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Mais vinte rios de Portugal (1)

por Pedro Correia, em 01.12.09

 

RIO ALMONDA

 

Nascente: Serra de Aire, 5km a noroeste de Torres Novas

Foz: Rio Tejo, no síto da Igreja Grande, concelho da Golegã

Extensão: cerca de 30km

 

"Dizem que o rio chora toda a noite / Nas lágrimas tombadas dos salgueiros. / (...) E as pedras nuas da distância? / Almonda! Almonda! Almonda! / Um eco... // São as rãs da memória que chamam as cigarras / Quando o Verão se chega mais à terra / E a cidade amanhece ao som do rio que canta. // Dizem que o rio canta / Nos olhos molhados dos salgueiros!"

Maria Sarmento, Almondinas

(o meu agradecimento ao leitor José Catarino, que aqui trouxe estes versos)


8 comentários

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De Luís Lavoura a 01.12.2009 às 16:29

Devia ter posto uma fotografia da nascente, que é uma cascata que nasce diretamente, com enorme caudal, de dentro das rochas.

Valeria a pena referir que essa nascente é diretamente aproveitada para uma fábrica de papel, a Renova - Fábrica de Papel do Almonda.
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De Pedro Correia a 01.12.2009 às 17:07

Podia ter feito essa opção, Luís. Mas esta (sub)série vai ser mais 'minimal' que a anterior, só com uma foto e sem citação de autor. Optei por Torres Novas por ser a cidade emblemática do Almonda. É uma cidade de que gosto muito. Infelizmente muitos portugueses não a conhecem - nem à região envolvente.
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De Maria a 01.12.2009 às 17:48

Pedro, o rio Almonda (aos anos que não ouvia esse nome) segue tão bem por essas belas margens em tons de Outono e, já agora, a míni série...
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De jose-catarino a 01.12.2009 às 18:40

"Dizem que o rio chora toda a noite
Nas lágrimas tombadas dos salgueiros.
(...)
E as pedras nuas da distância?
Almonda! Almonda! Almonda!
Um eco...

São as rãs da memória que chamam as cigarras
Quando o Verão se chega mais à terra
E a cidade amanhece ao som do rio que canta.

Dizem que o rio canta
Nos olhos molhados dos salgueiros!"
(Maria Sarmento), "Almondinas", in 3 Poetas, 30 Poemas)
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De mdsol a 01.12.2009 às 18:54

A apresentação está feita. Em querendo, cada um bisbilhota ou esmiuça conforme lhe aprouver. Que o Pedro Correia não recebe por estas horas extraordinárias, a bem dizer... Não é? Pois, pela minha parte só posso parabenizá-lo e agradecer-lhe a continuação... da série.

:))))

[Não vale o João Carvalho vir a correr corrigir a prosa, nem o Pedro Correia referir as palavras e expressões que detesta...]
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De fernando antolin a 02.12.2009 às 01:06

É pena é estar quase "morto" pelas indústrias de curtumes da região. Também como o Alviela, onde o meu Pai em rapaz novo, a caçar patos, bebia da água tirada directamente do rio...
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De l. rodrigues a 02.12.2009 às 12:40

É o rio da minha terra, e a minha terra, Torres Novas.
Não está morto, já esteve. Creio que chegou a ser considerado o rio mais poluído da Europa, 20 anos depois de ser palco de concursos de pesca, de que a minha mãe se lembra.

Na parte do rio que passa pela cidade, teve a câmara municipal a infeliz ideia de colocar umas populações de patos e gansos. Desapareceram as rãs ibéricas, que resistiram à poluição, e agora há mais melgas e moscas. Peixes, só se vêem as omnipresentes carpas.

Dentro da cidade, perto do Açude, ainda é possivel sermos surpreendidos por uma garça ou outra, perdida ou vinda rio acima, do Paul de Boquilobo, reserva natural alimentada pelo Almonda.
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De Pedro Correia a 02.12.2009 às 13:14

Ainda bem que o Almonda foi recuperado. O rio merecia. E Torres Novas também.

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