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Expliquem-me, muito devagarinho...

por Paulo Gorjão, em 16.03.10

Se as obras são "megalómanas" e "ninguém [as] compreende", então por que motivo Paulo Rangel pede apenas a sua suspensão ou adiamento em vez de propor o seu fim? Alguém consegue perceber? Qual é a lógica de suspender apenas algo que é megalómano e incompreensível?


25 comentários

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De jose-catarino a 16.03.2010 às 21:35

Desculpe o reparo. Embirro com a moda da barra: suspensão/adiamento. Cá para mim, ou é "suspensão e adiamento" ou é "suspensão ou adiamento". A barra, tão na moda, parece-me um desses símbolos assexuados, sem coragem para se assumir.
Conservadorismo? Casmurrice? Sem dúvida. Sem razão? Muito provavelmente. Mas, convenhamos: cão/gato ou carne/peixe, ou homem/mulher? Isto tem algum jeito?
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De Paulo Gorjão a 16.03.2010 às 21:43

Que não seja por isso. Corrigido segundo a sua sugestão, uma vez que também acho que tem razão.
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De João Carvalho a 16.03.2010 às 22:33

Viva. Estamos todos de acordo.
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De João Carvalho a 16.03.2010 às 22:34

Há uma excepção, José Catarino: "e/ou".
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De João Carvalho a 16.03.2010 às 23:00

Na frase, por exemplo, "ele vai alugar e/ou comprar aquele lote de habitações", a barra justifica-se. Isto é: justifica-se quando não se sabe se o sujeito vai fazer uma coisa ou outra, ou até se vai fazer as duas coisas (uma e outra).
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De jose-catarino a 16.03.2010 às 23:09

Ele vai alugar ou comprar. Ou faz uma coisa ou a outra. Nunca as duas em simultâneo, parece-me. Se compra, não será locatário; se aluga, não é proprietário. Estou a ver mal a coisa?
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De João Carvalho a 16.03.2010 às 23:14

Podemos não saber. E é até possível que faça as duas coisas: aluga umas e compra outras; aluga primeiro para comprar mais tarde.
Mesmo que o exemplo não seja feliz, foi o que me ocorreu. Tenho a certeza que me fiz entender.
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De MFM1995 a 17.03.2010 às 09:01

Espectacular como conseguiram desviar a atenção para o conteúdo de um post tão oportuno.

A atitude do candidato à liderança do PSD revela bem a falta de integridade de políticos ou candidatos a políticos que têm uma posição quando são governo e outra quando são oposição. Este candidato que faz lembrar aquela personagem do diácono Remédios, é particularmente ardiloso no uso das palavras, o que lhe permite dizer hoje o oposto do que disse ontem.
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De Pedro Pombal a 17.03.2010 às 11:32

Isso pode resolver-se assim: o indivíduo entre comprar e, ou, arrendar aquele estabelecimento. Que tal?
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De João Carvalho a 17.03.2010 às 11:49

Um "ou" entre vírgulas?!?
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De Joaquim Amado Lopes a 17.03.2010 às 14:16

A barra ("/") substitui a palavra "ou".

"suspensão/adiamento" significa "suspensão ou adiamento".
"dieta e/ou exercício" significa "dieta", "exercício" ou "dieta e exercício".

Pelo menos é como eu interpreto.
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De João Carvalho a 17.03.2010 às 18:06

Sim, mas substituir "ou" por uma barra num texto descritivo não é razoável.
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De Dr. Mento a 17.03.2010 às 06:19

Desde que jurou amor eterno ao mandato para o qual foi eleito (e que o amor seja eterno enquanto durar), Paulo Rangel imagina, dia sim, dia sim, o seu gordo traseiro comodamente abancado nas salas, salinhas e salões daquele palacete minorca situado nas imediações do Palácio de S. Bento. Vai daí, Rangel, que já se imagina a tomar posse como primeiro-ministro, começa a pensar como primeiro-ministro, a falar como primeiro-ministro e, sobretudo, a fazer rupturas dignas de qualquer primeiro-ministro.

Em finais dos anos 90, por alturas do primeiro mandato de Frei António Guterres, o país descobriu não uma, mas duas novas prioridades: o comboio de alta velocidade e novo aeroporto de Lisboa. Segue-se o segundo mandato do ilustre marxista católico e eis a ruptura: não, o que Portugal necessita é de um comboio de alta velocidade e de um novo aeroporto em Lisboa.

