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Nada como um espirro dos antigos

por João Carvalho, em 28.10.09

As autoridades de Saúde norte-americanas – ao que dizem – rejeitaram a vacina anti-gripe A que Portugal encomendou e está a aplicar. A Alemanha parece que está a fazer o mesmo que os EUA.

No hemisfério Sul, onde já é Primavera, a gripe A não teve maiores efeitos do que as gripes sazonais comuns. A OMS, porém, insiste na ideia de pandemia e corre por aí o aviso de que a gripe A pode afectar um-terço da população europeia. Talvez algo como a ainda recente "gripe das aves", que ia varrer um-quarto da população mundial?

Em Portugal, as nossas autoridades de Saúde andam a esclarecer que quaisquer eventuais efeitos provocados pela vacina são sempre preferíveis à gripe A, sem que esclareçam de facto que efeitos podem ser esses.

♦ ♦ ♦

Tal como há uns meses se adivinhava, a pior epidemia é a da informação e contra-informação em torno de tudo isto, é a da "guerra" entre os laboratórios multinacionais, é a da primazia das grandes distribuidoras farmacêuticas, é a dos interesses obscuros envolvidos. Isto, sim: é epidemia e gera alarme.

Há necessariamente muita coisa escondida por baixo do que vem à superfície. Nada melhor do que darmos um belo espirro dos antigos, colectivo e com a boca destapada, para ver sair da toca quem se esconde.

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38 comentários

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De Blondewithaphd a 28.10.2009 às 18:26

Parafraseando Shakespeare: muito barulho por nada.
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 18:46

Tal e qual, Blonde.
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De Maresia a 28.10.2009 às 18:50

Gripe A: Uma experiência

Eu estou em prisão domiciliária à conta da gripe A. O meu filho mais novo começou domingo à noite com dores no corpo e cabeça. Dei-lhe um comprimido, desses da praxe, e como tinha teste na segunda logo de manhã, apesar das queixas de dores no corpo e na ausência de febre, despachei-o para a escola. Ainda me passou pela cabeça a leve suposição que fosse fita para não fazer o teste. Fui buscá-lo à mesma escola a meio da manhã, prostradíssimo. Tosse, dores no corpo e de cabeça e um ligeiro aumento de temperatura. Resolvi ligar para a Saúde 24, a menina enfermeira depois de muitas perguntas, aconselhou-me a ficar em casa a controlar a temperatura e a fazer infusões de folha de eucalipto, mas depois, eu que tenho assim um lado prático pensei: e como vou justificar as faltas da criança e das minhas sem ir ao medico? Marchei para o Centro de Saúde. Diagnóstico: virose, se no dia seguinte melhorasse escola.
A situação agravou-se na noite seguinte, a febre subiu e apareceram as cólicas intestinais e a diarreia, associada aos outros sintomas. Contactei a linha da Saúde 24, mandaram-me para o Centro de Saúde, que até avisaram por telefone, já me aguardavam quando cheguei.
Após observação e constatação de que os sintomas apontavam para Gripe A, fui mandada ao Hospital Distrital da região por receios de complicações pulmonares. Auscultada a criança, mais uma vez, e afastados esses receios sem recurso a meios complementares de diagnóstico, fui mandada para casa por 7 dias mais o jovem porque tudo indicava ser gripe A. Perguntei se não faziam análise para confirmar a doença, que não, que tinham imensos casos suspeitos por dia e que se fossem a confirmar todos não faziam mais nada.
Estou a faltar ao emprego por 7 dias, mas não sei se é gripe A e como eu milhares de pais por esse país. Não seria mais barato fazer a análise?
Ah e o Sr. Dr. mandou-me tratar da justificação de faltas no centro de saúde com o médico de família. Só depois de ter saído de lá, percebi que esta indicação entrava em colisão com a de não sair de casa...

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De João Carvalho a 28.10.2009 às 21:28

Deve ser, não é? Não se pode testar toda a gente, não é? Quer uma justificação de faltas? É só voltar ao sítio onde esteve antes. Enfim: tudo à boa maneira portuguesa.

