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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.01.10

Ao Aparelho de Estado

Enfermeiros (e enfermeiras) em greve...

por João Campos, em 29.01.10

... mesmo aqui na vizinhança. Tem sido uma tarde animada. Os restaurantes e centros comerciais da zona de Saldanha estarão certamente a esfregar as mãos de contentes. O Ministério da Saúde e os passageiros dos autocarros 742, 718, 16, 101 e 726 da Carris, nem tanto.

 

 

(Em jeito de nota de rodapé, podem também ver o belo estado da Avenida Duque D'Ávila, tema sobre o qual o Carlos Barbosa de Oliveira falou aqui. A ver se num destes dias, durante a hora de almoço, tiro mais algumas fotografias)

 

 

Eram suficientes para entupir a Defensores de Chaves. E para fazer uma algazarra que despertou a atenção de toda a gente das redondezas. Enfermeiros (e enfermeiras) e estudantes universitários, provavelmente dos cursos de Enfermagem. Não sei ao certo quantos eram - a seguir começa a guerra de números entre Governo e sindicatos, e ninguém saberá ao certo. Mas foram suficientes para se fazerem ouvir... na rua, pelo menos.

Pub: IPRIS Viewpoints

por Paulo Gorjão, em 29.01.10

Pedro Seabra, "UNASUR: South America's wishful thinking?" (IPRIS Viewpoints, No. 10, February 2010).

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Retratos da pobreza e exclusão (5)

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.01.10

 

 

Bombaim (ou Mumbai) é uma cidade de horrores. A miséria da maioria da população contrasta, de forma aviltante, com o luxo de uma minoria.
Todas as noites, mais de 1 milhão de pessoas dorme em valas ao longo da estrada que liga a cidade ao aeroporto, enquanto turistas se divertem e dormem em hotéis luxuosos; hordas de pedintes vasculham em montes de imundície, enquanto homens de negócios se reúnem em jantares cujo custo permitiria matar a fome a uma família indiana durante um ano; políticos discutem nos bares, entre duas bebidas e aperitivos, os problemas da miséria no mundo, enquanto crianças ranhosas, fedendo a miséria, colam os olhos vítreos nas janelas dos autocarros pejados de turistas.

Mais do que pedirem uma esmola, pedem que alguém olhe para a sua miséria. Não querem compaixão, apelam apenas à consciência de quem pode reduzir o seu sofrimento.

A História está viva e recomenda-se

por Pedro Correia, em 29.01.10

    

 

Durante muitos anos - demasiados anos - a História renegou as biografias e a ordenação cronológica. Influenciada por certas modas ideológicas, interessava-se sobretudo por estatísticas de produção, dados demográficos, grandes "estruturas" sociais e a "luta de classes" como "motor" dos acontecimentos. Felizmente, como sucede a todas as modas, também esta se foi esgotando. O papel do indivíduo foi revalorizado, o encadeamento dos factos na sua perspectiva cronológica voltou a ganhar importância e o modo de escrever recuperou um estilo narrativo que parecia condenado ao desuso. Qualquer escaparate de livraria volta hoje a dar relevância à biografia como insubstituível género literário. As memórias, os diários de personalidades célebres e os testemunhos na primeira pessoa do singular recuperaram leitores fiéis.

Vem isto a propósito de alguns dos mais notáveis lançamentos editoriais de 2009 em Portugal que continuam a ter repercussão no ano em curso. Livros como a monumental biografia de Hitler (Dom Quixote), lançada na sua versão abreviada (mas, ainda assim, gigantesca) do historiador britânico Ian Kershaw. Beneficiando da abertura de arquivos e do acesso a fontes documentais inéditas como o diário de Joseph Goebbels, o delfim de Hitler, Kershaw descreve-nos com minúcia a ascensão ao poder do fundador do III Reich, do seu percurso errante de boémio em Viena, quando ganhava o sustento vendendo medíocres aguarelas a clientes judeus, até se tornar dirigente máximo da Alemanha, submetendo sucessivas nações europeias à sua imparável sede de poder e transformando uma das mais requintadas civilizações mundiais num gigantesco cenário de terror.

Outra obra indispensável agora ao dispor dos leitores portugueses é A II Guerra Mundial (Dom Quixote), impressionante descrição - passo a passo, batalha a batalha - dos seis anos mais mortíferos da história da humanidade, redigida pelo britânico Martin Gilbert, que já se distinguira como o melhor biógrafo de Winston Churchill. Destaque ainda para Uma Breve História do Século XX (Livros d' Hoje), do australiano Geoffrey Blainey, que nos chegou com o rótulo de "best seller internacional" - neste caso bem merecido: aqui se condensam de forma exemplar, em cerca de 500 páginas, os principais acontecimentos do século passado, mencionando factos políticos mas também as ideologias em conflito, as grandes descobertas científicas e todo o cortejo de prodigiosas inovações técnicas.

