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Freitas 'Krugman' do Amaral

por Pedro Correia, em 27.07.10

Diogo Freitas do Amaral anda mesmo em passo trocado relativamente ao Governo. Numa altura em que o Executivo socialista prepara um novo pacote de megaprivatizações, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates exibe musculatura nacionalista, proclamando na Visão: "Se a União Europeia acabar por nos tirar - sem fundamento explícito nos tratados - as golden shares, a Assembleia da República não deve hesitar em estabelecer, por lei, os direitos de veto do Governo nas empresas consideradas estratégicas. E se essa e outras medidas semelhantes também forem consideradas 'ilegais' à luz do Direito comunitário(!), então haverá que caminhar sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder. O Estado português não pode ceder."

Aprecio esta bravata do biógrafo de D. Afonso Henriques. Restam-me, no entanto, algumas dúvidas. Aqui ficam elas:

Quais as empresas que "não estamos dispostos a ceder"? Serão a TAP, a ANA, a EDP, a GALP, a CP e os CTT, que o Governo quer privatizar rapidamente e em força? Será a Vivo brasileira, que suscitou o recente conflito entre a PT e a Telefónica espanhola, agravado com a interferência de Sócrates? O regresso ao nacionalismo económico num mundo globalizado é um sinal de "progresso"? A hipotética reabertura dos postos alfandegários em Quintanilha, Vilar Formoso e Vila Verde de Ficalho significaria "progresso"? E o que sucederá enfim aos interesses empresariais portugueses e espanhóis se o Presidente Lula - rendido à receita de Freitas 'Krugman' do Amaral - anunciar a nacionalização da Vivo? Regressamos orgulhosamente sós ao doce cantinho peninsular, como nos tempos de Salazar e Franco, a dedilhar guitarras e a tocar castanholas?


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