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Esta legislatura chegou ao fim

por Pedro Correia, em 13.05.10

 

O mandato que os eleitores portugueses concederam pelo seu voto ao PS de José Sócrates não previa factos tão relevantes como estes: a Comissão Europeia, via Banco Central Europeu, exercer um diktakt sobre o Orçamento do Estado português e a subida generalizada dos impostos, desde sempre negada pelo primeiro-ministro ainda em funções. Alguém ouviu Sócrates prometer que submeteria o Orçamento do Estado ao veto de Bruxelas ou que subiria os impostos sete meses após ganhar as eleições? O programa eleitoral do PS contemplava qualquer destas soluções?

A resposta é negativa em ambos os casos. Isto significa que o contrato de confiança estabelecido nas urnas entre eleitos e eleitores, a 27 de Setembro de 2009, acaba de ser rasgado pelo chefe do Governo. Em termos de legitimidade política, esta legislatura chegou ao fim.


21 comentários

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De João Carvalho a 13.05.2010 às 13:01

A legitimidade estava ferida desde o início, quando o PS jurava que o défice estava controlado dentro das previsões durante a campanha eleitoral, para subir escandalosamente logo após o governo iniciar funções.

Na verdade, se o governo anterior falhou promessas eleitorais importantes em quatro anos, este falhou-as todas em seis meses, com excepção dos casamentos 'gay'.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:30

Essa terá sido mesmo a única que Sócrates cumpriu. Percebe-se porquê: o país inteiro clamava por ela.
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De João Carvalho a 13.05.2010 às 22:46

Sem dúvida. O povo ficou logo mais sereno.
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De zeparafuso a 13.05.2010 às 13:26

Impostos, impostos, mais impostos. Hoje é assim! Até Passos Coelho concorda. Soluções parece que ninguém tem, ou por outra, usam a mais fácil: Impostos. O governo ainda não pensou ( se calhar não estão lá para pensar ), em tectos para reformas, para salários, em vez de aumentar 1% de IRS, a pessoas que ganhem pouco mais do que o salário mínimo .</a> 1% até dois mil e não sei quantos euros. Bolas! ( para não dizer outra coisa ), e os que ganham 500€ ? São só 25€ a mais que o salário mínimo .</a> Pagarão também mais 1% ? Foi o que eu entendi do noticiário Televisivo agora mesmo, logo a seguir ao Papa. Pelos vistos não temos gente capaz de nos governar. Pelos vistos também gostamos de ser usados. Sempre que penso assim lembro-me ( desculpem a publicidade ) do Klinex , depois de usado atira-se fora.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:31

Se houvesse impostos para as promessas eleitorais não cumpridas, púnhamos fim ao défice num instante.
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De Amêijoa fresca a 13.05.2010 às 13:35

Escamotear os mexilhões com...

Tantos discursos portentosos
de psitacismo eleitoral
brotam de motivos ventosos
qual patologia visceral!

A governação declinável
de argumentos coerentes
tem um carácter entranhável
de verborreias referentes.

São distorcidos muitos milhões
em vis políticas amorais
escamoteando os mexilhões
com argumentações viscerais.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:33

"Psitacismo eleitoral": é isso mesmo, Amêijoa.
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De Jorge a 13.05.2010 às 14:34

Sei que não é relacionado com a assunto mas tenho de reproduzir um comentário, a uma notícia do Público online, que está constantemente a ser apagada pela censura do próprio jornal:"Quando são os próprios jornalistas que fazem censura, nomeadamente nos comentários do jornal Público, apagando aqueles que não gostam, eventualmente por não serem de esquerda, então, estamos muito mal. A Ibéria socialista, personificadas em Sócrates e Zapatero, uma Ibéria socialista sem valores, subjugada a interesses das lojas maçónicas, uma Ibéria em crise, desgastada por uma desgovernação que protegeu os grandes grupos económicos, criou os subsidiodependentes, uma Ibéria dos desempregados (10% em Portugal e 20% na Espanha), uma Ibéria em que a politica de morte/aborto foi algo de central e fundamental, uma Ibéria que, conforme se pode ler nas noticias ontem vindas de Espanha, a politica de incentivos à natalidade foi o primeiro a ser cortado como medida de combate ao deficit, uma Ibéria desgovernada num despesismos em contratos públicos catastróficos para o Estado e de lucro incalculável para alguns privados, uma Ibéria... olhem podem apagar à vontade pois este comentário e outros como este já estão em milhares de blogues, em milhares de caixas de correio, para ficarem a saber que tipo de censura temos neste jornal Público... público mas muito pouco."
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De João Campos a 13.05.2010 às 14:43

Ao menos vamos poder apanhar o TGV para fugir daqui... se conseguirmos encontrar o Poceirão :)
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De João Carvalho a 13.05.2010 às 15:41

Nem penses. Viste a imagem? 'The End'. Parece que não haverá uma saga.
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De Luís Reis Figueira a 13.05.2010 às 16:12

O Poceirão? Jamé! Só se for numa daquelas maravilhosas maquinetas que há pouco aqui nos trouxe o João Carvalho, porque para uma travessia do deserto tem que se ir muito bem equipado... E depois, quando começar a ver lá muito ao fuuuundo uma imagem tremida de um TGV, tenha atenção, pois é quase certo que se trata de uma miragem.
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De ze luis a 13.05.2010 às 16:56

Mas isto tem ou não a ver com o famigerado Tratado de Lisboa (talvez em Lisboa fosse mais apropriado...)?

Não se previa algo deste intervencionismo de género(s)?
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:35

Caro Zé Luís, o PS não previa nada disto. Nem no programa eleitoral nem nas sucessivas declarações do primeiro-ministro. Pelo contrário, foi desmentindo tudo até à véspera de anunciar o aumento global de impostos, pressionado por Bruxelas.
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De Ricardo Cataluna a 13.05.2010 às 17:21

Caro Pedro, subscrevo seu post.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:36

Não me surpreende, Ricardo. Abraço.
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De Ana Vidal a 13.05.2010 às 17:43

Paz à sua alma. E que nos deixe descansar em paz.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:36

A alma dele pode descansar, Ana. Mas os nossos corpos estão cada vez mais cansados.
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De José Barros a 13.05.2010 às 19:35

Se é esta a posição do Pedro Correia, então presumo que também considere a liderança da oposição pelo actual PSD ferida de morte por ter violado a sua principal promessa eleitoral de que não aceitaria aumento de impostos e provocaria eleições antecipadas se tal fosse submetido a votação no parlamento. Donde, eleições legislativas, claro, mas precedidas de novas eleições internas no PSD. O próximo candidato a primeiro-ministro não pode estar associado a este governo como PPC nitidamente está.
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:29

"Esta é a posição do Pedro Correia", diz você. Não é a sua?
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De ana cristina leonardo a 13.05.2010 às 20:10

que ela chegue ao fim, é-me indiferente. o pior sou eu que também já estou nas lonas
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De Pedro Correia a 13.05.2010 às 22:30

Tu e mais uns dez milhões. Incluindo os que votaram PS.

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