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Não há coincidências (7)

por Ana Vidal, em 03.05.10

 


Do, Re, Mi / The sound of music (1959) - Rodgers and Hammerstein

 

Não me batam. Eu sei que The Sound of Music é um dos filmes da infância ou da adolescência de quase todos nós e que, apesar das repetições ad nauseam de que somos vítimas todos os Natais, continuamos a comover-nos com a ingenuidade da história e a beleza das melodias. A canção  Do-Re-Mi é um desses mágicos momentos do filme, em que a maçadora aprendizagem do solfejo se transforma numa brincadeira divertida e contagiante e a cumplicidade se estabelece definitivamente entre Maria e as crianças. Do-Re-Mi acabou por ganhar vida própria e tornar-se numa das primeiras melodias ensinadas nas escolas de música, pela facilidade de memorização das sete notas da escala básica.

 

Nem a canção nem o filme precisam de apresentações, pelo que não vou alongar-me. E talvez a canção não seja um vulgar caso de plágio, já que me parece mais uma propositada e provocatória piscadela de olho ao compositor alemão. Ou até mesmo uma pequena vingança, se tivermos em conta o teor da história. Mas uma coisa é certa: a vertiginosa sequência melódica de Wagner dá o mote à canção, sem que haja lugar a grandes dúvidas. E, que eu tenha apurado, não há registo de "inspirações" reconhecidas. Fica a curiosidade.

 

 


Tannhauser Overture - Richard Wagner

Sou uma apaixonada pelas geniais aberturas e coros de Wagner (embora nunca tenho tido a paciência de ouvir as óperas completas, que são intermináveis) e esta é uma das minhas preferidas. Vale a pena ouvir estes sete minutos completos, pela sua beleza, ainda para mais quando a batuta é a do grande Karajan. Para quem não quiser ouvir tudo, peço a especial atenção para o intervalo de tempo que vai do minuto 07':16 ao 07':24 deste video. E depois digam-me o que acharam.

 

Obrigada à Gi pela preciosa dica de hoje.



24 comentários

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De Bandeira a 03.05.2010 às 11:53

Aber das ist wunderbar, Ana! (Está bem escrito, Leonor? Hmm.) Vou invejar essa tua capacidade enquanto viver, e mesmo depois não sei, não sei.
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De João Carvalho a 03.05.2010 às 11:55

Serão entregues.
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De Ana Vidal a 03.05.2010 às 12:09

Bom Natal para ti também.
:-)

Mas tem cuidado... diz que a inveja post mortem dá muita azia.
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De Bandeira a 03.05.2010 às 14:40

A ante mortem (bestial, como fazes isso dos itálicos :o) também. Podíamos talvez chamar-lhe itálico inveja aziática fim de itálico, só para culpar a mundialização.
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De João Carvalho a 03.05.2010 às 15:22

Culpar? Não sei o que é. Será culpabilizar?...
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De Ana Vidal a 03.05.2010 às 23:41

Ou perspectivar a culpa?
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De Ana Vidal a 03.05.2010 às 23:25

A inveja aziática é como a prima gripe: fica-se amarelo e não há necessidade...
(os itálicos - e os italianos - são uma fraqueza minha, que queres?)
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De Adolfo Mesquita Nunes a 03.05.2010 às 13:16

E eis que o Mundo desaba sobre mim!
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De Bandeira a 03.05.2010 às 14:42

Sobre nós, que eu também senti qualquer coisita.
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De Teresa Ribeiro a 03.05.2010 às 13:56

Tenho sido toda ouvidos para a tua série, mas pela primeira vez parece-me que é excessivo considerar que isto é plágio. Vou mais na psicadela de olho, como referes no post, na inspiraçãozita, que não tem mal nenhum.
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De Ana Vidal a 03.05.2010 às 23:30

Amigos, estou inconsolável por ter-vos tirado as últimas ilusões... é quase como ter sido eu a dizer-vos que o Pai Natal não existe! Não acreditem no que eu digo, ok? Sou uma mentirosa compulsiva e só quero exibir-me, pronto.
:-(
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De Ana de Sá a 03.05.2010 às 21:16

Fa - a long long way to run
Sol- a needle pulling thread
La - a note to follow so

Qualquer coincidência é mera semelhança! ;-)
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De João Carvalho a 03.05.2010 às 21:23

Claríssimo como água.
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De fugidia a 04.05.2010 às 01:43

Acht Minuten, Ana?!
Acht Minutem?!
Just einen Blick, nichts anderes, Ana! :-D

(tenho este Wagner num disco da minha grafonola, com coro... é de arrepiar)

(e sim, adoro quase todoas as músicas deste fabuloso filme)
:-)
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De Ana Vidal a 04.05.2010 às 02:32

Pronto, pronto... vai dormir, que já nem estás capaz de juntar as letras...

(glup! eu também vou, just in case)
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De Paulo a 04.05.2010 às 14:52

Tenho alguma dificuldade em ver aqui um plágio. Terá sido coincidência, daquelas que há?

E as óperas de Wagner NÃO são intermináveis, Ana. :)
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De Ana Vidal a 04.05.2010 às 15:48

Quem sabe, Paulo? Mas é uma grande (e longa) coincidência, convenhamos. Enfim, se for comparada com as cerca de 16 horas da tetralogia de Wagner, por exemplo, a duração da coincidência é de um nano-segundo cósmico...
(Estou a meter-me contigo, claro. Não resisti.)
;-)
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De Paulo a 04.05.2010 às 16:14

Que exagero, Ana! O "Anel" costuma ficar-se apenas pelas quinze horas e mais uns trocos, o que, como vês, é coisa pouca. E o Senhor Dammann - que os deuses não no-lo devolvam -, quando era intendente da Ópera de Colónia, até conseguiu um feito notável: apresentou-o numa maratona de dois dias. Consta que foi a sorte grande que saiu aos massagistas da Renânia do Norte-Vestefália.
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De João Carvalho a 04.05.2010 às 16:25

Ainda há quem veste Fália? Hoje vê-se mais quem veste Armani...
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De Paulo a 04.05.2010 às 16:30

Penso que só mesmo lá na Fália. Na Itália, para não irmos mais longe, caiu completamente em desuso.
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De João Carvalho a 04.05.2010 às 16:40

Bem me parecia que a Itália vai mais à frente...
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De Ana Vidal a 04.05.2010 às 16:44

Não admira que tenha morrido, coitado. Ganharam os massagistas e a Servilusa lá do sítio...
:-)

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