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31 de Janeiro

por João Carvalho, em 31.01.10

Este velho postal do Porto é do tempo do Estado Novo, que entendeu chamar Rua de Santo António àquela que vai por ali acima, repescando a toponímia antiga. O regime actual restituiu-lhe o nome que tinha antes disso, a lembrar a revolta falhada: Rua de 31 de Janeiro.

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Onde está a fita métrica da ERC?

por Pedro Correia, em 31.01.10

A perplexidade é do Blasfémias - e minha também. Um "debate" na Antena 1 sobre "O Estado e a competitividade da economia portuguesa" que inclui como participantes estas excelentíssimas personalidades: o ministro das Finanças, o ministro da Economia, o governador do Banco de Portugal e a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Não sei o que mais me espanta nesta iniciativa em que não se pretende sequer esboçar um arremedo de debate. Ditar frases de propaganda para a acta, como se fosse uma sessão do Conselho de Ministros para a área económica?  Proclamar as excelsas virtudes do Executivo Sócrates? Convencer os 600 mil desempregados portugueses que o País vai de vento em pôpa graças à governação socialista?

E já agora o que faz neste painel a ubíqua drª Cândida Almeida, certamente com imensos afazeres em questões da sua área? Tornou-se especialista em "competitividade"?

E uma última pergunta: será que célebre fita métrica da ERC levou sumiço?

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Blogue da semana

por André Couto, em 31.01.10

Sou um confesso admirador do Pedro Adão e Silva. Isto porque o Pedro consegue, em contra-ciclo com a generalidade dos comentadores, manter a isenção política, sendo recto e isento no comentário político que faz, não deixando de se bater por aquilo em que acredita.

Alia o isto o facto de transmitir tranquilidade a quem o vê, sendo dono de uma objectividade e clareza de discurso que é raro encontrar.

Na blogosfera tem o Léxico Familiar, o qual, não tendo a notoriedade que o autor goza lá fora, tem exactamente a mesma qualidade.

Da última vez sugeri um outsider, desta deixo um autor consagrado numa comunicação mais light do que aquilo a que estamos habituados.

É a sugestão que o Delito de Opinião deixa como Blogue da semana.

Tenham uma das boas!

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Boicote?

por João Carvalho, em 31.01.10

Este post do Paulo Gorjão pouco abaixo está sem entrada de comentários. Estranho. O boicote é do PS ou é do próprio PSD? Ou dos monárquicos?

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Captain of my soul

por Leonor Barros, em 31.01.10

A história é comovente, tão comovente que quase parece ficção. Um líder político, presidente de um país a braços com a reconciliação do seu povo, separado durante 42 anos por um regime vil de segregação racial, um desporto reservado à minoria africânder e desprezado pela maioria negra, símbolo do país oprimido e dividido, e a tentativa de harmonizar as diferenças, apagar cores e construir uma identidade colectiva através desse mesmo desporto, o dealbar de uma nação unida. Esta estratégia de uma raríssima inteligência e intuição catapulta para a ribalta o capitão de equipa que a pedido do Presidente eleva os Springboks e, com eles, a nação, gritando em uníssono por um mesmo objectivo. Negros e brancos finalmente unidos. Nada seria igual dali para a frente. Se juntarmos a este argumento baseado no livro de John Carlin, Playing the enemy – Nelson Mandela and the game that made a nation, a realização de Clint Eastwood, Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela e Matt Damon como François Pienaar, o capitão da equipa nacional de râguebi, Springboks, obtemos um filme intenso, com momentos comoventes e empolgantes e a sensação de sermos mais um dos espectadores em Ellis Park a torcer pelos Springboks, sabendo secretamente que torcemos pela igualdade de direitos, pela reconciliação e pelos ideais de liberdade tantas vezes apregoados e outras tantas esquecidos. Martin Luther King orgulhar-se-ia do sonho realizado, o muro das diferenças derrubado não por decreto mas pela comunhão de um mesmo pulsar. E assim, uma nova alma e um novo país.
E diz-se por aí que Invictus não será o melhor filme de Clint Eastwood, depois de Million Dollar Baby e de Gran Torino, mas Invictus é certamente um filme belíssimo, sustentado pelo desempenho sóbrio e inexcedível de Morgan Freeman e Matt Damon. As cenas do jogo de râguebi são de uma rara beleza e mesmo sabendo da história que os Springboks venceram os All Blacks naquele 24 de Junho de 1995, continuamos suspensos e vibramos na expectativa da vitória, metáfora de esperança de um país que consegue finalmente gritar pelo mesmo ideal, um nós que substitui o eles proferido e praticado ao longo de quatro décadas de segregacionismo bóer. E Invictus de William Ernest Henley que perdura no ouvido It matters not how strait the gate/ How charged with punishments the scroll/ I am the master of my fate:/ I am the captain of my soul.

