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Vale a pena ler o que escreveu Pedro Rolo Duarte sobre o Bloco de Esquerda. Já agora, permitam-me mais algumas palavras, a acrescentar ao que já aqui disse, mas desta vez do ponto de vista de José Sócrates. Qual a melhor estratégia para responder ao Bloco e ao PCP? Deve o PS valorizar ou desvalorizar o BE? Admitir ou excluir possibilidades de convergência?
José Sócrates está numa posição relativamente confortável, na medida em que a renovação da maioria absoluta é ainda uma hipótese real. Mas admitindo que não o consiga, o PS tem à sua disposição diversas possibilidades de coligação ou de acordos de incidência parlamentar. Dito de outra maneira, nada parece apontar para que o PS possa vir a ficar refém do PCP ou do BE, graças a....
...Paulo Portas. Convém notar que o PP dá ao PS uma liberdade de manobra que não é despicienda. É essa almofada que permitirá esticar a corda em relação ao BE e ao PCP.
Muito provavelmente, o PS vai alertar para os alegados riscos de instabilidade política caso não tenha maioria absoluta. Só assim Sócrates poderá minorar a abstenção, por um lado, e a transferência de votos para terceiros, por outro. É claro que os perigos da instabilidade são uma falsa questão. Mas sobre isso falaremos mais adiante.