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O ódio move montanhas

por Pedro Correia, em 30.09.09

   

 

O ódio é uma poderosa força motriz que jamais deve ser subestimada. Muito menos na vida política. O ódio faz congregar esforços, mobilizar vontades, mover montanhas. Sem ódio quase toda a actividade política estaria condenada ao fracasso. Sem ódio talvez até nem houvesse política. É certo que existiram Gandhi e Luther King. Mas esses, como é sabido, acabaram mal.

 

Imagem: Robert Mitchum no filme A Sombra do Caçador (The Night of the Hunter, 1955)

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19 comentários

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De Ricardo Sardo a 30.09.2009 às 00:43

Excelente post, Pedro. Curto mas conciso, objectivo e directo ao assunto. Infelizmente, o ódio move montanhas. Veremos é que montanhas serão movidas nos próximos dias...
Abraço.
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:42

Veremos, Ricardo. Nos próximos dias, nas próximas semanas, nos próximos meses.
Abraço
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De ariel a 30.09.2009 às 00:44

Mandela está vivo Pedro. Mas tem razão no que diz. Não consigo imaginar o que vai ser o futuro deste desgraçado país.
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:43

Mandela está vivo, Ariel. Felizmente. É a excepção que confirma a regra.
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De mdsol a 30.09.2009 às 20:06

Mandela sim, Ariel. O meu herói.
:))
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De Pedro Correia a 01.10.2009 às 00:49

Meu também. Ao contrário do que alguns dizem, ainda há heróis.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 30.09.2009 às 00:47

Até me arrepiei ao ler este post, Pedro! Transposta essa tua observação para a situação actual do país, o futuro pode ser muito negro!
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:43

Isto é um princípio geral, que vale para as mais diversas circunstâncias, Carlos. E, sim, vale também para esta.
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De CPrice a 30.09.2009 às 09:17

Certeiro. E ao mesmo tempo, como já foi referido, algo "assustador". Ontem, depois de ouvir a comunicação do Senhor Presidente fiquei presa em duas palavras, repetidas com que iniciou duas frases .. "forçado". Deu-me que pensar ..

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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:44

Está a dar muito que pensar, Catarina. Não necessariamente pelos melhores motivos.
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De Luís Lavoura a 30.09.2009 às 10:27

Gandhi não acabou mal. Morreu assassinado com mais de 80 anos de idade e depois de ter enfrentado vitoriosamente muitos inimigos políticos perigosos. Tomara muita gente morrer com essa proveta idade.

Luther King acabou mal, é certo, mas não pior do que Malcolm X, o outro grande líder negro, que era bem mais motivado por ódio do que King.
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 10:38

Gandhi foi assassinado aos 78 anos por um fanático hindu: o ódio não funciona só em campos políticos opostos.
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De mdsol a 30.09.2009 às 15:28

Acho que percebo o espírito do post. Porém, antes de chegar ao ódio de que fala o Pedro, diria o seguinte: a disputa política tem, e bem, uma forte componente agonística. Esta condição remete para a necessidade de táctica, estratégia e outros elementos associados à necessidade de ganhar ao opositor. Assim se enquadra a forte componente lúdica da política, em que a ordem e a tensão inerentes à actividade política conduzem às suas próprias regras e remetem, a partir daqui, para um conteúdo ético incontornável.
O problema não estará pois na componente agonística da disputa política, cheia de representações, cálculo, "exibições/ simulações”", destrezas que facilitam levar a água ao moinho... Enquadrada num forte conteúdo ético imanente à sua natureza, é uma disputa institucionalizada e integrada na vida social. O problema está na corrupção desta componente, manifestada em violência (ataques pessoais de toda a natureza que chegam à violência física), manha (intrigas, invenção de factos, deturpação deliberada das acções do opositor, modos de fazer que não se inscrevem nas regras próprias deste “jogo”), desejo de poder a qualquer preço, mesmo que não se conquiste de acordo com as regras estabelecidas. Se, no limite, a corrupção da componente agonística, descamba para o ódio de que o Pedro fala, perde-se por completo o sentido institucional desse combate, que se torna num campo aberto de luta das paixões e dos ódios pessoais. Deixar que o ódio fale é a subversão absoluta dos ganhos desta civilização e da nossa cultura. É uma contribuição decisiva para a agonia “disto” tudo…

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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 15:30

Era precisamente aí que eu pretendia chegar, Maria do Sol. Felicito-a pela excelente - e certeira - reflexão que aqui nos deixa.
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De mdsol a 30.09.2009 às 15:35

Obrigada Pedro. Muito.

:)))
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De ariel a 30.09.2009 às 16:37

Minha cara Maria do Sol, excelente comentário o seu. Fica já aqui o meu voto, à consideração do Pedro Correia, para o comentário da semana.
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:44

Não serei eu a escolhê-lo esta semana, mas assino por baixo, Ariel.
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De ana cristina leonardo a 30.09.2009 às 17:37

Pedro, não faço ideia se o ódio move montanhas. Agora de uma coisa tenho a certeza: o Robert Mitchum levava-me ao Everest!
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De Pedro Correia a 30.09.2009 às 19:45

O Mitchum deste filme espero que não, Ana Cristina.

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