 

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Ficção (pouco) científica

por Paulo Gorjão, em 31.01.10

Adoro um bom argumento de ficção científica. O que gosto menos, muito menos, é de um argumento pouco científico. A tese que anda no éter de que Manuela Ferreira Leite se sacrificou com o intuito de assegurar a aprovação do OE, deixando assim o terreno em aberto para o seu sucessor, é hilariante. Basta, aliás, parar cinco segundos para pensar. Alguém consegue explicar por que motivo o seu sucessor necessitava do terreno em aberto? Mais. No que é que consistiu o tal sacrifício?

Sejamos claros. Se existiu algum sacrifício ele foi feito não em nome do seu sucessor, mas sim em nome de Cavaco Silva. Mais. Se existiu algum sacrifício ele foi feito em função de uma estratégia de uma facção interna do PSD que necessitava de tempo. No meio disto o interesse comum do PSD ou do seu sucessor foram uma nota de rodapé no seu sacrifício.

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Leituras

por Leonor Barros, em 31.01.10

The first thing I learned at school was that some people are idiots; the second thing I learned was that some people are even worse.

 

Orhan Pamuk, Istanbul. Memories and the City

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O teto dos inteletuais

por Pedro Correia, em 31.01.10

  

 

"Neste momento, temos o corretor pronto a ser instalado em todos os computadores." A frase - com o itálico da minha lavra - consta de um despacho de sexta-feira da agência Lusa, que desde ontem começou a escrever notícias "ao abrigo do Acordo Ortográfico", como foi sublinhando no remate de todos os telegramas distribuídos ao longo de sábado.

Li aquelas linhas e espantei-me: um corretor vai ser instalado nos computadores do mais oficial órgão de informação existente em Portugal? Durou pouco a perplexidade: afinal a notícia não aludia a um tipo qualquer especializado em transaccionar acções da Bolsa de Valores mas a um corrector ortográfico, agora destinado a dar caça às supostas consoantes mudas. E emprego aqui o adjectivo supostas porque muitas dessas consoantes têm a insubstituível missão de abrir as vogais. "Ao abrigo" da nova norma, para usar a curiosa expressão da Lusa, o vocábulo "diretor" passa a ser lido com E mudo, o som do A em "redação" também emudece e nem preciso de referir que o O de "adotar" passa a equivaler a U. Nada que refreie o entusiasmo do "diretor" da agência, que revela: "Cada jornalista esteve um dia a refletir sobre a filosofia geral do Acordo."

Também a mim isto dá para "filosofar". E lembro-me da celeuma que a reforma ortográfica concebida por Malaca Casteleiro gerou há 20 anos na comunidade literária portuguesa, com alguns dos nossos maiores escritores - de Miguel Torga a Vergílio Ferreira, de Agustina Bessa-Luís a Sophia de Mello Breyner - tomando posição firme contra a falsa "unificação", afinal quase um decalque da norma brasileira. Sophia, particularmente, acentuou então a importância das chamadas consoantes mudas na abertura das vogais num país que a sul do Mondego persiste em fechá-las.

Desta vez quase não houve polémica, o que é um esclarecedor sinal dos tempos. Adeus corrector, olá corretor e meses escritos em minúscula. Este é o tempo dos inteletuais, não dos intelectuais. Prontos a "abrigar-se" sob qualquer tecto. Perdão, teto.

