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Ligação directa

por Pedro Correia, em 02.04.09

Ao Ponto por Ponto.

Uma Noite com o Fogo

por André Couto, em 01.04.09

Acabo de passar pela Avenida de Roma em Lisboa onde, na Bertrand, assisti ao lançamento do novo livro do nosso António Manuel Venda, intitulado "Uma Noite com o Fogo". Pelo que ouvi da apresentação do António é um livro que promete e que lerei finda a minha leitura actual. Para vos aguçar o apetite deixo-vos a sua sinopse: "Quando vê as chamas que devoram as serras e o lugar onde nasceu, o homem cede a um impulso, mete-se no carro e dirige-se para lá. Aí chegado, em vez de encontrar as equipas de reportagem, os bombeiros, a população local, e pessoas da sua família, vê-se só na aldeia abandonada ao fogo que se aproxima, incontrolável. É nesse teatro de luz e treva, nesse ambiente fantasmagórico, que vai percorrer os caminhos da infância e da memória. E é perante a acção destruidora do fogo, que se confrontará consigo próprio."

Mentiras do 1º de Abril

por Pedro Correia, em 01.04.09

1. O empresário Domingos Névoa renunciou à presidência da empresa intermunicipal Braval - sediada em Braga, câmara liderada pelo dirigente socialista Mesquita Machado - na sequência de um amplo movimento de protesto de militantes do PS, justamente indignados com o facto de essa presidência lhe ter sido entregue apesar da pena a que foi recentemente condenado pelo tribunal que o considerou culpado de corrupção.

2. PS e PSD, revelando um inegável sentido de Estado, chegaram a acordo sobre a personalidade que substituirá Nascimento Rodrigues como Provedor de Justiça. Trata-se de uma figura de reconhecido prestígio e comprovada independência política, sendo considerada equidistante de todos os partidos parlamentares.

3. O caso Freeport será investigado até às últimas consequências, doa a quem doer e com a máxima celeridade, sem atender a conveniências políticas nem a calendários eleitorais.

De braço dado com Kafka

por Leonor Barros, em 01.04.09

A história da minha vida profissional recente articula-se comedidamente com um poema de Martin Niemöller. Conta Niemöller nesse poema que primeiro levaram os comunistas, ele não quis saber, não era comunista, depois foram os sindicalistas, mas ele nada tinha a ver com sindicatos, seguiram-se-lhe os judeus, não lhe interessava, não era judeu, remeteu-se ao silêncio. Quando o levaram a ele, era tarde demais e não havia mais ninguém para protestar.

Assim é a minha vida profissional desde o início da discussão do Estatuto da Carreira Docente, o documento vital que faltava ao país para pôr os professores na linha. Primeiro foram-se aos absentistas, a lei é bem clara, eu, como nunca falto e cumpro religiosamente horários e tempos de trabalho, não quis saber, achei que não era para mim, depois foram-se aos baldas, sempre em nome de um pretenso rigor e eficácia, eu, como me tenho como uma rapariga atilada no que à profissão respeita fiquei tranquila e continuei a ver o povo descabelar-se em gritos e fúrias. Agora que me confundem com os baldas, absentistas, desinteressados e com todos esses que o Estatuto da Carreira Docente visa atingir, não há nada a fazer e vejo-me levada pela torrente de insultos que corre os profissionais do ensino como se tivesse uma tabuleta pendurada no pescoço com parangonas anunciando a profissão ou um autocolante no carro Professora a bordo. É favor vaiar ou Pode fazer Bú à vontade.
Desde a cabeleireira à manicure, do trolha ao padeiro, do carteiro ao professor doutor, do talhante à empregada de balcão todos alvitram, opinam, comentam, jorram verborreia educativa com palpites acintosos, uns verdadeiros Ruis Santos da pedagogia, sábios da didáctica, mestres do conhecimento, resta saber como se detiveram pelas respectivas profissões com tanta sapiência no que respeita ao mundo educativo.
Tem-me pois acompanhado o poema. Martin Niemöller dizia umas coisas acertadas e acutilantes e eu tenho um fraquinho por homens inteligentes e talentosos. Há dias, porém, em que Kafka me vem visitar. Nesses dias dou por mim a piscar-lhe o olho, uma mulher é feita de contradições e se as palavras de Niemöller me assentam na perfeição, há outros em que sou mais Kafka. Nesses dias, estou atolada em trabalho de sapa, papelada sem destino, logo agora que há que proteger as árvores e a natureza, e eis que o amigo Kafka vem pé ante pé, primeiro, depois instala-se como uma visita indesejada e por mais que o sacuda, com uma Praça da Cidade Velha tão bonita não há razão para me atazanar os dias, não se vai embora. Diz que vai retomar o Processo, uma nova versão contemporânea, e que lhe servirei de inspiração, nos dias que correm a vida dos professores é uma amálgama de frases sem sentido, leis absurdas e incongruentes, montanhas de papéis e formulários, um labirinto de decretos-lei, e objectivos com portfólios nas encruzilhadas, até já pensei em comprar umas mangas-de-alpaca. Não admira pois que me ronde os dias, o amigo Franz.
 
