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por Luís Naves, em 08.02.20

O líder do PSD, Rui Rio, não acredita que o seu partido seja de direita e quer conquistar o centro. Rio está a ver o que mais ninguém vê ou anda incrivelmente iludido. Na realidade, nos países europeus, o centro implodiu. Os eleitores vivem inquietos, recusam a uberização do trabalho, detestam ser a classe precária, e votam cada vez em maior número contra a estabilidade, que interpretam como estagnação. Em França e Alemanha, dois países traumatizados pelo passado das suas direitas, foi desenvolvido um sistema de cordão sanitário que começou por excluir partidos extremistas que não passavam dos 10 por cento. Só que os descontentamentos somam hoje 30 a 40 por cento e não é possível excluir tanta gente. Os partidos dos extremos crescem com os votos que as formações centristas rejeitaram durante anos, ao não reconhecerem os problemas da antiga classe operária, agora empobrecida e sem futuro. Os extremos ocupam o lugar vago e ganham terreno, apesar da resistência dos sistemas de poder, dos meios de comunicação, das elites académicas e das pressões financeiras. O eleitorado do centro é aquele que quer mais do mesmo e, nos tempos que vamos viver, será a minoria. Por isso, Rio parece ter ficado na guerra anterior, a lutar por um eleitorado que já não existe.


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