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Escândalo descoberto

por João Carvalho, em 25.01.10

Jim Shore Pig on Cart

O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como um dos maiores escândalos médicos do século e aponta o dedo à OMS. Nada que não tivéssemos adivinhado há muito (aqui, aqui e não só). É natural que certos comentadores, na altura, se tenham mostrado muito indignados: até a inteligência de Bruxelas demorou a perceber.

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28 comentários

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De Chloé a 25.01.2010 às 17:41

Certíssimo. É preciso muita tarimba para saber interpretar os sinais (tantas vezes enganadores) do empório farmacêutico. Normalmente só os próprios actores da " comédia " é que (se) topam.
Estejam alerta quando, por exemplo, um certo medicamento é retirado do mercado devido a (alegados) indícios de graves efeitos colaterais.
A esmagadora maioria das vezes não passa de uma guerra entre companhias farmacêuticas. Isso mesmo e mais nada que tenha a ver com a defesa do consumidor.
O espaço de mercado dos medicamentos é uma perfeita selva onde vale tudo. E os organismos tutelares vão atrelados, é claro: - quem arrisca ir contra os estudos científicos produzidos?
(E já agora... já pensaram em quem é que faz os estudos?)
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De maria do mar a 25.01.2010 às 17:51

finalmente alguém se move para queimar este manto de ignorância... como é que é possível tanta gente ter vivido todo este tempo com medo de uma pandemia depois de termos sido tão avisados...
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De João Carvalho a 25.01.2010 às 18:19

Exactamente, Chloé.
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De Ana Vidal a 25.01.2010 às 18:49

Eu tive gripe A e tratei-a como trato sempre qualquer gripe. 3 dias de febre mais alta que o habitual, só isso. E o mais curioso é que não contagiei ninguém dos mais próximos, que não tiveram cuidados especiais quando estive doente. Toda esta histeria foi manipulada e premeditada, não tenho dúvidas.
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De João Carvalho a 25.01.2010 às 22:30

Talqualmente, Ana. Houve excepções? Há sempre. Felizmente, as excepções mortais foram muito menos do que aquelas que as gripes habituais provocam. E foi assim em todo o mundo, incluindo o Terceiro.
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De Leonor Barros a 25.01.2010 às 18:56

Absolutamente imoral o pânico que andaram a espalhar nas pessoas. Como professora não pude, de forma alguma, escapar a tanto alarmismo. Mesmo sendo muito pacífica no que toca a doenças, havia sempre formas de me lembrar que a Gripe A estava aí. Desinfectantes, avisos, loções aqui e ali a empestar a Escola com 'cheiro a hospital', canetas e lápis que não se partilhavam, teclados de computador protegidos por 'preservativos' contra a maleita, formulários a preencher, salas de isolamento e novas regras para cumprir que incluiam um questionário detalhado aos alunos ao primeiro sinal de alarme fizeram parte da minha rotina ao longo destes meses e tornaram-se um verdadeiro massacre para todos. Obviamente uma parte da comunicação social, que me desculpem os meus blogocompanheiros, teve a sua quota parte de culpa nas notícias incessantes e alarmistas.
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De João Carvalho a 25.01.2010 às 22:34

Bons olhos te leiam, Leonor!
(Nem vou responder ao teu esclarecido comentário. Fico-me por esta cura de saudades.)
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De Leonor Barros a 25.01.2010 às 22:54

É verdade, João, tenho-me feito notar muito pouco. Prometo regressar :)
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 00:10

Ah! Nesse caso, confirma-se o que andas a contrariar: Deus é grande. Hehehe...
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De Luís Reis Figueira a 25.01.2010 às 20:29

Tal como dizes, "nada que não tivéssemos adivinhado há muito" e não tivesse sido também neste DO amplamente comentado e debatido. O 'senhor Ministro da Saúde' já veio a terreiro defender a sua dama e dizer que ainda é cedo para se tirar conclusões definitivas... Vamos lá a ver o que é virá a seguir a dizer a 'Senhora Directora-Geral da Saúde'...
As farmacêuticas?, negócios?, nem pensar!!, que ideia!...
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De João Carvalho a 25.01.2010 às 22:32

É verdade: que é feito do Senhor George, que há tempos que não o vejo?
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De Pedro Correia a 26.01.2010 às 00:19

Continua ministro da Saúde. Ainda hoje o vi num telejornal qualquer. Ana Jorge manter-se-á como directora-geral?
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 01:13

- Espera. Vou saber.

(Ó pá, tenho uma pergunta p'ra te fazer. Adere já. Sabes do Senhor George e da Senhora Ana?... Ok. Porreiro, pá. Tá-se.)

