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Um imperfeito anti-herói

por Pedro Correia, em 01.06.20

columbo400[1][1].jpg

 

Uma das imagens mais iconográficas da história da ficção televisiva é a de um indivíduo mal vestido, com uma gabardina encardida, de andar trôpego e um eterno charuto apagado ao canto da boca, fazendo perguntas aparentemente sem nexo e aludindo muito à mulher que jamais nos é apresentada. Se o víssemos por aí na rua nada daríamos por ele. Mas tornou-se num dos mais inesquecíveis detectives da televisão: Columbo, magistral criação de Peter Falk, marcou todos os telespectadores da década de 70.

Produzida pela NBC entre 1971 e 1978, esta série americana dessacralizou a figura do detective, equiparando-o a um homem comum. Quase ninguém o associava à imagem de polícia: aquele homenzinho semicurvado que chegava à cena do crime ao volante de um Peugeot 403 descapotável muito fora de moda não inspirava qualquer receio aos delinquentes, convictos da sua impunidade. Todos, aliás, pertencentes à chamada elite: ricos, poderosos, bem-parecidos e aureolados com êxito profissional. Pecam por ganância, soberba, inveja e luxúria: quanto mais têm, mais ambicionam.

Não há aqui um só assassino oriundo da classe média, confirmando a lógica dos folhetins de antanho: o interesse da história é proporcional à conta bancária dos protagonistas. O facto de na ficha artística figurarem estrelas dos anos de ouro de Hollywood - muitas vezes deslocadas do seu registo tradicional - contribuía para condimentar a série. Nomes como Don Ameche, Eddie Albert, Ida Lupino, Kim Hunter, Ray Milland, Anne Francis, Roddy McDowall e Suzanne Pleshette destacam-se nos episódios iniciais.

 

Columbo - com o aliciante suplementar de incluir cenas decisivas quase sempre rodadas em cenários naturais - tinha um verdadeiro achado como chave de argumento: desde o início, o espectador sabia quem cometia os homicídios, invertendo-se assim o estereótipo do género policial. Todo o suspense centrava-se na insólita actuação deste detective sem garbo, involuntário paladino do direito criminal que quase até ao fim parecia baralhado com o labirinto de indícios que lhe surgia pela frente. Descurando por completo as evidências colhidas pela chamada "polícia científica" que viria a estar muito em voga três décadas mais tarde, com o C. S. I. e franquias quejandas.

Tudo se resolvia com base na dedução - isto é, graças ao bom e velho intelecto.

 

20200526_230955.jpg

 

Tive a grata surpresa, faz hoje oito dias, de voltar a ver esta série de que tanto gostei na adolescência. Está a ser exibida na RTP Memória. E o primeiro episódio - que recomendo vivamente - é realizado por um tal Steven Spielberg, então com apenas 24 anos, num fulgurante início de carreira que logo o fez transitar da televisão para o cinema.

Este episódio-piloto, com a duração de um filme médio, intitula-se Murder By the Book e ocupa o 16.º posto na lista dos cem melhores de todos os tempos, organizada pela revista TV Guide.

 

imagesBP3CDEX7.jpg

 

Cada episódio terminava com Columbo partindo na noite, sempre de gabardina surrada e charuto sem chama.

Cumpria o dever de polícia como se fosse o primeiro a espantar-se afinal com as suas espantosas capacidade dedutivas. Um perfeito exemplo de imperfeito anti-herói.

