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Dois pesos e duas medidas (2)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 18.02.09

Em 2004, quando o Governo era "dos outros", Vital Moreira dizia que os níveis de desemprego eram preocupantes. Hoje, em tempos de Governo "dos dele", quando o PSD diz o mesmo dos actuais níveis de desemprego, Vital Moreira insurge-se. Em que ficamos? Os 7% de desemprego  só são preocupantes quando o Governo é "dos outros"?

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5 comentários

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De Pedro Correia a 18.02.2009 às 12:32

De facto, Vital Moreira tem dois pesos e duas medidas. deve ser por isso que foi escolhido como um dos próximos comentadores encartados do canal de notícias da TVI.
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De Pedro Oliveira a 18.02.2009 às 14:03

Isso é uma campanha Negra e uma cabala.
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De André Salgado a 18.02.2009 às 16:28

Caro Adolfo,

Tem razão. O que dizemos hoje pode apanhar-nos amanhã. No entanto, não deixa de me espantar ver pessoas cuja clarividência eu aprecio ler, como são o Adolfo e o Pedro Correia, a praticar natação livre em tanta ausência de contexto.
Se me permite, uma nota preambular: não é totalmente verdade que o PSD tenha dito que os actuais níveis de desemprego são preocupantes. Isso disse Ferreira Leite. Hugo Velosa, pouco antes, conseguiu a proeza de afirmar que "não eram preocupantes, aliás, ficavam abaixo das previsões de alguns especialistas", o que só demonstra a confusão que vai por aquelas bandas.
Agora, duas notas de contexto, que me parecem importantes:
1. Em 2004, de quando são retiradas as primeiras palavras de Vital Moreira, o desemprego vinha num crescendo galopante - quase duplicou, de 4% até aos 7,5%, no período do governo "dos outros", sem uma conjuntura negra que se compare à que vivemos hoje.
2. De então para cá, e no meio da tempestade internacional, evoluiu de 7,5 para 7,8 neste último trimestre registado. Alto? Com certeza. É previsível que se venha a agravar? Muito provavelmente. Era expectável, face ao que se tem passado pelo cenário internacional, que fosse muito pior? É aí que estão as palavras de Vital Moreira.

Cumprimentos e parabéns por um excelente blogue.

André Salgado
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De Adolfo Mesquita Nunes a 18.02.2009 às 16:56

Caro André,

Muito obrigado pelas palavras de elogio, que aliás retribuo.

O objectivo desta serie de posts não é tanto o desdizer alguém, por maior prazer que disso se possa retirar. Mas sobretudo o de evidenciar que há uma forma de fazer oposição e uma forma de apoiar o governo que não beneficiam o país.

E digo isto sem facciosismos, e estou pronto a reconhecer que o mal é transversal, embora Vital Moreira se ponha a jeito mais do que qualquer um outro, sem que no entanto receba, da opinião publicada, os mesmos epítetos que muitos políticos conhecidos por mudarem muitas vezes de opinião.

Faz-me alguma confusão que a oposição em Portugal se faça através de dramatização e de mobilização social alarmista que inviabilizam os consensos e as reformas. O que se passou com o Código Laboral é paradigmático. Ou, no sentido inverso, o que se passou com o TGV é igualmente paradigmático. Como é que algo in )aceitável passa a in )aceitável em poucos meses? Como é que um ataque desabergado a direitos e interesses legalmente protegidos passa a medida virtuosa em poucos meses?



Daí que, apesar de não parecer, o que mais me incomoda não são as declarações de VM agora, que podem até ser acertadas. Mas o alarmismo desproporcional de então.

Quanto à análise dos números, vamos esperar um pouco mais. Darei o braço a torcer sem qualquer drama. Mas não fui eu que puxei a taxa de desemprego como sinal de sub desenvolvimento .

Um abraço,
a.
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De Pedro Correia a 18.02.2009 às 22:52

Caro André, o contexto tem as costas largas. Tal como a crise. Acabo de ouvir na TV o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, reiterar que o partido pedirá maioria absoluta aos portugueses nas próximas legislativas. É preciso não ter um mínimo de humildade para evitar reconhecer os inúmeros erros governativos cometidos de 2005 para cá, a crise económica e financeira que se procurou escamotear, a recessão que se tentou negar até à evidência definitiva, as múltiplas promessas não cumpridas...
Contexto? Pois aqui está um contributo para o contexto. Arranja-se mais: maioria absoluta no Parlamento e um PR colaborante, nada 'força de bloqueio'. Que tal?
Vital Moreira, independentemente do contexto, é um caso exemplar de opinador que vê a política como um Benfica-Porto: tudo pelos «nossos», nada contra os «outros». Por isso é apanhado tantas vezes em contramão. Basta o ciclo político mudar.
Quanto às habituais cambalhotas do PSD, também cá estamos para as criticar...
Obrigado pelas palavras que dirige ao DELITO. E já agora: não se arranja um linquezinho lá no seu País Relativo?
Abraço

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