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O segredo do mundo

por Teresa Ribeiro, em 31.01.10

Se não fosse mulher Roberto Bolaño não me teria impressionado tanto com 2666. Saber-se com os dias contados e portanto sem direito a uma segunda oportunidade foi determinante para conseguir escrever uma obra tão impiedosa. Mas nada na sua mortal pretensão de se transcender o obrigava a escolher o indizível como tema central desta espécie de tese sobre a natureza humana.

Uma parte considerável deste livro fala-nos da violação, tortura e assassínio em série de mulheres, inspirada em factos reais ocorridos no México. Estas mortes rituais percorrem 2666 ora através de alusões esparsas ora, na parte a elas inteiramente dedicada, através da exposição "fotográfica" dos cadáveres, feita a um ritmo torrencial, sufocante.

Na página 404 a frase dita por uma das personagens femininas revela-se a chave do livro: Ninguém presta atenção a estes assassínios, mas neles esconde-se o segredo do mundo.

A misoginia é o segredo do mundo? A misoginia que rasga estas 1027 páginas é assumida por um homem como o segredo do mundo?

Nesta obra Bolaño é duro para os homens, como não me lembro de ter visto outro escritor ser, sobretudo quando expõe a misoginia até ao osso: Como é a mulher perfeita? Pois, com meio metro de altura, orelhuda, com a cabeça chata, sem dentes e muito feia. Porquê? Assim com meio metro pode chegar exactamente à cintura, pá, orelhuda para a manejarmos com facilidade, com a cabeça chata para termos um sítio onde pôr a cerveja, sem dentes para não nos magoar a verga e muito feia para que nenhum filho da puta no-la roube.

A cena passa-se num bar onde se encontram alguns dos polícias que investigam os assassínios em série: Porque é que as mulheres não sabem esquiar? Porque na cozinha nunca neva.

O contador de anedotas continua: Vamos lá a ver, meus amigos, definam-me lá uma mulher. Silêncio. É um conjunto de células que rodeiam uma vagina. E então, narra Bolaño, alguém se ri. É um inspector: Essa é muito boa. - as anedotas seguem ao longo de quase duas páginas, cada uma mais alarve que a outra. 

Em 2666 há demasiadas marcas autobiográficas para que se deva presumir que deste retrato o autor se está a excluir olimpicamente, daí que faça sentido perguntarmo-nos se esta descrição tão cruel para os homens é um acto de contrição. Se não é, até parece. Mas de uma coisa tenho a certeza, gostar de mulheres é escrever isto: A sobrevivência da família foi-lhe difícil. Mas como era uma mulher humilde e discreta, de índole optimista e que além disso sabia ouvir, não lhe faltaram amizades (...) Não se importou de ter de caminhar mais vinte minutos todas as manhãs. Pelo contrário, caminhava-os quase a cantar. Não se importou de passar noites sem dormir, ligando um turno com o outro ou de ficar até ás duas da manhã na cozinha. Pelo contrário, o esforço físico enchia-a de energia, o esgotamento transformava-se em vivacidade e graciosidade.

E isto: É difícil ser feminista no México. Se uma pessoa tem dinheiro, não é tão difícil, mas se for da classe média é difícil. A princípio não, claro, a princípio é fácil, na universidade, por exemplo, é muito fácil, mas à medida que os anos vão passando é cada vez mais difícil. Para os mexicanos, só para que saiba, o único encanto do feminismo radica na juventude. Mas aqui envelhecemos depressa. Envelhecem-nos depressa.

No fundo 2666 é uma sentida homenagem às mulheres. Era o que me faltava dizer acerca do livro que mais me marcou em 2009.  

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Heróis da BD (40)

por Pedro Correia, em 31.01.10

 

 

 

 

Super-Homem, de Jerry Siegel e Joe Shuster

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Liverpool & Beatlemania (10)

por João Carvalho, em 31.01.10

 

Junto à margem do Rio Mersey, Liverpool tem hoje as suas "docas", uma vasta área dedicada à cultura, lazer, restaurantes e bares, comércio, etc.: é a Albert Dock, reconversão de um antigo conjunto de edifícios associados às lides portuárias, actividade na qual a velha urbe foi um marco histórico que a Grã-Bretanha tem bem presente.

Por essas bandas, ao fundo de um relvado amplo que dá pelo nome de Chevasse Park, lá está o monumento mais inesperado de Liverpool: o Yellow Submarine.

