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por Luís M. Jorge, em 29.04.10

 

"Porreiro, pá."

Parlamento sem tradutor

por João Carvalho, em 29.04.10

Um dos convocados para hoje pela comissão de inquérito parlamentar sobre o caso PT/TVI é Zeinal Bava, o homem que tanto dá cartas no mundo da portugalização linguística como no da gestoralização empresarial.

Parece que o Parlamento ia aproveitar para testar o novo sistema de tradução simultânea, mas está em apuros: até à hora de fecho deste post, ainda não tinha encontrado um tradutor de portuguesing para língua-de-genting.

O futebol como metáfora da política

por Pedro Correia, em 29.04.10

 

O futebol pode ser uma metáfora da política. Pensei nisto esta noite, ao ver o jogo das meias finais entre o Barcelona e o Inter, com um Camp Nou cheio de adeptos a incentivar o clube catalão. Durante 90 minutos, o Barça jogou ao ataque, pressionando o último reduto italiano. E chegou a marcar um belíssimo golo, por Piqué. Insuficiente, no entanto, para anular o 3-1 da primeira mão, jogada em casa do Inter.

Sem uma jogada ofensiva, sem um remate à baliza, sem um único avançado, o clube treinado por José Mourinho ganhou o acesso à final com o Bayern de Munique. Só por ter sido eficaz a defender. O espectáculo que deu no estádio foi deprimente. A "justiça" - termo que os nossos comentadores desportivos adoram - do desfecho foi nula. Mas não estamos no reino da estética: como dizia o outro, quem quer espectáculo compra bilhete para a ópera. E também não estamos no domínio da justiça, como se um relvado fosse um tribunal: se estivéssemos, o Barça seria um vencedor obrigatório.

Estamos no domínio dos resultados. Só isso. Mourinho transformou a sua equipa num intransponível muro de betão. Dando mau espectáculo e condenando ao fracasso o futebol de ataque. Mas carimbou o passaporte para a final.

E é por isto que o futebol me parece uma metáfora da política. Não interessa se o espectáculo é feio ou se o desfecho é "injusto".

Só os resultados contam.

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Uma estreia que regressa?

por João Carvalho, em 29.04.10

«Queremos que o regresso destes autocarros às ruas do Porto seja uma festa, uma vez que se trata de uma estreia nacional.»

(Jorge Freire, administrador da STCP, sobre o regresso de autocarros de dois pisos ao Porto, no Público)

Ler

por Pedro Correia, em 29.04.10

25 de Abril, sempre. Fiscal é que nunca mais... Do João Maria Condeixa, na República dos Cáusticos.

Caminhos tortuosos. Do Miguel Morgado, n' O Cachimbo de Magritte.

Uma barulheira por causa do silêncio. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

Os políticos e os brincalhões. De Francisco Proença de Carvalho, no 31 da Armada.

Os limites constitucionais do disparate. Do Luís Naves, no Albergue Espanhol.

As crises que nos envolvem. De José Medeiros Ferreira, no Córtex Frontal.

Um caso de estudo. Do João Ricardo Vasconcelos, no Activismo de Sofá.

Pedidos de Portugal ao Google. Da Maria João Nogueira, no Jonasnuts.

Uma pessoa habitua-se. Da Sofia, no Dias Assim.

Technicolor. De Cristina Nobre Soares, no Deserto do Mundo.

Os nomes delas. De Rui Herbon, na Jugular.

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As canções do século (119)

por Pedro Correia, em 29.04.10

Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.04.10

À Ask.com.

Uma moção de censura é que era...

por Paulo Gorjão, em 28.04.10

 

Pela blogosfera.

por Luís M. Jorge, em 28.04.10

A culpa das nossas dificuldades é das agências de rating/do Guterres/dos especuladores internacionais. Agora, isto já só lá vai com mais investimento público/mais cortes na despesa.

 

Em qualquer caso, a Alemanha devia pagar-nos.

E atão?

por João Carvalho, em 28.04.10

— Temos medidas focadas no corte da despesa e é nessas medidas que temos de concentrar a nossa atenção» – disse Teixeira dos Santos.

Lembram-se daquela piada sobre o casal alentejano cuja mulher começara a usar baton?

Atão porque é que nã ficas? – insistia o marido.

Atão porque é que nã concentram?