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220 comentários

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De V. a 01.06.2020 às 12:07

Isto se a reposição não for interrompida a meio — numa ordem qualquer de trás para a frente e depois de volta ao episódio do meio da série e depois desaparece sem deixar rasto como o próprio protagonista para dar lugar aos Batanetes.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 12:14

Garantem-me que costuma acontecer com frequência neste canal, que só acompanho de longe em longe.
Mas estes cinco episódios entretanto revistos já ninguém mos tira.
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De João Sousa a 01.06.2020 às 18:08

Não costumo seguir as séries do Memória (vejo episódios quando tropeço neles entre zapping), por isso não sei dizer se é hábito. Posso confirmar, porque a vi quase desde o início, que aconteceu com Os Vingadores. Chegaram a passar alguns episódios da quarta série entre outros da quinta (o que foi fácil de perceber pois apenas a partir da quinta série é que as filmagens foram a cores).
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 19:24

Gostava de rever Os Vingadores, série mais antiga, exibida quando eu era miúdo (só a preto e branco na TV, como aliás também Columbo). Retenho um memória difusa dos protagonistas, Patrick McNee (impecável cavalheiro inglês, de chapéu de coco) e sobretudo de Diana Rigg e do seu arrebitadissimo e interessantíssimo nariz. Ela, mais ou menos na mesma altura, foi a mais eapecial das Bond girls - a única que levou o 007 a dar o nó - num filme em grande parte rodado em Portugal.
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De Anonimus a 01.06.2020 às 19:34

Só conheço essas coisas do velhinho Agora Escolha (mais o Bonanza, Perry Mason), apresentado pela sexy Vera Roquette.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:04

'Bonanza'. Essa era mais antiga ainda. Ainda me lembro muito bem da música.
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De João Sousa a 01.06.2020 às 23:20

O rosto da senhora Rigg era, todo ele, um conjunto de características interessantíssimas. Eu penso ser um pouco injusto salientar o nariz sobre tudo o resto. Mas depois desta última sexta-feira, Pedro, já nada me surpreenderá... :)

Mr. Steed podia-se gabar de ter trabalhado com duas Bond-girls: antes de Emma Peel, a sua parceira durante duas temporadas foi Cathy Gale (Honor Blackman). E reconheci pelo menos mais uma Bond-girl a participar: Eunice Gayson - apenas num episódio e como vilã.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:54

Honor Blackman: há quem diga que foi a melhor Bond girl de todas. Morreu há poucas semanas, já com provecta idade.
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 13:21

Ora aí está um bom tema para a belles toujours... qual a melhor Bond girl de sempre. Eu pessoalmente tenho uma tara pela Rosamund Pike.
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 14:20

Excelente questão. Sem pensar, respondo de imediato: Halle Berry.
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 17:10

Essa é a minha número 2... a curtíssima distância... curiosamente ambas no mesmo filme
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 00:05

Hei-de lançar esse estimulante desafio aos nossos leitores.
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De Anónimo a 02.06.2020 às 23:19

A primeira mulher dos vingadores antes de diana rigg.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 00:05

Já não é do meu tempo. Só me lembro da Diana Rigg. Houve outra depois, mas com menos graça.
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De Anonimus a 01.06.2020 às 12:46

Lembro-me bem...
A tal característica diferenciadora era o crime ser cometido no início (antes do genérico?), e sabermos por quem. Ao contrário da Miss Marple ou Jessica Fletcher.
O personagem era uma espécie de cromo, a sua figura, e fazia sempre umas perguntas que pareciam estúpidas e só o diminuiam.
Boa série.

Também gostava, noutro registo, da Balada de Hill Street. Terá envelhecido bem?
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 18:11

Steven Bochco, que viria a ser o autor da 'Balada de Hill Street', é também o argumentista deste episódio-piloto de 'Columbo' realizado por Spielberg. O talento conjugado destes dois jovens deu o melhor pontapé de saída à série.

'Hill Street' mantém-se como uma das melhores séries televisivas de sempre. Também uma das mais imitadas e até plagiadas. Foi precursora, na forma e no conteúdo.
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De Anónimo a 01.06.2020 às 21:41

E a série:
No calor da noite com o excelente actor Carroll o Connor como chefe de polícia
transmitida na RTP no final da década de 80.

