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Os emigrantes agradecem

por Pedro Correia, em 03.02.09

O mesmo Governo que tem encerrado consulados portugueses pelo mundo fora pretendia agora impor o voto presencial para os emigrantes nas eleições legislativas, pondo fim ao voto por correspondência, que nunca foi contestado em 32 anos de regime democrático. O Presidente da República, com toda a lógica, vetou o diploma. Os poucos emigrantes que ainda se dão ao incómodo de votar agradecem certamente ao Chefe do Estado esta prova de consideração que o Executivo não teve por eles. E assim, com este sétimo veto presidencial, aumentou um pouco mais a distância entre José Sócrates e Cavaco Silva.


10 comentários

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De Daniel Santos a 03.02.2009 às 23:16

Vetou e muito bem vetado.
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De Gonçalo a 04.02.2009 às 03:25

Apesar de apoiar socrates, concordo com esta medida do presidente da republica, mesmo sendo daqueles que não perdem tempo votando, reconheço que as duas faces da moeda tem lacunas, ainda assim vou mais para a continuação do método tradicional.

Agradecia imenso que fosse mais especifico afirmou "O mesmo Governo que tem encerrado consulados portugueses pelo mundo "

Agora pergunto, onde? Em que país ou cidade? E quantos novos abriu?
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De João André a 04.02.2009 às 07:48

Pedro, plo menos eu, como emigrante que sou, agradeço.
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De Pedro Correia a 04.02.2009 às 08:45

João André, também já fui emigrante, o que me torna (mais) sensível a estas questões. O PR, que já mereceu a minha crítica na péssima gestão da questão do parlamento regional madeirense e na manutenção de Dias Loureiro no Conselho de Estado, neste caso esteve bem. Como tem estado em vários outros.
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De Eu português emigrado a 04.02.2009 às 09:47

Como emigrante, antes queria que me dessem a oportunidade de votar para o Presidente da República, que representa *todos os portugueses*, em Portugal e no estrangeiro. E isso näo posso, e näo entendo.

Posso é eventualmente escolher 2 deputados que näo fazem a ponta de um corno em prol dos emigrantes, que nunca viveram no estrangeiro nem o visitaram em trabalho, e que estäo lá para o tacho. Alguém sabe quem säo, assim de repente?

Quanto ao voto por correio... interessante é saberem o processo. ide-vos informar de quanto isso é "simplex", se se pudesse votar pela Internet, isso sim seria excelente e aumentaria a participaçäo!
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De jpt (também português emigrado) a 04.02.2009 às 09:59

podemos votar para o PR (não podíamos, que os constitucionalistas do regime - Prémios Pessoa e tudo - não defendiam a igualdade de todos os portugueses - talvez por isso o Prémio e o respeitinho que lhes votam)
Não podemos votar para o Parlamento Europeu - ao contrário de emigrantes de outros países da UE. Como a lista é única (nacional) não se compreende, nem nunca foi fundamentado. O facto é tão escandaloso que Vital Moreira mente no seu blog sobre o assunto. E a gente respeita os galões ... ou quando não respeita, então incomoda, não é assim?

O voto pela internet decerto que será possível [caramba, se usamos os cartões de crédito e nos dizem que é inviolável então o mesmo não pode acontecer no voto?] É o caminho

Estive em Durban no ano novo. O consulado vai ser encerrado - há por lá cerca de 20 000 portugueses, disseram-me. Terão que ir a Joanesburgo votar. É só ir ao Google Earth para ver a distância

O que me custa nem é que esta gente esteja no poder e queira ficar. É que haja gente que com eles concorda.
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De João André a 04.02.2009 às 13:19

Para o Parlamento Europeu não sei como funciona se quisermos votar nas eleições portuguesas (especialmente vivendo fora da UE), mas pelo menos na Europa pode-se votar para as listas do país onde se vive (vivo na Holanda e recebo em casa os papéis para poder votar nos partidos holandeses).

O que continuo a achar estranho é que não haja um movimento para dar o direito de voto, mesmo que algo reduzido, aos emigrantes de todo o mundo nos países onde residem. Porque não pode o JPT votar em eleições sul-africanas se é aí que vive e paga impostos, por exemplo?
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De jpt a 04.02.2009 às 13:41

(eu vivo em Moçambique, o que sendo marginal para o assunto, permite registar que um tipo que viva no norte terá que andar, para aí uns 2000 kms, para chegar à Beira - onde há consulado-geral - no dia das eleições)

levanta uma questão diversa: o direito de votos dos emigrantes enquanto imigrantes. Isso é algo a resolver de forma distinta consoante o sítio (país ou região integrada) em que estão. E não me parece que possa ser argumentado em termos globais (o português na Suíça ou em Moçambique, por exemplo, estão em enquadramentos políticos muito diversos). Terá, objectivamente, a ver com as legislações de cada local, e também com a reciprocidade que Portugal atribui no seu quadro eleitoral.

Quanto ao Parlamento Europeu pura e simplesmente ninguém fala - há uma cacofonia política aí (e legislativa, dizem) e nunca ninguém se lembrou de explicar por que é que os italianos em Moçambique votam para o PE e os portugueses não. Que eu me lembre só Vital Moreira (um dos constitucionalistqas de 75 que retirava direito de voto aos emigrantes, porque "suspeitos" - é preciso repetir isto, delenda cartago est, para nunca esquecermos a indigniidade democrática de quem tanto escreve e fala em democracia) falou, dizendo atropelando a verdade que os emigrantes podem votar.

Isso aí está um Sporting-Benfica ... uma vergonha
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.02.2009 às 10:24

Posso aplaudir, sr emigrante? É que realmente não faz nenhum sentido permitir o voto de correspondência para eleger uns deputados manhosos e proibi-lo quando se trata de eleger o PR que anda sempre com a mesma frase na boca" Sou o presidente de todos os portugueses". O tanas!
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De Anónimo a 04.02.2009 às 10:35

O "português emigrado" está mal informado. Os emigrantes portugueses podem votar nas eleições presidenciais e isso deve-se ao PSD do Prof. Cavaco Silva.

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