A força da realidade

por Adolfo Mesquita Nunes, em 28.04.10

Tal como digo no post que hoje publiquei no Aparelho de Estado, antes mesmo de conhecer os resultados da reunião entre Passos Coelho e José Sócrates, a solução para a crise não está no entendimento entre Sócrates e Passos Coelho. Está na vontade política de cortar radicalmente nas despesas e de abandonar o socialismo que nos governa há decadas.

 

E tanto não está que, como se vê do encontro em questão, o consenso entre ambos quedou-se por uma meia dúzia de banalidades e lateralidades que só por brincadeira podem ser entendidas como medidas de combate à crise (se é evidente que o combate à fraude e a melhor fiscalização das prestações sociais merecem aplauso, já é de rir que as mesmas sejam encaradas como medidas de combate à crise, como se fosse necessário uma crise para nos lembrar que é preciso garantir que "ninguém tem vantagem em ficar no subsídio de desempre apenas por ser uma situação mais vantajosa do que estar a trabalhar").

 

Não é este consenso que salvará Portugal. Nem o acordo político de regime apregoado pelo Presidente da República. Nenhum deles resiste à força da realidade que vivemos.    

Revisões do estatuto do aluno

por Ana Margarida Craveiro, em 28.04.10

Trinta e seis anos depois, temos um sistema nacional de educação que tem por objectivo a desigualdade de facto. Quem é rico, foge e compra um futuro com mensalidades de ouro; quem é pobre, sujeita-se à falta de respeito pelo trabalho, mérito e esforço. Pobres professores, pobres alunos, pobre país.

Giros e talentosos (29)

por Leonor Barros, em 28.04.10

 

Javi Garcia

Portugal dos pequeninos

por Pedro Correia, em 28.04.10

 

José Sócrates, que lidera um governo minoritário, tinha toda a conveniência em chamar a São Bento os líderes dos partidos da oposição, procurando sensibilizá-los para a necessidade de haver respostas conjuntas à grave crise económica e financeira em que o País mergulhou. Seria até uma excelente ocasião para o efeito, neste dia em que a Assembleia da República suspendeu a agenda de trabalhos devido a uma inédita greve dos funcionários parlamentares. No entanto, deixou o líder do principal partido da oposição tomar a iniciativa. O encontro de hoje na residência oficial do primeiro-ministro ocorreu na sequência de um telefonema de Pedro Passos Coelho a Sócrates. Como se Passos já fosse o primeiro-ministro e o líder socialista tivesse sido remetido a uma cura de oposição.

Enquanto o PSD de Passos Coelho trava um ameno diálogo com Sócrates, dispondo-se a encontrar soluções de convergência com o Governo para reduzir o gigantesco défice português, o PSD de Manuela Ferreira Leite continua a conduzir um inquérito parlamentar destinado a demonstrar que o chefe do Governo é um indivíduo que mente, não tem carácter nem merece confiança. Uma situação de pura esquizofrenia política, bem reveladora das duas faces que os sociais-democratas persistem em exibir aos portugueses.

Mas a esquizofrenia não se reduz ao PSD. O PCP, partido leninista, deixou José Pedro Aguiar-Branco roubar-lhe a bandeira do leninismo na sessão solene comemorativa do 25 de Abril. Os comunistas já não são o que eram: há quanto tempo não ouvimos Jerónimo de Sousa citar Lenine?

Na mesma sessão, o Presidente da República optou por tecer longas considerações sobre o mar, apontando-o como "novo desígnio", como se o País não estivesse em risco de naufragar e vivêssemos todos bem aconchegados num doce Portugal dos pequeninos. Crise? Qual crise? Porreiro, pá.

Honra - um conceito ultrapassado

por Ana Vidal, em 28.04.10

Recebi ontem, por mail, o texto que aqui partilho. É escrito na primeira pessoa e a história é comprovadamente verdadeira. Antes que me caia o mundo em cima, aqui fica também uma declaração de princípios: não, não sou saudosista, não suspiro por um novo Salazar nem a figura do próprio me foi alguma vez particularmente simpática. A conquista da democracia é para mim um valor inestimável e, espero, sem retorno. O que me parece importante destacar neste texto é a atitude de um país perante os seus compromissos, que mudou radicalmente em tão pouco tempo. Bem sei que as alterações de fundo na posição de Portugal perante o exterior são enormes desde então, que o facto de pertencermos a uma comunidade económica mudou definitivamente as regras do jogo e que deixámos de ter capacidade para tomar posições isoladas. Apesar dessa inevitável perda de autonomia, não hesito em afirmar: ainda bem que já não estamos "orgulhosamente sós". Mas a verdade é que, pelo caminho, entre as muitas vantagens que ganhámos, alguns princípios fundamentais se perderam. Um deles, para mim o mais importante, é a "velha" noção de Honra. Como se constata pelas escandaleiras nacionais que nos invadem diariamente, em que até as instituições mais sagradas são postas em causa e perderam todo o prestígio, a Honra - tanto a nível particular como colectivo - transformou-se num conceito ultrapassado. Por isso deixo aqui este testemunho, que transcrevo na íntegra, memória de algum conforto nos dias lamacentos e ameaçadores que atravessamos.

