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O PSD a votos (32)

por Pedro Correia, em 27.03.10

 

 

CINCO DERROTADOS

 

1. Manuela Ferreira Leite

Sai da liderança do partido sem um rasgo de nobreza, recusando cumprimentar o novo líder, que havia sido marginalizado há seis meses das listas do PSD e agora foi sufragado por uma expressiva maioria de militantes. Perdeu as legislativas para Sócrates, não revelou um centímetro de autonomia estratégica em relação ao Presidente da República, acudiu a Sócrates no Orçamento de Estado e no PEC. Não deixa saudades.

 

2. Alberto João Jardim

Fez o número mais mediático do recente congresso de Mafra ao abandonar estrondosamente o palco para se sentar ao lado de Paulo Rangel, numa clara afronta a Passos Coelho. Confirma-se, uma vez mais, que não consegue apostar num candidato ganhador à frente do partido. Já fora assim nas mais recentes refregas eleitorais internas, quando esteve contra Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite.

 

3. Pacheco Pereira

Foi o maior guru de Manuela Ferreira Leite. Resultado: nenhum grande objectivo estratégico para o PSD foi conseguido neste mandato, que viu Paulo Portas e os partidos à esquerda do PS assumirem-se como as mais eficazes forças da oposição. Fez campanha activa contra Passos Coelho, como já fizera contra Santana e Menezes, com a habitual violência verbal de quem só consegue olhar para o mundo a branco e preto. Com isso acabou por dar votos a Passos, que tem bons motivos para lhe agradecer.

 

4. Marcelo Rebelo de Sousa

Teve tudo para poder avançar, uma vez mais. Mas o receio de perder contra Passos Coelho - receio fundamentado, diga-se - foi mais forte. O tacticismo do professor, que já o havia conduzido a uma liderança sem glória nos idos de noventa, sobrepôs-se novamente ao arrojo estratégico. Há uma semana, a nata do "jornalismo político" português ainda o levava ao colo, pretendendo fazer dele o salvador do partido. Em vão. Terá de aguardar pelas presidenciais.

 

5. Paulo Rangel

Terá valido a pena rasgar as promessas feitas de que não seria candidato à presidência do PSD? Terá valido a pena romper o bom relacionamento que mantinha com José Pedro Aguiar-Branco, de quem foi secretário de Estado no Governo Santana Lopes? Terá a ambição de que deu provas sido boa conselheira? Basta uma palavra para responder às três perguntas: não.

 

Também publicado aqui.


25 comentários

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De José Manuel Faria a 27.03.2010 às 22:39

O 6º derrotado é Sócrates, com a vitória de PPC, o PSD entra numa fase de nova postura, novo estilo e nova imagem. O PSD tem um novo espelho, limpo. O Armani de Sócrates envelheceu.
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De Pedro Correia a 27.03.2010 às 22:45

Sócrates é outra conversa, meu caro. O sexto derrotado, quanto a mim, foi o Presidente da República. Mas hei-de falar disso também.
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De Teresa Ribeiro a 27.03.2010 às 22:42

A foto é horrível. Que mauzinho!
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De Pedro Correia a 27.03.2010 às 22:45

Foi o que se arranjou, em tempos de crise. A culpa é do PEC.
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De José Barros a 27.03.2010 às 22:48

Veremos nas próximas legislativas. Agora é que se verá se os passistas tinham razão quando diziam que qualquer presidente de junta de freguesia ganhava a Sócrates nas últimas legislativas. Agora com a fraude do défice, com o PEC, com as escutas publicadas no Sol, com a comissão de inquérito, só um morto é que não ganha. Donde, a fasquia esteja muito alta para PPC. Algo menos que uma maioria absoluta é evidentemente uma derrota estrondosa.
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De Pedro Correia a 27.03.2010 às 22:57

Já se registou maioria absoluta, como deve ter reparado. Dentro do PSD. A esmagadora maioria dos militantes optou por Pedro Passos Coelho.
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De José Barros a 28.03.2010 às 03:18

Ganhar as directas até Menezes ganhou. Para depois ser corrido ao fim de seis meses. That`s not the point, como é óbvio.