Um belo dia, um gordo cherne sem sobrancelhas navega até ao palacete nas cercanias de São Bento e, vai daí, diz que não, que não pode ser, que há crianças a passar fome, que há défice e que há um país inteiro de tanga. Já que é de tanga que falamos, o Iraque está cheio de armas de destruição maciça e, como tal, o choque impõe-se: venha daí o comboio de alta velocidade e um novo aeroporto em Lisboa.

Depois, foram-se os chernes e ficaram os bois, foram-se os dedos e ficaram os anéis e o Santana andou por aí aos papéis. Mas ele, meus amigos, sabia o que queria: um comboio de alta velocidade e um novo aeroporto em Lisboa.

Por fim, chega o ilustre Sócrates, filosofo pobre em fósforo, rico no auto-elogio e amante de certo prazeres do seu homónimo grego. Como sofista iluminado, eis o caminho para o desenvolvimento do país: um comboio de alta velocidade e um novo aeroporto de Lisboa. Como a Forreta Leite não queria cá essas modernices para o país (por ela, acabava-se até com a luz eléctrica, para ver se os casalinhos de gente decente faziam mais filhos), o povão disse ao filósofo que sim, que podia governar mais um bocadinho. E, para mostrar seu agrado, lá veio ele dizendo que sim, que vai tudo mudar, que se combate o défice e o desemprego com comboio de alta velocidade (embora menor) e com aeroportos em Lisboa.

Ora, se o Rangel quer mesmo se primeiro-ministro, tem já que começar a puxar o assunto. Para começar, diz que é um absurdo. Quando se apanhar no poleiro (CRUIZ CREDO!), logo dirá que tem a solução para os problemas do país: comboio de alta velocidade e novo aeroporto de Lisboa.

O que vale é que, por mais anúncios que se façam, o custo destas obras tem sido, para os portugueses, sempre o mesmo: zerinho. É que nem a mítica primeira pedra foi colocada e nem há-de ser enquanto não meterem esta canalha que se apoderou da vida política portuguesa numa piscina com ácido sulfúrico comercial (concentrado a 95,7%).
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De TOZE Canaveira a 17.03.2010 às 11:09

"Gordo traseiro....", adorei.
Ele irrita-me, sim, não consigo disfarçar.

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De Luís Serpa a 17.03.2010 às 10:10

É sem dúvida um erro. Ninguém deles está isento, feli ou infelizmente, não sei.

Mas as divagações de Pedro Passos Coelho sobre o tema não me parecem melhores; aliás, parecem-me bastante piores.

Aliás, Pedro Passos Coelho parece-me pior do que Rangel em tudo - talvez devamos começar por aí, não acha?
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De Luís Serpa a 17.03.2010 às 10:11

PS - isto não sendo eu do PSD, e falando apenas por simpatia para com a área política. Ou antipatia pela outra, que me parece, essa sim, profundamente nefasta para o país.
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De scorpio mab a 17.03.2010 às 14:06

porque concorda simplesmente com as obras, como todas as outras pessoas...
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De Anónimo a 17.03.2010 às 14:30

Se se referir a suspender, não especifica o espaço de tempo, podendo ser suspensão definitiva. Não?
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De Paulo Gorjão a 17.03.2010 às 20:05

Ou seja, há suspensões temporárias e definitivas. Mas suspensão definitiva não é o equivalente a colocar um ponto final, ou serei que estou enganado...?
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De João Carvalho a 17.03.2010 às 20:54

Bem... Suspensão definitiva... suspensão definitiva... Será algo como interrupção voluntária da gravidez?...
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De Paulo Gorjão a 17.03.2010 às 20:57

Deve ser... Para mim suspensão definitiva é uma cambalhota verbal para não dizer "fim"...
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De João Carvalho a 17.03.2010 às 20:59

Lá está. Interrupção da gravidez. O programa não segue dentro de momentos.
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De S.C. a 17.03.2010 às 19:22

Para dar hipótese a negociar qualquer benefício para o Estado português e não ter de pagar já indemnizações chorudas como a revogação exige, não será?
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De Paulo Gorjão a 17.03.2010 às 20:03

Não, não será. Em caso de adiamento também haverá direito a (algumas) indemnizações e isso não preocupou o candidato.

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