se digitar a senha errada e não acusar erro, é mau sinal: os sites piratas não têm forma de conferir a informação, porque o objectivo é apenas capturar a senha.

3. Sempre que entrar no site do banco, verifique se aparece no rodapé da página o ícone de um cadeado, como deve aparecer. Além disso, clique duas vezes sobre esse ícone e confirme que surge uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e, ao clicar duas vezes sobre ele, nada acontecerá.

 

Aqui fica este guia preventivo. Os três pequenos procedimentos acima são simples, mas poderão garantir que V. não venha a ser mais uma vítima de fraude virtual (vulgo 'pirataria na Internet'). Como se sabe, todo o cuidado é pouco.

Um dia de notícias graves

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

 

Para quem ainda não o fez, se calhar já era tempo de cortar aos pedacinhos aqueles cartões que tanto jeito dão a evitar pensar no presente. É que o futuro está negro, e, se o Estado passa relativamente bem sem comida nem tecto, nós os privados ainda temos necessidades básicas. Tão importante quanto um PEC e OE rectificativo é a nossa atitude, nas nossas economias privadas: cortar e poupar.

Do fim do Parlamento ou do meu fim?

por João Carvalho, em 27.04.10

«Concurso de professores sobressalta Parlamento a poucos dias do seu fim»

(Título do Público 'Última Hora')

Resumo.

por Luís M. Jorge, em 27.04.10

Aqui no salão estamos tod@s contentes.
O Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se
e já há sapatinhos Bottega Lasanha.

 

@s noss@s amig@s estão em liberdade,
Foi-se o Cravinho e a bruxa da verdade.
Quer preservativos, sua santidade?

 

O Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se,
e há sapatinhos Bottega Lasanha.

 

As greves passam-nos ao lado,
O Pacheco ainda ladra, coitado.
O chefe anda um pouco agastado.

 

Mas o Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se,
e já há sapatinhos Bottega Lasanha.

Só com seis meses e já cansado

por Pedro Correia, em 27.04.10

 

Seis meses depois de ter tomado posse à frente do seu segundo governo, José Sócrates sabe melhor que ninguém que não chegará ao fim da legislatura. A culpa não é dos outros: é dele mesmo. Depois de ter governado quatro anos e meio com maioria absoluta, o primeiro-ministro foi incapaz de perceber que a política é a arte do possível. Ora é impossível governar durante outros quatro anos com a oposição simultânea da esquerda e da direita. E a benevolência do Presidente da República, seja quem for a partir do próximo ano, tem os dias contados.

Faz falta a esta frágil maioria socialista uma cultura de negociação. Uma das originalidades portuguesas é a ausência de uma política clara de alianças no Parlamento. Ter maioria absoluta, no quadro político europeu, não é uma regra - é a excepção. Quase todos os Estados membros da União Europeia são governados por coligações governamentais. Só a intransigência de Sócrates, surdo aos argumentos da esquerda e da direita, possibilitou esta aventura irresponsável: governar num grave cenário de crise sem acautelar apoios prévios no Parlamento.

Poderia e deveria tê-lo feito: a actual aritmética parlamentar permite-lhe isso. Mas o instinto de "animal feroz", que o incentiva a contínuas fugas em frente, impediu-o de agir como Mário Soares, que noutros momentos de crise não hesitou em aliar-se ao PSD ou ao CDS (então não havia Bloco e o PCP prometeu a São Lenine permanecer até à eternidade na oposição). Todos os grandes políticos europeus fizeram isso - até Winston Churchill, herói dos conservadores, esteve cinco anos coligado com os trabalhistas.

 

Seis meses depois, estamos mais pobres e endividados. Temos menos energia anímica e menos esperança no futuro. O ministro que parecia mais competente, Teixeira dos Santos, está hoje desacreditado depois de ter visto todas as suas previsões desmentidas pelos factos. Vieira da Silva, que foi um bom titular do Trabalho e da Segurança Social, cometeu o erro de ter aceite a transferência para a pasta da Economia. Os truques de retórica de Augusto Santos Silva, que faziam dele um eficaz ministro dos Assuntos Parlamentares, retiram-lhe autoridade de Estado para estar à frente do Ministério da Defesa. E até a antiga ministra-estrela Ana Jorge tem vindo a somar desaires em questões como o fecho das urgências de Valença e o medicamento unidose.

Este Governo chega ao fim do primeiro semestre já cansado - evidência que os dotes mediáticos do primeiro-ministro não consegue ocultar. É demasiado fácil augurar-lhe vida curta. E quanto mais tarde este PS que Sócrates transformou numa massa amorfa perceber isto mais longa será a sua futura travessia na oposição.