A História está viva - e recomenda-se. É uma excelente notícia para os leitores do século XXI.

Menos conversa e mais acção

por João Carvalho, em 29.01.10

«O governo apresentará "em breve" a Bruxelas um Plano de Estabilidade e Crescimento que "dará a indicação clara" de que vai seguir políticas que garantem a redução do défice.» Por outras palavras: uma indicação clara para escamotear uma situação negra?

Ora, Bruxelas já deve saber algumas histórias sobre o cumprimento de promessas do governo que temos. Por isso, talvez fosse melhor menos indicações e mais indicadores. Em suma: menos palavras e mais trabalho.

Um título que gostaria de ter feito

por Pedro Correia, em 29.01.10

"O silêncio de Salinger torna-se eterno." Hoje, no El Pais.

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Avençar Portugal

por José Gomes André, em 29.01.10

Já nem vou falar da aberração que é criar sete prédios com 18 andares à beira do rio. Não. Prefiro chamar a atenção para a parte a negrito desta notícia: 

 

"A Câmara de Lisboa decidiu ontem pôr à discussão pública a possibilidade de nascerem na zona da Matinha, junto à linha férrea e nas imediações do rio, sete torres de 18 ou 19 andares cada uma. O plano de pormenor em que se insere esta urbanização [...] foi encomendado pela autarquia ao gabinete de arquitectura Risco, que pertenceu até há pouco mais de dois anos ao actual vereador do Urbanismo de Lisboa, Manuel Salgado.

Em 2005, a autarquia estabeleceu para aquela zona, situada perto da Expo, um índice de construção hoje considerado por muitos excessivo. [...] A opção do gabinete de arquitectura, que é hoje dirigido pelo filho de Manuel Salgado, passou por fazer crescer em altura sete dos prédios da urbanização, de forma a permitir alguma área livre ao nível do solo." 

 

Uma Câmara. Um vereador que chefiou um gabinete de arquitectura. Uma encomenda feita pela Câmara ao dito gabinete. Um gabinete chefiado pelo filho do actual vereador. O mais curioso? Todos acharam normalíssimo.

Belles toujours

por Pedro Correia, em 29.01.10

 

Amy Adams

 

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Outra vez Obama

por José Gomes André, em 29.01.10

A minha leitura do discurso sobre o "Estado da União", no Era uma vez na América.

Faites vos jeux...

por Paulo Gorjão, em 29.01.10

Ainda não é claro quem serão os candidatos na disputa pela liderança do PSD. Pedro Passos Coelho é o único candidato assumido até ao momento, continuando por agora a especulação sobre quem será o seu eventual concorrente. Independentemente de quem venha a estar na corrida, era importante que os futuros candidatos se sentassem à mesa e estabelecessem entre si um pacto de não agressão pessoal. Era relevante que elaborassem um compromisso sobre as regras formais e informais da campanha eleitoral, bem como sobre o dia seguinte às eleições directas.

Discuta-se política, pura e dura, mas deixe-se de lado as questões pessoais. Confrontem-se propostas e defina-se um rumo. A seguir que se construa em comum uma alternativa política e partidária. Pela parte que me toca, mero cidadão atento e interessado, independentemente das minhas preferências políticas e pessoais, conhecidas de todos, se forem observadas as regras mínimas de cordialidade na campanha  -- e pela primeira vez desde há algum tempo temos algumas condições para isso --, quem quer que seja o vencedor, no dia seguinte às eleições directas terá a minha lealdade política.

As canções do século (29)

por Pedro Correia, em 29.01.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.01.10

Ao QIQX.

J.D. Salinger (01.01.19-27.01.10)

por João Campos, em 28.01.10

 

Não tendo grande jeito para obituários, no momento em que fico a saber que J.D. Salinger faleceu (aos 91 anos) a única coisa que me ocorre é reler The Catcher in the Rye, de longe um dos melhores livros que já li.

O resto da notícia

por João Carvalho, em 28.01.10

A Ana Vidal anotou aqui muito bem as palavras do presidente do BES sobre as maravilhas da banca portuguesa. Aproveito agora para registar que Ricardo Salgado também acha que a tributação sobre os bónus e demais mordomias traduzíveis em dinheiro-do-bom podem levar «gente muito valiosa» a sair de Portugal.

Assaltam-me algumas dúvidas. A coisa não poderá resolver-se aumentando os bónus e alargando as mordomias? Enquanto essa tributação não se concretiza, os portugueses mais valiosos têm andado a sair de cá sempre que conseguem por que raio de razão? É por achar mal sair de Portugal que o BES recusa investir lá fora, trabalhar com off-shores e tudo isso?

