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A pergunta que ainda falta fazer

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A propósito dos distúrbios que têm ocorrido nos últimos dois dias em quatro concelhos - Lisboa, Setúbal, Loures e Odivelas - assisto a inúmeras peças jornalísticas que procuram associar a pobreza à delinquência, o que é uma injúria lançada a todos os pobres. Lamentavelmente, em muitas destas peças sobra em propaganda política rasca o que falta em jornalismo. No tal "bairro da Jamaica" pertencente ao município do Seixal, de onde virão alguns destes alegados desordeiros, vivem 600 pessoas em condições miseráveis, ocupando prédios que se encontram inacabados há quase meio século.

Não será esta a ocasião de questionar a Câmara Municipal do Seixal - que desde 1976 tem sido gerida ininterruptamente pela CDU - por que motivo não realoja estas pessoas, atribuindo-lhes habitação condigna? É uma pergunta simples. Mas que, no entanto, continua por fazer. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A Derrota, de Alexandre Fadéiev

Tradução de Mário de Sousa

Romance

(edição Avante!, 2018)

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 23.01.19

 

Tudo como dantes: no PSD é hora de serrar fileiras.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (660)

por Pedro Correia, em 23.01.19

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Estátuas dos nossos reis (149)

por Pedro Correia, em 22.01.19

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D. Pedro II (1683-1706)

 

Autor: Desconhecido

Ano da inauguração: 1726, presumivelmente

Localização: Castelo Branco, no Jardim do Paço Episcopal ou de São João Baptista

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Ambiente de trabalho IV

por Teresa Ribeiro, em 22.01.19

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Fala-se muito dos millenials, a nova geração que está a dar dores de cabeça aos empregadores por ser muito exigente, independente, e difícil de reter. Dizem que mudam de emprego como quem muda de camisa, que preferem não trabalhar a ser mal pagos e que valorizam o work-life-balance, ou seja, não estão dispostos a deixar-se consumir por cargas horárias excessivas. Desenvolver carreira numa determinada área já não é, para muitos deles, um objectivo. Quais camaleões, estão preparados para mudar de rumo a todo o momento, desde que tal resulte em maior qualidade de vida.

Ressentidos, muitos empregadores chamam-lhes egoístas e mimados. Acusam-nos de terem sido educados por pais que lhes deram tudo, algo que os transformou em seres desprovidos do mais leve espírito de sacrifício. 

A perspectiva dos monstrinhos egoístas é diferente. Queixam-se de serem alvo, por sistema, de propostas miseráveis, que fazem tábua rasa dos anos de formação académica que consumiram a preparar-se para ter uma boa vida. Dizem também que os salários que lhes propõem não asseguram autonomia. Olham para o mercado de trabalho e percebem que é o salve-se quem puder. Conforme o seu contexto e características pessoais, uns aprendem a competir sem ética, outros desistem e enveredam por uma adolescência sem termo (são os tão comentados nem/nem, que não trabalham nem estudam), outros ainda apostam num modo de vida alternativo, baseado no improviso, trabalho intermitente e estilo de vida frugal.

O que não se diz é que estes meninos relapsos não nasceram de geração espontânea. Na verdade millenials e empregadores são faces da mesma moeda. A cara e a coroa, o verso e o reverso desta nova cultura do trabalho.

Uns não existiriam sem os outros. 

 

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Inversão de valores

por Pedro Correia, em 22.01.19

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Numa recente edição de um mesmo jornal, que se vem especializando em fornecer aos leitores "conteúdos patrocinados" - ou seja, publicidade e propaganda em vez de jornalismo - podemos ler um rasgado elogio a um hotel português recentemente remodelado, situado no centro de uma capital de distrito. «Tivemos um grande cuidado na escolha dos colchões, roupa de cama e atoalhados», declara o administrador do hotel, citado no periódico. Enquanto se elogia o estabelecimento por ser «um espaço onde reina o sossego». Acrescentando-se: «Razão pela qual não aceita crianças com idade inferior a quatro anos, nem reservas de grupos.»

Vira-se a página, fugindo deste hotel alérgico a crianças, e o que encontramos? Outro artigo, dando um enorme destaque a esplanadas e restaurantes «onde os animais entram mesmo», como proclama o título. «Se gosta de levar o seu animal de estimação para todo o lado, esta lista é para si. Compilámos vários restaurantes 'pet-friendly' [sic], onde os animais entram mesmo e não são recambiados para as esplanadas.»

 

Estas quatro páginas - primeiro em desbragado elogio ao hotel que proíbe a entrada de crianças até quatro anos, depois em apologia não menos calorosa aos restaurantes que permitem a entrada de animais - são um perfeito retrato desta envelhecida Europa em que vivemos: bebés postos à distância e cachorrinhos acolhidos com beijos e abraços.

A narrativa corrente bestializa seres humanos (desde logo por impedirem o "sossego" alheio) e humaniza a bicharada, em versão ainda mais delicodoce do que os filmes de Walt Disney. Nesta visão, que se vai tornando dominante, um mundo perfeito seria aquele que não tivesse bebés (com o seu abominável cortejo de fraldas, sessões de choro e noites mal dormidas), entretanto substituídos por adoráveis mascotes de quatro patas com os seus irresistíveis e submissos latidos.