Carroll o Connor (o famoso Archie Bunker)


Miguel Nunes
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:07

Sobre o célebre Archie Bunker, personagem central de 'All in the Family' ('Uma Família às Direitas'), escrevi aqui:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1462890.html

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De Anónimo a 01.06.2020 às 23:03

Excelente

Miguel Nunes
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:54

Deu-me muito gozo escrever esse texto, confesso.
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De Isabel Paulos a 01.06.2020 às 23:53

Além de outras aqui faladas, a 'Balada de Hill Street' (com aqueles momentos altos em que um dos polícias - já não me lembro do nome - rosnava e mordia nos criminosos e, claro, os debates finais na banheira) e mais tarde o 'Polvo' marcaram uma geração. De humor lembro a 'Quem Sai aos Seus', com o J. Fox e o 'Archie Bunker'. Impagáveis. Bons tempos, antes de começarem com as chachadas dos hospitais.
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 11:13

Diz bem, Isabel: as "chachadas dos hospitais", onde todos os médicos e todas as enfermeiras vivem em permanente idílio romântico. Não tenho paciência para essas séries. Nem para as séries americanas de tribunal, que há muito já me enjoam.
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De Isabel Paulos a 02.06.2020 às 12:17

Idem. Desse tipo de séries quase que me ficava pelo Perry Mason. Se puxar pela cabeça recordo ver uma com a Sarah Jessica Parker (procurando o nome: ‘Equal Justice’). Mas cedo fiquei sem a menor pachorra.

Depois do ‘Columbo’ talvez me aventure a começar a ver séries do ano 2000 em diante. Falta-me quase tudo. Os Sopranos, Guerra dos Tronos, A Casa de Papel. Enfim, haja tempo.
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 14:22

Isabel, comece pelos Sopranos. É genial. E raras vezes eu uso este adjectivo.

Depois, veja Mad Men. Cinco estrelas também.
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De Isabel Paulos a 02.06.2020 às 15:27

E há ainda que rever, noutro registo, o verdadeiramente extraordinário 'Blackadder’. Poucas vezes me ri tanto na vida.
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De Anónimo a 02.06.2020 às 23:39

Fawlty Towers com um John Cleese imparável.
era risada da boa.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 00:02

Muito bem lembrada, essa excelente série britânica. Do melhor que vi desde sempre.
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De Chuck Norris a 03.06.2020 às 08:21

Uma vez que a conversa chegou ao sec. XXI, sugiro True Detective, a 1a e 3a temporadas são fenomenais. Mindhunter, baseada em factos reais, sobre a criação da unidade comportamental do FBI, e uma série muito fora do mainstream, Banshee.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 08:33

Séries do século XXI? Recomendo desde já 'HInterland' - primeira série galesa, e em galês (embora com versão inglesa), produzida pela BBC. Um genuíno e vibrante "policial negro", cheio de névoas e alçapões existenciais, ambientada no misterioso País de Gales.
Cada episódio tem a duração de um filme médio, o que acentua a sensação de não estarmos a ver televisão mas cinema mesmo.
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De Maria Dulce Fernandes a 03.06.2020 às 09:22

Hinterland é uma excelent série, já com uns aninhos. Presentemente voto em Shetland.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 20:06

Têm algo semelhante. Uma com sotaque galês, outra com sotaque escocês.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 20:18

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De Isabel Paulos a 03.06.2020 às 12:48

Daqui a nada tenho que ir buscar um bloco de notas, para apontar as dicas. :)
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 20:06

Não será nada mal pensado..
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De Isabel Paulos a 03.06.2020 às 20:54

Pedro, tem aqui pano para mangas. O tema séries televisivas é um autêntico filão. :)

E verdadeiramente abrangente.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 22:56

Hei-de voltar em breve ao tema, Isabel. É inesgotável.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 23:48

Banshee,

É diferente e gostei bastante e estou a espera da continuação.
Está um trama bem engendrado.


