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Delito de Opinião

O PSD a votos (20)

Pedro Correia, 19.03.10

  

Claustrofobia social-democrata

 

O presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD apoia e aplaude a lei da rolha. Com este espantoso argumento, que diz muito sobre o desvario do partido que sonha ser alternativa ao PS de José Sócrates. "Acho que qualquer colectivo tem o direito de dizer que nos 60 dias que antecipam eleições é importante que nos foquemos nas eleições e que aquele exercício de tiro ao líder, que tantas vezes alguns militantes se entretêm a fazer, seja interrompido."

Repito: não se trata de um militante qualquer, mas do presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD - ou seja, aquele que, no limite, é o supremo decisor em questões de disciplina interna na agremiação social-democrata. Está tudo dito sobre a cultura que ali vigora. Bem sei que o autor desta fantástica declaração, que acaba de se assumir como apoiante da candidatura de Paulo Rangel, é o mesmo que ainda há bem pouco aludiu ao "mau hálito político" do Presidente da República, com a linguagem requintada e a elegância que todos lhe reconhecemos. Quanto a capacidade de argumentação e densidade de pensamento político, ficamos conversados.

Resta a questão de fundo: o ataque inconstitucional à liberdade de expressão, um dos pilares da democracia portuguesa. Quando o exercício legítimo da crítica política é confundido com "tiro ao líder", o resultado só pode ser este: claustrofobia social-democrata. Mazela grave de que padece este PSD saído do congresso de Mafra, cada vez mais distante e mais esquecido do legado de Francisco Sá Carneiro.

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