 

Ler, a propósito:

- Bolsa de Lisboa fecha com maior queda do ano.

- Portugal com a segunda pior classificação de risco da zona euro.

- Previsâo: economia portuguesa estagna em 2010.

Pensamentos rápidos

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

Não sou jurista, nem li o acórdão. Ouvi, como todos, a versão jornalística sobre a absolvição de Domingos Névoa. E, naturalmente, fiquei chocada. A ser exactamente verdade aquilo que foi dito, confirma-se que em Portugal a corrupção não é crime. Ou antes, é um crime impossível de condenar, porque por mais boa vontade que a classe política até possa ter na sua função legislativa, esbarra contra juízes pouco interessados na verdade dos factos. O que mais me choca é a incapacidade deste juiz de perceber o alcance desta decisão: a partir daquela absolvição, qualquer eventual corruptor ganhou um jail-free card. E qualquer comissão anti-corrupção viu os seus esforços cair por terra.

Expressões que detesto (50)

por Pedro Correia, em 27.04.10

"CORPO DOCENTE"

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Um painel visto com olhos de vir

por João Carvalho, em 27.04.10

«Ele também interviu num painel.»

(Dias Ferreira no Dia Seguinte, SIC-N)

 

As canções do século (117)

por Pedro Correia, em 27.04.10

Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.04.10

As Esferas do Pensamento.

25 de Abril (atrasado)

por João Campos, em 26.04.10

Fim-de-semana na santa terrinha significa, invariavelmente, fim-de-semana desligado do mundo, por falta de ligação à internet ou aos canais por cabo. Tinha planeado prolongar este último pelo menos até amanhã, mas a greve dos maquinistas da CP fez-me mudar de ideias, ou a única alternativa que tinha para fugir de lá seria o autocarro expresso, que demora quatro horas a percorrer a distância entre o terminal rodoviário de Odemira e o terminal de Sete Rios, em Lisboa. Quatro horas para duzentos e poucos quilómetros - da última vez que fiz o percurso, em Junho, estava um calor daqueles alentejanos, e o autocarro não tinha ar condicionado, pelo que ando a evitar essa alternativa. Resultado: regresso antecipado num comboio que chegou atrasado (é a CP a piorar de dia para dia). Estou a tentar actualizar-me agora, a ler blogues e notícias, mas já vi que não aconteceu nada de especial. Enfim, foi o 25 de Abril, mais um que passou. Não costumo celebrar feriados, mas normalmente não falho um 25 de Abril lá na terra (desde que vim para Lisboa, falhei um, e foi por causa de uma rapariga). É que por lá, a data é sempre sinónimo de festa rija: bifanas e cerveja à venda na rua a preços de amigo, concertos, foguetes (consta que este ano foi mais fumo que fogo; eu não os vi, estava na cerveja). Este ano foram lá os nossos Blind Zero, e deram um bom concerto, ainda que curtinho. Mais importante, a data serve também para rever amigos e conhecidos dos anos de escola, que todo o concelho acorre à vila na noite de vinte e quatro para vinte e cinco. Noto que muitos continuam na mesma, e não sei se deva achar isso cómico ou triste. A vila, essa, vai conhecendo mudanças. Ainda ninguém se lembrou de remover o "chaparro mecânico" que enfeita a rotunda à entrada da vila, mas, e a título de exemplo, fico a saber que a minha antiga escola secundária, um edifício com menos de trinta anos e sem nenhum problema estrutural conhecido, vai ser demolida, e no seu lugar será construída uma nova. Certamente haverá no concelho quem precise do tacho, e como hoje em dia anda mais difícil construir em cima das falésias do Parque Natural do Sudeste Alentejano, há que pensar noutras alternativas. No resto, o fim-de-semana deu Benfica, e deu o clube da aldeia a vencer fora. Ainda chegam à primeira divisão distrital, e aí faremos lá na aldeia festa maior do que a que se espera para a semana ali ao Marquês. Relativamente falando, claro.

Para o João Campos (e não só)

por João Carvalho, em 26.04.10

«The residents of Vulcan, Canada, welcome "Trek" actor Leonard Nimoy, aka Mr. Spock.» Uma notícia que os fãs de Star Trek podem achar curioso ler.

Um caso correspondido

por João Carvalho, em 26.04.10

Armando Vara não se revê nas escutas publicadas e não sabe como o seu nome surgiu ligado ao caso PT/TVI. Talvez ele seja correspondido: cheira-me que o país também não se revê em Armando Vara e também não sabe como o seu nome surgiu ligado a um caso de peixe embrulhado.