João Pinto
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 12:35

A melhor série sobre médicos foi a MASH, com o grande Alain Alda. Uma série fabulosa sobre médicos no Vietnam, durante a guerra... infelizmente o legado é o que se vê... tem toda a razão Isabel.
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 14:23

MASH, por algum motivo, passou-me ao lado. Tal como o filme, anterior à série, que até recebeu Palma de Ouro em Cannes.
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De Anónimo a 02.06.2020 às 14:34

imperdoável !
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 14:59

Acredito que sim. Até por ter dois actores que muito aprecio: Alan Alda e Alan Arkin (este vi-o recentemente noutra série excelente, na Netflix: 'O Método Kominsky').
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-culpa-foi-do-bill-clinton-10524345

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De Anónimo a 01.06.2020 às 12:57

Décadas de 70 e 80, de excelente memória onde a criatividade e a representação imperava, boas séries, filmes ,música.
Columbo era uma personagem muito bem representada por Peter Falk e foi o papel da vida dele.
E eu adorei.

Miguel Nunes
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 15:31

Excelente memória, sim. Estou a gostar muito de revisitar a série.
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De Rão Arques a 01.06.2020 às 14:05

Num tempo em que a aparência é modelo em uso, bem vindo "Columbo", e agradecimento a quem nos lembra que ele anda aí na margem dos envergonhados espaços nobres.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 15:30

Diz bem. É a antítese da "aparência modelo em uso".
E também por desvendar crimes sem recorrer à "magia" digital. Num tempo em que o homem imperava sobre a máquina.

Esse tempo acabou. Daí eu gostar tanto de rever 'Columbo'. Esta noite, mais um episódio.
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De Anónimo a 01.06.2020 às 15:15

A mulher nunca nos é apresentada, mas o cão é... e não tem nada de cão detective (estilo Rex); é precisamente o contrário e isso é muito divertido.
Há uns tempos tive a sorte de encontrar, nos saldos de Verão do Jumbo, as 4 séries completas e nem hesitei; e que bom foi vê-las todas de seguida, mas ao meu ritmo.
O Peter Falk também tem um desempenho fantástico no filme As Asas do Desejo, do Wim Wenders, um dos filmes da minha vida.
🌻
Maria
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 15:39

Ena, que privilégio. Nunca me passou isso pela cabeça. Ou pelas mãos.
Mas está a saber-me muito bem revisitar a série, Maria. Ainda por cima fora do espartilho dos 50 minutos que viriam a ser impostos anos depois pela ditadura dos "espaços comerciais" da TV norte-americana. É um pequeno luxo. Que tenciono aproveitar a este ritmo de cinco episódios por semana.
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De Rui Mateus a 01.06.2020 às 20:40

Excelente actor...
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:07

Peter Falk, excelente. Este foi o papel da vida dele.
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De Bea a 01.06.2020 às 17:53

uma figura inesquecível e de que todos gostámos. Quem sabe ainda vejo um ou outro episódio. Ser anti herói foi uma ideia genial interpretada ao pormenor. Peter Falk tem muito mérito.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 18:12

Inesquecível, sim. Felizmente agora de novo na RTP (memória).
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De Chuck Norris a 01.06.2020 às 18:19

Se gostam das séries policiais onde a dedução e a inteligência, se sobrepõem à força física, sugiro uma série inglesa de finais dos anos 80, início de 90, chamada Primal Suspect.

Uma série muito boa, com uma Helen Mirren soberba.

Dava à pouco tempo na Fox Crime e cada episódio tinha quase a duração de uma longa metragem.

Uma série inglesa, que apesar de tudo, fugia do estereótipo das séries inglesas.

Gostei muito de ver e da surpresa de encontrar actores e actrizes desconhecidos na altura e que se tornaram grandes estrelas mais tarde.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 19:28

Obrigado pela sugestão, Chuck. Gosto de séries policiais, mas essa passou-me ao lado, mesmo à tangente, apesar de Helen Mirren ser uma senhora muito do meu agrado.

E falando em séries: você não protagonizou o Ranger do Texas? Essa vi mesmo. Tinha bang bang, pancadaria e alguma perseguição de automóveis - quanto a mim, três ingredientes de uma boa série.
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De Anonimus a 01.06.2020 às 19:36

Não esquecer que a música do genérico é cantada pelo próprio. Um bónus que separa as grandes séries das restantes.

