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A marca de uma governação falhada

por Pedro Correia, em 17.02.09

Treze horas: sintonizo o Telejornal da RTP. Deparo com Sócrates a falar e a seguinte legenda destacada: "Primeiro-ministro diz que os números são melhores do que se esperava." Que números? Vou conferir: segundo o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego em Portugal foi de 7,8% no último trimestre de 2008. Sócrates respira de alívio: é um valor que fica "ligeiramente abaixo das expectativas de alguns economistas", como sublinha a edição do Público em linha. O mesmo Sócrates que na campanha eleitoral de 2005 dizia que 7,1% de desemprego eram "a marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida".

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10 comentários

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De Once a 17.02.2009 às 14:33

são as pedras que atirou ao ar a cairem-lhe em cima .. sinceramente o meu sentimento é um total "desacreditar" :(
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De Carlos Dias Ferreira a 17.02.2009 às 14:34

Caro Pedro Correia:

Realmente este Sr. que temos infelizmente como Primeiro-Ministro, consegue dar a volta a tudo para sair incólume das responsabilidades que tem na situação em que nos encontramos ou será que um governo responsável não deverá actuar preventivamente para os efeitos de uma crise serem atenuados? Mas quanto a isso o Engº só diz... nada. Direi eu, com politicos deste calibre o melhor é fecharmos a loja!!!

Carlos Dias Ferreira
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De PALAVROSSAVRVS REX a 17.02.2009 às 15:42

Para se chegar aos eufemísticos 7,8% sabe Deus que montanhas estatísticas e esquemas informático-legais não se moveram! Tudo para que Maomé possa ir respirando eleitoralmente, vendendo o seu peixe podre e armando a autolisonja. Maomé é Sócrates, o náufrago dos Factos Puros e da Realidade. Meteu na cabeça que se governasse com a alavanca oportunística dos Gestores de Imagem, a Trupe Caríssima de Consultores em Marketing Político, estava feito. Mas nada mais cavalar e infirmável. Erro grosseiro de negligência e maquiavélico conceito anacrónico da política.

Acontece que este mascaramento não vai durar para sempre. Esta Governação enquanto Falha Tectónica não perde por esperarar o devido abalo de Realidade.

Oxalá fôssemos verdadeiramente prósperos e distributivamente justos. Mas, infelizmente, não foi esse país que o PS, sistemicamente rapinoso e constitutivamente devorista, forcejou por construir. Vide Mesquita Machado como biografia de um PS profundo.

É de rir agora que o consumo privado esteja vergonhosamente contraído e o desemprego grasse: não, não é a Crise Internacional. É o círculo vicioso de um País endividado, canga perene, e onde os que mais podem pior pagam a quem trabalha sem pensarem nas consequências gravosas que tal paradigma representa para o sistema.

Com o consumo privado perigante, de tão residual, como não antecipar para breve um gradual bloqueio económico?!
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De nuno silva a 17.02.2009 às 16:03

Não era o Telejornal mas sim o jornal da tarde.

O telejornal só dá à noite ;)
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De Pedro Correia a 17.02.2009 às 16:17

Sei isso. Mas, para mim, telejornal é uma designação genérica para noticiário televisivo, tal como telediário. Substantivo comum. Devia ter escrito com minúscula para ser mais rigoroso.
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De Anti a 17.02.2009 às 16:14

É o velho e gasto número de propaganda Socrática para alimentar o povo a palha.Aproveita estes momentos, para perante os holofotes da subserviência editorial dos "media", vir glorificar o nada. Amanhã infelizmente os dados mais uma vez o vão contrariar, e então?. Então, ou não aparece, ou ninguém o questiona, ou se preferirem, se alguém o fizer sentir-se-á insultado...
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De Pedro Oliveira a 17.02.2009 às 16:21

A culpa é dos outros...como sempre em Portugal.
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De mike a 18.02.2009 às 02:02

Esperemos pelos dados do INE em relação ao 1º trimestre de 2009, depois de terem aberto falência 13.000 empresas no último trimestre de 2008. E podemos ir fazendo contas simples de multiplicar. Uma média de 2 empregados por empresa (os que estão a recibos verdes não contam para a estatística) x 13.000 = 26.000
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De Luis Reis Figueira a 18.02.2009 às 02:26

O capacete da "realidade virtual" (RV) que Sócrates, com notável tenacidade, não deixa de usar por um só dia, é, na verdade, uma peça de uma robustez a toda a prova! E o pior é que o homem não usa só o capacete: tem o equipamento completo e também usa óculos e luvas "RV". Quando os números são maus, ele contenta-se (e quer contentar-nos) com o mal dos outros, quando são péssimos, diz que são melhores do que se esperava!

Que tristeza, Sr. PM, que não viva neste nosso mundo e não ponha de lado, de uma vez, todo o seu equipamento...! Ou então, dê um a cada português que nós mandamos a crise dar uma volta! Nas calmas...
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De João Carvalho a 18.02.2009 às 02:43

... Ou seja: é uma espécie de escafandro anticrise.

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