- Sim, compadre. Mantêm-se os dois. Parece que estão bué seguros.
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De PITUCHO a 26.01.2010 às 07:04

Pois é, quantos de nós Portugueses e não só, não vimos logo que esta história da Pandemia da gripe A, não era senão mais um gigantesco negócio de alguns (poucos) interessados? Veja-se também a velha e recente triste história da gripe das aves! Por favor, nobre Povo Português, ABRAM os OLHOS!
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 11:19

Certo. Não precisa de me GRITAR.
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De Maria João Gomes a 26.01.2010 às 10:27

É necessário desmistificar a cumplicidade entre governos e grandes empresas farmacêuticas.
Não se trata da defesa da saúde e bem estar da população, que tanto apregoam através dos media: Os grandes laboratórios investem nas vacinas para compensar a queda acentuada que se irá verificar no seu volume de negócios até 2013. Nessa data, a maioria das patentes que protegem seus medicamentos blockbuster terão expirado. Isto significa que os fabricantes de genéricos, isto é, de cópias mais baratas, invadirão o mercado.
Um dos pontos fortes das vacinas é precisamente de que não serão transformadas em genéricos. Para fabricar uma vacina é necessário know-how específico e fábricas, enquanto que, para fabricar um genérico basta compor uma fórmula para copiar um medicamento clássico. Outra vantagem das vacinas é que podem gerar volumes de negócios superiores a um bilião de dólares. Basta que um ou mais governos decidam vacinar a totalidade ou parte da sua população!
Outra vantagem é que, quando são os governos a fazer encomendas, nem haverá custos com stocks . Por exemplo, a Sanofi Aventis realizou no ano passado, um volume de negócios de 736 milhões de euros, apenas com a vacina da gripe sazonal!

E não esqueçamos o papel indispensável da comunicação social, posto ao serviço da conivência entre governos e laboratórios, apenas para defender, de forma bem perversa, interesses económicos.

Maria João Gomes
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 11:22

Algumas suspeitas confirmam as minhas.
(Quando fala em bilião de dólares suponho que quer dizer milhar de milhão; há três zeros de diferença.)
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De Vitor Raimundo Martins a 26.01.2010 às 11:09

Carissimos,

Desde que fui de férias em Julho para Ibiza onde estava tudo engripado, percebi que os espanhois que não ligavam patavina à gripe A, não eram assim tão estúpidos, mas ...

Tenho dois filhos que fazem parte das classes de risco, uma tem bronquite asmática e o outro é transplantado hepático! As dúvidas foram e são muitas e ... ainda não tomaram a vacina.

Mas uma coisa é certa, estou só parcialmente de acordo, pois é verdade que se a vida não tem preço, como as vacinas salvaram algumas pessoas, já valeu a pena!

Os que morreram, apesar de muito poucos (percentualmente falando), poderiam ter-se salvo....

Mas para uma Mãe, uma familia que tenha perdido um ente-querido, talvez não achem assim o escândalo ... assim tão escandaloso!
http://lutarateviver.blogspot.com/
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 11:26

Como reparou, eu também me refiro às excepções. O seu caso parece excepcional e todos os cuidados são poucos e inteiramente respeitáveis.
No entanto, aqui trata-se de eventuais verbas monstruosas a circular por corredores suspeitos e de ganhos astronómicos que caem do céu em benefício de alguns. Apenas isso.
Saúde e um abraço.
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De Vitor Raimundo Martins a 26.01.2010 às 12:05

Claro que sim.

Nisso estamos de acordo.
vmr
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De J Claro a 26.01.2010 às 11:45

Isto é dramático. Confesso que embarquei na onda. Mas então se não cofiarmos nas instituições vamos confiar em quem ? e um dia que seja realmente grave quem é que vai acreditar ?
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 12:41

Só desconfiamos porque nos têm dado motivos para isso, não é? Se isso não se inverter, teremos de ser intuitivos ou de andar à deriva, que é o que já vai acontecendo.
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De Fontenova a 26.01.2010 às 11:51

Não me tendo deixado amedrontar pela Gripe A, decidi não me vacinar. No mês passado fui à Alemanha e no segundo dia lá apanhei a dita. Fiquei por casa e controlei os sintomas como sempre fiz com qualquer outra gripe. Já tive gripes piores. Esta lá passou. Fiquei imunizado. E já está. Medos para quê?
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De jonasnuts a 26.01.2010 às 12:02

Este post está em destaque na Homepage do SAPO
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De João Carvalho a 26.01.2010 às 12:43

Grato por mais esta atenção e em nome do DO.
Cumprimentos.

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