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A sobrevivência dos mais fortes

por Paulo Gorjão, em 08.10.09

Não é a primeira vez que, perante o risco potencial de uma epidemia, são elaboradas listas prioritárias para vacinamento. A mais recente abrange 5% da população. Neste caso o tema nem tem merecido grande atenção da população -- até porque as pessoas não interiorizaram a situação como sendo especialmente grave -- mas parece-me que seria útil uma reflexão mais aprofundada.

Explico-me. Juro que me faz um pouco de confusão que num Estado democrático se elaborem listas de primus inter pares, ainda por cima num tema tão sensível, listas essas cuja elaboração é ainda por cima relativamente opaca e definida burocraticamente. Em que medida tal não colide com um dos princípios fundamentais do Estado democrático e que é a igualdade de tratamento dos cidadãos?

Não sei, não sou especialista nestes temas, mas seria para mim, enquanto cidadão, reconfortante que a Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) -- que julgo ser a instituição adequada para o efeito -- reflectisse (se é que já não reflectiu) sobre isto. Seria útil que reflectisse a CNECV e a sociedade civil, bem entendido.


1 comentário

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De john a 08.10.2009 às 16:32

Paulo,

sem ser um entendido na matéria (longe, longe disso), creio que as listas prioritárias de vacinação fazem algum sentido. Médicos e enfermeiros, por exemplo: são estas profissões que vão lidar diariamente (já lidam...) com os casos de doença (e com outras doenças), e que por isso têm de estar mais protegidos contra ela. Bombeiros e polícias, provavelmente por questões de segurança pública. Pessoas que sofram de doenças que encaixem nos perfis de risco (ou mesmo os casos de gravidez, que obviamente não são doença!), ou seja, pessoas que corram risco de saúde acrescido caso sejam infectadas pelo vírus. Não creio por isso que se trate de democracia, ou de falta dela. Como o nome indica, trata-se de definir prioridades para evitar estragos maiores. Prevenção, se preferir. É apenas necessária por ser impossível vacinar a população inteira. Mas isto, note, é apenas a minha opinião.

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