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Sherlocks à portuguesa

por Pedro Correia, em 29.07.10

Em seis anos de investigação sobre o caso Freeport, o Ministério Público não teve tempo para registar as respostas que o ex-ministro do Ambiente José Sócrates estaria certamente pronto a dar a 27 pertinentes perguntas sobre o tema. O que parece dar razão ao juiz Rui Rangel, que esta noite, no telediário da RTP2, afirmou sem rodeios: "Há que repensar o papel do Ministério Público no domínio da investigação criminal." Enquanto isso não acontece, seria útil contratarem novos peritos em material tecnológico. Só para evitar que futuros "problemas no sistema central de gravações" voltem a impedir a realização de escutas a suspeitos, como sucedeu entre 26 de Fevereiro e os primeiros dias de Março de 2005, também no caso Freeport. Uma chatice.

 

ADENDA - Vital Moreira, fiel ao seu estilo, prefere matar o mensageiro. Nada de novo.


4 comentários

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De Daniel João Santos a 29.07.2010 às 22:29

realmente... seis anos não dão para nada.
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De ariel a 29.07.2010 às 23:13

Deus me livre de pensar sequer em por-me aqui em bicos dos pés, mas sobre este tema deixei lá minha tabanca uma grande gargalhada...
:)))
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De Ricardo Sardo a 30.07.2010 às 10:20

Bom dia Pedro.
Concordo. Este processo nasceu torto, foi criado para queimar política e pessoalmente um adversário político em vez de visar descobtir a verdade e se, de facto, foram cometidos alguns ilícitos. Seis anos daria para investigar, em circunstâncias normais, qualquer processo. No primeiro ano, o processo esteve parado, sem ser realizada qualquer diligência, no Montijo, comarca que conheço bem. Será que o procurador, que conheço de lá, andava a banhos? E no DCIAP nestes últimos anos? Também andaram a banhos? E só acordaram para a vida am vésperas de eleições? Não houve tempo? Por favor!
Se permanecem no ar suspeitas, fica uma certeza. Essas suspeitas existem por ser essa a intenção. Já que não conseguiram encontrar nada para condenar o demo, pelo menos que fique a suspeita no ar.
Tivesse a investigação lavado um caminho sério e competente e de certeza que teríamos outra conclusão. Ah e muito mais cedo, claro.
Abraço e bom fds.
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De Pedro Correia a 30.07.2010 às 23:27

Cada vez tenho menos certezas nesta matéria, Ricardo. Exceptuando num ponto: nunca o prestígio do Ministério Público esteve tão baixo. Isto abala o edifício institucional português - muito mais do que possamos imaginar.
Abraço

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