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Mudança

por Leonor Barros, em 16.03.10

Aplaudo naturalmente esta medida do Ministério da Educação. Para fazer face à violência crescente nas Escolas que atinge professores, alunos e funcionários, não vamos lá com falinhas mansas, psicologia de pacotilha e conversa mole que muitas vezes legitima o indesculpável. Há que agir e para tal urgem mecanismos legais que suportem a actuação eficaz, célere e competente. A segunda parte cabe às Escolas, cabe aos Directores de Turma, cabe aos Directores. É preciso que ouçam de uma vez por todas e que não banalizem as queixas, que as levem a sério, não as desvalorizem ou subestimem e actuem em conformidade. Só leis não chegam.

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30 comentários

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De João Carvalho a 16.03.2010 às 18:44

Certíssimo. A «agressão é sempre grave».
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 18:54

Mas nem sempre é tida como tal, João.
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De Gonçalo Correia a 16.03.2010 às 19:11

Vivemos tempos muito difíceis e, igualmente, complexos. Para (quase) todos. Como outras gerações anteriores já carregaram as respectivas cruzes... É nesse contexto que surgem os desafios e as necessárias acções fundamentais para corresponder, da melhor forma possível. O infinitivo do verbo “corresponder” é colocado no sentido de incluir a responsabilização de respostas a toda a sociedade.

Esta problemática começa, desde logo, no seio familiar. Sabendo que as contingências da vida moderna são o que são (os pais, muitas vezes, mais ausentes por razões profissionais; o aumento de sentimentos e comportamentos individualistas, em muitos casos, devido à dependência face à evolução tecnológica; e, para destacar só mais um aspecto, o culto do facilitismo e do mediatismo na prossecução de etapas que requerem outros tempos), o padrão social das famílias parece ter ficado para trás. Ter perdido o comboio… E, para agravar ainda mais a questão, muitos pais desresponsabilizam-se, pura e simplesmente, ou sacodem a água do capote com leviana ligeireza. Assim, o papel nuclear das famílias no processo educativo parece desfasado das exigências de um mundo global aliciante, mas igualmente perigoso.

Exigências relacionadas com a velocidade de circulação da informação e, consequente, tempo necessário para a sua digestão, ficando os jovens entregues à sua sorte. E sabemos que muita dessa informação acrescenta pouco, ou nenhum valor, ao crescimento intelectual e de percepção da realidade. Realidade que lhes é apresentada de forma, frequentemente, demasiado ficcional e, mesmo, com elevada carga de violência.

A escola, por sua vez, em muito devido a um enquadramento político demasiado rígido, tornou-se num centro burocrático, por excelência, de um Estado cada vez mais burocrático. O que parece e é um paradoxo, tendo em conta a flexibilidade e comodidade das novas tecnologias de informação no processo de agilização de procedimentos. Este paradoxo cria, inexoravelmente, sentimentos confusos nos diversos actores, a começar pelos professores. E na sua actividade professoral que vai muito mais além da mera exposição de conteúdos. Em relação a estes e à rigidez burocrática, relevam-se aspectos associados ao tempo necessário de preparação das aulas que, em muitos casos, é ocupado pelo preenchimento de mil e um papéis não directamente relacionados com essa preparação. Esta situação origina um aumento da pressão na gestão do tempo disponível para as actividades pedagógicas verdadeiramente relevantes.

Em termos mais abrangentes, ou seja, alargando o raio de análise para a sociedade, assiste-se a uma crise de valores que afecta negativamente o desenvolvimento educacional. Em muitos casos, existe um facilitismo exagerado na obtenção das coisas (sobretudo, de “elevado peso” material), que não premeia a capacidade de sacrifício e de empenhamento. No fundo, a responsabilidade e o mérito. Neste sentido, é, por muitos, referido como melhor exemplo: alguns concursos televisivos, com o Big Brother nos lugares cimeiros. No caso escolar, por exemplo, tem havido uma delapidação dos poderes dos professores que leva a que os alunos não sintam tanta necessidade de se esforçarem para atingir as suas metas. Situação que se reflecte no processo de avaliação em que é muito difícil e burocrático reprovar um aluno. Deste modo, parte do papel que compete ao professor é-lhe, simplesmente, sonegado.