Saudades de sítios

por Ana Margarida Craveiro, em 26.04.10

Eu também sou fã da Madeira. Das levadas que fiz, dos mergulhos em Porto Moniz, das lapas e das espetadas.

Equiparar Paris ao Corvo

por Pedro Correia, em 26.04.10

 

É quase injurioso equiparar Paris à ilha do Corvo para efeitos de "direito ao subsídio de transporte", ainda por cima em nome da "igualdade estatutária dos deputados". Que isto venha plasmado num despacho do presidente da Assembleia da República - segunda figura da hierarquia do Estado - para justificar as deslocações semanais à Cidade-Luz da deputada que figurou em terceiro lugar na lista do Partido Socialista por Lisboa torna o caso ainda mais extraordinário.

Avisa desde logo Jaime Gama que a inédita doutrina agora estabelecida "não faz jurisuprudência", revelando assim o incómodo que lhe causa o seu próprio despacho. Ironia do destino: coube-lhe a ele, um açoriano de gema, equiparar Paris ao Corvo - pelo menos ao nível das ajudas de custo. Falta tudo o resto - da Torre Eiffel aos croissants. Mas por algum lado se havia de começar.

 

ADENDA: António Filipe tenta esclarecer a questão. Sem o conseguir.

Passado presente (especial)

por João Carvalho, em 26.04.10

 

Ponte de D. Maria Pia* (Porto, 1877)

 

* — Fotografia de A.Correia, "roubada" aqui.

Inaugurada pelo Rei D. Luís em 1877 (ao fundo, um desenho da época) e baptizada com o nome da Rainha consorte D. Maria Pia de Sabóia, foi projectada por Théophile Seyrig e construída pela Eiffel Constructions Métalliques, sob a direcção de Gustave Eiffel, que morou em Barcelos durante a obra. Trata-se de uma ponte ferroviária sobre o Douro, com uma só linha e há muito incapaz de responder às necessidades, pelas limitações que impunha. Acabou por ser substituída em 1991 pela Ponte de S. João (que se vê em plano mais afastado, em cima) e ficou fechada desde então, acentuando sinais evidentes de corrosão e abandono. Monumento óbvio a preservar, parece pela foto que a velha ponte está a ser tratada. Aguardemos que seja isso, porque há quase duas décadas que a sua decadência era ignorada.

Não há coincidências (5)

por Ana Vidal, em 26.04.10

 

 

Love of my Life (1999) - Carlos Santana & Dave Matthews

 

Carlos Santana é, tal como Paul Simon (ver post anterior desta série), um desses músicos que, aparentemente, não precisam de copiar ninguém para ter êxito. Chamando a si vários músicos que foram variando ao longo dos tempos, este excepcional guitarrista criou a banda genericamente conhecida por Santana, que levou o conceito Rock Latino a todo o mundo. Do palmarés do grupo fazem parte três Latin Grammy Awards e oito Grammy Awards, para além de mais dois dos últimos, conquistados a solo por Carlos Santana. Exactamente trinta anos depois e vinte e dois álbuns já gravados, muitos deles hits de vendas na Europa e nos Estados Unidos da América, Supernatural revelou-se um verdadeiro fenómeno: quinze vezes disco de platina (nos EUA) e nove Grammy Awards, entre os quais o de Álbum do Ano. Os números de vendas foram astronómicos - ultrapassando os 25 milhões de cópias em todo o mundo - e o álbum manteve-se nos tops por muito tempo. Smooth, Corazón Espinado e Maria, Maria foram, possivelmente, as três principais responsáveis por este esmagador sucesso. Mas não é nenhuma dessas canções que chamo à pedra nesta série. A "coincidência" de hoje é Love of my life, igualmente incluída no álbum-maravilha Supernatural. Porquê? Porque este amor já tinha sido de outra vida... a de Brahms. E nos créditos de Love of my Life apenas consta o nome de Carlos Santana como autor, não há nem sombra de alusão ao compositor alemão.

 

 

Symphony nr.3 Poco Allegretto - Johannes Brahms

 

(Nota: Escolhi propositadamente um video biográfico de Brahms - que tem por fundo a melodia original - porque ele conta a história desse amor que deu origem a uma inspirada sinfonia, mais tarde plagiada por Carlos Santana. Chamo a atenção para algumas das palavras de Brahms citadas neste filme, pela ironia da comparação entre o seu perfeccionismo, honestidade e grau de auto-exigência e o facilitismo com que, pouco mais de um século depois, outros se apropriaram de uma obra sua).



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