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Momento de glória

por Pedro Correia, em 03.07.09

"La fragilidad política del primer ministro portugués, José Sócrates, se agravó ayer con un escándalo mayúsculo en el Parlamento que provocó la dimisión del ministro de Economía, Manuel Pinho." Relato do insuspeitíssimo El País: os dedos em riste de Pinho, naturalmente, são notícia em toda a Europa. O homem que ainda ontem à noite, na SIC Notícias, garantia estar "de consciência tranquila" conhece enfim o seu momento de glória.

De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 03.07.09

1. Cinco anos d' Arte da Fuga: um abraço de parabéns ao nosso Adolfo Mesquita Nunes.

2. Também de parabéns, o Luís Januário. Pelo sexto aniversário d' A Natureza do Mal.

3. Gosto muito do Lisboa S.O.S. - agora já no segundo ano de vida. E cada vez melhor.

4. Novas Políticas é um blogue recém-surgido, apoiado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro. Com a nossa Ana Margarida Craveiro, garantia antecipada de qualidade.

5. Outro blogue recém-aparecido é o E Pluribus Unum, onde está o nosso André Couto. Este é um blogue vermelho. Ou antes, encarnado.

6. Acabou o Agrafo. Lamento.

7. Também A Mais Alta Labareda chega ao fim. Em plena 'época de incêndios', o que não deixa de ser irónico.

8. O Regabofe faz uma pausa. Este Verão não está a ser muito propício para alguma blogosfera...

9. Luís Coimbra no 31 da Armada. Boa contratação, ó vizinhos.

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No Estádio da Nação

por João Carvalho, em 03.07.09

ISTO...

12 de Fevereiro — Ainda há pouco tempo, tive ocasião de assinalar a chamada de atenção que o presidente da Assembleia da República fez a um secretário de Estado, quando este se dirigiu aos deputados tratando-os por «vocês». Esteve bem Jaime Gama, ao ensinar o tal secretário de Estado a portar-se com educação e respeito naquele órgão de soberania.

Ontem, de novo com o Governo presente no Parlamento, na sequência de uma cena acalorada entre Paulo Rangel e José Sócrates, ouviu-se alguém gritar: «Palhaço!» Pelas imagens, a intempestiva interjeição (?) pareceu partir de um deputado, pareceu saída de quem estava ao lado de Rangel e pareceu dirigida a Sócrates. Foi bem sonora e não constituiu um bom exemplo da elevação que devia caracterizar o hemiciclo. Jaime Gama deixou passar aquilo em claro, o que também não foi um bom exemplo.

O caso dá que pensar. Entre os habituais protagonistas das discussões mais acaloradas (membros de órgãos de soberania que até cultivam um linguajar apropriado), veja-se como José Sócrates, Paulo Rangel, Francisco Louçã, Paulo Portas, etc., se tratam entre si e se dirigem aos demais parlamentares e membros do governo: «é da sua competência», «cabe-lhe a si», «chamo a sua atenção», «fiz-lhe uma pergunta» e por aí fora.

Há tempos, este tratamento era impensável. Dizia-se: «é da competência de Vossa Excelência», «cabe a Vossa Excelência», «chamo a atenção de Vossa Excelência», «fiz uma pergunta a Vossa Excelência», etc., o que contribuía para um trato elevado, por mais aceso que fosse o tom da discórdia.

É mais ou menos como termos uma gravura pouco vistosa, mas razoavelmente interessante, ou talvez só uma mera reprodução que nos agrada, e decidirmos torná-la mais vistosa através de uma boa moldura. O resultado satisfaz o objectivo, que é valorizá-la e dignificá-la.

Ora, a crescente ligeireza no trato, ao invés de valorizar o confronto e dignificar o lugar, tem o resultado deplorável que se vê. Primeiro, dispensa-se a gravata; depois, vai-se discursar na tribuna em camisolinha de algodão de gola em colar e sem camisa por baixo; finalmente, passa-se à linguagem brejeira, à gíria e (quem sabe?) ao calão. Como se a vida em sociedade não tivesse regras e como se estar na Assembleia da República fosse o mesmo que ir comer uma sardinhada no tasco ali ao lado do mercado.

É grave não usar gravata? Sei lá se é grave. Grave é a camisa aberta e o que se lhe segue. Se a camisa 'à padre' sem colarinho e fechada em cima ou a camisola de gola alta não servem, como farão os da postura inadequada perante uma recepção em traje de noite, por exemplo? Imagino: «A esta palhaçada não vou! Cambada de palhaços!»

Palhaços? Talvez, sim. A juntar aos malabaristas, acrobatas e contorcionistas da nossa política. Se querem que o hemiciclo seja um circo, acho que já faltou mais...

... E ISTO...

22 de Maio —  Ainda ontem Jaime Gama teve de repetir uma chamada de atenção na sessão plenária com o governo. O presidente da Assembleia da República precisou de conter o ministro Manuel Pinho, que insistia em dirigir-se aos parlamentares tratando-os por «vocês». Cada vez mais elegantes, os nossos políticos.

