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Mais do que fazer perguntas

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 14.01.10

Uma ligeira discordância em relação ao excelente post do Pedro Correia, logo abaixo, sobre o poder dos jornalistas. Apenas para dizer que aos jornalistas incumbe mais do que fazer perguntas - cumpre-lhes obter respostas, mesmo quando as perguntas não são respondidas. Ou, sobretudo, quando elas não são respondidas. Ou quando são mal respondidas. É o que se chama de jornalismo de "investigação". Que, aliás, anda a ser muito mal tratado entre nós.


7 comentários

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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 14.01.2010 às 18:11

J. M.

O problema é quando os jornalistas não sabem fazer as perguntas certas.

Quanto ao verdadeiro "jornalismo de investigação" em Portugal, acho que alguns jornalistas que o tentaram ficaram isolados das fontes de informação (ou percebi mal?)
Cumprimentos
Ana
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 15.01.2010 às 01:08

Ana: fazer perguntas certas é uma arte, claro. Sobretudo dos jornalistas. Mas, quando não são respondidas pelos poderosos, é preciso ir para a rua, para as repartições, para os tribunais, para a vizinhança, para o caixote do lixo...
Cumprimentos
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De João Carvalho a 14.01.2010 às 18:17

Sim, o jornalismo de investigação está em vias de extinção. É mais caro e não dá grande lucro.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 15.01.2010 às 01:09

É caro, sim, João. Mas creio que é por aí que passa o futuro da CS tradicional.
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De Pedro Correia a 14.01.2010 às 22:31

Meu caro, o meu ponto é esse: para obter respostas há que fazer perguntas. As perguntas certas. Não interessa perguntar por perguntar. Se não houver resposta, insiste-se. Até ser possível desocultar os factos. Esta é a essência do trabalho jornalístico: a insatisfação permanente perante as 'verdades' oficiais ou oficiosas que tantas vezes funcionam como biombo para ocultar evidências. E a mais complexa investigação jornalística também tem sempre como ponto de partida a mais simples das perguntas. Insistindo sempre pela obtenção de resposta.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 15.01.2010 às 01:11

Pedro:
A mais complexa investigação jornalística pode até não ter por base nenhuma pergunta. Pode ser um tropeção, um acaso, uma coisa que se ouve inadvertidamente. É claro que perguntar bem e insistentemente é um dever. Mas, muitas vezes, é preciso mais do que perguntar - é preciso ir atrás, ir por outras vias. Como o condicionamento das fontes que é cada vez maior, há que ser criativo.
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De mdsol a 15.01.2010 às 15:16

Perguntar bem não é fácil. É preciso dominar a matéria...

[A maior parte das vezes, em vez de fazerem perguntas e de colocarem questões, fazem umas questões e, e....]

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