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É preciso ter lata

por João Carvalho, em 02.07.10

Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da população, como assinalei aqui e aqui. Neste cenário miserável, o ministro das Finanças vem pedir aos portugueses para pouparem, como muito bem notou a Leonor Barros aqui. É preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente, quando se sabe que mais de metade dos portugueses nem irão sair de casa nas férias para ir de autocarro à praia mais próxima.

Ainda não satisfeito, vem o governo promover a aplicação das pequenas e médias poupanças em Títulos do Tesouro, com a garantia de uma boa retribuição. Garantia? Garantia de quem? Quem está desacreditado não pode dar garantias, não é? Ora, todos nos lembramos da partida inesperada e traiçoeira que o governo de Sócrates fez há não muito tempo com as poupanças em Certificados de Aforro. Sabem que mais? Como escrevi acima, é preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente.


14 comentários

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De Hugo da Graça Pereira a 02.07.2010 às 15:15

Caro João, se se quiser indignar mais um bocadinho veja as recentes declarações face aos novos números do desemprego. O Jorge Costa no Cachimbo disso tudo numa frase.

http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2010/07/nao-ha-tolice-que-nao-lhe-venha-cabeca.html
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 19:37

Sem dúvida, Hugo.
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De Leonor Barros a 02.07.2010 às 15:23

Lata é coisa que não lhes falta, João. Uma vergonha.
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 19:38

Ou falta dela, Leonor. Consoante o ponto de vista, é claro.
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De ana cristina leonardo a 02.07.2010 às 15:28

e só outra pergunta: que poupanças?
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 19:39

Bem podiam eles poupar-nos a estas coisas, para dar o exemplo.
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De TOZE Canaveira a 02.07.2010 às 15:48

Não é lata, é escárnio. Estão mesmo a fazer pouco da gente.
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 19:39

Resta-nos o maldizer, que eles bem o merecem.
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De TOZE Canaveira a 02.07.2010 às 17:56

Se isto:

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1608956

não é chacota, digam-me o que então?
Dito por uma gaja a quem só falta darem-lhe a papinha à boca (já damos, pois)
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 19:43

Não precisa de tratar uma senhora com essa brejeirice, Tozé. Entendo o seu destempero, mas nunca se esqueça que, às vezes, quem não tomou chá, come sopa. E isso devemos deixar aos outros, para não trocarmos de lugar com eles.
Um abraço.
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 22:05

Sim, não autorizei o seu novo comentário, por motivos óbvios.
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De TOZE Canaveira a 02.07.2010 às 22:30

Eu sabia que não o ia deixar passar. Só lamento que achando-se no direito de dar lições de moral, não o tenha feito no outro comentário. Tem aqui uma porta aberta, com a arrogância de poder seleccionar os comentários que quer. Não se arme também em moralista. Não lhe reconheço capacidade para tal.
Por razões óbvias já me tinha desligado disto. Porque raio me meto onde não sou chamado?
Os meus sinceros cumprimentos.
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De João Carvalho a 02.07.2010 às 23:58

1. V. sabia que eu não o deixaria passar, mas perdeu tempo a enviá-lo. Como não o deixei passar, não lhe dei a resposta merecida.

2. Não dou lições de moral. Quem a tem não precisa de ostentá-la.

3. Não sou arrogante, mas exigente e rigoroso. Não precisa de me reconhecer capacidades, que não lhe pedi nada.

4. Meteu-se e agora ouve-as. Não encontrei melhores modos de lhe fazer uma ligeira chamada de atenção, como se verifica na resposta que lhe dei acima à vista de todos, que foi urbana e amistosa.

5. O "mau feitio" que me reconhece pode alargá-lo a todos os autores do DO. Nesta casa ainda somos nós que decidimos e é para isso que moderamos os comentários. Como se viu, V. preferiu ser grosseiro de forma gratuita para com a ministra visada, em vez de saber manter o lugar que reforça e legitima uma crítica. Chama-se a isso falta de chá.

6. Os seus cumprimentos não são sinceros, o que não dá boa nota de si, como já se tinha percebido.
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De joão severino a 02.07.2010 às 23:59

Caro amigo João Carvalho

Possivelmente, só tu sabes que pertenço, hoje, ao número dos portugueses pobres. Mas, um amigo jurista chamou-me à atenção que poderia usufruir de uma pensão no valor do salário mínimo nacional se requeresse ao Presidente das Ordens Honoríficas Portuguesas (Presidente da República) o cumprimento de determinado articulado do Decreto-Lei 414-A/86, que contempla todos os condecorados da República, caso se encontrem em situação de necessidade.
E assim o fiz por ter sido condecorado com a Medalha de Mérito Desportivo.
A resposta foi concludente e "solidária": pretensão recusada alegando Sua Excelência que o Artigo em causa apenas contempla os condecorados com a Ordem de Torre e Esoada, o que não está escrito no Decreto-lei.
Contestei e aguardo pela mesma recusa.
Só, porque é preciso ter lata...

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