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A sobrevivência dos mais fortes

por Paulo Gorjão, em 08.10.09

Não é a primeira vez que, perante o risco potencial de uma epidemia, são elaboradas listas prioritárias para vacinamento. A mais recente abrange 5% da população. Neste caso o tema nem tem merecido grande atenção da população -- até porque as pessoas não interiorizaram a situação como sendo especialmente grave -- mas parece-me que seria útil uma reflexão mais aprofundada.

Explico-me. Juro que me faz um pouco de confusão que num Estado democrático se elaborem listas de primus inter pares, ainda por cima num tema tão sensível, listas essas cuja elaboração é ainda por cima relativamente opaca e definida burocraticamente. Em que medida tal não colide com um dos princípios fundamentais do Estado democrático e que é a igualdade de tratamento dos cidadãos?

Não sei, não sou especialista nestes temas, mas seria para mim, enquanto cidadão, reconfortante que a Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) -- que julgo ser a instituição adequada para o efeito -- reflectisse (se é que já não reflectiu) sobre isto. Seria útil que reflectisse a CNECV e a sociedade civil, bem entendido.


19 comentários

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De Carlos Barbosa de Oliveira a 08.10.2009 às 17:46

Por acaso parece-me uma medida esencial e nada discriminatória. Pelas razões que avança o Sérgio e ainda mais uma: muitos países ( incluindo os EUA) estão a fazer listas de prioridades, dada a impossibilidade de vacinar toda a gente e para evitar outros males, como a venda das vacinas em "leilão". Ou, ainda pior, entregar aos agentes de saúde essa tarefa.
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De Paulo Gorjão a 08.10.2009 às 17:49

Caro Carlos, como já disse e repito, o que me interessa é a forma e o conteúdo das listas e não propriamente a existência das listas per si.

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