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Sci-Fi: os meus filmes (5)

por João Campos, em 13.04.10

 

11º: Twelve Monkeys (Terry Gilliam, 1995)


Se o tema das viagens no tempo foi abordado, em Back to the Future, pela via da comédia, em Twelve Monkeys o tom escolhido (por Terry Gilliam; sim, dos Monty Python) foi o do thriller. O resultado é um filme fabuloso, e surpreendentemente esquecido. Situando-se num futuro apocalíptico, no qual a humanidade foi dizimada e obrigada a refugiar-se no subsolo por um misterioso vírus mortal, um criminoso (James Cole) é enviado para o passado, na esperança de que consiga encontrar uma amostra do vírus. No entanto, a sua primeira viagem, ao invés de o levar para 1996, ano em que o vírus surgiu, levou-o a 1990. O enredo, problemático em alguns pontos (como sempre são problemáticos os enredos sobre viagens no tempo), conta com suficientes reviravoltas para agarrar o espectador; enquanto o ambiente sombrio e alucinante de Gilliam e as excelentes interpretações de Bruce Willis (James Cole, o protagonista) e de Brad Pitt (o lunático Jeffrey Goines) contribuem para que Twelve Monkeys seja um dos melhores filmes de ficção científica da década de 90.

 


15 comentários

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De xtremis a 13.04.2010 às 12:52

Shame on me! Lembro-me de ver este filme no cinema, mas confesso que nunca mais o revi com a atenção merecida!

Obrigado, João! Graças a este post, vou colocar este filme mais acima na minha lista de "filmes a ver/rever com urgência" ;)
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De João Campos a 13.04.2010 às 13:01

Conheço quem defenda o contrário, mas nem que seja só pela interpretação de Brad Pitt (muito boa mesmo), este filme vale a pena. Se juntarmos a isto um argumento bastante sólido sobre viagens no tempo, um Bruce Willis igual a si mesmo (muito bom, claro) e uns plot twists inspirados, bom, fica um filme realmente imperdível.
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De João Campos a 13.04.2010 às 15:51

Acredite, João: é um filme que vale muito a pena ver.
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De João André a 13.04.2010 às 16:32

Aqui discordo fortemente: Brad Pitt tem uma interpretação muito fraquinha, a puxar para o overacting sempre que pode e sem noção dos limites. Não é o único, no entanto, os restantes actores padecem do mesmo mal.
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De mike a 13.04.2010 às 13:00

Grande filme!
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De lili a 13.04.2010 às 15:17

Adorei o filme.
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De João André a 13.04.2010 às 16:36

Não gosto do filme, as interpretações são fracas (Brad Pitt ainda não era actor de qualidade nessa altura e os restantes são apenas actores medianos, não mais), o argumento é destruído em busca do "efeito de ácidos" (já o Brazil tinha o mesmo problema, mas isso caía melhor nessa história) e não há uma linha condutora na história (fica a sensação que o filme poderia ter sido filmado com mais eficácia em metade do tempo). Além disso não me parece que caia na categoria de ficção científica, uma vez que os mecanismos habituais do género (efeitos da tecnologia na sociedade ou na vida/situação das personagens) é reduzida apenas a Mcguffins na melhor da hipótese. Gilliam tentou aqui fazer um filme de fantasia (como sempre) mas espalhou-se ao comprido.

Uma escolha que eu nunca subscreveria, mas enfim, gostos são gostos.
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De João Campos a 13.04.2010 às 17:08

O tema do filme, a meu ver, encaixa perfeitamente no género ficção científica, com a sua base pós-apocalíptica, e o recurso às viagens no tempo, (um clássico do género). É um enredo problemático, sem dúvida, mas neste tema, todos o são. Jamais aproximaria este filme do género fantasia.

Pessoalmente, foi este o filme que me fez olhar para o Brad Pitt enquanto actor. Concedo que seja overacting, e algo imaturo até, mas acho que neste papel funciona muito bem.

(Gosto muito da expressão MgGuffin, já agora)
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De João Campos a 13.04.2010 às 17:09

*McGuffin, obviamente.
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De João André a 14.04.2010 às 09:37

Como escrevi, o tema é de ficção científica, mas a meu ver Terry Gilliam esvazia-o dessa dimensão. Tal como escreves, o conceito de viagens no tempo faz parte dos cânones do género, mas normalmente obriga a algo mais, ao efeito que a viagem pode ter em termos de paradoxos temporais (Back to the Future II), ou pelos efeitos que a viagem pode ter no próprio viajante (BttF I). Já Gilliam prefere jogar com a confusão que a informação fragmentária provoca, nunca se detendo nos efeitos da própria viagem no tempo. Apenas o final (com a criança a ver o seu eu em adulto) poderia apontar por aí, mas Gilliam prefere passar pelos meandros do hospício, da confusão da personagem de Willis e da psicóloga/psiquiatra e pela estranheza da personagem de Pitt (que além de ser mal representada, é absolutamente dispensável).

Por isso digo que o filme se assemelha, no seu tom, mais à fantasia, ao film noir, ao thriller psicológico, etc, do que à ficção científica. E por se assemelhar a tanta coisa sem nunca escolher, acaba por se perder irremediavelmente. Mas claro, sempre na minha opinião.
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De João Campos a 14.04.2010 às 10:33

Percebo onde quer chegar. Pessoalmente, acho que faz todo o sentido, apesar de eu não a subscrever completamente. Gostei do tom "noir" dado ao filme, e da confusão (gerada por Pitt) que leva àquela reviravolta mirabolante.

No entanto, sim, os efeitos ou os paradoxos das viagens no tempo poderiam ter sido explorados de outra forma. Não me parece que fosse esse o objectivo, dado o argumento, mas poderia ter sido algo a explorar, de facto.
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De João André a 14.04.2010 às 09:38

Também gosto muito da expressão, acho-a deliciosa. E nos filmes actuais poucos usam a figura como os irmãos Cohen.
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De José Gomes André a 13.04.2010 às 18:31

Filme mediano. Gosto da trama e do espírito "série B", mas realmente o Brad Pitt tem uma interpretação lamentável e o filme é, em determinadas ocasiões, demasiado "excêntrico", digamos (para não dizer confuso e pretensioso). Vamos lá ver o que trazes para a frente. (P.S. Disclaimer: se não estiverem o Alien, o Gattaca, o Exterminador Implacável 2 nos cinco primeiros, vamos ter desacatos no próximo jantar do "Delito"!)
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De João Campos a 13.04.2010 às 20:11

Veremos, veremos... ainda só vou no décimo primeiro! Amanhã entramos no top 10 e, na minha modesta opinião, entraremos muito bem.

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