Em conclusão, haverá muitos outros factores importantes, no entanto, parece-me que os que foram referidos têm a sua “quota-parte” de responsabilidade. O prazer de ensinar e de contribuir para o crescimento/desenvolvimento educativo de jovens, e não só, encontra-se miseravelmente condicionado. Sendo a educação um dos pilares do desenvolvimento humano, com tantas e tantas páginas, mais ou menos virtuais, dedicadas ao assunto, todo o contexto educativo actual parece estar, em grande parte, descontextualizado, espelhando uma sociedade à deriva.
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:40

A contextualização é de facto importante, Gonçalo, e a Escola espelha a sociedade, não restam quaisquer dúvidas, mas tem de haver mecanismos para parar a violência e maior responsabilização por parte de pais e professores. Quem está na Direcção da Escola não pode ignorar a violência. Tem de actuar.
Ainda em relação ao seu comentário, e porque sou professora, concordo que o ensino se burocratizou de uma forma disparatada e que rouba tempo ao essencial. Não obstante, há que estar atento, e espreitar por entre a pilha de formulários, inquéritos, questionários e outras papeladas e ver o mundo lá fora.
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De baudolino a 16.03.2010 às 19:28

para quê a medida (que nem sequer é inteiramente nova) se as direcções das escolas nem sequer a aplicam? fogem de conflitos como o diabo da cruz, e muitas vezes metem as queixas na gaveta... até que o problema se resolva por si...
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:41

Há uma solução: não desistir nunca e accionar outros meios, se for caso disso.
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De Rogerio Pereira a 16.03.2010 às 19:35

A medida é ajustada mas tardia. Vejam isto
http://videos.sapo.pt/L7l53aYggzl3z97e6m7c

A medida também é incompleta e avulsa. Podem acompanhar o meu blog onde, sobre este tema, já vou no 4º post.
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:45

Já se sabe que não vale a pena as queixas virem de dentro. Infelizmente só quando os casos saltam para a comunicação social é que a opinião pública compreende o que se passa hoje em dia nas escolas. Vale mais tarde do que nunca.
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De Rogerio Pereira a 16.03.2010 às 22:46

Reforço e sublinho o seu lamento. Tanto mais que, neste caso, a opinião pública não é algo que se forma unicamente a partir da notícia em caixa de imprensa ou sob a forma de imagens de noticiário São as nossas observações, no nosso dia-a-dia. São os comportamentos que temos e a observação que deles fazem as nossas crianças. É a aceitação passiva da falta de regras ou quando existem, a nossa passividade perante a sua transgressão. É nisso que está a génese da violência que vai, depois, rebentar nas escolas. Mostro isso por imagens de filmes dos anos 50 e de hoje.

Também eu digo: "Tarde chega o que nunca vem". Estas medidas chegaram hoje e, assim, mais vale tarde do que nunca. Mas são magras e muito distantes da resolução dos problemas de fundo.
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 23:10

Por enquanto são só promessas, mas se não houver uma atitude por parte das Escolas, a lei não serve para nada. A questão é que às vezes as queixas são ignoradas, as agressões são vistas como 'coisas de miúdos' e assim ninguém aprende que aquele comportamento é errado e inadmíssivel. Acredite que isto é mesmo o que mais me preocupa.
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De Rogerio Pereira a 16.03.2010 às 23:39

São coisas de miúdos... Julgo que os dados da PSP, divulgados hoje no DN, reflectem uma realidade que não permite continuar a desvalorizar o problema. A mim, incomoda-me a inconsequência de iniciativas, tais como:
- que o Debate Nacional sobre Educação DNE ) tenha tido consequencias pouco sentidas pela opinião pública
- que em 2007 uma numerosa representação da AR tenha visitado n escolas problemáticas e que daí resulte zero
- que no ano seguinte apareça um "estatuto do aluno" onde a questão da violência é , mais que escamoteada, consentida
- que há pouco tempo (4 de Fevereiro) a proposta de criação de Gabinetes Pedagógicos de Integração Escolar seja uma proposta omissa na imprensa e, também aqui, na blogosfera
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 16:06

Só me está a dar razão, Rogério, com esses dados há quem continue a desvalorizar nas Escolas. Lamentavelmente.
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De Rogerio Pereira a 17.03.2010 às 17:29

Claro que lhe estou a dar razão. A propósito, quero que registe o meu apreço, não só ao post , como também aos seus comentários e à forma como tem conduzido o debate (aliás, vou fazer um link lá no meu blogue)
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 22:02

Muito obrigada, Rogério.
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De zeparafuso a 16.03.2010 às 20:50

