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Quais são as diferenças?

por André Couto, em 04.02.09

O Pedro Correia aplaudiu ontem o veto do Presidente da República. Compreendo que o tenha feito dada a afinidade política que lhe tem. No entanto fiquei com dúvidas na substância do aplauso, dúvidas essas que coloco agora sob forma de lançamento de novo tópico de discussão.

Deixo três perguntas para clarificação do debate:

1. Qual é em termos de conteúdo a diferença existente entre o objecto das eleições Presidenciais, Europeias e Legislativas, para que nas duas primeiras não seja permitido o voto por correspondência e nas últimas tal já seja possível?

2. No Governo de Santana Lopes terminou-se com a obrigatoriedade de voto presencial para as eleições Presidenciais e Europeias. O que mudou na linha de pensamento e orientação do PSD para que, agora que o PS dá seguimento e completa essa reforma estendendo-a às Legislativas, venha o Presidente da República, com o aplauso do Líder Parlamentar, impedir um desfecho que surge na continuidade lógica da linha de acção do pretérito Governo Constitucional?

3. Não será que o voto por correspondência favorece a distorção da essência do voto, em especial na medida em que é parco o controlo possível da forma como é expresso e obtido?

Está lançada a discussão...

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4 comentários

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De Pedro Correia a 04.02.2009 às 19:26

André, não vejo a política como um Sporting-Benfica. Dás por garantido que um aplauso meu ao PR por ter vetado um diploma injusto e despropositado se justifica pela "afinidade política" que lhe tenho. Esse raciocínio, a ser verdade, invalidaria as críticas recentes e públicas que fiz a Cavaco Silva a propósito de matérias tão diferentes como a polémica em torno do Parlamento Regional da Madeira e a permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado. Tivessem todos esta mesma liberdade crítica e a blogosfera não seria tão fértil em trincheiras cheias de gente irredutível, incapaz de conviver com quem pensa de modo contrário.
Abraço
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De André Couto a 04.02.2009 às 19:36

Pedro, não pegues em especial nessa parte do meu post pois jamais pretendi insinuar que defines a tua opinião com base nas posições do Partido. Tens mais do que provas dadas no campo da independência de pensamento e opinião.

Disse apenas que compreendia esse facto na medida em que lhe tens afinidade e como tal é natural que pensem de forma semelhante. Não advoguei para ti algo diferente do que me aplico a mim. Independência e óbvia constatação de afinidades. Existe um motivo que nos une aos nossos projectos e às pessoas com quem trabalhamos, certo?

Feito este esclarecimento à minha intervenção, podemos passar ao debate da substância da questão?
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De Luís Lavoura a 05.02.2009 às 10:18

Neste post são feitas três perguntas ao Pedro, e o Pedro não tentou, sequer, responder a nenhuma delas.
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De jpt a 05.02.2009 às 13:33

1. convém referir que o direito ao voto nas eleições para o Parlamento Europeu não é universal. os portugueses residentes fora do território da UE não têm direito a voto [o que não é universal nos países da UE] - ou seja a questão não está absolutamente correcta. Ainda que me pareça não haver diferenças substantivas suficientes para que haja diversas regulamentações nas três eleições. Está portanto encetado o caminho para mudar o formato de voto presencial das outras eleições (PE, PR)

3. As declarações do PR são interessantes sobre a questão da falta de fiabilidae do voto por correspondência. Nunca foi levantada a questão de "chapeladas". Não se entende a razão de agora se prever essa hipótese com tanta pertinência.

Para além de tudo isto uma questão central sobre a matéria: o que esta atitude dos partidos denota é uma mentalidade castrense, encerrada sobre continente e ilhas adjacentes. Em vez de procurar incrementar a interacção com os emigrados (da qual a participação política é um vector) faz-se uma RTP-I e convidam-se uns velhinhos a visitar um Portugal ao qual não vão há 30 ou 40 anos, juntam-se uns anúncios com beldades (no caminho do serôdio) da TV e uns futebolistas da época, e "prontos". É de uma incultura e de uma incapacidade de perspectivar o futuro.
[e depois há o benfica-sporting dos partidos, claro. Ou melhor, das actuais pessoas dos partidos]

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