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Paulo Rangel

por Jorge Assunção, em 01.10.09

A sua ascensão política no PSD terá sido das poucas coisas boas que a liderança de Ferreira Leite deixa ao partido. Num partido com tantas derrotas eleitorais no passado recente, ter alguém que já demonstrou saber ganhar eleições é uma mais valia. O PSD, nestes tempos difíceis e recheados de mediocridade, não se pode dar ao luxo de manter Paulo Rangel 'exilado' em Bruxelas. Se me é permitida uma última nota de solidariedade para com Manuela Ferreira Leite, a confirmação do cenário aqui retratado seria do meu agrado.


14 comentários

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De Sérgio de Almeida Correia a 01.10.2009 às 12:01

Jorge,

Estou de acordo com a primeira parte, quanto à herança, mas será que esse cenário é uma continuação da "política de verdade"? Sem ironia.
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De Jorge Assunção a 01.10.2009 às 13:22

Sérgio,

não vejo porque não. Embora, e aproveitando a deixa, esses jogos florais: "política de verdade", "asfixia democrática" e outras coisas tais, fazem parte do legado negativo de Ferreira Leite e é bom que o maior partido da oposição se livre deles.
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De Pedro Correia a 01.10.2009 às 12:08

Ferreira Leite 'ficar' até Maio é mais um serviço prestado não ao PSD mas ao PS. Rangel tem qualidades, sem dúvida. Mas Ferreira Leite decidiu exilá-lo em Bruxelas. Ou renuncia a ser deputado europeu, o que não é fácil de conceber, ou lidera o partido à distância. Há um mau precedente nessa matéria: Ribeiro e Castro à frente do CDS, num vaivém contínuo entre Lisboa e Bruxelas. Deu no que deu. O PSD precisa de um líder de nova geração, em dedicação exclusiva e de preferência com assento parlamentar em São Bento. Reunir estas características não é fácil, dadas as exclusões nas listas que a direcção Ferreira Leite operou.
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De Jorge Assunção a 01.10.2009 às 13:45

Pedro, daqui até Maio pouco acontecerá. Se Ferreira Leite vai embora agora ou em Maio é irrelevante, exceptuando para quem já se posiciona na guerrilha interna pela disputa do poder. Relevante é que se vá embora e isso, seja agora ou daqui a alguns meses, já é coisa certa. Quanto ao cargo de deputado europeu de Paulo Rangel, não me parece inconcebível que renuncie ao mesmo, como renunciaria caso fosse convidado para ministro de um governo liderado por Ferreira Leite. A política deve ser deixada aos mais competentes e estes, invariavelmente, ocupam cargos eleitos. Rangel quando se candidatou ao Parlamento Europeu não podia saber quando e se o cargo de liderança do PSD ficaria livre. Estando o cargo livre, faz todo o sentido que, sendo esse o seu desejo, se candidate a ele e, ganhando, tome a decisão que bem entender sobre a sua presença enquanto deputado europeu.

Quanto ao exemplo de Ribeiro e Castro a principal dificuldade deste não teve origem no vaivém contínuo entre Lisboa e Bruxelas, mas no facto do partido estar cheio de anti-corpos à sua liderança. Anti-corpos bem visiveis na bancada parlamentar que tinha uma agenda que não era conciliável com a do então líder.

Quanto ao que o PSD precisa, estou mais preocupado com aquilo que não precisa: ser liderado por Pedro Passos Coelho. Entretanto, entre todos os candidatos que se perfilam, a minha preferência vai para Rangel.
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De john a 01.10.2009 às 15:06

Quanto ao que o PSD precisa, estou mais preocupado com aquilo que não precisa: ser liderado por Pedro Passos Coelho. Entretanto, entre todos os candidatos que se perfilam, a minha preferência vai para Rangel.

Tem toda a razão. No entanto, o PSD é, como se sabe, um "saco de gatos". Ninguém se entende ali. Não sei se Rangel será consensual o suficiente. Para Passos Coelho não será certamente, e este continuará a ser uma pedra no sapato de qualquer líder que não seja... ele mesmo.
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De mdsol a 01.10.2009 às 12:11

Tenho algum receio de que o princípio de Peter ....

:)))
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De Jorge Assunção a 01.10.2009 às 14:02

mdsol,

eu tenho mais receio da aplicação do princípio de Dilbert, segundo o qual os menos competentes são os promovidos dentro de determinada organização. :)
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De mdsol a 01.10.2009 às 17:06

Completam-se os receios. Mas, se bem entendo, o p. de Dilbert implicará que se promovam as pessoas para os cargos onde causam menos danos... Venha o diabo e escolha o efeito destes princípios...
:)))
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De Francisco a 01.10.2009 às 13:21

Paulo Rangel líder do PSD...
Acredita-se então que Rangel mudou de partido por afinidade política. Assumem-se as afirmações que produziu sobre a ética. Mais energia, mais afabilidade e maior combatividade.
As minhas preferências para o projecto PSD não iriam por aí.
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De Jorge Assunção a 01.10.2009 às 14:08

"Mais energia, mais afabilidade e maior combatividade."

Mais conteúdo e menos plástico. Era mais por aqui que eu ia.
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De Francisco a 01.10.2009 às 15:40

Quando penso em renovação do PSD, penso em (re)adquirir competências como comunidade e como organização. Especialmente readquirir competências de fazer - fazer como antítese de desfazer, sublinho - fazer a partir da oposição; elevar a parada; empoderar os portugueses. Quando o PSD estiver aí, tudo o resto virá por definição e por acréscimo.
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De Pedro Correia a 01.10.2009 às 15:26

Jorge: há muito que defendo que o PSD é um partido irreformável - desde logo por serem pelo menos dois partidos dentro de um só: um claramente conservador, com pulsões populistas, outro de centro-esquerda e matriz social-democrata atravessada por um tímido libralismo. Os 5 líderes que teve nos últimos 5 anos sao uma boa prova de que o partido não tem emenda: já se fala no sexto líder que aí vem e ainda antes de se saber quem é já conta com adversários internos irredutíveis, o que diz tudo sobre o PSD.. Mas não é mau, para o sistema político português, que o PSD esteja em crise. É tempo de Portugal se normalizar também nesta matéria - ter um partido claramente de centro-esquerda, como é o PS, e um partido claramente conservador, como é o CDS. Os partidos híbridos, como o PSD, têm cada vez menos razões de existir. É certo que houve Sá Carneiro. Mas morreu há quase 30 anos e a sua herança há muito que foi delapidada.
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De João Carvalho a 01.10.2009 às 15:55

Um partido, de resto, com outra contradição curiosa: começou por ter a designação de «popular» quando era social-democrata e reformou-a para «social-democrata» precisamente quando optou por ser definitivamente um partido popular.
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De Chloé a 01.10.2009 às 20:41

De acordo. Mas na ânsia do funeral ainda ninguém avaliou bem a herança, como se o 'de cujus' só deixasse dívidas....
Há mais coisas boas, há mais.
Faça-se justiça.

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