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Escrita feminina

por Teresa Ribeiro, em 19.12.09

De vez em quando discute-se se faz sentido falar em escrita feminina. Aos que repudiam vivamente esse epíteto recomendo que consultem os blogs e se detenham naqueles em que não existe qualquer identificação quanto ao género do autor.

Depois digam-me se há ou não uma escrita feminina.


23 comentários

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De Pedro Correia a 19.12.2009 às 11:17

Que la hay, la hay.
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De José Sejeiro a 19.12.2009 às 11:31

É claro que que se quem escreve diz: fui mordidA por um cão... ficamos a saber que é uma mulher. Mas mesmo sem isso, normalmente sou capaz de distinguir se determinado texto é duma mulher ou dum homem. Engano-me mais vezes julgando ser uma mulher a escrever e afinal é um homem, do que o contrário. Digamos que as mulheres evidenciam muito a sua feminilidade e os homens às vezes imitam-nas.
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De Tamanho impressionante a 19.12.2009 às 12:04

Eu, que me considero um perito em blogues femininos, garanto que se distinguem à légua pela forma e pelos conteúdos.
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De João Carvalho a 19.12.2009 às 14:06

Certo. Os homens distinguem-se mais pela modéstia, não é? E pela garganta..,.
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De Teresa Ribeiro a 19.12.2009 às 15:14

Pela garganta, sim. Já quanto à modéstia... :)
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De teresinha a 20.12.2009 às 01:03

Continuo a admirar a sua ironia fina, João.
Bem patente neste comentário e em tantos outros telegráficos.
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De manuel gouveia a 19.12.2009 às 12:16

Nos blogs, pelo menos a poesia nota-se logo quando é feminina... a busca faz-se sempre pela entrega ao outro...
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De António Patrício a 19.12.2009 às 12:53

As mulheres gostam de se expôr, os homens nem por isso. Evitam falar de si próprios e quando o fazem é por elipses. Essa é, talvez, a maior das diferenças entre a escrita dos dois sexos.
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De João Carvalho a 19.12.2009 às 14:21

Eu creio que há uma escrita feminina, sim. É natural e inevitável, a meu ver, já que é normal haver uma forma feminina de estar.
Porém, é igualmente inevitável haver excepções. Agustina Bessa-Luís, por exemplo, sempre detestou que a designassem como escritora: insistia ser "escritor" por a sua obra não apresentar caracteristicas de escrita feminina. Admito que ela tenha uma obra que não evidencia o género, mas não concordo com o exagero a que ela elevou o caso.
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De Teresa Ribeiro a 19.12.2009 às 15:13

Também acho, João, que é natural e inevitável, por isso não percebo porque incomoda tanto a algumas pessoas reconhecer essa distinção, que decorre das nossas diferenças. Nem a Agustina escapa a isso. Por muito que ela discorde, considero aquela sua acutilância e racionalidade bem femininas.
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De d.a.i a 19.12.2009 às 23:28

Estou plenamente de acordo. Como em quase tudo, também a mulher se distingue na escrita do homem, e não há que criar problemas nessa distinção. O Mundo seria bem monótono se assim não fosse.
Quanto à Agustina Bessa-Luís, é uma escritora que sempre se distinguiu pela "diferença" e faz questão disso mesmo.
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De CNS a 19.12.2009 às 16:16

E o que é uma escrita masculina?
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De Teresa Ribeiro a 19.12.2009 às 16:34

Claro que também há uma escrita masculina. A existência de uma, implica a existência da outra. A embirração com a expressão "escrita feminina" tem a ver com a ideia, quanto a mim preconceituosa, de que designa uma escrita menor, um subgénero. O facto de não se usar dizer "escrita masculina" também contribui para estas reservas. Mas se não se usa é por circunstâncias históricas. Só a partir do século XIX é que as mulheres começaram a existir na literatura.
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De CNS a 19.12.2009 às 17:47

A questão está toda aí. No preconceito. No partir do principio que o que uma mulher escreve ser de certa forma menor, por se pensar que só fala de estórias cor-de-rosa ou síndromas pré-menstruais. E depois há que ver se é feminina por ser unica e exclusivamente dirigida a mulheres ou se por ser escrita por uma mulher, que obviamente lhe imprimirá a vivência do seu género.
Quanto a mim a escrita é universal. Obviamente que o género, idade, ideologia, vivência lhe darão um cunho único. O que é sempre vantajoso para o leitor.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 19.12.2009 às 17:00

Concordo que existe uma escrita feminina e isso é bem visível nos blogs. No entanto, como alguém já aqui comentou, há muitos homens que têm um estilo que os aproxima muito da escrita feminina. Pode não ser uma característica permanente, mas ela surge quando abordam certos temas.
Se os blogs fossem todos anónimos, creio que haveria muitas surpresas... até porque há muitas mulheres cuja escrita nada tem a ver com o universo feminino.
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De Teresa Ribeiro a 19.12.2009 às 17:27

Carlos, mas é óbvio que há muitas mulheres cuja escrita nada tem a ver com o universo feminino. Uma coisa não exclui a outra, como alíás reconheces, quando dizes que a escrita feminina se revela com enorme visibilidade nos blogs.
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De jose-catarino a 19.12.2009 às 20:22

"não existe qualquer identificação quanto ao género do autor"
Se me permite, e peço desculpa de ser tão assertivo, género é uma categoria gramatical, sexo uma categoria biológica. É só um pequeno pormenor, que faz toda a diferença, como sucede frequentemente com os pequenos pormenores.
Há tempos, escrevi isto sobre género e sexo:
http://jose-catarino.blogspot.com/2009/09/sexo-e-genero.html
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De Pedro Correia a 19.12.2009 às 21:31

É evidente que existe uma escrita feminina, tal como existe uma escrita masculina. Nestes tempos de esbatimento forçado de géneros, em que o cânone manda diluir tudo na mesma massa informe, agrada-me registar tal facto.
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De d.a.i a 19.12.2009 às 23:49

Não podia estar mais de acordo. O esbatimento de sexos já começa a ser demais, agora até na escrita somos iguais? Acima as diferenças, abaixo as igualdades. Tudo os temas tomam vertentes diferentes, do masculino para o feminino - e é nisso que está o interessante da coisa - penso eu de que.

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