(O Memória passa o Sherlock Holmes? Jeremy Brett.)
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De Anónimo a 01.06.2020 às 21:24

Jeremy Brett que excelente actor, e a série de alto nivel.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:18

Brett tornou-se o Sherlock Holmes por excelência. Talvez a par de um actor mais antigo, Peter Cushing.
A primeira vez que vi Brett, por acaso, foi num musical: 'My Fair Lady'. Um dos filmes da minha vida.
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De Anónimo a 01.06.2020 às 23:12

E então, que dizer do detective Hercule Poirot ( David Suchet).
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:55

Sou mais da facção Maigret. Que também já figurou em vários filmes e várias séries.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:08

Chuck Norris, polivalente no combate ao crime. Imabatível a derrotar os maus.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 01.06.2020 às 23:07

Jeremy Brett para mim foi o melhor Sherlock Holmes. Passava na 2. Comprei mais tarde todos os dvd da série. Segundo me lembro, durante as gravações, Jeremy Brett interiorizou de tal forma o personagem que ia dando em doido. Julgo que era um actor já com tendências depressivas, tendo um pai militar, de carreira e em estilo, salvo erro.
Que Grande Actor

Excelente

Recordo também :

Dempsey e Makepeace

https://youtu.be/kA6S7taUvgE
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De Anónimo a 01.06.2020 às 23:18

A bela Makepeace, outra grande série policial.


João Borges
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:55

Boa lembrança, Vorph.
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De Chuck Norris a 01.06.2020 às 19:50



A melhor série de sempre

Principalmente aquele episódio em que o Chuck Norris é mordido por uma cascavel e ao fim de 5 dias de dores lancinantes, a cascavel morre.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 20:05

Eheheh. Coitada da bicha. Com quem ela se foi meter...
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De Chuck Norris a 01.06.2020 às 22:19

No entanto, não se pode falar nos 80s sem mencionar Miami Vice. Lembro-me de ter sido uma série que me prendia completamente, durante 50 minutos ficava completamente absorto.

Para não falar em ter criado um novo tipo de sex simbol masculino.

Pela primeira vez o sex simbol masculino usava a barba de 3 dias, vestia fatos brancos, com caviadas cor de rosa e calçava mocassins.... e tinha uma pinta do caraças .

Também andava a passar no memória.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:27

Sim, essa passou já na RTP Memória. Não a vi. Nessa época preferia ver outro género de séries: 'Thirtysomething' e ' Moonlighting', por exemplo.
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De Anonimus a 01.06.2020 às 22:36

Anos 80. Série policial? Tem de ser aquela com o Dennis Farina.
Não me lembro do nome, mas a música já está a passar na cabeça e não sai.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:55

Eheheh. Também me acontece disso, uma vez por outra.
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 08:19

Crime story... e a música era runaway, de Del Shannon.... muito bom... já a tinha mencionado mais abaixo.
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De João Sousa a 02.06.2020 às 08:36

A série com o Dennis Farina é a Crime Story e a música do genérico chamava-se Runaway.
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De Rui Mateus a 01.06.2020 às 20:42

Excelente série, não perdi um episódio, nos tempos de preto e branco. Não reparei, claro no jovem realizador Steven Spielberg...😉 O Fugitivo foi outra extraordinária...e claro os Blues, traduzido à letra: A Balada de Hill Street😎
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:11

Pois, nessa altura ligávamos pouco aos nomes dos realizadores - sobretudo aos realizadores da televisão. E o Spielberg estava mesmo no início da carreira, com apenas 24 anos.

Hoje ele reconhece que este episódio foi fundamental para lhe dar "carpintaria" e traquejo como cineasta.
E já se nota o dedo artístico dele.