Longe vai o tempo em que todos se tratavam por "Vossa Excelência" no hemiciclo, o que até servia para elevar os momentos mais acesos dos debates. De "Vossas Excelências" a "vocês" foi um percurso à TGV, sem paragem na estação dos "Senhores". Eles lá saberão porquê. Ou nem sabem, mas está-lhes no subconsciente.

... JÁ DEU ISTO

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(Com a preciosa colaboração do João Severino)

A birra do dia

por Ana Vidal, em 03.07.09

 

A Assembleia da República foi hoje palco de esclarecimentos preciosos. Registei este diálogo, por exemplo, entre Jaime Gama e Paulo Rangel, ambos num momento de rara clarividência:

 

- Senhor deputado, não está a fazer uma interpelação...

- Estou!

- Não está!

- Estou!

- Não está!

- Estou!

- Não está!

 

(fiquei à espera de que um deles desatasse a espernear, ou choramingasse: "Ó mãe, olhe ele!")

 

Ligação directa

por Pedro Correia, em 03.07.09

AO Mundo em Revista.

As frases da noite

por Pedro Correia, em 02.07.09

"Eu estou de consciência tranquila."

 

"O País está em crise."

 

"Os tribunais não funcionam bem, isso é gravíssimo."

 

"A sensação de impunidade que há no nosso País é muito grave."

 

"Os momentos mais felizes passei-os fora do ministério."

 

"Agora quero é passar umas belíssimas férias. Creio que mereço."

 

Manuel Pinho, em entrevista à SIC Notícias onde resistiu a fazer gestos ordinários com os dedinhos

 

Adenda: Com este post não pretendo de forma alguma minimizar ou enquadrar a atitude de Manuel Pinho. O seu gesto é a todos os níveis condenável e injustificável. Não há pressão, conjuntura ou diálogo que justifiquem aquela atitude rude na Casa da Democracia. Manuel Pinho soube-o logo melhor do que ninguém e teve uma atitude digna demitindo-se.

Aqui quero apenas frisar que quem tenha protegido o deputado do PSD carece de legitimidade para criticar Manuel Pinho. Tão só.

Fim de ciclo

por Pedro Correia, em 02.07.09

Manuel Pinho, governante com vocação taurina, já devia ter saído pelo menos em Abril. Precisamente quando disse que não gostava de ser ministro. José Sócrates fez-lhe um favor ao apontar-lhe a porta de saída numa remodelação que o País acompanhou em directo. Os restantes seguem-no daqui a três meses.

O toiro foi domado

por Ana Margarida Craveiro, em 02.07.09

 

Parece que o Ministro toureiro já foi demitido. Já vai tarde, tanto pela incompetência política no cargo como pela manifesta incompetência pessoal para o cargo.

Só visto: os "corninhos" de Manuel Pinho

por José Gomes André, em 02.07.09

Quando se pensa que os debates no Parlamento já não podem descer mais, Manuel Pinho presenteia-nos com um gesto inenarrável, grotesco, fazendo uns "corninhos" com os dedos, na direcção de um deputado.

Não muda mesmo

por Pedro Correia, em 02.07.09

Vejo alguns minutos do debate do Estado da Nação. É quanto basta. José Sócrates, em vez de argumentos políticos, recorre ao insulto, como habitualmente, vergastando Paulo Portas e Francisco Louçã com as frases mais rasteiras: 'aldrabice', 'desonestidade', 'mentira'.

Não há marketing que resista. Este homem não muda mesmo.

Está explicado...

por Ana Vidal, em 02.07.09

 

... o tempo infindável que Dias Loureiro demorou a demitir-se do Conselho de Estado.

O homem é realmente lento.

As melhores praias portuguesas (15)

por Pedro Correia, em 02.07.09

 

Pópulo (São Miguel, Açores)

De Portugal inteiro (42)

por Pedro Correia, em 02.07.09

Movimento Renovar Águeda (de Águeda)

Manuel Vilarinho, "O Equívoco"?

