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A lei e a ética

por João Carvalho, em 14.02.10

Em Almonda, para os lados de Torres Novas, há três escolas: duas com vários anos e sinais de degradação e uma construída em 2002 que custou cerca de um milhão de euros. As duas primeiras para lá estão e hão-de estar, mas a escola mais recente vai ser demolida para dar lugar a outra mais nova ainda.

Porquê? Porque as obras de adaptação, segundo o Ministério da Educação, «tornariam a requalificação do imóvel uma opção desvantajosa, sendo preferível a construção de uma nova escola». E que obras de adaptação seriam essas que tornam preferível a demolição de uma escola com oito anos? O ministério diz que ela não obedece (e precisa de obedecer?!) às imposições legais destinadas aos edifícios públicos desde há quatro anos.

Por outras palavras: vai ser demolida uma escola construída em 2002 para obedecer às normas legais que vigoram desde 2006. Digam-me cá: é esta história que está muito, mas mesmo muito mal contada, ou é um sinal de que também têm de ser deitados abaixo os políticos em exercício que não obedecem às normas éticas exigíveis desde sempre?

 

AdendaUma notícia sobre um facto, mas  que veicula uma informação institucional dúbia e não questiona a fonte para cabal esclarecimento da dúvida óbvia que levanta, é o exemplo da notícia que não devia ser publicada por não estar acabada e, como tal, exemplo de mau jornalismo.


8 comentários

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De assis a 14.02.2010 às 19:56

?
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De jose-catarino a 14.02.2010 às 20:08

"Em Almonda, para os lados de Torres Novas"? Que conversa! Que tal uma consulta ao Google Maps, embora Torres Novas fique apenas a 100 Km de Lisboa e mereça uma visita, muitas visitas?
Por aquilo que julgo ter lido, um pavilhão, que substituiu instalações pré-fabricadas com mais de 30 anos, vai ser demolido. É grave, muito grave, é mais um milhão que se deita abaixo, mas não corresponde àquilo que é descrito no post. Ainda gostava de ver construir uma escola por um milhão de euros.
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De João Carvalho a 14.02.2010 às 20:24

Leu a notícia que está em 'link'?
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De jose-catarino a 14.02.2010 às 22:48

Li e continuo a pensar que há um desajuste total entre o post e a notícia que o motivou, salvo, obviamente, na indignação face ao desperdício. Almonda é um rio, a escola chama-se Maria Lamas, nenhuma escola vai ser deitada abaixo, mas sim um edifício que substituiu pavilhões pré-fabricados em que cheguei a dar aulas em 1976, não é, portanto, verdade que "vai ser demolida uma escola construída em 2002"...
Infelizmente não nos faltam motivos de indignação nem de revolta contra a incompetência que nos governa, pelo que nem precisamos de distorcer factos...
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De João Carvalho a 14.02.2010 às 23:42

Talvez eu não esteja nos meus dias, mas a notícia não me ajudou, tanto quanto consegui apanhar dela.
Imagine-se fora do lugar e alheio ao concelho. Consegue melhor do que concluir que a notícia é do mais impreciso que há, além do que ela refere sobre a demolição espantosa?
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De zeparafuso a 14.02.2010 às 20:58

Destas coisas de obras publicas, não percebo nada é como se fosse chinês. Mas não seria melhor demolir e e construir de novo as mais antigas, que pelos vistos e na opinião do Presidente da Câmara António Rodrigues estão em pior estado? Não poupariam ao Zé Povo uma data de massa? Se quem vai pagar somos nós, c'os diabos..... dêem-nos uma folgazinha! Será que só estão satisfeitos massacrando-nos? Como é que não hão-de haver "derrapagens" e outros nomes pomposos nas obras publicas? Se bem que na minha terra se costuma dizer "Paga e não bufes", desculpe o termo João, mas se usasse outro seria demasiado violento.
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De Virgínia a 14.02.2010 às 22:13

A certificação energética dos edifícios em vigor desde 2006 é mais um meio para "um amigo" ganhar uns cobres.
Uma escola construida quatro anos antes dessa lei ser "parida" vai abaixo; então porque não mandar abaixo as centenas de edifícios públicos degradados ao abrigo dessa mesma lei?
A certificação energética obrigatória para quem quer vender ou arrendar uma casa não obriga à demolição da casa, é só para se pagar cerca de 200 Euros e ficar com um lindo papel para emoldurar e pôr na casa de banho; não serve para nada nem obriga a nada.
É a miséria das nossas leis ou as nossas miseráveis leis!
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De J.Ferreira a 15.02.2010 às 01:17

UMA TEMÁTICA À PARTE...
Permitam-me que vos divulgue algo que está a decorrer via internet: Uma recolha de subscritores para uma Nova Petição. Trata-se de uma petição da qual valeria a pena saber a reacção dos nossos governantes e demais políticos... mas para isso é imprescindível haver uma vontade firme dos portugueses... Que realmente criticam os salários dos políticos mas que nunca apresentam alternativa viável e justa... Ora, para que esta petição possa responder à voz de milhares de portugueses, é necessário que outros tantos a assinem... Leiam... Se a deixam cair, não haverá mais legitimidade para criticar os vencimentos dos políticos. Cabe-nos a todos evitar que esta petição morra pelo caminho! Chegou a HORA DA VERDADE... Vamos colocar os políticos AO SERVIÇO DO PAÍS e não a SERVIREM-SE DO PAÍS.! Leiam... Petição Por Políticos Mais Responsáveis.
Se é contribuinte neste país e sente-se "assaltado" ou simplesmente "escandalizado" com o que se paga como salário e ajudas aos políticos? Vamos colocar uma ordem nisto... Que os que servem o povo sejam reconhecidos pelo que fazem... avaliados e como tal, merecedores do que recebem... Está uma petição on-line disponível.
Aqui fica o link da Petição Por Políticos Mais Responsáveis.
Leia a petição até ao fim... olhem que vale a pena! Eu já a assinei...
Este é um assunto diferente do tratado. Mas creio que merece ser divulgado... Perdoem-me este pequeno abuso...
Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !

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