Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Muito animador...

por João Carvalho, em 21.07.10

Dois terços dos serviços violam a lei dos prémios de desempenho e o Estado gastou acima do previsto no Orçamento nos primeiros seis meses do ano. Por outras palavras: o Governo consome mais em lugar de reduzir as despesas e continua a haver na Administração pública quem se vá abotoando à margem da austeridade. São notícias animadoras. É um descanso, não é?

Autoria e outros dados (tags, etc)


9 comentários

Sem imagem de perfil

De zeparafuso a 21.07.2010 às 14:00

Admirado, João? O congelamento das reformas serve para quê? Não, não são as reformas de 25.000€, são as mais pequenas que são em maior numero. Grão a grão enche a galinha o papo, diz o ditado. Aqui os grãos são maiores e os papos também.
Imagem de perfil

De João Carvalho a 21.07.2010 às 15:22

Só que não é para todos os papos, claro.
Sem imagem de perfil

De zeparafuso a 21.07.2010 às 21:17

Pois não! Estes papos são aqueles que se querem aproximar o mais rapidamente possível das reformas acima de 15.000€, porque depois podem não ter oportunidade.
Sem imagem de perfil

De Amêijoa fresca a 21.07.2010 às 14:43

Mais outro "annus horribilis"...

Com o défice derrapado
e tão difícil de controlar,
este Governo empapado
é infelizmente exemplar.

Com os sonhos desvanecidos
entre milagres tão brumosos,
esses sonhos entorpecidos
revelam-se assaz fumosos!
Imagem de perfil

De João Carvalho a 21.07.2010 às 15:23

Pode dizê-lo, meu caro. Pode dizê-lo.
Sem imagem de perfil

De artur mendes a 21.07.2010 às 20:22

Longo mas vale a pena....

" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e mecambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
porque nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas,
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem,
nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até á medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantemineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedem, entre a indeferença geral, escândolos monstruosos,
absulutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto moderador; e este,finalmente tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer de saca rolha.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido,
iguais um ao outro nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar"

GUERRA JUNQUEIRO 1898

Efectivamente só as moscas ... mudaram!!!!
Imagem de perfil

De João Carvalho a 21.07.2010 às 20:40

Muito bem lembrado. Os nossos "clássicos" (que não o são pela antiguidade) continuam com uma actualidade que devia ser impensável. Mas não é, infelizmente.
Sem imagem de perfil

De Sílvia a 22.07.2010 às 00:46


Longo, mas valeu a pena.
Incrível verosimilhança.

Comentar post



O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D