Esta crónica publicada aqui regressou hoje ao ouvir as declarações do Primeiro-Ministro sobre a redução do absentismo nas Escolas. Com o Estatuto do Aluno é até surpreendente que ainda haja faltas. Espero para ver sem surpresa a redução do abandono escolar e o povo em delírio a dar vivas a Sócrates por tamanha façanha.

A mulher de César

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 01.04.09

O Provedor de Justiça está de baixa médica. Recordo que há pouco mais de uma semana anunciou que se a sua substituição não se concretizasse, até final do mês, abandonaria o cargo.
Sem colocar em causa a doença de Nascimento Rodrigues, não é possível deixar de estabelecer uma relação entre as suas palavras e a doença que o vitimou na data em que ele anunciara  abandonar o cargo.
Nascimento Rodrigues deu uma entrevista acusando o PS de querer ocupar todos os cargos públicos. Na altura não me quis pronunciar sobre o assunto, embora intimamente tivesse criticado a sua postura, por duas razões: como se veio a verificar o PS até pretendia nomear Jorge Miranda, que não se move na esfera socialista, e o Provedor de Justiça deveria respeitar silêncio sobre esta matéria.
 Aliás, não me impressiona muito que os partidos pretendam ocupar os altos cargos da Administração Pública com militantes seus, o que me preocupa é que algumas dessas pessoas - por incompetência ou incapacidade técnica para ocupar determinados lugares - prejudiquem cidadãos através de medidas de carácter administrativo e processual, obrigando-os a recorrer ao Provedor de Justiça, na tentativa de minimizar os danos. É a essas situações que o Provedor de Justiça deve estar atento, é essa a sua função.
Nascimento Rodrigues tem toda a razão para se indignar com a incapacidade demonstrada pelos partidos do Centrão em chegarem a acordo e nomearem outra pessoa para o cargo. Devia, porém, abster-se de tecer comentários acusando um partido e protegendo o seu. Não se pode exigir ao Provedor de Justiça que esteja sempre são como um pêro, mas deve-se reclamar uma postura de  equidistância e neutralidade.
Conclusão: a doença de Nascimento Rodrigues não fica bem na… radiografia ético-política do país.

Passado presente (LII)

por Pedro Correia, em 01.04.09

 

Revista Tintin (edição portuguesa)

Foi há muito, muito tempo... [3]

por André Couto, em 01.04.09

... decorria o primeiro dia do mês de Abril do ano da graça do Senhor de mil quinhentos e sessenta e quatro quando Catarina de Médicis, regente do Reino em nome de Carlos IX, decretou que o início do ano civil passasse a ser a 1 de Janeiro em detrimento de 1 de Abril. Daqui surgiu o Dia das Mentiras ou dos Enganos, ou na expressão original francesa: "Poisson d'Avril".

Esta é uma das muitas explicações para o surgimento deste dia que me cumpre assinalar desta forma. Boas mentiras a todos!

Cepticismo

por Ana Margarida Craveiro, em 01.04.09

Estou cansada de escrever que desconfio de todas as centralizações de informação. De cada vez que me tentam convencer de que "é mais fácil para ti, está tudo arrumado, e ninguém tem acesso", tenho logo engatilhado o discurso pronto: isso é tudo muito lindo, mas só torna mais simples a vida a quem nos quiser controlar. Mania minha, anti-tecnologia? Talvez, mas quando estamos todos arrumadinhos, com os dados todos disponíveis, as nossas vidinhas são completamente expostas. E sim, fico desconfortável com a ideia. Bom, há cada vez mais motivos para recearmos esta centralização, como a Ministra do Interior inglesa percebeu:

 

How many times must we repeat this? There is no such thing as a secure computer. It does not exist. The secrets of the Pentagon have been penetrated by Chinese hackers and British nerds. The most carefully programmed firewalls in east Europe were crashed at the click of a mouse by Russian agents. Such is the magnetism of secrecy that poachers will always be a step ahead of gamekeepers.

