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1º de Dezembro

por Pedro Correia, em 01.12.14

Espero que no próximo ano o mais antigo feriado civil português volte a ser o que já foi. Pondo-se fim a uma das mais absurdas decisões desta legislatura.

Um Estado que preza a soberania nacional, princípio expresso no artigo inaugural da Constituição da República Portuguesa, deve orgulhar-se da efeméride que evoca a restauração da independência: o 1º de Dezembro tem de regressar à lista dos feriados oficiais.

Isso vai acontecer, não tenho a menor dúvida.


20 comentários

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De Nuno a 01.12.2014 às 12:53

Precisamos mesmo de ter 4 dias de Portugal: do Camões, da Indepedência, da República e da Liberdade? Ou simplesmente não gosta dos 2 que foram escolhidos?

Eu também preferia que tivesse sido escolhidos outros, mas acho que ter 4 é muito pouco razoável.
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 22:55

Há quem prefira celebrar o Dia das Bruxas, de inspiração americana. Sinal dos tempos. 'Que las hay, las hay'.
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De Cabanas a 01.12.2014 às 13:01

Sendo duas datas históricas, o 25 de abril de 1974 e o 1 de dezembro de 1640, que sentido faz celebrar uma data e não celebrar a outra? e porque é que não deixou a primeira data de ser feriado em vez da segunda?
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 22:56

Porque sim. Ou porque não, já nem sei.
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De V a 01.12.2014 às 13:23

Mais importante do que repôr o 1º de Dezembro seria mais agregador da identidade nacional abolir o Acordo Ortográfico. Pior ainda, o Dr Costa, tão preocupadinho com a reposição da verdade histórica sobre um golpe palaciano, fala ao mesmo tempo em aprofundar a lusofonia — que mais não é do que dissolver a nacionalidade (perguntem aos Brasileiros se querem perder a sua...). A extensão da inteligência do fulano está patente na contradição — para não falar da nulidade absoluta do seu projecto tardo-maçónico que qualquer verdadeiro Português deve combater se pretende continuar a sê-lo.
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De Gty a 02.12.2014 às 13:33

A "lusofonia" parece ser um projecto ideológico, político sobre o qual os portugueses nunca foram chamados a pronunciarem-se.
Quanto aos brasileiros aproveitam-se desta lorpice para imporem os seus interesses - desde a sua ortografia aos seus negócios - e a venda da PT a capital francês devia fazer reflectir sobre mais esta tolice.
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 23:02

Ponho em paralelo os feriados suprimidos e a ortografia estropiada. Duas faces da mesma má moeda.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.12.2014 às 13:37

Concordo ! A nossa história está repleta de grandes portugueses,

"[...]aqueles que por obras valerosas
se vão da lei da morte libertando[...]"

Dom Antão de Almada, Dom Afonso de Menezes, Dom Álvaro de Abranches da Câmara, Dom Francisco de Noronha, Dom Miguel de Almeida... devagarinho chegamos aos 35 que faltam...

É bem mais difícil esquecer os nomes dos Conjurados que aprendemos em pequenos, do que lembrar os nomes de todos os ministros dos últimos 3 governos constitucionais... talvez seja isso das obras valerosas que tem faltado na vontade dos homens.
Os feriados podem apagar-se do calendário, mas o que eles evocam não se apaga da memória.
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 23:01

Todos devíamos saber de cor os nomes dos principais conjurados de 1640, Dulce. Sem dúvida.
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De Magalhães a 01.12.2014 às 13:47

De preferência, comemorações com umas senhoras avantajadas.
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 23:00

Umas Lolas com castanholas.
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De Não Sei Não a 01.12.2014 às 13:51

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4267586
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De N S N a 01.12.2014 às 15:29

Por sinal, o video (para já) parece que só arranca se estivermos na página inicial.

http://www.dn.pt/inicio/
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 23:05

Um triste e desolador sinal dos tempos.
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De xico a 01.12.2014 às 23:02

Nunca o feriado do 1º de Dezembro foi melhor celebrado do que agora que já o não é.
Nada como perder algo para apreciarmos o seu valor!
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 22:56

Isso é verdade, Xico.
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De Edgar Mosqueira a 01.12.2014 às 23:37

A propósito do dia de hoje, uma amiga grega perguntou-me se houve reação (protestos) nas ruas contra o facto do governo ter abolido o feriado do 1º de Dezembro.

"Na Grécia nos nossos feriados ninguém toca! Há que manter a memória", disse-me.
Pois, mas os portugueses de hoje já não são feitos da mesma fibra dos que venceram a Espanha, a maior potência mundial em 1640 ao mesmo tempo que travavam uma guerra com os Países Baixos para segurar um império global. A malta rija, valente, deu lugar, como escreveu Miguel Torga, a "...uma colectividade pacífica de revoltados”.
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De francisco cruz a 02.12.2014 às 12:43

Também gosto de celebrar a reconquista da Independência de Portugal. Mas não entendo a celebração das instaurações de meros regimes políticos -- quando não se comemora, e ninguém fala disso, o nascimento da Nação, ou seja, o Tratado de Zamora. Por ironia das coincidências, em 5 de Outubro de 1143, há nada menos de 871 anos!
Gostava muito de conhecer a opinião de Pedro Correia sobre este assunto.
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De Pedro Correia a 02.12.2014 às 22:57

A minha opinião é clara: devemos festejar o 5 de Outubro também.

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