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por Luís Naves, em 22.01.20

Há situações de violência na sociedade que não estão relacionadas com racismo, mas com classes sociais, pobreza, incerteza laboral, más condições de vida, alcoolismo, problemas mentais, desintegração familiar. E, no entanto, em cada dia que passa, assistimos a simplificações de rixas ou incidentes nos bairros duros. Foi um caso de racismo evidente, gritam uns, quando tudo indica que se tratou de algo mais complexo, sem dúvida ligado à vida dos subúrbios. Parece haver uma espécie de hipersensibilidade para a melanina, pigmento que protege do sol e existe em todo o mundo vivo. Do ponto de vista científico, ninguém sabe o que é isso da raça, pois a despigmentação ocorre nas populações, de forma natural, em dois ou três mil anos. Viemos todos de África, mas os marxistas contemporâneos (estou apenas a registar um facto curioso) abandonaram a explicação da luta de classes e insistem em criar caldinhos com base naquele milímetro da pele, fazendo borbulhar conflitos cujos motivos são outros: o desenraizamento das comunidades, a desagregação das culturas, a desigualdade económica. Não é possível sair desta chinfrineira: quem tiver dúvidas sobre o racismo como explicação universal, é racista. 


13 comentários

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De Vento a 22.01.2020 às 13:32

Viemos de África ou a África, que até agora se aceitava como o berço da humanidade, foi colonizada?

https://www.dn.pt/sociedade/especie-humana-tem-mais-cem-mil-anos-do-que-se-pensava-8544105.html

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De Anónimo a 22.01.2020 às 14:03


Vorph Valknut
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De Anónimo a 22.01.2020 às 15:02

Os marxistas são uma chatice.
Até dão para todas as chatices, mesmos daquelas do tempo da maria cachucha.
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De Anónimo a 22.01.2020 às 16:13

Agora todos seguem Gramsci.
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De Jo a 22.01.2020 às 17:00

É uma grande verdade.

Como chamar aqueles que de entre todas as razões possíveis descartam logo o racismo?

De qualquer modo com racismo ou sem racismo custa a entender que recorrentemente existam casos de violência de polícia sobre habitantes de bairros pobres.
A polícia parece achar natural partir para a violência punitiva sobre pobres,ciganos e negros. O resto da população tem mais hipóteses de fazer valer os seus direitos e isso parece ser um convite ao legalismo.
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De Guarda Serôdio a 23.01.2020 às 15:42

O senhor está muito enganado, próprio de quem vive numa bolha e só conhece um bairro de ouvir falar.
A questão não é a polícia exercer violência sobre as pessoas que vivem em bairros pobres, ciganos e africanos.
A questão é que estas pessoas agridem a polícia, o vizinho, o dono da loja ou o empregado do supermercado com uma facilidade e uma reincidência incrível.
Ou acha que não se vêem situações que envolvem os polícias e pessoas de bem, porque os polícias evitam a violência sobre essas?
Não. Essas é que evitam a violência com a polícia e com toda a gente....
A polícia não age com violência meu amigo... a polícia apenas reage à violência...
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De jpt a 22.01.2020 às 17:07

Pois.
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De Miguel Madeira a 22.01.2020 às 17:14

E sobretudo parece haver uma tendência para achar que coisas que são más por natureza (como violência policial excessiva*) são más por serem "racistas"; nomeadamente nas questões de brutalidade policial costuma agora haver uma divisão com um lado a dizer "os polícias foram racistas" e outro a dizer "os polícias não foram nada racistas, fizeram o que tinham que fazer naquela situação", como se não existisse a possibilidade de haver violência policial excessiva praticada com igualdade de oportunidades.

*ou até a escravatura; já vi num site norte-americano alguém estar a falar da escravatura e comentar "era uma coisa horrível, até pelo seu aspeto racista" (como se uma hipotética escravatura colorblind fosse muito melhor...)
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De Anónimo a 22.01.2020 às 18:17

Será que o Código Penal considera o racismo um agravante num homicídio ou num outro qualquer crime de ofensas corporais?
Se sim, tudo bem.
Se não, porquê e para quê tanta polémica?
Desde já, obrigado pelo esclarecimento.

João de Brito
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De Oscar Maximo a 22.01.2020 às 19:13

Se calhar é como "motivo fútil" umas vezes é agravante, outras atenuante, especialmente se servir para limpar o "racismo".
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De Miguel Madeira a 22.01.2020 às 19:36

Considera (ver ponto 2, alínea f):

Artigo 132.º
Homicídio qualificado
1 - Se a morte for produzida em circunstâncias que revelem especial censurabilidade ou perversidade, o agente é punido com pena de prisão de doze a vinte e cinco anos.
2 - É susceptível de revelar a especial censurabilidade ou perversidade a que se refere o número anterior, entre outras, a circunstância de o agente:
a) Ser descendente ou ascendente, adoptado ou adoptante, da vítima;
b) Praticar o facto contra cônjuge, ex-cônjuge, pessoa de outro ou do mesmo sexo com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma relação de namoro ou uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem coabitação, ou contra progenitor de descendente comum em 1.º grau;
c) Praticar o facto contra pessoa particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença ou gravidez;
d) Empregar tortura ou acto de crueldade para aumentar o sofrimento da vítima;
e) Ser determinado por avidez, pelo prazer de matar ou de causar sofrimento, para excitação ou para satisfação do instinto sexual ou por qualquer motivo torpe ou fútil;
f) Ser determinado por ódio racial, religioso, político ou gerado pela cor, origem étnica ou nacional, pelo sexo, pela orientação sexual ou pela identidade de género da vítima;
g) Ter em vista preparar, facilitar, executar ou encobrir um outro crime, facilitar a fuga ou assegurar a impunidade do agente de um crime;
h) Praticar o facto juntamente com, pelo menos, mais duas pessoas ou utilizar meio particularmente perigoso ou que se traduza na prática de crime de perigo comum;
i) Utilizar veneno ou qualquer outro meio insidioso;
j) Agir com frieza de ânimo, com reflexão sobre os meios empregados ou ter persistido na intenção de matar por mais de vinte e quatro horas;
l) Praticar o facto contra membro de órgão de soberania, do Conselho de Estado, Representante da República, magistrado, membro de órgão do governo próprio das regiões autónomas, Provedor de Justiça, membro de órgão das autarquias locais ou de serviço ou organismo que exerça autoridade pública, comandante de força pública, jurado, testemunha, advogado, solicitador, agente de execução, administrador judicial, todos os que exerçam funções no âmbito de procedimentos de resolução extrajudicial de conflitos, agente das forças ou serviços de segurança, funcionário público, civil ou militar, agente de força pública ou cidadão encarregado de serviço público, docente, examinador ou membro de comunidade escolar, ministro de culto religioso, jornalista, ou juiz ou árbitro desportivo sob a jurisdição das federações desportivas, no exercício das suas funções ou por causa delas;
m) Ser funcionário e praticar o facto com grave abuso de autoridade.
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De Anónimo a 23.01.2020 às 18:25

Ou seja, trata-se de uma alínia entre tantas alíneas, que acaba por perder relevância, o que torna a referida polémica, de facto, injustificável.

João de Brito
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De Anónimo a 22.01.2020 às 19:17

"Não é possível sair desta chinfrineira"

É possível, mas tem de deixar de ler jornais e ver TV. só de relance.
Foram os jornalistas que promoveram esta monocultura.
Que foi construída em boa parte nas Universidades que negando o seu próprio Significado se transformaram numa monocultura neo-marxista.
Deixaram de ser universais do saber.


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