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Os sacrificados que paguem a crise

por João Carvalho, em 01.07.10

Já recentemente assinalámos que «Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da escassa população». A partir de hoje, com a subida de impostos e o agravamento do custo de vida, o nosso país entra em nova fase de empobrecimento social e o número de portugueses pobres passa inevitavelmente a crescer mais depressa.

Em Portugal, onde o(s) governo(s) socialista(s) promete(m) sempre não aumentar impostos e criar melhores condições de vida, já todos sabemos o que isso significa: os impostos sobem, as promessas caem e os mais sacrificados são os primeiros a pagar as crises. Os portugueses viviam melhor há cinco anos.


6 comentários

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De José Sejeiro Velho a 01.07.2010 às 16:54

A pobreza é relativa. O número de pobres subiria ainda mais se subíssemos a fasquia que limita o nível de pobreza .
Os portugueses viviam melhor há 5 anos, mas muito acima das suas possibilidades. Era insustentável.
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De João Carvalho a 01.07.2010 às 17:43

E o fosse entre ricos e pobres também diminuiria se eliminássemos os ricos e os pobres para efeitos de estatística.

Há cinco anos vivíamos melhor e com as promessas de que Portugal iria desenvolver-se mais.
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De zeparafuso a 01.07.2010 às 21:37

Não tenho duvidas, João, concordo em absoluto consigo. ( Como diz o Sejeiro Velho, por experiência própria, julgo eu, pois segundo as suas palavras há uns tempos o computador até era dos filhos, não tem nada seu, vivia acima das suas possibilidades ). Eu há cinco anos vivia melhor, mas há trinta ainda vivia melhor, deixei de viver relativamente bem quando me ensinaram a dizer que os Portugueses tinham que apertar o cinto. Nesta altura já não tenho cintura, o que vou apertar ?
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De José Sejeiro Velho a 02.07.2010 às 09:02

1980/2010 - O seu exemplo não reflecte a situação da maioria dos portugueses sensatos que mantiveram a cabeça fria, os pés assentes na terra e não se deixaram atrair pelos cantos de sereia das facilidades de crédito: casas com prestação mensal superior a 25% do seu salário, carros com cilindrada superior à indispensável, férias nas Malvinas em vez de na Cruz Quebrada, roupa e calçado de marca para si e para os filhos, colégios privados em vez de escola pública, e por aí fora.
É verdade, sempre vivi muito acima das minhas possibilidades, por isso estou na situação em que estou. Mas não culpo ninguém por isso. Foi uma opção conscientemente tomada.
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De zeparafuso a 02.07.2010 às 20:17

Pois! Eu é que tive azar ! Tenho casa própria, um apartamentozito , mas é meu, está pago. Tenho um Renault 5 há 22 anos. Mesmo assim já não tenho cintura para apertar. Se tivesse vivido como o caro Sejeiro diz que viveu, hoje estava na mesma só que de barriga mais cheia, ainda tinha cintura. Não me parece que o caro Sejeiro viva debaixo da ponte. (desculpe a ousadia ), Mas ainda há gente em piores condições que eu, que viveram uma vida como a minha e há os outros como o caro Sejeiro , que mesmo com todas essas vivências ainda têm cintura. O burro fui eu.!
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De José Sejeiro a 03.07.2010 às 11:25

"Join the club "
Somos quarenta e tal, todos com reforma inha ), menos eu e mais três. Como não podemos pagar, há umas almas com contas a prestar ao Deus que temem, que pagam por nós.
Mas também vou contribuindo: escrevo e mando por e-mail cartas para o neto da D. Amélia que está na Austrália, ensinei a ler o Sr. . Mário, a D. Violante já sabe escrever o nome todo, e outras contribuições do género. Se se juntasse a nós, podia de vez em quando levar o Tio Jerónimo a ver o mar; coitado, foi pescador toda a vida e agora morre de saudades do cheiro da maresia .

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