A questão é muito simples: se, para ficarmos pela blogosfera, o Pedro Correia, o Paulo Gorjão, o CAA e mais alguns passistas sempre defenderam que até o rato mickey ganhava a Sócrates nas legislativas de 2009, agora, com condições ainda mais favoráveis (défice de 9%, PEC com aumento brutal de impostos, escutas, comissão de inquérito sobre a TVI), é impossível Passos Coelho não ganhar com maioria absoluta.

Aliás, foi o próprio candidato que disse, no congresso, onde "não podia mentir" (sic) que o governo "está ferido de morte" (sic) e apenas espera "o golpe de misericórdia" (sic).

Donde, se o candidato e os seus apoiantes disseram isso, parece-me razoável que os eleitores do PSD exijam agora como eu a antecipação de eleições e uma vitória com maioria absoluta. Mal seria que o candidato defraudasse as expectativas que alimentou ao exigir maiorias absolutas a Ferreira Leite e ao dizer que o governo estava ferido de morte.

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De Ricardo Alves Gomes a 28.03.2010 às 00:07

Identificados os derrotados pela vitória de PPC, interessava saber quem mais são vencedores.
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De Pedro Correia a 28.03.2010 às 00:12

Pois sim. Mas cada coisa de sua vez. Quer dar alguma sugestão?
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De Ricardo Alves Gomes a 28.03.2010 às 03:36

Não tenho andado pela Castilho...
Para além do incansável Miguel Relvas, que estimo, e cujo lugar na Comissão Política Nacional parece mais que óbvio, tenho dificuldade em alvitrar os nomes que se posicionam.

Depois, há a Mesa do Congresso, a Jurisdição, a liderança do Grupo Parlamentar, a presidência de Comissões na AR, o Gabinete de Estudos, e outras sinecuras, mais ou menos "salientes".

Enfim... com o Partido a seus pés (61%) não será fácil meter a igreja dentro da sacristia...

Visto de outra maneira, pode dizer-se que são tantos e tão bons os quadros que PPC tem muita "nata" por onde escolher.

O problema, com este ou qualquer outro líder, é que os «homens do aparelho» (desde as secções às distritais, desde as regionais às organizações autónomas) costumam apresentar uma factura pesada pelos seus apoios e, como toda a gente sabe, muitas vezes a sua qualidade política é inversamente proporcional à quantidade de militantes que arrebanham, com "profissionalismo", e nem a possibilidade de ganhar eleições os demove de garantir já um lugar.

Esta "delicada questão", que não é nova, tem vindo a agravar-se galopantemente, à medida que vai faltando poder (sobram as autarquias). Nem as eleições directas conseguiram inverter os apetites vorazes das estruturas intermédias.

Ora, se o líder eleito foi sufragado pelo universo de todos os militantes com um score sem precedentes, a primeira medida que o líder eleito devia tomar era libertar-se das praxes antigas e ter pulso para formar equipa sem condicionantes de espécie alguma.

Caso contrário, se não for «imperativamente livre» nas suas escolhas, distribuindo numa lógica de mesa chinesa, estará a assinar o seu próprio sequestro, pois quanto mais negociado é o poder, mais enfraquecido resulta.

Donde, como dissidente, agora observador externo, entre outras razões, precisamente por não suportar a política baseada na inscrição de militantes para encher e em circuitos de camionetas mais caldo verde e carne assada, tão ao gosto das estruturas, aguardo pelo Congresso para ver...

Se PPC for capaz de se libertar dos quistos que trituraram os seus antecessores (muito por culpa de não terem sido capazes de fazer essa "arrumação", incluindo, ao contrário do que se julga, Manuela Ferreira Leite) então, será de se lhe tirar o chapéu.

É claro que todos os líderes devem ouvir, dialogar, incluir e criar equipas abrangentes. Mas essa é uma questão que só se coloca depois de firmada a sua autoridade interna, depois de "colocado cada macaco no seu galho". E isso, neste momento, com este resultado em concreto ainda fresco, depende apenas da vontade mais íntima e solitária de alguém a que não basta ter sido eleito líder - precisa de confirmar-se como tal.