In the last eight years, the same MPs who are howling at their data vulnerability have voted for the most extensive surveillance system in Europe, as well as the biggest data storage in the most expensive and inept computers. Britain under Labour has become the world capital of privacy intrusion.

Quem se vê na TV (6)

por João Carvalho, em 01.04.09

Os que falam em privado

Este grupo é constituído exclusivamente por jornalistas televisivos. Os que falam em privado, ao contrário do que a denominação possa sugerir, não dão qualquer importância à sua privacidade: apenas cultivam as conversas a dois, sem qualquer incómodo por haver estranhos a ouvir.
Por norma, as conversas são em directo e passam-se entre um pivot no estúdio e um repórter no exterior ou um “enviado especial”, conforme se trate, respectivamente, do subgrupo dos que falam em privado de casos de proximidade ou do subgrupo dos que falam em privado de acontecimentos por long distance call.
Os diálogos desenrolam-se a partir do momento em que o pivot lança a notícia e anuncia que vai ligar ao exterior. Exemplifiquemos.
O jornalista-pivot José da Costa entra em contacto com a jornalista no exterior Manuela Sousa. A nós, ele diz que vai fazer a ligação «com a Manuela Sousa, que está em directo no local a acompanhar o caso». Ela aparece na imagem e ele começa:
— Boa noite, Manela. Tu, que tens estado a acompanhar o caso, podes descrever o ponto da situação neste momento?
É a vez dela:
— Boa noite, Zé. Posso descrever o ponto da situação neste momento blá-blá-blá-blá!
Está aberto o diálogo dos que falam em privado. É natural que o José da Costa, quando começou a falar com a Manuela Sousa, se tenha dirigido a ela tratando-a por Manela. Incompreensível foi o procedimento da Manuela Sousa, que era suposto dirigir-se a toda a audiência dizendo «boa noite, senhores telespectadores; boa noite, Zé»; ou apenas «boa noite» para a geral. Não disse, porque ela só fala com o !
Por isso, a conversa a dois vai decorrendo:
— Olha, Manela, o que é que poderá acontecer nas próximas horas?
— Bom, Zé, o que poderá acontecer nas próximas horas blá-blá-blá-blá!
Claro que todos nós sentimos algum incómodo por estarmos a assistir a uma conversa privada que não nos diz respeito e pensamos: «Será melhor desligar a televisão?» Não é preciso, porque os que falam em privado não se importam de falar â nossa frente: já estão acostumados a ignorar a presença dos telespectadores. É a prática de quem faz sempre isso…

O mundo é pequeno...

por Paulo Gorjão, em 01.04.09

... e o nome de José Lopes da Mota começa a tornar-se numa presença regular na comunicação social portuguesa. Sempre por maus motivos, mas essa é outra conversa.

Mais meias-verdades

por José Gomes André, em 01.04.09

Neste país socrático é cada vez mais difícil distinguir entre verdade e mentira, propaganda e feitos reais, objectividade e subjectividade. Ouviram ou leram por aí que houve uma redução enorme nas faltas nas escolas? Ouviram ou leram o Ministério da Educação a tecer loas ao seu próprio sucesso? Pois afinal parece que não é bem assim: "[...] nas escolas o anúncio está a ser recebido com alguma “perplexidade”. Responsáveis contactados pelo PÚBLICO recordam que por força do novo Estatuto do Aluno, aos estudantes que fizeram provas de recuperação e tiveram positiva, são retiradas as faltas registadas, o que não quer dizer que tenham faltado menos. «Podem ir acumulando faltas, acumulando provas e ir voltando sempre à estaca zero. É o que a lei prevê». [...] «Até se pode estar a promover mais o absentismo e as estatísticas mostrarem o contrário», admite Maria José Viseu, professora e presidente da Confederação Nacional Independente de Pais, que acrescenta: «Para sabermos se houve ou não uma redução, é preciso ver primeiro quantas faltas foram retiradas do cadastro na sequência das provas de recuperação».

Se acham que isto ainda não podia piorar, deixo-vos com este fantástico parágrafo: "Nos blogues de professores, a coberto do anonimato, são vários os docentes que dão conta de outras realidades. Por exemplo, casos de directores de turma que não passam para o sistema informático todas as faltas dos alunos de modo a evitarem, assim, a proliferação de provas de recuperação; de professores que, com o mesmo objectivo, começaram a poupar nestes registos".