 

«Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

 

O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.

 

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

 

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

 

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

 

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

 

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

 

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

 

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

 

Estoril, 18 de Abril de 2010


Luís Soares de Oliveira»

 

(Nota: Descobri entretanto que este texto foi publicado em primeira mão neste blogue.)

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Cem palavras que odeio (39)

por Pedro Correia, em 28.04.10

"INTERVENCIONAR"

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Mantenham a calma...

por João Carvalho, em 28.04.10

O rating de Portugal no exterior desce de A+ para A-. Como tantos avisam há muito, a situação económico-financeira continua a deteriorar-se e o país vai perdendo crédito sucessivamente.

Tomo conhecimento da reacção de Teixeira dos Santos. O ministro das Finanças responde aos factos com frases feitas, lugares-comuns e ideias redondas, do tipo «há que executar as medidas necessárias», «o dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje», «agora há que agir, há que actuar, há que tomar medidas». Ainda por cima, a resposta é em forma de comunicado escrito e, no entanto, parece-me coisa atabalhoada feita em cima do joelho. Por exemplo: «Os mercados têm revelado uma turbulência muito significativa no que se refere à dívida portuguesa e, pelo contrário, acho que uma notícia destas não vai serenar os mercados, que vão continuar a manifestar essa turbulência e esse nervosismo».

 

Não preciso de ser especialista para parar, reflectir e tentar ordenar alguns dados. Só corro o risco de pecar por omissão. Vejamos.

 Pior do que não haver contenção na despesa pública e começar a cortar nela, é saber que, enquanto a inflacção se tem mantido praticamente inalterável, a despesa pública até aumentou quatro por cento.

 Estamos a entrar no quinto mês do ano e o Orçamento do Estado (OE), apresentado e aprovado tarde e a más horas, ainda não está a ser executado.

 O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), segundo os mais variados entendidos que ouço, é tímido e insuficiente na estabilidade e é nada de nada no crescimento. Além disso, o PEC também não está a ser executado.

 É hoje um dado adquirido que a Saúde pública, um monstro que suga o OE até ao tutano, tem 25 a 30 por cento de desperdício nos seus gastos monumentais. Só que ninguém impede que as horas extraordinárias no sector subam todos os meses, nem põe cobro à gestão desastrosa que as contas comprovam.

 Do trabalho do actual Executivo, que herdou do anterior uma espécie de legado atribuído a si próprio, tenho dificuldade em lembrar-me de muito mais do que da urgentíssima promoção legislativa de casamentos gay e da reabertura de um diálogo com os professores que já está inquinado. Seis meses depois de tomar posse, deve ter feito mais do que isto e estou seguramente a ser injusto, mas tenho a certeza de que nada fez do que todos queríamos: ninguém está melhor, a pobreza não está a diminuir, o país não recupera uma migalha do que anda a perder há anos.

Apesar de considerar este ponto da situação muito incompleto e imperfeito, creio que é possível tirar algumas conclusões sérias e concretas, nenhuma delas relaxante — excepto para o governo, pelos vistos.

 

A situação é favorável? Não é. É razoável e está controlada? Também não. É má? É. Estamos perigosamente parecidos com a Grécia? Não sei. Acho que estamos parecidos com o barco que se afunda e em que o comandante tranquiliza os passageiros:

— Atenção! A situação não é grave, mas é dramática. Atenção! Mantenham a calma e salve-se quem puder.

Trinta e um

por Pedro Correia, em 28.04.10

O DELITO DE OPINIÃO é o 31º blogue mais popular da língua portuguesa. São contas do Twingly.

As canções do século (118)

por Pedro Correia, em 28.04.10

Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.04.10

Ao Entre Douro e Minho.



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