Só assim, posta a casa em ordem, ganhará o estatuto necessário para sair da Sede, enfrentar Sócrates, libertar-se de Cavaco, e fazer com que as pessoas passem a encará-lo como um homem a quem podem confiar a tarefa de governar Portugal.

Quem o diz é quem não é militante do PSD e continua a ter muitas reservas em relação a PPC para o cargo a que se propõe, mas que, não obstante, considera pertinente o surgimento de um líder forte no espaço do centro-direita. Um distanciamento que, de resto, é capaz de ser comum a grande parte dos portugueses.

Bem, já disse mais do que queria... espero ter sido claro e que estas palavras sejam lidas com a mesma seriedade com que foram escritas - objectivamente, sem entrelinhas.
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De Mário Cruz a 28.03.2010 às 13:29

Como é possível errar em tudo o que diz oh Pedro! Com essa filosofia não estou a ver onde e como vai fomentar a unidade e o regresso ao poder do PSD.
1. Em relação à Manuela, o partido só tem de lhe agradecer a entrega, o sentido de responsabilidade, a honestidade, o desprendimento em relação a cargos e gamelas, a qualidade profissional, o diagnóstico límpido que o PEC e a situação actual do país evidência. De poucos líderes vamos ter tantas saudades e poderemos estar tão gratos. Seria no mínimo educado, no momento da despedida, saber reconhecer isto.
2. Alberto João fez o que sempre faz. Fez hoje o que no passado todos lhe agradecemos. Foi frontal, defendeu e defende a sua terra como ninguém. Gostava de ter visto a sua comparação entre o Jardim e o Lopes das Caldas, mais o seu copito de vinho. O PSD foi e é a conjugação deste tipo de pessoas, é o que lhe tem dado vida e capacidade de intervenção na política deste país. Apostar no candidato vencedor? As eleições serão corridas de cavalos? Ou são momentos de debate de ideias, confronto de políticas, delegação de confiança política?
3. Porque será que as pessoas que pensam, fazem comichão a quem não o faz? Ler o PEC e ver as medidas que o governo de Sócrates está a tomar não lhe lembra nada do que Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite disseram e previram, nos últimos 3 anos? Tomara o partido ter mais gurus e menos papagaios ocos. Teria mais ideias e vai precisar delas, se quiser chegar ao governo e melhorar a vida dos nossos cidadãos.
4. idem aspas, em relação ao ponto anterior. Marcelo é um activo inquestionável no PSD e não é comparável a nada ou a ninguém. A falta de respeito por quem já provou, faz-me confusão. Que partido querem, sem Marcelo, sem Manuela, sem Leonor Beleza, sem Pacheco Pereira, sem Vasco Graça Moura. Esse partido não existe. Só incluindo-os e às suas ideias voltaremos a ser aquilo de que o país precisa. Espero sinceramente que o Passos Coelho entenda isso.
5. Valeu a pena Rangel candidatar-se e vale sempre a pena arriscar. Dar a cara, por iniciativa própria, faz parte das características que precisamos na política nacional. Precisamos de mais políticos como Rangel e o PSD tem sorte em o ter. Em Bruxelas ou em Portugal.

Em resumo, fazer a unidade é isto! Não é aquilo que o Pedro fez ali em cima no seu texto. Melhores cumprimentos e saudações socialdemocratas.
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De Francisco a 28.03.2010 às 15:33

Muito bem! Mas não vale a pena argumentar com quem tem destas coisas a visão de clã...
O PSD não ganhou as eleições de Setembro (nem as poderia ganhar!) muito por causa de quem estava (e continua) apenas virado para as minudências e para a promoção dos seus apaniguados.
Se estas cabeças ocas e ouvidos entupidos tivessem ouvido (e valorizado), no seu devido tempo, os alertas de Manuela Ferreira Leite tudo poderia ter sido diferente.
Mas não! Nesse tempo, o que estava a dar eram as grandes obras (TGV, etc) e da 'velha' não podia vir nada de jeito...
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De Pedro Correia a 28.03.2010 às 15:57

Ah, agora reconhece - seis meses depois - que o PSD de Ferreira Leite nunca poderia ter ganho as legislativas, mesmo contra um Sócrates já em queda. Mas não era isso que dizia no início de Setembro.
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De Francisco a 28.03.2010 às 16:54

É verdade! Mas só os burros não mudam!
Além disso, houve muita gente que fez tudo para amparar, e evitar, a queda...
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De Pedro Correia a 28.03.2010 às 16:06

Mário Cruz: se MFL deixará saudades em alguém, será em Sócrates. Sem ela no PSD, provavelmente o PS não teria vencido as legislativas de Setembro.

