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'Artitectura': os mal-amados (9)

por João Carvalho, em 28.11.09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The Obelisk,

em Puerto Maldonado

(Peru)

The Obelisk é um monumento com a altura de um prédio de cinco andares na City Plaza de Puerto Maldonado – um monumento de autoria anónima numa cidade pouco mais do que anónima, cuja única atracção é ser a terra mais importante do distrito de Madre de Dios e eventual ponto de partida para conhecer a Amazónia peruana em que se insere.

O topo do monumento permite observar toda a cidade – uma terra praticamente parada – e, sobretudo, para lá dela, espalhar a vista sobre a selva. O problema é que a subida lá ao alto tem de fazer-se com grande parcimónia, porque o espaço é pouco.

Cá em baixo, a base do obelisco é redonda e apoia uma coluna quadrangular com pretensões futuristas que termina no dito observatório exíguo e que mais parece um fungo dos trópicos nascido sem ser convidado.

Numa região em que faria sentido encontrar uma ruína dos incas, esbarrar com um conjunto piroso em que a base de apoio hostiliza a torre e o cabeção que lhe pesam é absurdo. Resta a tal vista, que não é de cortar a respiração a partir daquela altura modesta de cinco andares.

O protesto de quem abomina a obra nunca se fará ouvir longe, mas uma coisa é certa: além de ser um caso menor e de mau gosto como tantas outras, não passa de mais uma auto-celebração das vistas em redor que se plantam por todo o mundo. Podia ser mais alta e mais sóbria, simultaneamente, e deve ser por isso que custa tanto encontrar uma imagem decente deste hino aos fungos, por muito que se procure.


4 comentários

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De teresinha a 28.11.2009 às 22:51

João:
Veja esta: http://multiusos-soima.com/main.swf
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De João Carvalho a 28.11.2009 às 23:07

Um espanto. Até fiquei a saber que Viseu tem uma 2.ª Circular Sul. As rotundas têm agora sucessoras: circulares-pontos-cardeais.
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De Luís Reis Figueira a 29.11.2009 às 13:37

Tem graça...este, tal como o de Viseu, também é privilegiado por um posicionamento verdadeiramente estratégico apenas a uns largos milhares de quilómetros de Londres, Paris ou Nova Iorque. E tenho quase a certeza de que se já existisse à época e se tivessem sido os ingleses ou os franceses a colonizar a América do Sul, que esta obra prima já estaria hoje, por certo, defronte do Buckingham's Palace ou nos Campos Elísios, com a vantagem evidente de uma vista soberba sobre a selva amazónica peruana. Isto é tudo uma selva, está visto!

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