por André Couto, em 02.07.09

Fui um daqueles que, nas eleições disputadas entre Manuel Vilarinho e João Vale e Azevedo, fizeram fila até ao Colombo para terminar com aquilo que era a desonra constante do nome e dos pergaminhos do Sport Lisboa e Benfica. Votei Manuel Vilarinho porque ele era o rosto do recuperar da credibilidade perdida e do investimento no Sport Lisboa e Benfica como pessoa de bem. Pergunto agora a Manuel Vilarinho: onde param essas palavras, onde ficou essa atitude?
O pouco que restou depois do apoio público que, na qualidade de Presidente do Sport Lisboa e Benfica deu a um Candidato a Primeiro-Ministro (nem Valentim Loureiro ousou tanto), esfumou-se no dia em que em manifesta e frontal fraude aos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica se demitiu, juntamente com os restantes membros dos Órgãos Sociais, para imediatamente anunciar a recandidatura.
Certamente terá consciência que toda esta situação nasceu das suas palavras logo após essa demissão. Bastaria o seu silêncio para que, pelo menos à luz da lei, pouco lhe pudesse ser apontado e nada provado.
Não contente com esse facto permite agora que se perpetue esta situação de terrível indefinição e de consequências por apurar. Como diz no comunicado que emitiu esta tarde "A Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica acabou de ser citada (...) para suspender a deliberação de aceitação da Lista A às eleições dos órgãos sociais marcadas para o dia 3 de Julho de 2009.". Deve Manuel Vilarinho saber que Portugal tem Justiça e Constituição. Consta mesmo que é licenciado em Direito. Uma decisão judicial ou obtém resposta pela mesma via ou é cumprida, jamais é respondida com um comunicado aos Sócios invocando que os Tribunais não mandam no Benfica. O único detentor de poder espiritual conhecido é o Ayatollah Ali Khamenei e apenas no Irão.
Merecem respeito a dimensão do Sport Lisboa e Benfica e a devoção ao Clube que os seu Sócios transpiram. Assuma os seus erros e resolva a questão. Assuma igualmente que a fraude aos Estatutos que anunciou na primeira pessoal, é algo que merece a suprema pena do afastamento do acto eleitoral. Permita que o Benfica siga o seu rumo.

Abra caminho para ser recordado como mais do que um equívoco. Seja, como chegou a ser, um Presidente histórico demonstrando que equívoco foi a impressão que deixou, que estas atitudes foram estranhamente semelhantes com o passado com que um dia rompeu.

 

(Também no E Pluribus Unum)

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Índice de Situacionismo

por Pedro Correia, em 02.07.09

Por quanto tempo mais o candidato do PS à mais emblemática câmara do País se manterá como 'comentador' residente num certo programa da SIC Notícias?

Desconcertante

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.07.09

Um homem apresenta-se como candidato a uma câmara municipal criticando as gestões anteriores. Não poupa nada nem ninguém, incluindo aqueles que antes estiveram na autarquia e que no seu próprio partido hoje o apoiam. Faz-se anunciar como um salvador, mandando a fanfarra à frente. Corre tudo quanto é serviço e empresa numa cuidadosa operação de marketing para, diz ele, se inteirar dos problemas. Promete rigor, seriedade, intervenção atempada, planos estratégicos a 10 anos, requalificação urbana, um porto de recreio (que logo esclarece não depender de si), melhor gestão, modernização informática e, entre mais um rol imenso de benfeitorias, o saneamento financeiro da autarquia. Quem o ouve  convence-se estar na presença do novo super-homem nietzschiano. Mas eis que de um momento para o outro fica toda a gente baralhada. O homem resolveu convocar Alberto João Jardim para inaugurar a pré-campanha e com ele discursar aos ignaros. Diz a campanha do candidato que Jardim vem com o "habitual discurso desconcertante". Quem sou eu para duvidar? Afinal o modelo de gestão, o exemplo da seriedade e do rigor que Macário Correia promete para Faro vêm direitinhos do soba da Madeira. E eu que pensava que a sua frase de campanha "Refazer de Faro uma capital" era ideia desse vulto das letras (falo da massinha de cherne) que dirige o PSD/Algarve. Será que Macário Correia se revê nos  métodos desconcertantes de Alberto João Jardim, nas adjudicações às empresas dos companheiros do partido, no discurso boçal, nos ataques delirantes ao poder central, no insulto gratuito às instituições da República? Logo ao final da tarde, se a animação que a Viviane e os Vá-de-viró deixarem, pode ser que haja tempo para Macário Correia explicar como é que esta aliança com o jardinismo se encaixa no seu discurso. A Dr.ª Manuela vai ficar contente. Este ano a festa do Pontal começa mais cedo. 

Estado de sítio lá no sítio

por João Carvalho, em 02.07.09

O Parlamento debate hoje com o Executivo o "Estado da Nação". Sócrates vai estar sob fogo cruzado como nunca antes visto: a oposição lá dentro; GNR e PSP do lado de fora. Ou serão medidas de segurança especiais?

Leituras

por Pedro Correia, em 02.07.09

"O casamento muda certamente mais uma mulher do que um homem."

Katherine Mansfield, Numa Pensão Alemã (Coisas de Ler, 2002)

António Costa convida

por André Couto, em 02.07.09

 

António Costa promove amanhã, a partir das 18 horas, no Arquivo dos Paços do Concelho, um encontro com as pessoas que participam nas redes sociais para apresentar o balanço do mandato autárquico. É o reconhecimento do crescente papel destes meios e da sua importância na dinâmica que quer imprimir em Lisboa.

Estão todos convidados para este evento. A boa crítica e o bom elogio passam por ouvir o que todos têm a dizer.



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