Rápidas melhoras para o seu filho, Maresia. E dê-nos conta da evolução, se puder e quiser.
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De Maresia a 28.10.2009 às 22:15

Darei! Para já mantem-se o apetite voraz dos 14 anos, apesar da prostração lá vai despejando o frigorífico...
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 23:03

Isso é sempre um excelente sinal, como sabe. Renovo o desejo de melhoras rápidas.
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De l.rodrigues a 28.10.2009 às 20:18

Entretanto, em Baltimore:

[...] Connie Price, chief of infectious diseases at Denver Health, the city's public hospital, says, "I've been living this" since Aug. 28, when the hospital's lab reported 12 positive tests for swine flu.

"Since then we've been inundated," she says. "In a typical flu season, we may hospitalize 15 patients. With H1N1, we've hospitalized 10 times that many. We're not even in flu season yet."

http://www.usatoday.com/news/health/2009-10-26-swine-flu-hospitals_N.htm?csp=DailyBriefing
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De Ana Cleto a 28.10.2009 às 20:44

Em face das últimas notícias, é incontornável o mau gosto deste post.
Nada de estranhar, claro.
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 21:35

Está enganada sobre a intenção ou mau gosto, a menos que não saiba ler direito.

Mas a sua posição seria respeitável, se não fosse o desfecho. »Nada de estranhar, claro»? Isso deve querer dizer alguma coisa que me escapa, mas é seguramente uma observação de mau gosto.

Já agora, não diga nem escreva «em face das últimas notícias». Use antes "face às últimas notícias", que é mais simples e de bom gosto.
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De Ana Cleto a 29.10.2009 às 09:52

Essa do "em face das" ou "face às" só contaram p'ra você.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 09:56

Eu já calculava: V. ia ignorar a matéria e ficar-se pelo pormenor.
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De Ana Cleto a 29.10.2009 às 10:15

Não despiciendo, concordará, tendo em conta o puxão de orelhas que me deu o auto-arvorado mestre em purismo linguístico...
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 11:51

Não o conheço tal mestre, mas se ele lhe deu um puxão de orelhas lá teve as suas razões.

Quanto a mim, não sou nem um pouco purista da língua. Na qualidade de admirador do Eça, sou mais um 'queirosiano': a língua deve escrever-se bem, mas sem complexos sempre que se justifique recorrer a estrangeirismos.
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De Ana Mestre a 28.10.2009 às 20:47

Eu pertenço ao grupo de risco, segundo os entendidos...e não estou nada alarmada e mais não vou levar essa vacina....:)
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 21:29

Entende-se, Ana.
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De cusco a 28.10.2009 às 21:43

que porco é esse ?
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 22:05

É um porco-espirro.
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De Francisco a 28.10.2009 às 21:45

Aos jornais e aos comentadores armados em especialistas interessa o maniqueísmo.
Quando era um risco elevado foi anunciada como catástrofe iminente, quando evoluiu para um risco moderado, interessa perguntar porque é que afinal não foi catástrofe nenhuma.
Tecnicamente a gripe A começou por ser um risco elevado; evoluiu para uma gripe de efeitos um bocado pior que normais com grande capacidade de contágio; os grupos de risco estão mais expostos e correm mais riscos.
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 22:06

Pois é, meu caro.
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De Joao Andre a 28.10.2009 às 22:23

Uma nota rapida para algo que nem sempre me parece esclarecido. Neste momento existe, de facto, uma pandemia desta gripe. Ela esta provada de forma clarissima e de forma objectiva. Para isso bastou que tivesse sido detectada em todos os continentes em formas de contagio primarias e secundarias.

Ja quanto ao perigo da mesma, creio que nunca nenhuma autoridade de saude disse de forma clara que esta gripe era sem duvida perigosa e com um potencial de mortalidade elevado. O que foi dito e repetido e que, dadas as suas caracteristicas, o virus poderia mutar-se de forma a tornar-se altamente perigoso. Esta situacao nao mudou. Tambem foi dito que o periodo potencialmente mais perigoso seria o do Inverno no Hemisferio Norte, devido ao facto de ser mais populoso e ter tambem zonas de enorme densidade populacional. Isto associado a ser no hemisferio norte que exisitiram os alertas anteriores (ha um medo obvio que este virus obtenha genes do virus da gripe das aves).

