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Estou sempre a (des)aprender com o Pedro Picoito. Agora fiquei a saber que criticar Luís Filipe Menezes era um "dever cívico". E ele, que leva estas coisas do "dever cívico" muito a sério, empenhou-se no seu exercício, como todos nos lembramos. Que o Pedro Picoito não perceba a contradição, ou a duplicidade de critérios, é que me espanta. Ele reclama para si, ao abrigo do "dever cívico", a legitimidade e a obrigação de criticar Menezes. Ele, claro, é que define o que é "dever cívico". Pior. Ele tem o "dever cívico" de criticar Menezes, mas os outros, se criticarem Manuela Ferreira Leite -- notem, já não se trata de exercer o tal dever cívico... -- estão a fazer fretes ao PS ou a cuidar dos seus interesses pessoais. (Sim, porque ele, puro, qual cruzado ao serviço da sua fé, não se corrompe, nem desce ao nível mundano...) Se isto não é um efeito secundário do fétiche pelo cheiro a napalm que tanto gozo dá ao Pedro Picoito...
Mais. O Pedro Picoito é que sabe o que é o "melhor para o país". Logo, a posição dele é que é legítima e, em sentido contrário, quem ousa discordar de si está condenado ao inferno. Sim, porque ele não se "arrepende" de nada, nem confunde o seu "particular messias" com o futuro do seu partido. Teologia à parte, a al-Qaeda bem que gostaria de recrutar o Pedro Picoito para as suas operações na Península Ibérica. A linguagem é a mesma. O combate entre o bem e o mal também. Estamos no domínio puro do irracional e da fé. Heresia: vou ali rezar cinco Pais Nossos e dez Avé Marias e volto já, se entretanto o Pedro Picoito não me excomungar. E como ele gostaria...
Adenda
Pormenores da vida das democracias consolidadas...