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O Jumento sou eu (parte II)

por Pedro Correia, em 02.03.10

 

Totalmente a despropósito - e com uma descortesia que registo - o Eduardo Pitta diz-se "surpreendido" com o meu "silêncio" sobre esta questão, a que a Ana Vidal já fez hoje referência no DELITO.

Acho interessante este novo passatempo, inaugurado pelo autor do blogue Da Literatura, de enumerar os silêncios dos outros, virtuais ou reais. Eu, por exemplo, estranho o silêncio que o Eduardo Pitta manteve sobre isto, que causou justa indignação aqui.

Mas já que ele tocou no assunto, aproveito para lhe avivar a memória. A 27 de Outubro de 2008, quando o Público noticiou a questão do blogue Jumento, agora desenterrada, escrevi o seguinte no Corta-Fitas, sob o título "O Jumento sou eu" :

 

«Abriu a época de caça ao "delinquente" na blogosfera. Segundo o Público de hoje, em notícia assinada por Vítor Costa, "a Polícia Judiciária pediu ao gabinete nacional da Interpol que tentasse saber junto da sua congénere dos Estados Unidos quem é, ou quem são, os autores do Jumento, um blogue que se dedica essencialmente a relatar alegados acontecimentos ocorridos no interior da Direcção-Geral dos Impostos". Alguém aí falou em estado policial?

Perante isto, apetece-me dizer: o Jumento sou eu. Incompreensivelmente, não estava na barra lateral cá da casa. Salta já para lá. E toca a zurrar, que se faz tarde.»

 

Naturalmente, não tenho nenhuma palavra a retirar ao que então escrevi.


22 comentários

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De Daniel João Santos a 02.03.2010 às 22:25

Muito bem!
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De jojoratazana a 02.03.2010 às 22:50

Sr. Pedro Correia o engraçado nesta história está no Sr. Pitta. Que chamando bufos aos do jornal "I" para não perder a prática de bufo vai logo ali bufando aqueles que não falaram no assunto.
Patético
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De João Carvalho a 03.03.2010 às 00:36

Está de regresso, Jojó?
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De Fonte próxima a 02.03.2010 às 23:23

O tiro foi bem na testa (Ih!ih!ih!)
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De Eduardo Pitta a 02.03.2010 às 23:30

Lamento que tenha interpretado como descortesia o que pretende ser um sinal de consideração. Citei um conjunto de bloggers que me merece respeito (sendo amigo de alguns), daí a perplexidade com o aludido silêncio. Ficou registado. [PS - Não conhecia o seu post de 2008.]
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De João Carvalho a 03.03.2010 às 00:39

É algo que se aprende desde o berço, sabe? Evita-se apontar o dedo, não só porque é feio, mas também porque pode acontecer estar-se enganado sobre as atitudes dos outros (nunca é suposto conhecermos tudo).
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De Pedro Correia a 04.03.2010 às 23:01

Registo o "sinal de consideração", Eduardo. E fico a pensar o que seria um sinal de desconsideração da sua parte.
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De teresinha a 03.03.2010 às 00:51

Embora os meus gostos sejam irrelevantes, registo que não gosto deste senhor. Aliás, não gosto de presunçosos, nem de pessoas que se julgam donos da verdade ou que julgam saber tudo ou que julgam ditar a agenda dos outros. (E não vou dar-me ao trabalho de procurar textos que provam o que acabo de dizer.)

Portanto, sugiro que peçam a este senhor que envie antecipadamente o sumário das temáticas diárias que podem/devem ser objecto de debate/escrita no DO.
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De Ana Vidal a 03.03.2010 às 02:07

Por acaso lembrava-me perfeitamente do teu post no Corta-Fitas sobre este assunto, que comentei com uma frase que repito agora aqui:

Dá gosto saber que as vozes de Jumento sempre chegam ao céu...
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De Chloé a 03.03.2010 às 03:49

Antigamente, dava gosto visitar o Da Literatura. Agora, o blog que foi universalista, refrescante, Café des Lettres da blogosfera , passou a ser um sítio abafado, paroquial, quando não crispado e de banal campanha política. O espírito foi-se (não sei para onde). E sente-se à légua que as estrelas Michelin desapareceram.
Uma pena.Tantas perdas em nome de coisa tão pouca.
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De ariel a 03.03.2010 às 10:59