Nada disto mudou.

Ha razoes para ter preocupacoes? Sim, ha. Ha razoes para barulho? Nao. Muito do problema surge de jornalistas cuja cultura cientifica e zero e qu se agarram aquilo que fizer mais barulho. Por outro lado ha uma cultura enraizada de desconfianca dos motivos das empresas farmaceuticas (que sao obvios: o lucro) e um habito enorme de ouvir apenas as asneiras propaladas por tipos que nao fazem ideia do que dizem (como as historias que dizem que a vacina provoca danos neurologicos).

Vamos com calma. Oucam-se os especialistas e depois cada um que decida. Se nao quiserem levar a vacina, tudo bem. Mas isso e uma escolha pessoal. Nao venham e depois dizer que nao foram avisados caso contraiam a doenca numa forma mais mortal.

Peco desculpa pela falta de acentos e cedilhas, mas naos os tenho disponiveis neste teclado de onde escrevo.

PS - tambem recusam dar as vacinas da poliomielite, tuberculose, etc, aos vossos filhos? Nao? Pois.
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De Paulo Quintela a 28.10.2009 às 22:57

Simples, claro, directo, esclarecedor, sem explorar medos atávicos e sem desculpabilizar comportamentos. Muito bem.

Um dos problemas deste país é o complexo Marcelo Rebelo de Sousa, todos discorrem sobre tudo, saibam ou não daquilo que falam.
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De João Carvalho a 28.10.2009 às 23:13

Já cá faltava ao tema o João André. Pois bem: acho que consigo manter o que escrevi e receber com agrado o seu comentário. Excepto no que respeita aos jornalistas, que são os culpados do costume. O mau jornalismo que aqui e ali se faz não tem inibido as autoridades - internacionais, designadamente - de lançar grande alarme ciclicamente. Um-terço dos europeus afectados? Pode ser, mas não gosto de adivinhos metidos a cientistas. Julguei que a 'gripe das aves' já lhes teria ensinado alguns princípios relacionados com o senso comum. E também não me agrada ver a OMS muito perto das farmacêuticas multinacionais.
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De Francisco a 29.10.2009 às 08:14

Caro João, a gripe das aves foi tudo o que os especialistas disseram que era. E precisa da atenção e mobilização global que foi pedida. Só ainda não foi foi tudo de mal que se lhe associava como potencial - mais uma vez não foi uma catástrofe de soltar homossexuais escondidos - mas os jornalistas (e/ou editores, vá!) foram os únicos a anunciar isso.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 09:14

Não, Francisco, a 'gripe das aves' não foi nada do que as autoridades anunciaram. Não limpou um-terço da população mundial. E os jornalistas não anunciam coisas destas: por muito que possam explorá-las, apenas transmitem, não anunciam.
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De Francisco a 29.10.2009 às 11:12

Depois de uma transcrição, um título e mais umas quantas transcrições onde é que acha que podem parar as seguintes afirmações sobre a gripe aviária?
"pode afectar um terço da população mundial"
"tem uma taxa de mortalidade de mais de 50%"

Deixo-lhe um exemplo fresquinho que atesta a frequência, facilidade, generalidade e negligencia com que isto acontece. O exemplo é de ontem sobre um assunto que entrou à poucos dias no ideário nacional:
"Ganância pelo dinheiro acaba por dar cabo das pessoas"
Padre Fernando Guerra já celebrou ontem missa. Em Gralhas, terra natal, não goza de grande simpatia
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1403499&seccao=Norte

A diferença entre o implícito e o explicito é enjoativa. É procurada com negligencia menorizando as consequências e as reacções que provoca entre aqueles não lêem o resto da notícia com bloco de apontamentos. E isso, caro João, é ditado pela folha de salários em prejuízo da ética deontológica da profissão professada.
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De Francisco a 29.10.2009 às 11:26

há.. com h!

E concordo na proximidade da OMS das corporações farmacêuticas. Há muito que defendo que os médicos deviam ter mais apoios para investigação para obter curas em vez de tratamentos... mais suporte, mais tempo e menos liberalismos para enriquecerem sem limite. Em Portugal há anos que se põe a hipótese de fazer uma fábrica de vacinas da gripe mas há quem acuse nisso excesso de estatismo. A lógica do lucro não funciona sempre.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 11:56

Estamos de acordo no essencial, Francisco. O que não retira o que escrevi no 'post', certo?