O "diagnóstico límpido" da senhora sobre o PEC contrariou a maioria dos membros da comissão política nacional do PSD e do grupo parlamentar do partido, chocando frontalmente com a posição do novo líder social-democrata.

Não sei quem é o Lopes das Caldas, e muito a que se refere com o "copito de vinho" a propósito de Jardim: sempre me constou que o líder madeirense preferia poncha.

Concordo consigo: Rangel faz falta em Bruxelas. Só assim honrará o compromisso assumido com os portugueses que o elegeram.

Eu não tenho que "fazer a unidade" ou deixar de a fazer. Não sou nem tenciono ser militante deste ou de qualquer outro partido.

Cumprimentos
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De Mário Cruz a 28.03.2010 às 17:16

Caro Pedro, o mínimo que esperaria de um fervoroso adepto do Passos Coelho é que já se tivesse incrito como militante. Ajuda-lo-ia a compreender o que é um partido e aquilo que um presidente de partido pode e deve fazer. Caça a bruxas, inventadas nos blogs, é uma das coisas que não pode, nem deve fazer.

Só em Portugal se acha que se deve fazer política fora dos partidos... Uma especificidade local.

Os Primeiros-ministros em Portugal ou são derrubados pelo Presidente, pela Assembleia, ou desistem por si. Nunca nenhum Primeiro-ministro, em pleno exercício de funções, perdeu eleições, nem na república nem na monarquia liberal (ou seja em 200 anos). Talvez pensando nisso entenda porque Sócrates ainda não caiu, nem podia ter caido em Setembro passado. A História ajuda-nos a compreender o presente e a preparar-nos para o futuro.
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De Pedro Correia a 28.03.2010 às 20:01

Aconselho-o a esforçar-se um pouco mais. Na imitação do estilo Pacheco Pereira está ainda bastante distante do original. Mas se perseverar na leitura do mestre há-de chegar lá perto, verá. Insista, insista.
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De Tiago P. Lima a 28.03.2010 às 20:45

Essa resposta é indigna de si, Pedro Correia (pelo menos a avaliar por aquilo que geralmente aqui escreve). Não tenho nada a ver com o assunto (não pertenço ao PSD nem sei quem é "Mário Cruz"), mas entendo que um debate sério dispensa reacções como a sua.
Ou bem que se permitem comentários e não se parte do princípio de que os comentadores são mentecaptos ou o melhor é fazer como nos blogues cujos autores se criticam (caso do de Pacheco Pereira).
Por mim, tendo a considerar mais útil uma reflexão sobre as questões levantadas por "Mário Cruz" (?) do que perder tempo com a superficialidade das suas considerações, Pedro Correia.
Claro que fica ao seu critério cortar ou deixar passar este comentário.
Os melhores cumprimentos.
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De Mário Cruz a 28.03.2010 às 21:26

Sempre a fulanização, os papões, os odiozinhos de estimação... Um pacheco contra um nogueira leite, um jardim contra um ângelo correia. Que tal discutirem ideias, políticas planos de acção e descobrirem o país onde vivem?
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De Pedro Quartin Graça a 28.03.2010 às 14:28

Acrescentaria, em patamar inferior, António Capucho, Fernando Seara, Marco Almeida, entre outros.
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De Pedro Quartin Graça a 28.03.2010 às 20:31

Caro Pedro,
Não me parece que seja um perdedor sequer. Foi o impulsionador do Congresso e, antes, das directas e só não concorreu porque não quis. Está "out" desta classificação no meu entender. Abraço!
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De Pedro Correia a 28.03.2010 às 22:40

Ok, Pedro. Vou pensar agora na minha lista dos cinco vencedores (falta-me arranjar quatro).
Abraço.

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