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Re: (D)o que se escreve

por Ana Cláudia Vicente, em 13.02.09

Desdobrando o comentário que fiz ali em baixo: o artigo de Pulido Valente, do qual se secciona este excerto (também citado no Da Literatura), de tão escatológico faz parecer qualquer apreciação desdramatizante optimismo  sem sentido. Mas sê-lo-á? É ou não certo que logo na primeira década, entre Maio de 1974 e Maio de 1985, o PSD enfrentou  mais que uma vez dificuldades internas graves, e nem por isso o dito ou o regime (então bem menos consolidados, dir-se-ia) se degradaram sem remissão? Por que traria agora Manuela Ferreira Leite o apocalipse? Por outro lado, o que garante que uma hipotética mudança de líder à porta de um período eleitoral seja "inútil"? Não se registou anteriormente mais que uma "operação" dessa natureza num PSD agitado  e em vésperas de votações (como em 1983, tempo da troika, com a candidatura e resultados alcançados por Mota Pinto; ou em 1985, com a vitória de Cavaco Silva no congresso da Figueira da Foz e a subsequente dissolução do Bloco Central) cujas consequências foram, digamos, não muito previsíveis e nada irrelevantes para o rumo da governação do país?

Em suma, apetece perguntar o que faz desta ocasião,  para o partido que lidera a oposição, momento mais desgastante ou difícil de superar que os  vividos nos últimos dias de 1980,  nas primeiras semanas de 1995, ou nos meses de Julho de 2004 a Março de 2005. Assim de repente, não estou a ver.

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4 comentários

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De João Carvalho a 14.02.2009 às 03:27

Muito bem visto.
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De Pedro Correia a 14.02.2009 às 10:32

Tens toda a razão, Ana Cláudia. Mas suponho que a lógica do texto do VPV também apontava nessa mesma direcção, quase como um toque a rebate, embora aparentando remar na direcção contrária. Ou seja, é um texto com dois níveis de leitura, o que nele aliás é frequente.
Para quem conheça bem a história do PSD, como é o nosso caso, dir-se-ia até que a mudança de última hora está quase inscrita na sua matriz genética...
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De Ana Cláudia Vicente a 14.02.2009 às 19:14

Talvez estejamos a tratar de um artigo com mais que um nível de leitura. Ou talvez, simplesmente, não estejamos perante um texto de análise à praxis política (como, desculpem a ingenuidade, espero também encontrar no género jornalístico de opinião/crónica), antes de praxis política em si mesma. Mesmo aí, esse 'toque a rebate' é de tal forma dramatizado que em vez de mobilizar, derrota, alheia.

Por falar em eventos passados das vidas partidárias e a perspectiva (ou simples ataque de riso) que eles nos podem ajudar a conseguir, surgiu-me algo: acho que vou inaugurar aqui uma série de posts com excertos de artigos (mais ou menos académicos e com uns bons anos em cima, que tenha guardado dos tempos de estudo destas matérias) de políticos no activo, género passatempo, para ver quem é o primeiro comentador que acerta no autor.
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De Pedro Correia a 14.02.2009 às 22:01

Excelente ideia, Ana Cláudia. Pressinto que será um sucesso.

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