No ano seguinte realizou, também para TV, a longa-metragem 'Duel'. Excelente filme, que acabou por ser exibido em salas de cinema. Entre nós chamou-se 'Um Assassino Pelas Costas'.
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De Isabel Paulos a 01.06.2020 às 21:21

Andava mesmo à procura de episódios 1 de séries para começar a ver. Veio a calhar. Não me tinha ocorrido a RTP Memória. Excelente dica.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:12

Daqui a bocado vou ver mais um episódio. Eis um "vício" bem saudável.
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De Isabel Paulos a 01.06.2020 às 23:18

Acabei de ver o primeiro. Acho que o Pedro Correia vai contribuir para o aumento da audiência da RTP Memória à custa dos leitores do DO.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:56

Gostei de saber, Isabel. Fico muito satisfeito.
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De João Campos a 01.06.2020 às 21:32

Nunca vi Columbo, mas este teu texto trouxe-me à memória uma das séries da minha infância, apesar de não ser exactamente infantil: Sledgehammer!. Hoje em dia nenhum canal se atreveria a passar algo assim; não sei se há alguma coisa que aquele exageradíssimo detective interpretado por David Rasche não ofendesse nestes tempos.
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De Chuck Norris a 01.06.2020 às 22:13

Brutal!!! Boa memória. O detective mais passado dos anos 80.... e que falava com a sua magnum 44.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:20

Magnum 44 faz-me lembrar o senhor Clint Eastwood, que acaba de celebrar 90 saudáveis e frescas primaveras.
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De Chuck Norris a 01.06.2020 às 22:32

O Slege Hammer era uma paródia ao Dirty Harry, mas com mais esteróides.

Lembrei-me de uma que adorei e que me fez passar a seguir a carreira de um actor chamado Dennis Farina... Crime Story. Alguém se lembra?
Era sobre um detective da polícia de Chicago, com diálogos fantásticos.
Ainda para mais interpretado por um verdadeiro polícia de Chicago.... pois, Dennis Farina era polícia de Chicago antes de se tornar actor.

Ah, e adorava o genérico, com a música Runaway, de Del Shannon... e outra curiosidade boa, a banda sonora tinha o dedo de um senhor chamado Sam Cooke... muita qualidade.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:57

Boa definição: "Dirty Harry com mais esteróides".
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De Anónimo a 01.06.2020 às 22:41

E o Modelo e detective (Moonlighting) com Bruce Willis e a Cybill Shepherd também era cómico.
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De Anónimo a 02.06.2020 às 11:12

E a Dempsey & Makepeace? Adorava ver aquela British Lady versus the American Cowboy. Também consegui encontrar 7 episódios ao preço da uva (essa!) no Jumbo (passe a publicidade).
🌻
Maria
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 14:26

Eu em DVD revi há anos Os Inquéritos do Comissário Maigret. Mas envelheceu pior do que este fantástico Columbo. Embora eu vislumbre analogias entre Maigret e Columbo.
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De Chuck Norris a 03.06.2020 às 19:57

Posso garantir, sem margem oara dúvidas, que foi a primeira mulher verdadeiramente linda, que vi na minha vida. A primeira... a segunda foi a minha (ela lê o Delito).
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 22:14

Passei ao lado dessa série, João.
'Columbo' começou da melhor maneira, com um episódio realizado por Steven Spielberg e escrito por Steven Bochco.
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De João Sousa a 01.06.2020 às 23:37

"Trust me, I know what I'm doing."

Hoje em dia, não há nada que não ofenda um qualquer segmento demográfico. Não consigo, por exemplo, imaginar um canal infantil a produzir agora algo como o Ren & Stimpy.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:57

O mundo está perigoso, João. Como dizia o saudoso VPV. Quando o mundo estava bastante menos perigoso do que hoje.
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De Pedro Correia a 01.06.2020 às 23:59

As virgens ofendidas são as mais perigosas...
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De Anónimo a 02.06.2020 às 00:19

Anda por aí uma bem assanhada .....


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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 11:14

Ui, que medo. Vou já comprar um cão.
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De João Campos a 02.06.2020 às 10:25

Ren & Stimpy era horrível e nojento, lol. Nada contra a criação e a emissão, mas não passaria a série num espaço infantil (como passou).