Quanto ao exemplo de jornalismo que cita, tamb~em estamos de acordo e eu já o tinha dito: há mau jornalismo e tem estado a piorar; as generalizações é que me afligem por injustas. Além disso, no caso em apreço, nenhum jornalista anuncia os males das epidemias: apenas transmitem o que as autoridades anunciam, com as parangonas do que lhes parece mais forte, como é natural.
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De Francisco a 29.10.2009 às 13:59

Estamos de acordo no essencial, sim! Não retira nada ao 'post'.
Discordamos é na aceitação de que os jornalistas anunciem com as parangonas o que lhes parece mais forte de entre o que lhes foi anunciado. Eu não acho isso natural, acho negligente.
Exemplo: hoje joguei no totoloto que esta semana tem jackpot de 7 mihões, acho abusivo que se diga que tenho mão em 7 milhões.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 15:39

Não discordamos profundamente. Mas faz parte das regras elementares iniciar uma notícia pelo mais importante, que determina o 'lead' e do qual, por sua vez, resulta o título.
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De Joao Andre a 29.10.2009 às 16:04

Caro Joao, obre o papel dos jornalistas eu escrevi:

"Muito do problema surge de jornalistas cuja cultura cientifica e zero e que se agarram aquilo que fizer mais barulho".

Mesmo sem acentos penso que e obvia a diferenca entre o que ai esta e a seguinte frase:

"O problema surge dos jornalistas, cuja cultura cientifica e zero e que se agarram todos aquilo que fizer mais barulho"

Ve a diferenca? E obvio que sim. Basta mudar uma ou outra coisa na frase e a sua reaccao seria justificada. Eu nao generalizei. Escrevi que muito jornalistas sao absolutamente ignorantes em termos cientificos e outros tantos (que sao muitas vezes os mesmos) se agarram ao sensacionalismo.

Quanto a questao da cultura cientifica, ai posso ser mais duro. A esmagadora maioria das noticias de caracter cientifico que surgem nos media nacionais demonstram um cultura cientifica quase nula. Nao digo que e o caso do Joao ou dos outros jornalistas que aqui escrevam. Nem sequer nomeio ninguem. Apenas afirmo (r-re-re-afirmo, se me perdoa esta insistencia) que a falta de cultura cientifica e brutal e preocupante. Mas tambem nao e de estranhar, num pais onde as pessoas escolhem tantas vzes ir para as letras para "fugir a matematica" e nunca mais veem nada que se aparente com ciencia no resto da sua vida.

Digo isto com relativamente bom conhecimento de causa: sou engenheiro e cientista com uma enorme curiosidade por disciplinas diferentes e que vai a procura das explicacoes sempre que possivel. Nem sempre as entendo, mas quando isso sucede nao escrevo sobre elas. Muito menos profissionalmente.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 16:53

Entendido. Mas sem esquecer que os jornalistas ainda são, muitas vezes, 'especialistas em generalidades': têm de captar...
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De Francisco a 29.10.2009 às 17:06

Subscrevo.
Na minha área técnica, 90% do que é dito está errado ou descontextualizado e induz conclusões que prejudicam a interpretação da notícia.
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De João Carvalho a 29.10.2009 às 19:01

É o que me cheira, Francisco.
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De Maresia a 30.10.2009 às 10:22

Está melhor o rapaz... A febre já foi!
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De João Carvalho a 30.10.2009 às 10:41

Ficamos todos muito satisfeitos por saber, Maresia. Diga-nos depois quando o dia-a-dia regressar ao normal.
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De Maresia a 30.10.2009 às 12:29

Para já e até terça estamos em prisão domiciliária e isolamento. O meu filho mais velho, caloiro na capital, vai ter quer ir para casa da avó, de acordo com as ordens do médico, porque ainda há perigo de contágio. E vamos lá a ver se eu me safo...
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De João Carvalho a 30.10.2009 às 13:54

Uma mãe tem sempre resistências especiais. Espero que acabe tudo depressa e sem mais contrariedades.

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