Discordo completamente caro João. As pessoas podem ter compromissos políticos claros e transparentes, como é o caso do Eduardo Pitta, sem que isso ofusque a sua probidade intelectual. As pessoas neste país gostam muito das meias tintas, um "não me comprometam" muito mais confortável e rentável. Tanto admiro Eduardo Pitta como admiro Vasco Graça Moura, porque, enquanto intelectuais democratas, só valorizo num noutro aquilo que me interessa, e relativizo tudo o resto. O nosso problema são as trincheiras que nos cegam. Neste momento o espectro político partidário está completamente balcanizado o que prejudica qualquer análise serena, dizem-se e praticam-se as maiores barbaridades, insulta-se e desqualifica-se com muita facilidade quem, mesmo não estando em causa questões políticas, não está alinhado com as nossas posições. Toda esta situação só nos empobrece, se é que a palavra ainda faz sentido de tão pobres que já somos, nos torna piores e ainda mais pequenos. Isto está intragável.
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De cr a 03.03.2010 às 14:04

Gostei do seu comentário e identico-me com as suas palavras.
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De João Carvalho a 03.03.2010 às 20:47

Sou um fervoroso adepto da definição, Ariel. O problema é que o homem se insurgiu contra o "silêncio" do Pedro. Ninguém esperava que ele estivesse a par de tudo o que os outros publicam, mas quando se aponta o dedo tem de se ter a certeza. Ou não se aponta. Até porque pode dizer-se o mesmo de outro modo, manifestando dúvidas, etc., como todos sabemos.

No final, insisto: fui e sou sempre o mais favorável possível à definição como posição intelectual insubstituível. Com ou sem compromissos à vista, está claro. Até porque jamais tive pretensões: nunca fui nem sou um descomprometido, um independente. Desde logo, pelos laços de amizade, cuja lealdade compromete e de que não abdico.
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De Chloé a 04.03.2010 às 02:52

Cara Ariel : Não é por aí. A ver se nos entendemos. Também eu sou completamente a favor do compromisso, que considero aliás uma prova de carácter e de fiabilidade. Nunca tive a menor confiança em registos ambíguos, que indiciam sempre pouca lealdade e cimentam a raça dos oportunistas. E por isso, para mim, a revelação das nossas opções não é um direito, é mesmo um dever (de transparência). Depois deste corolário, claro, só pode haver uma consequência prática: sermos de facto plurais. Nem sempre é fácil, não é? Mas a vida seria uma realíssima seca se a forrássemos de espelhos. Um bocejo.
Outra coisa bem diferente é a apreciação de um sítio onde, por norma, o engagement , o saudável engagement - perfilhado ou não pelo leitor- não era levado a extremos maniqueístas, como convém às melhores coisas da literatura.
Engraçado ter falado em Vasco Graça Moura, que admiro imenso como escritor, tradutor e conversador. Que apoio enquanto político (imagine-se). Mas que, honestamente, não aprecio nada enquanto cronista político, não pelas opiniões, mas por causa do tom trauliteiro e caciquista. Fosse o escrito em causa de um qualquer cronista, e eu se calhar até aplaudiria deliciada, por razões óbvias. Mas sendo ele - o homem de letras, o que rasga horizontes -, não consigo reconhecê-lo. E não gosto.
Poderia falar também de Manuel Alegre: um caso idêntico mas, enfim, já me habituei à desilusão. E palpita-me que ele próprio também.
Portanto, eu não nego a ninguém o direito de opinião. Espero é talvez demais.
Da literatura...

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De ariel a 04.03.2010 às 10:51

Cara Chloé, estamos de acordo. Quem diria(?) penso que não, afinal é a conversar que a gente se entende.
:))
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De jojoratazana a 03.03.2010 às 12:05

Desculpe Sr. João Carvalho.
Se o incomodo com os meus comentários.
Prometo que me abstenho de os fazer.
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De João Carvalho a 03.03.2010 às 12:42

Apenas me limitei a saudar o seu regresso, porque há um tempo que não o via por aqui (espero não estar a faltar-me a memória). Vejo que fui mal entendido, sem saber bem por quê.
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De jojoratazana a 03.03.2010 às 12:52

Eu é que peço desculpa Sr. João Carvalho, interpretei mal o seu comentário ao meu regresso.
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De João Carvalho a 03.03.2010 às 15:19

Desculpadíssimo, meu caro. E fica dispensado do «Sr.», certo?
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De Pedro Lomba a 05.03.2010 às 11:27

Muito bem.

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