 

Executado em metal, o obelisco pesa 20 toneladas e foi uma das estrelas do International Garden Festival, a partir de 1984, no Otterspool Park, o qual se estendeu até 1997. Ficou depois abandonado e começou a mostrar sinais de corrosão galopante.

Um dia, as autoridades da cidade decidiram aproveitá-lo, dar-lhe a mão, restaurá-lo e levá-lo para um lugar novo. É onde está, desde 24 de Agosto de 2000 – em cima da relva, à boa maneira hippie. De um lado, uma avantajada placa colorida condizente lembra a canção dos Beatles e conta esta curta história do monumento inspirado na célebre longa-metragem musical em desenhos animados.

"In the town

where I was born..."

 

... so began the imortal opening lines in the Beatles 1966 song
"Yellow Submarine".

 

The hit record and film inspired fans of all ages - including
apprentices at the world famous Cammell Laird
Shipbuilding yard, on the River Mersey.

 

From a design by Graham Burgess, the apprentices
built this 20-ton submarine, which is 51 feet long and
made from plate metal, for the Liverpool International
Garden Festival in 1984.

 

It was transported across the Mersey to the Festival
Garden site at Otterspool where it was one of the main
attractions for millions of visitors.

 

But, in 1997, the Festival site finally closed and the
Yellow Submarine was left high and dry.

 

The tide turned when Liverpool City Council stepped in
to rescue the Fab Four's rusting sub and give it a new berth
in the city centre. The Yellow Submarine was first taken to a
council depot where it was repaired and renovated by New
Deal trainees from Liverpool Architecture and Design Trust.

 

Fully ship-shape, it was re-launched at this site on
August 24th, 2000 for a new generation of Beatles fans.

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Ler

por Pedro Correia, em 31.01.10

Dos malefícios do tabaco. De Cristina Nobre Soares, no Deserto do Mundo.

Brincar às casinhas... Da Cristina Mendes Ribeiro, no Estado Sentido.

Feminismo. De Maria N, na Segunda Língua.

Harmonia conjugal. De Carla Romualdo, no Aventar.

O homem que coleccionava mulheres sem rosto. Da Sofia Vieira, na Controversa Maresia.

Uma questão de educação. Da Leonor Barros, n' A Curva da Estrada.

Desemprego de hoje, praia de amanhã. De João Maria Condeixa, na República do Cáustico.

Os nossos novos emigrantes. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

Tu e eu em cada golo. Do José Fialho Gouveia, no Albergue Espanhol.

Duplicidade. De Rui Crull Tabosa, no Corta-Fitas.

Véus e minaretes. De João Miranda, no Blasfémias.

'Anti-Cristo': o último reduto. Do João Lopes, no Sound+Vision.

Pippa Lee. De Luís Januário, n' A Natureza do Mal

Mestre Aquilino. De Ega, na Metafísica do Esquecimento.

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As canções do século (31)

por Pedro Correia, em 31.01.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.01.10

Ao Marcoense Como Nós.

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Há sempre espaço para mais um prego...

por Paulo Gorjão, em 30.01.10

"Aquilo que o país precisa neste momento não é de políticos, é de estadistas", disse Manuela Ferreira Leite. Infeliz, sempre infeliz, até ao último dia.

Eis, uma vez mais, a sempre repetida tentativa de emulação de Cavaco Silva, infelizmente sempre para pior, muito pior. Será quase desnecessário salientar que esta dicotomia não tem pés nem cabeça. Pior. O nojo que daqui se subentende em relação à política, como se os estadistas pairassem sobre a política sem nunca nela sujar as mãos, é apenas mais um episódio que contribui para a descredibilizar. Do primeiro até ao último dia, a passagem de Manuela Ferreira Leite pela presidência do PSD é um enorme equívoco. Já faltou mais para acabar, felizmente.