Peca por tardia! Na comunicação social, a propósito do professor que se suicidou, dizia que, este professor tinha apresentado ao conselho directivo da escola onde leccionava, queixas já acerca de dois anos. Dizia ainda que não tinha sido tomada providência nenhuma, quanto às queixas do professor. Parece-me, e sem entrar na violência, que os problemas com os miúdos de 13 ou 14 anos, não se resolve só com conversa. Temos que nos convencer que há pais que não sabem educar os filhos, porque a escola é só um complemento. Na escola ensina-se, em casa educa-se, podendo a escola ser complemento da educação, como digo atrás. Se calhar, meio a brincar, meio a sério..........se se começasse por educar alguns pais, os resultados seriam melhores.
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:47

Acredite que nos dias que correm educa-se muito nas Escolas, faço-o todos os dias com os meus alunos. Como digo no post, caso se ignorem as queixas há que continuar sempre.
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De zeparafuso a 17.03.2010 às 15:53

Acredito que eduque os seus alunos! Quanto tempo passa com eles? 5, 6, 8 horas? Tudo bem! As outras 16, como as passam os seus alunos? Com pais que também sabem educar? Mesmo educando os alunos é preciso um pouco de sorte. Duas cabeças, duas sentenças! Duas formas de pensar. É como a anedota do professor que pergunta ao aluno quem foi o fundador de Portugal e o aluno diz:
-Não fui eu Sr. Professor o professor admirado chama o pai à escola, para expor o problema, pois parecia-lhe impossível uma resposta como aquela.
O pai vai à escola fala com o professor e diz:
-Sr. professor, se o meu filho diz que não foi ele.......é porque não foi mesmo!
Isto só para lhe dizer que só a educação de alguns professores , nas Escolas não chega. A Educação se não tiver continuação............
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 16:22

Calma, zeparafuso. É por estas e por outras que não gosto de falar da minha experiência como professora. Educo os meus alunos porque não admito faltas de respeito e recuso-me a ser ignorada por eles dentro da minha sala de aula. Na rua podem fazê-lo e alguns, porque não têm educação, fazem-no. Não veja nisto qualquer quixotismo ou uma forma de me sobrevalorizar. Educo porque os outros não o fizeram, tomara eu não ter de o fazer. A educação dos professores não chegará nunca, para isso estão lá os pais. Quando os pais não conseguem, é claro que não são os professores que vão conseguir suprir essa lacuna. Além disso e para que fique bem claro, não gosto de falar em nome dos professores no colectivo, corporativismo é mal que não me afecta.
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De zeparafuso a 17.03.2010 às 20:49

Nem eu estou a pensar que a Leonor se está a sobrevalorizar. Acho que a Leonor, tenta da melhor maneira formar os seus alunos, o que acho correcto e se calhar precisávamos de mais professores como a Leonor. Aquilo que eu pretendi no comentário que fiz, foi mais desabafo que outra coisa... foi tentar chamar a atenção das pessoas, professores ou não, que todos, mas todos mesmo ( só não escrevo tudo em maiúsculas , porque fere a audição visual, do João Carvalho), temos que contribuir para que não haja violência nas escolas e que as gerações, a seguir à minha, tenham educação e respeito que é coisa que já vai faltando. Sei também que isto tem a ver com o tempo que os pais tem para se dedicarem aos seus filhos........pois quando ambos trabalham é difícil. Se o sistema governamental está errado, temos que o mudar. Com falinhas mansas e palmadinhas nas costas.....não se vai a lado nenhum .
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 22:07

Ainda bem que não pensa assim. Há imensos professores preocupados e interessados nas Escolas, mas claro que se notam mais os que não querem saber. Tem muita razão, cabe-nos a todos a responsabilidade de tentar acabar com a violência nas escolas. Aliás no primeiro post que fiz sobre o Leandro, questionava-me sobre o papel de todos os intervenientes na vida daquele garoto. Pais e professores têm de estar do mesmo lado: os pais porque querem o melhor para os seus filhos e os professores porque devem querer o melhor para os seus alunos. Enquanto cada um puxar para seu lado vai ser difícil. Contudo, nem tudo é tão negro e há momentos em que se conjugam esforços.
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De mdsol a 16.03.2010 às 21:35

Muito bem, Leonor. Gostei particularmente da clarividência com que chega às duas "partes".