Houve mais casos em que séries muito pouco infantis passaram nas manhãs de Sábado pela crença (que ainda hoje subsiste) de que animação tem necessariamente de ser infantil. Pensar que Neon Genesis Evangelion passou às 11 da manhã na RTP é absolutamente extraordinário!
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 12:47

Verdade. A questão dos horários era um problema antigamente. Recordo-me de uma série fabulosa que passava a horas tardias na rtp, se não estou em erro à 2a feira. Lonesome Dove, com o enorme Robert Duvall e aquele miúdo do filme O Campeão, Ricky Shroder. Era uma série de cowboys e era excelente.

Agora deixo outra recordação que guardo com muita nostalgia... As aventuras do jovem Indiana Jones... Alguém via? Ao fim de cerca de 30 anos, ainda não ultrapassei o facto de não ter assistido ao último episódio...
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De Isabel Paulos a 02.06.2020 às 14:45

Houve várias séries de grande qualidade e interesse nos anos 80, mas está para nascer uma que supere a simplicidade e o encanto da série juvenil ‘Verão Azul’. Há uma geração a quem basta murmurar este nome para começar a assobiar e a sorrir.
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De Pedro Correia a 02.06.2020 às 15:01

'Verão Azul' tornou-se uma série de culto em Espanha. Apreciada até por aqueles que nem eram nascidos quando foi exibida inicialmente.
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De Isabel Paulos a 02.06.2020 às 15:22

Com apenas 19 episódios deixou a marca que deixou.
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 17:21

excelente... saudades do Piranha.

Isto a continuar assim, chegamos aos 17.000 comentários.

Ora deixo aqui para considerações o Alf, o Zé Gato, o inesquecível Dartacão, Bell e Sebastião, O cão vagabundo e a primeira série que me lembro... se calhar a única, com sotaque do norte... Os Andrades. Com o berdadeiro Maciel a protagonista.
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De Anónimo a 02.06.2020 às 18:32

E a gente fina é outra coisa, série portuguesa com excelente elenco, num fartote de risada.

Victor
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De Isabel Paulos a 02.06.2020 às 18:40

Como é possível ter-se esquecido da Heidi (Avozinho diz-me tu, quais são os sons que oiço eu?) e do Marco (Era um porto italiano/Mesmo ao pé das montanhas(…) Vais embora mãmã! Não me deixes aqui! Adeus mãmã! Pensaremos em ti!(...)?

Aqui estão as letras da nossa infância: https://pumpkin.pt/familia/atividades-com-miudos/televisao-musica-filmes-criancas/musicas-da-nossa-infancia/

(e este que era um blog sério...já faltou mais para os 17.000 comentários.)
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De Anónimo a 02.06.2020 às 20:24

E então a pipi das meias altas e a série do Sandokan com Kabir Bedi ( do excelente escritor Emilio Salgari)onde tinha uma personagem que fazia de português e um grande amigo do Sandokan.

Como se dizia naquele tempo:

Sandokan!!!!!
Sandokan!!!!!

sem cuecas e sem soutien.

Bruce Lee
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 19:47

'Pipi das Meias Altas'?!
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De Chuck Norris a 02.06.2020 às 22:51

passando à época juvenil... e aqueles serões de domingo à tarde, que nos brindavam com Os 3 duques a seguir ao almoço, depois V a batalha final (que medo) e ainda tinhamos o Kitt, ou o Macgyver.

E quando a melhor parte do agora escolha eram os bonecos que nos entretiam durante as votações? Alguém se lembra do Bocas? Quando a opção era Um anjo na terra, ou Crime disse ela, a melhor parte era o Bocas.

Ah! E aquela que não me recordo do nome, sobre um homem azul, que tinha uma estrela que desenhava o carro dele? Seria Automan? Já não me lembro

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De Anónimo a 02.06.2020 às 23:22

O Columbo era perfeito!

