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Legislativas (47)

por Pedro Correia, em 28.09.09

 

 

LIÇÕES A TIRAR

 

A arrogância no Governo custou meio milhão de votos - e o adeus à mais sólida maioria do PS de todos os tempos.

 

A incompetência na oposição custou mais uma derrota eleitoral ao PSD - a quarta das últimas cinco eleições legislativas.


5 comentários

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De Carlos Pimentel a 28.09.2009 às 12:22

Eu retiro outra: a indespensável refoma na Educação e consequente alteração do stato quo dos professores alienou meio milhão de votos, mas nem por isso uma refoma que era essêncial dexou de ser feita; teria sido muito mais fácil para o governo pouco ou nada ter mexido na Educação, mas optou de forma diferente. Assim, onde o Pedro vê arrogância, eu vejo coragem.

Quanto ao PSD, enfim, sem comentários.
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De Pedro Correia a 28.09.2009 às 12:24

Não viu arrogância, Carlos? Nem um bocadinho muito pequenininho?
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De Carlos Pimentel a 28.09.2009 às 12:32

Muito mas por parte de alguns titerezinhos da A.P., como aquela fulana da DREN e outros, mais papistas do que o Papa, do que da parte de Sócrates e do Governo em si.
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De Carlos Pimentel a 28.09.2009 às 12:51

Já agora Pedro, a propósito da arrogância não posso deixar de me lembrar de que este é um conceito altamente relativo, nomeadamente de cultura para cultura. Em Portugal, o que muitos vêem como arrogância, noutros países é visto como firmeza e auto-confiança. Lembro-me, no meu percurso universitário, que em Portugal 90 por cento dos meus colegas me considerava arrogante; isto porque eu não tinha papas na língua e quando considerava que um colega produzira uma observação errada não tinha quaisquer problema em o afirmar, claro que, sustentando a minha crítica. Ora isso, para 90 por cento dos meus colegas, era arrogância: “Vejam bem aquele, com a mania que sabe tudo, com a mania de que é esperto…”
Mais tarde, continuando os estudos em Inglaterra, encontrei uma realidade completamente diferente: ali, a crítica racional e vigorosa era até incentivada e ninguém se chocava se alguém interpelava outrem (inclusive professores), desde que demonstrasse racionalmente a validade da interpelação. A propósito disso mesmo, deixo aqui um link para um ensaio de Emerson, sobre self-reliance, que me parece pertinente:

http://www.youmeworks.com/selfreliance.html
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De ariel a 28.09.2009 às 15:03

Carlos, como eu o compreendo. é exactamente assim como diz. Agora imagine o que é uma mulher ( loura ainda por cima) com uma atitude semelhante à sua. Permita-me que lhe diga que devia ter continuado em Inglaterra e eu deveria ter tido o discernimento, mais nova, de ter feito o mesmo. Ainda hoje de manhã tive uma discussão de trabalho exactamente por causa dessa postura "de como se diz as coisas". Os portugueses são muuuuuito sensíveis! Ninguém quer saber da substancia, mas da espuma e de forma da espuma, detestam gente assertiva e auto-confiante. É normal, foram habituados a pensar que a ambição é um pecado e merece castigo e que a humildade mesmo que seja sonsa é de louvar.

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