:)))
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:50

Tem de ser dos dois lados, Maria do Sol.
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De jose-catarino a 16.03.2010 às 21:46

Que mudança? Que há de novo, para além dos olhinhos que a ministra faz para as câmaras? Que legislação foi publicada?
Mais uma vez se anuncia aquilo que já existe, para que ninguém repare que o problema é conjuntural, tem três décadas e tal, não importa de que partidos foram os ministros da educação. O problema é, antes de mais, a vitória do eduquês, como Nuno Crato chama à política educativa do pós 25 de Abril. Uma vez que as crianças nascem boas e a sociedade é que as corrompe, há que as proteger da sociedade. We don't need no education... Hey teacher leave us kids alone.
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 21:55

Pronto. Assim sendo, e como o problema é conjuntural, não vale a pena a Escola actuar e o melhor é deixar os alunos espancarem-se e espancarem quem lhe aparecer pela frente. O problema do eduquês é esse mesmo: conjunturas, traumatismos, desculpas sem fim para comportamentos inadequados e perigosos, muita conversa e teoria, conselhos de turma por causa de faltas e provas de recuperação. Falta pragmatismo e eficácia.
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De jose-catarino a 16.03.2010 às 22:48

Concordo consigo: falta pragmatismo e eficácia. E repito o que escrevi: as promessas da ministra não resolverão nada. Porque a prometida medida já existe há muito, o que sugere que a ministra não estudou a legislação em vigor, ou então conhece-a e conta com a habitual falta de estudo por parte dos jornalistas, pelo menos no que concerne aos problemas do ensino.
Note que eu ficaria muito feliz se se fizesse alguma coisa de válido para combater a indisciplina; apenas já não corro tantas vezes atrás foguetes, tantas foram já as desilusões.
Por mim, faço mais do que posso para combater a indisciplina, mas posso-lhe afiançar que, afora os meus alunos, ninguém reconhece nem aprecia esse esforço. Sabe porquê?
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De Leonor Barros a 16.03.2010 às 23:06

A desilusão não é só sua. No entanto, que haja vontade e sensibilidade para abordar e resolver o problema com medidas mais firmes não me parece nada mal. Continuo a achar que se falasse menos e se actuasse mais nas escolas, nalgumas pelo menos, alguns problemas de violência podiam ser resolvidos. É importante que os alunos saibam, de uma vez por todas, que serão severamente punidos caso agridam alguém, verbal ou fisicamente.
O esforço de que fala só será reconhecido se for um desses espécimes gabarolas que por aí andam e que regra geral nada fazem, mas em contrapartida autopromovem-se de forma impressionante. E se os há... Se for discreto, como acredito ser, ninguém dará por si, mas os alunos darão e eles sabem.
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De Ana Vidal a 17.03.2010 às 01:20

Tens razão, Leonor. Se é verdade que há muito por fazer e que as circunstâncias são desanimadoras, também é verdade que desistir é a única coisa que não pode acontecer. E tem de partir de todos, como dizes. Começar por educar os pais não seria uma má ideia, assim eles se deixassem educar...
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 16:24

Pois, Ana, mas que já não educam, cabe à Escola não admitir que as situações tomem proporções incontroláveis. Quando a Escola não consegue porque há, de facto, situações muitíssimo problemáticas os outros organismos como a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens têm de funcionar. Desistir é que não.
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De Luís Reis Figueira a 17.03.2010 às 12:02

Muito bem, Leonor. Resta-nos apenas fazer votos para que tudo não passe, mais uma vez, do blá-blá do costume e que se entenda que o que se passou em Mirandela não é apenas um problema daquela escola, ou da Escola em si, como instituição. A Escola é apenas uma das peças fundamentais da engrenagem social e só pode funcionar bem se todas as restantes funcionarem em consonância com ela. Como bem nota a Ana Vidal, acima, antes de haver uma boa escola, é essencial que exista uma boa unidade familiar em casa de cada aluno. A escola deverá completar com a formação, a educação que deve ser dada em casa. Pais bem educados e bons educadores, precisam-se.
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De Leonor Barros a 17.03.2010 às 16:35

Tem toda a razão, Luis. Quando os pais admitem que não fazem nada dos filhos é muito difícil.
Em relação à questão de Mirandela, acabei de ler uma notícia do Público que diz que segundo o inquérito, a criança não se tinha querido suicidar. Segundo a maior parte dos garotos inquiridos no processo da escola foi um acidente. Leandro despiu-se com calma, pôs um pé dentro de água para sentir a temperatura, desequilibrou-se e caiu ao rio. Como estava um belíssimo dia de calor é normal. Resta saber onde andava o porteiro e como é que uma criança sai da escola e com ela mais oito. É como digo, ainda vão concluir que são "coisas de garotos" e voltamos à estaca zero.

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