Qualquer pessoa sã de cabeça, decente, com bom senso e amor ao país, sim amor a esta desgraça de país, percebe que qualquer dos textos que refere estão cobertos de razão. E isso, para a minha lucidez, é trágico.
Muito bem. Sublinho estas palavras do Henrique: "Isto não é assunto para divisões primárias entre esquerda e direita, isto não é assunto para barricadas, com a esquerda com Sócrates, e a direita com Cavaco. Isto é demasiado importante para isso. Está em causa algo superior ao 'direita vs. esquerda'."
Ariel mais uma vez coloco idem idem aspas aspas no que diz. E, no seguimento do comentário que deixei no post abaixo do Pedro Correia, atrevo-me a continuar o raciocínio: Tal como no jogo em geral, também no combate político, ninguém suporta quem é manhoso e tenta "driblar" as regras. Seja com intrigas, seja com manobras diletantes que não enfrentam, de caras, o estabelecido. Suporta-se melhor quem declaradamente não cumpre as regras e se sujeita às consequências desse incumprimento. Porque estes aceitam essas mesmas regras, só que, num dado momento, infringem-nas, quem sabe se por falta de talento para as cumprir. Os manhosos nem sequer as aceitam. Tentam passar por entre as pingas das suas exigências, se possível com ar sofrido de quem se esfalfa para as garantir. Dissimulados, são eticamente perversos. Por isso, não merecem jogar. Eu, que não gosto nada de ambos, suporto neste momento muito melhor a Manuela Ferreira Leite do que o PR.]
Agora sou eu que ponho idem idem aspas aspas aspas Maria do Sol. E aproveito também para sublinhar o comentário da maloul . Não só houve distintíssimos intelectuais a fazer campanha panegírica por esta nódoa , como gente de esquerda, que votou nele. Aos meus amigos nestas circunstancias nem lhes telefono tão cedo para não os embaraçar.
Claro que agora estamos todos de acordo, mas alguém o elegeu. Houve distintíssimos intelectuais a fazer campanha panegírica por esta nódoa sobejamente (esta passa, Pedro?) conhecida. Por amor de Deus! Este senhor foi 1ºministro cerca de 12 anos e não mudou nada. É mais do mesmo.