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Never make a saint of me

por Leonor Barros, em 30.01.10

Agosto escaldante, ainda mais pela hora em que o sol olhava ufano bem lá do alto. Saltos altos e farpela a preceito, assim exigia o enlace matrimonial de uma colega de profissão. O noivo fez-se esperar para quebrar a tradição e desesperar os convidados. Da noiva não se ouviu queixume. Quando ela finalmente entrou na capela decorada com pequenos bouquets de rosas vermelhas e caminhou tranquila, os passos calculados e femininos, sobre a passadeira vermelha com centenas de pares de olhos, humedecidos alguns, todos focados e centrados na entrada da noiva, senti que não, assim não. Repeti a mim própria e avisei a minha progenitora a meu lado que jamais seria capaz de fazer semelhante. Não o casamento, ou talvez ele também, mas a atenção subitamente concentrada em mim, imaginando-me pois no lugar da noiva. O desconforto fazia antever que a única saída plausível, estivera eu naquela situação, seria mesmo a porta dos fundos, a da sacristia certamente. E a música, a música de igreja, talvez a marcha nupcial ou algo semelhante ao que habitualmente condiz com a situação entrava-me miudinha pelo ouvido para piorar tudo. Foi aí, julgo, que terei ouvido Mick Jagger a sussurrar-me ao ouvido, com os lábios que se lhe conhece, como uma brisa entre o pescoço e o cabelo caído em cachos pelos ombros desnudados, um arrepio leve na espinha contrariando a canícula do zénite de Agosto. Os desígnios ocultos e misteriosos raramente são audíveis e perceptíveis a todos. E pelo ouvido, o sussurro, agora evidente, saint of me, you´ll never make a saint of me. A melhor das opções desenhava-se à minha frente. Entrar pela basílica e, bem ao fundo, junto ao altar-mor, em vez das avé-marias e marchas nupciais no esplendor barroco do órgão bento, as pedras rolantes a esgalharem em todo o seu poder Saint of me com Jagger cantando-me por trás do vigário, surgindo de um lado e do outro da beatífica personagem they´ll never make a saint of you. Assim, sim.

 

Este texto foi repescado dos confins da memória tudo por causa do Pedro e desta sua canção do século. Esta é uma das minhas

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Basta vê-lo

por João Carvalho, em 30.01.10

Estamos assim: nós,  portugueses, somos considerados os europeus mais pessimistas. A nossa expectativa em relação ao futuro está praticamente no zero, talvez mesmo abaixo dos búlgaros, húngaros e romenos. Vá lá, que ainda somos considerados europeus, apesar de Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico).

É certo que Vítor Constâncio diz que a proposta orçamental do governo «tem várias medidas inteligentes», mas nós sabemos que a maior parte das vezes o governo não mostra inteligência nem para tirar as medidas. E reparem que ele também sabe. Basta vê-lo (como o fotógrafo Daniel Rocha/Público o viu).

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Um caso de censura

por Pedro Correia, em 30.01.10

  

A censura torna os jornalistas mais hábeis. Millôr Fernandes lembrou há pouco um exemplo ocorrido no Pasquim, uma das publicações mais visadas pelos censores da ditadura militar brasileira nos anos 70 – uma censura que não se limitava aos temas políticos: exercia o domínio repressivo também no capítulo da moral e dos costumes.

Em certa edição da revista, havia que escrever sobre o romance Iracema, de José de Alencar – um clássico da literatura romântica brasileira, que entre outras expressões popularizou à época a “virgem dos lábios de mel”. Convidava à malandrice. E assim foi: o Pasquim lá se debruçou seriamente sobre o romance, numa das suas enésimas edições, tendo no entanto o cuidado de acrescentar uma palavra. Uma palavrinha apenas – no caso, um adjectivo. Grande. A virgem de Alencar passou a ter “grandes lábios de mel”.
A censura, bronca como costumam ser as censuras, nem reparou. Uma singela palavra pode fazer toda a diferença.

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Passado presente (CCXX)

por João Carvalho, em 30.01.10

 

Hildebrand & Wolfmüller* (Alemanha, 1895/97)

 

* — Com patente datada de 1894, foi o primeiro motociclo produzido em série, embora apenas se tenham fabricado poucas centenas, face ao seu elevado custo e a alguns problemas técnicos, como a ausência de embraiagem. Com motor de 1489cc a quatro tempos arrefecido a água, atingia 45km/h.

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As canções do século (30)

por Pedro Correia, em 30.01.10

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