Soneira

por João Carvalho, em 28.01.10

Começo a achar que a Judite de Sousa transformou a Grande Entrevista num teste de resistência. Teixeira dos Santos diz que nunca agiu em função de calendários eleitorais, que os piores cenários são exagerados, que ninguém podia prever o desenrolar da crise, blá-blá-blá-blá... Estou a sentir uma soneira que nem imaginam.

Privacidade?

por João Campos, em 28.01.10

No Público: O presidente do observatório da criminalidade afirmou hoje que a segurança não é um direito menor do que a privacidade, justificando assim a necessidade de se manterem medidas de protecção que possam representar uma intromissão na vida privada. Isto vem a propósito dos scanners corporais que deverão ser instalados nos aeroportos, mas poderia ser dito a propósito de videovigilância nas ruas, e de tantas outras coisas. O problema é que esta ideia poderá servir para justificar todo o tipo de abusos. E não deixa de ser preocupante que tenha tantos e tão importantes adeptos.

Notícias do dia

por Ana Vidal, em 28.01.10

 

 

1. Ricardo Salgado afirma, numa entrevista concedida ao Público, que "Os bancos portugueses tiveram um comportamento espectacular nesta crise".  Assim mesmo, sem hesitações. Depois da surpresa que uma afirmação categórica destas me causa, acabo por dar-lhe razão: os bancos portugueses deram espectáculo, é verdade. Pena é que, no caso de alguns, tenha sido um espectáculo tão triste.

 

2. Num alerta noticioso que me traz diariamente os principais títulos da imprensa escrita nacional, leio este, do Jornal de Notícias: Ministro admite abdicar de salário. Fico com uma enorme curiosidade de saber quem é este extraordinário caso de samaritanismo governamental e sigo o link... que me leva, afinal, ao seguinte aviso: "Lamentamos, mas ocorreu um erro que nos impossibilita de mostrar a página pretendida. Dentro de alguns segundos será encaminhado para a página de entrada no site do JN.". O samaritano arrependeu-se, presumo. Já não há estrelas no céu, como diria o Rui Veloso.

 

O post pelos seus leitores

por Ana Margarida Craveiro, em 28.01.10

Estava a ler as condições de acesso ao Porta 65, o programa de fomento ao arrendamento jovem, e deparei logo com este parágrafo. Alguém me sabe explicar o que é um casal? É que, dizem-me, para o Estado um casal jovem não pode ser casado. Antes de meter água, e desfiar todo um rosário sobre falsas tolerâncias e progressismos, apelo aos leitores. A minha dúvida tem uma causa simples: já por duas vezes me contaram casos de candidaturas rejeitadas, aparentemente porque o "jovem casal" era casado, assim mesmo, de papel passado. O parágrafo em causa é este, e pode ser encontrado aqui:

 

Jovens em coabitação; Jovens casais ou em união de facto; Jovens com idade igual ou superiores a 18 anos e inferior a 30 anos (no caso de casais jovens um dos elementos pode ter até 32 anos). 

 

Adenda especial para o João Carvalho: este "com idade igual ou superiores" é magnífico, não é?

O "livre pensamento" à lei da bala

por Pedro Correia, em 28.01.10

 

Existe por aí uma autodenominada Associação Portuguesa do Livre Pensamento (APLP), especializada em promover romagens às campas dos dois assassinos do penúltimo rei de Portugal, Costa e Buíça. Os escassos membros desta associação prometem o cumprir o ritual de visitar o cemitério do Alto de São João, no próximo domingo, enquanto lamentam que as comemorações oficiais do centenário da república "ignorem o contributo" dos referidos homicidas para o derrube da monarquia. Isto em nome dos "princípios libertários, a acções tendentes à construção de uma pátria sem opressões classicistas, moderna e voltada para o futuro, construída por homens livres, coerentes e firmes nas suas convicções", segundo leio na Lusa.

Buíça e Costa, a quem a APLP denomina "cidadãos", ao dispararem os tiros mortais expressaram o seu "legítimo direito à indignação", princípio que a benemérita associação "respeita, promove e continua a propalar".

 

Conclui-se daqui o seguinte:

1. Na óptica da APLP, organizar romagens ao Alto de São João é uma "acção moderna e voltada para o futuro".

2. Matar alguém - no caso, além do rei, foi igualmente assassinado o príncipe real D. Luís Filipe - demonstra "coerência e firmeza de convicções".

3. O "livre pensamento" promove-se recorrendo à lei da bala.

4. Matar é, mais do que "legítimo direito à indignação", um exercício de cidadania.

5. Quem vir por aí um membro da APLP deve munir-se de colete antibalas, não vá mais alguém ser vítima dos princípios que esta associação "respeita, promove e continua a propalar". O intrépido inspector Callahan, em tempos interpretado no cinema por Clint Eastwood, não diria melhor.



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