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Deus Pinheiro

por Jorge Assunção, em 16.10.09

Um não caso transformado em grande caso pelos que querem correr com Ferreira Leite da liderança do PSD. Tem um valor simbólico negativo? Certamente. Mas, objectivamente, qual é a diferença entre ter lá Deus Pinheiro ou Pedro Rodrigues? Nenhuma. Votei em Bacelar Gouveia quando decidi votar PSD aqui no Algarve? Obviamente que não. Ficaria muito incomodado se Bacelar Gouveia renunciasse ao mandato? Não, ficaria até agradado.

 

Estabeleçam círculos uninominais, deixemos de ter (na sua maioria) ovelhas na Assembleia da República, e depois logo falamos sobre questões relativas aos deputados como se fossem um assunto político muito sério neste país.


17 comentários

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De Alvaro Redol a 16.10.2009 às 11:58

O problema não é a falta que o Deus Pinheira possa fazer a Braga. O problema é o desmascaramento da "política de verdade".
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De Jorge Assunção a 16.10.2009 às 12:11

A "política de verdade" morreu há muito tempo. Estar constantemente a desmascar o já desmascarado reveste-se de muito pouco valor.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 11:59

Sem dúvida, Jorge. Porém, até que sejam estabelecidos círculos uninominais, não desisto da minha conclusão: Deus Pinheiro teve o desplante de nem sequer disfarçar mantendo-se deputado durante uma primeira fase e de nem sequer ter o trabalho de inventar um motivo.

Muito mais do que deselegância, é claro que ele andou a fazer pouco do eleitorado, com a agravante de ter aceitado ser cabeça-de-lista numa cidade. É evidente que ele está-se nas tintas para tudo e todos e que já nada tem a esperar da política, porque já não precisa. Mas nunca mais me falem dele seja para o que for.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 12:04

Aproveito para lembrar que estou pouco interessado em saber se a líder do PSD é ou não substituída. Para mim, o caso de Deus Pinheiro existe pelo que tem de óbvio: quem se quer respeitado, tem de dar-se ao respeito. Ele demonstrou uma enorme falta de respeito.
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De Perplexo a 16.10.2009 às 12:16

A falta de respeito pelo eleitorado de Deus Pinheiro (é evidente que ele nunca pensou em assumir o cargo) é um caso, sim senhor. É um caso para nos lembrarmos de nunca mais prestar atenção ao que esse senhor diga ou faça. É um caso para nos lembramos das escolhas de Ferreira Leite, entre indigitados em casos de polícia e inúteis que andam a gozar com o pagode.
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De ariel a 16.10.2009 às 12:23

Ora bem João, "quem se quer respeitado, tem de dar-se ao respeito". Não deveria ser necessário lembrar o básico, infelizmente temos sempre surpresas.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 12:33

Tal-qualmente. Por isso, como o nosso Jorge deu o facto como «um não-caso transformado em grande caso» lá pelas hostes do PSD e referiu o seu «valor simbólico», achei que precisava de esclarecer. É que o facto, para mim, é um caso mesmo e eu nada tenho com as internices do partido. Afecta-me? Sim, pelo valor simbólico que representa e pelo valor real que o político deu às eleições; aos eleitores e ao País. Ou seja: para ele, valem zero.
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De Luís Lavoura a 16.10.2009 às 12:30

"nunca mais me falem dele seja para o que for"

Para mim já há muito tempo que Deus Pinheiro estava politicamente morto. Ele foi o gajo que teve o desplante de escrever uma carta à ministra do Ambiente sobre a necessidade da existência de um restaurante na praia do Ancão, no Algarve, com um texto a dizer qualquer coisa do género "que mal tem que umas pessoa de boas famílias possam estar calmamente sentadas num restaurante enquanto os seus filhos brincam na praia". Ou seja, é um gajo para quem uma praia seleta, que ele frequenta, deve ficar isentada das regras que se aplicam a todas as outras.
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De Luís Lavoura a 16.10.2009 às 12:26

Concordo com o primeiro parágrafo (e não sou do PSD). Ninguém cá em Portugal vota num deputado, nem mesmo no cabeça-de-lista. A maior parte das pessoas nem sabe quem é o cabeça-de-lista pelo seu distrito, quanto mais os outros candidatos. De qualquer forma, os deputados seguem em geral a disciplina de voto, e não apresentam discursos diferenciados. É igual ao litro.

Não concordo com a ideia de círculos uninominais, a não ser que haja simultâneamente um círculo nacional que restaure a proporcionalidade. De resto, os círculos uninominais não servem para nada. A maior parte das pessoas teria tão pouco conhecimento da atuação diferenciada do deputado do seu círculo como atualmente tem. Continuaria a ser igual ao litro.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 12:36

Permito-me sugerir-lhe que repare nos meus comentários acima, relacionados com o seu primeiro parágrafo: uma coisa é a subjectividade do que acaba de escrever, outra coisa é a objectividade do caso concreto.
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De Pedro Correia a 16.10.2009 às 12:26

Caro Jorge, há neste caso uma questão de elementar falta de ética política. Azar: quem pôs as questões de ética política - em nome da 'política da verdade' - na primeira linha do debate político nestes últimos meses foi precisamente a líder do PSD, que escolheu JDP como cabeça de lista por Braga. Confirma-se: Manuela Ferreira Leite não está fadada para fazer listas eleitorais.
Bacelar Gouveia tem pelo menos uma vantagem em relação a Deus Pinheiro: passadas 24 horas, ainda não renunciou ao mandato para o qual foi eleito.
Os nomes dos cabeças de lista são irrelevantes? Não foi isso que me constou durante as eleições europeias de Junho: os analistas elogiaram Paulo Rangel como cabeça da lista laranja, creditando-lhe boa parte da vitória.
Quanto aos círculos uninominais, cada vez estou mais de acordo com eles. Para que não volte a ser possível haver listas encabeçadas por potenciais desertores da primeira hora, como agora sucedeu com Deus Pinheiro.
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De Ana Cleto a 16.10.2009 às 14:12

Continua a pescadinha de rabo na boca...
Ainda não vi, por aqui, comentário melhor sobre o assunto Deus Pinheiro do que o de A. Pais de Almeida a um post de ontem.
O resto é conversa de chacha, se me permitem a expressão.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 15:34

É porque ainda não viu bem que o rabo é que morde a pescadinha, se me permite a expressão.
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De Ana Cleto a 16.10.2009 às 16:46

Isso é que é originalidade...
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 20:26

Também acho, Ana.
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De Ana Vidal a 16.10.2009 às 17:16

Registo a falta de ética e o total desrespeito da parte de uma figura que deve já tanto ao país. Se fico admirada? Isso já não, infelizmente.
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De João Carvalho a 16.10.2009 às 20:27

Estou contigo.

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