Podem dar uma ajudinha?

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 01.04.09

Depois de quase uma semana sem notícias de Portugal, aproveito o voo de regresso a Lisboa para me inteirar das novidades. Fiquei KO ao primeiro round!
Como não vi o vídeo exibido pela  TVI, não me pronuncio sobre o assunto, mas há uma série de notícias à volta do caso Freeport que me deixam perplexo e gostaria de perceber.
Primeiro: o presidente do sindicato dos Magistrados do MP denunciou a existência de enormes pressões para que o processo seja arquivado, considera essas pressões gravíssimas  e por isso pede uma audiência ao Presidente da República?
Sinceramente não percebo. O senhor presidente do sindicato passa por cima do PGR e pede directamente uma audiência ao PR, desrespeitando as hierarquias?
Das duas uma: ou regressámos ao PREC, ou há alguma coisa que não bate certo nas notícias que li.
Segundo: o mesmo senhor deu uma entrevista onde fez as acusações e depois remeteu-se ao silêncio e garante que só revelará os nomes ao PR.
Esta é uma prática aparentemente inaceitável mas que, infelizmente, está a fazer carreira entre nós. Uma pessoa utiliza a comunicação social para fazer passar uma mensagem dúbia, onde levanta  suspeições graves que podem atingir a credibilidade de diversas pessoas e depois esconde-se. Quando era  miúdo, estas práticas tinham um nome e os seus autores eram liminarmente rejeitados pelo grupo. Ninguém mais lhe dava crédito nem importância e o mais provável era passar a ser conhecido pelo “Bocas”. No mundo (de alguns) dos adultos, porém, essa táctica colhe frutos. Lamenta-se é que seja utilizada por quem tem o dever de promover a justiça.
Será que o PR vai mesmo receber  João Palma?
Terceiro: O Primeiro Ministro, sentindo-se porventura injuriado, dispara em todas as direcções e pretende apresentar queixa de quem o difamou. Parece-me que, como qualquer cidadão, tem esse direito e o que mais desejará é ver o assunto esclarecido. Faz algum sentido que seja ele a pretender que o caso seja arquivado? Não me parece…
Como também não me parece muito normal, numa democracia, que os agentes da justiça estejam constantemente a dar entrevistas, ateando fogos, quando o seu papel é apagá-los, resolvendo em tempo útil os processos em sede própria- os tribunais- e não na praça pública. Não precisamos de magistrados palavrosos e mediáticos. Exigimos que sejam eficazes e céleres na aplicação da justiça. Foi isso que pediu - e bem - Manuela Ferreira Leite.
Quarto:
Já em Portugal, leio que o PGR desmente a existência de quaisquer pressões. Fico à espera, então, que actue em conformidade, agindo disciplinarmente em relação a quem proferiu essas acusações - e levantou suspeitas - e o obrigue a declarar publicamente a quem se referia, quando afirmou haver pressões para arquivar o caso Freeport. O PGR prestaria um inestimável serviço ao país se o fizesse, porque se as afirmações de João Palma não tiverem fundamento, será uma forma de acabar com os magistrados vedetas que parecem estar mais interessados nas câmaras de televisão do que na barra dos tribunais. E já agora, aproveitando o balanço, poderia mandar investigar quem são os responsáveis pelas constantes violações do segredo de justiça…
Admito que alguma coisa me tenha escapado ao longo da semana e que estas questões que aqui levanto não tenham qualquer razão de ser, por isso gostaria que me ajudassem a perceber todo este imbróglio. É que me custa encarar a hipótese de viver num país cujo PM é corrupto e ainda por cima exerce pressões sobre a justiça.
Em Itália, de onde acabei de chegar, Berlusconi até já fez leis para se eximir a comparecer perante a justiça, ou para afastar juízes incómodos, mas a Itália de Berlusconi não é bom exemplo para ninguém.
Seja qual for o resultado do caso Freeport, parece-me que o  PM irá ter de enfrentar duras batalhas para recuperar a sua credibilidade (como aconteceu, aliás, com Paulo Pedroso) mas, se pretende assacar culpas a alguém, deve fazê-lo em relação aos agentes da justiça e não à comunicação social.

Ligação directa

por Pedro Correia, em 01.04.09

Ao Branco no Branco.

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