E a rua jump 21com o Johnny Depp e os paisanas que resolviam os problemas dos putos nas escolas.
E na areá da ficção o Espaço 1999 de diversas aventuras espaciais.

António F
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 00:09

Grande série, 'Espaço 1999'.
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De Anonimus a 03.06.2020 às 09:10

Os 2 filmes que fizeram baseados na série são excelentes.
Espaço 1999 era uma "seca" (então comparados com Galatica ou Buck Rogers), tenho de experimentar ver agora.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 11:04

Há séries que ganham estatuto de culto ao serem revisitadas. Aconteceu com 'Missão Impossível', por exemplo. Que até deu filme.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 18:49

Eu adorava a Battlestar Galactica, com o pai Bonanza e o Dirck Benedict (que depois foi Soldado da Fortuna). Mas o meu favorito era o Richard Hatch, o Capitão Apollo - vi agora que já morreu :(
🌻
Maria
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 20:10

Eu, a partir de certa altura, passei a ver mais séries e novelas brasileiras. Já nem me lembro bem porquê.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 20:20

Tempos do Roque Santeiro, Tieta do Agreste.....
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 20:21

'Tieta' comecei a ver, só por causa do título.
E gostei, claro.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 23:17

Também vi essa. E foi aí que descobri que esse era um dos possíveis diminutivos do meu nome no Brasil :))
🌻
Maria
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De Anonimus a 04.06.2020 às 09:42

Por causa do título ou do genérico? ;)

Novelas, o Pantanal (das poucas fora-Globo que passaram cá), mas não nada chega perto do Bem-Amado, e da melhor de sempre, ROQUE SANTEIRO!
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De Pedro Correia a 04.06.2020 às 09:45

Concordo. 'Roque Santeiro' foi a melhor de sempre. Com um elenco de luxo, irrepetível.
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De Chuck Norris a 03.06.2020 às 21:36

Aquela que mais me prendeu, talvez por me encontrar a atravessar a puberdade, foi a Top Model, com a Malu Mader.
Gostava particularmente da família em que todos os filhos tinham nomes de músicos, ou personagens.

E também me recordo do Rei do Gado, com o grande António Fagundes, pois pela primeira vez me senti atraído por uma mulher bastante mais velha... Sílvia Pfeiffer... que sensualidade. Até aí, qualquer mulher acima dos trinta era uma cota... desculpem-me a expressão, provavelmente é um regionalismo, ainda utilizado na minha terra.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 21:51

Eu acompanhei várias séries ou mini-séries. Por exemplo, 'Plantão de Polícia' e 'Avenida Paulista'. Mas a melhor, sem dúvida, foi 'Anos Dourados'. Precisamente com Malu Mader, minha eterna musa.
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De Chuck Norris a 03.06.2020 às 22:21

Oh não!! Agora começa a discussão sobre as mulheres brasileiras que protagonizaram as nossas fantasias nos anos 80... por onde começar?

Letícia Spiller... a eterna Babalu.
Cláudia Raia, inevitável.
Patrícia Pillar, linda... mesmo com aquele nariz assim para o grandito.
Cláudia Alencar... latina super sensual.
Lavínia Vlasak e o seu sorriso inesquecível.
E claro... last but not least...Vera Fisher.

E galãs também, para não me denunciarem ao metoo:

José Mayer, Thiago Lacerda e o preferido da minha esposa... Reynaldo Gianecchini... gosto de pensar que, provavelmente viu parecenças em mim.

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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 22:49

Vera Fischer: vi-a, bela para a eternidade, noutra série brasileira, 'Riacho Doce'.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 22:38

A novela guerra dos sexos de 1984 também era cómica e com um bom elenco.
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De Pedro Correia a 03.06.2020 às 23:01

Em anos mais recentes, vi a 'Gabriela' (com a "extraterrestre" Juliana Paes) e 'Avenida Brasil'. Pude confirmar que a Globo continua a produzir excelentes novelas.
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De Anónimo a 03.06.2020 às 23:08

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