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Espanha e Portugal

por Pedro Correia, em 07.01.09

O Partido Comunista de Espanha, que em 1996 chegou a eleger 21 deputados, com 10,54% dos votos, sob a sigla IU – Esquerda Unida – está hoje reduzido a dois parlamentares no Congresso em Madrid e fragmentado em várias tendências, cada vez mais microscópicas, cada vez mais irreconciliáveis. Nas legislativas de Março de 2008, obteve apenas 3,77% dos votos – e um dos dois deputados que elegeu nem sequer é militante comunista. O outro é o coordenador-geral cessante da IU, Gaspar Llamazares, que deixou estas funções por vontade própria, embora conserve o lugar no Parlamento. O PCE tornou-se uma força quase residual. Nada que se pareça com o partido que chegou a fazer tremer a ditadura de Franco e a ter uma considerável influência na vida intelectual e sindical de Espanha.

Lá é assim. Por que motivo será tão diferente em Portugal?


29 comentários

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De Anónimo a 07.01.2009 às 12:56

Se calhar, os de lá renegaram o estalinismo e são críticos da Coreia do Norte, Cuba, Vietname, Laos.

Por aqui, ser apoiante dessas 'democracias' ajuda a subir nas sondagens e nos votos.
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De Odete Pinto a 07.01.2009 às 13:06

Por que motivo será tão diferente em Portugal?

De facto é a grande pergunta que que muitas vezes faço.
As respostas que (me) dou, são estas:

1.Muitas pessoas nasceram ou eram pequenas, quando do 25 de Abril.
2.Outras viveram esse período, mas não percebiam nada ou não se interessaram sobre o que passava.
3.Outras ainda devem achar, por ignorância ou talvez não, que as críticas que eles fazem ao(s) governo(s) são justíssimas e que, portanto eles fariam tudo MUITO melhor, ou mesmo óptimo!
3.A comunicação social ajuda muito. Há pouco tempo, nas Tv's, numa notícia sobre a possível ilegalização, pela Audiência Nacional espanhola, do partido comunista das terras bascas, e destituição de membros seus de autarquias naquele território, por evidentes ligações e apoio à ETA, NUNCA foi referido o nome desse partido.
4.A iliteracia e ignorância de muita gente.
Haverá muitas outra razões certamente.
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De João Carvalho a 07.01.2009 às 13:37

É que há mesmo muitas outras razões. A incompetência e a mentira, por exemplo, fomentam a descrença nos partidos do chamado 'arco governamental'.
No topo da lista de razões, porém, eu colocaria esta: corrupção. A corrupção galopante está a arrastar Portugal para níveis vergonhosos e a inconsequência da maioria dos casos conhecidos (que constituem seguramente a parte menor da realidade escondida) é um convite à continuidade.
Deixar à Procuradoria-Geral da República o combate à corrupção e não se adequar a legislação e meios para o efeito é manter uma guerra com armas desiguais. Com os resultados óbvios que sobrecarregam os contribuintes, que desprestigiam o País e que empecilham qualquer sonho de desenvolvimento...
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De Odete Pinto a 07.01.2009 às 20:04

Gostava muito de ter sólidos conhecimentos jurídicos, mas infelizmente não tenho.
Fiz uma breve consulta no Google (podia ir ao portal do governo, mas preferi não o fazer) e encontrei isto:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=276301&visual=26
Claro que a corrupção é, ainda, uma questão muitíssimo preocupante e extremamente prejudicial à democracia e ao desenvolvimento do país, inclusive a nível económico.
Mas parece que se tem feito mais nos últimos anos do que alguma vez foi feito.

Entretanto, lembrei-me de mais uma razão para os + de 10% de votos naquele partido:
Só apresentam, sempre, uma das faces da moeda; a "outra" face fica sempre escondida.
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De tric a 07.01.2009 às 13:58

eu não sei, mas sei de uma pessoa que é capaz de lhe explicar, é um escritor escritor espanhol que escreve em português que até ganhou um Nobel e que tem "dupla nacionalidade". Em Portugal é militante do Partido Comunista em Espanha é militante do PSOE.
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De Antifassista a 07.01.2009 às 21:14

Esse gajo é uma besta.
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De mike a 07.01.2009 às 14:08

Ora Pedro, há jóias da coroa que convém preservar...
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De rms a 07.01.2009 às 14:54

E lá é que está bem?
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De Virgínia a 07.01.2009 às 15:49

Os Espanhóis são espertos e devem ter dado a esses 21 comunistas, "um bom tacho" em Grandes Empresas. A partir do momento em que passaram para o "lado de lá", esqueceram tudo e, agora, só pensam no fim do mês com os bolsos cheios. O Comunismo já era....
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De Joana Lopes a 07.01.2009 às 15:51

Penso que isso se explica por um lado pelo nosso maior atraso, por outro (ou outra versão do mesmo) pela força sindical esmagadore que o PC continua a ter.
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De r a 07.01.2009 às 15:54

Excelente pergunta!!! e parabéns pelo Blogue.

Por cá vão-se mantendo à conta da maioria dos sindicatos ortodoxos e a troco de uns garrafões de vinho em dia de greve... a ver vamos até quando...

http://fait-divers.blogs.sapo.pt/
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De Pedro Correia a 07.01.2009 às 23:50

Obrigado pelas suas palavras (e pela citação que nos fez no seu blogue).
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De Vasco Quadros a 07.01.2009 às 16:23

Boa tarde caríssimo Sr...
Da mesma forma que a ignorância é uma afronta à democracia, a questão por si colocada, revela a forma limitada, quadrada e demagoga com que respeita a opinião do povo e de partidos eleitos democraticamente.
Ou tudo isso é apenas uma semente para que floresça a monarquia... ?
Cumprimentos.
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De João Carvalho a 07.01.2009 às 20:08

Que comentário mais estapafúrdio.
Primeiro, não se percebe por que é que «a ignorância é uma afronta à democracia», quando há tantos 'ignorantes' por aí e até em lugares de responsabilidade sem qualquer capacidade para fazer perigar o regime.
Depois, a opinião aqui também faz parte da opinião popular.
Finalmente, a monarquia não precisa de sementes, porque nasceu por cá há mais de oito séculos sem ser semeada. Nuns casos subsistiu, noutros não, mas uns e outros não trouxeram qualquer mal ao mundo.
Deixe os quadrados e outras geometrias e apareça mais vezes, Vasco. Vai ver que a álgebra e muitas outras disciplinas variadas que cabem aqui só irão fazer-lhe bem.
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De Pedro Correia a 07.01.2009 às 23:51

Responderia com gosto à sua pergunta se a tivesse entendido. Assim terá de ficar para a próxima.
Cumprimentos
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De salvoconduto a 07.01.2009 às 16:43

Um motivo muito simples, a histórias e actuação nos seus países são bem diferentes.

Goste-se ou não.

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