 

Contra a corrente, chamo a isto inversão de valores, sujeitando-me a que me chamem um impenitente reaccionário. Sinto-me, de facto, muito antigo ao defender que não existe equivalência entre seres humanos e animais nem estes são titulares de direitos na medida em que ninguém pode impor-lhes o correspondente catálogo de deveres. E sinto-me quase pré-histórico por recusar hospedar-me em hotéis que não são 'children-friendly', para usar esta expressão popularizada na modernaça escrita jornalística cá do burgo.

Até aprecio sossego. Mas esse não, obrigado.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.01.19

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A Noite da Espera, de Milton Hatoum

Romance

(edição Companhia das Letras, 2019)

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Canções do século XXI (659)

por Pedro Correia, em 22.01.19

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Frases de 2019 (3)

por Pedro Correia, em 21.01.19

«Da Europa vêem-nos com bons olhos. Os "coletes amarelos" vêem-nos com bons olhos. Mandaram-me um colete amarelo.»

Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, ao tomar posse num novo mandato (10 de Janeiro), após um processo eleitoral fraudulento, com os principais oposicionistas presos ou exilados

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Estátuas dos nossos reis (148)

por Pedro Correia, em 21.01.19

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D. Afonso VI (1656-1683)

 

Autor: Desconhecido

Ano da inauguração: Algures no século XVIII

Localização: Lisboa, no jardim do Palácio Fronteira (São Domingos de Benfica)

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Crime e castigo

por Pedro Correia, em 21.01.19

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Temos desde o início a sensação de que ele prefere não estar lá, naquele cenário de luxuosa degradação humana em que se movimenta para solucionar casos difíceis envolvendo ricos e famosos, espécie de detective às avessas, conhecedor dos meandros do crime nas suas mil facetas e do castigo que lhe vem associado.

Temos desde o início a sensação de que ele preferia ter permanecido na Boston natal, católica e conservadora, homem de família que é, apesar de tudo. Mas as circunstâncias encaminharam-no para a pista errada: o padre molestador que o afastou da fé, o pai transviado que o fez descrente nos laços humanos, a podridão dos poderosos na sua duplicidade moral, que o tornou irremediavelmente convicto de que toda a bondade é sinónimo de fraqueza, emergindo como o maior dos pecados.

Esta foi uma excelente notícia da temporada televisiva em curso: Ray Donovan prossegue a sua saga iniciada em 2013 - cada vez menos solar, já distante da Califórnia, onde decorreram os capítulos iniciais da série, agora desenrolada em Nova Iorque, quase sempre em cenários reais, numa toada nocturna, lunar, onde toda a esperança parece perdida. A mulher morreu, os filhos (Bridget e Conor) entraram na idade adulta, ele sonha com uma vida onde o crime não tenha lugar. Mas pressentimos que é um combate condenado ao fracasso. Ele e os irmãos, Terry e Bunchy, parecem tocados por uma estrela funesta que os faz caminhar por pontes cada vez mais estreitas entre as margens da vida.

Eis-nos perante uma das melhores séries norte-americanas desta década, criada pela escritora e guionista Ann Biderman para o canal por cabo Showtime. Uma série amarga e tensa e desencantada, servida por um notável elenco onde se distingue o veterano Jon Voight (já premiado com um Globo de Ouro pelo seu extraordinário desempenho no papel de Mickey Donovan, o patriarca da família) e por diálogos que nos reforçam a convicção de que o melhor cinema, nos tempos que correm, se transferiu para os ecrãs televisivos. Ao ritmo de 50 minutos por episódio.

 

Ray Donovan, sexta temporada – iniciada em Outubro. Com Liev Schreiber, Jon Voight, Susan Sarandon, Dash Minok, Eddie Marsan. Na TV Séries. Os 60 episódios das temporadas anteriores estão disponíveis na Netflix.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.01.19

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A Noite Passada, de Alice Brito

Romance

(edição Planeta, 2018)

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A ler

por Sérgio de Almeida Correia, em 21.01.19

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"Somos a nossa memória, começou por dizer, a memória determina o que sentimos, o que sabemos, o que imaginamos, o que intuímos, somos a nossa memória e quando lhe perdemos o acesso, mergulhamos num vazio inimaginável, sem acesso à memória não poderemos saber dos valores morais que nos guiam, dos amores e dos medos, das ambições, dos erros e fracassos, tornamo-nos tão imprevisíveis e misteriosos como qualquer recém-nascido, mas enquanto o recém-nascido é um desmemoriado programado para criar memória, para se tornar um adulto autónomo e independente, estes desmemoriados estão impedidos de criar e guardar memórias, estão impedidos de tornar a ser, de mentis, do latim, mente vazia, podemos dizer sem exagero que se assiste à construção do nada, percebe?" (Dulce Maria Cardoso, Eliete, Tinta-da-China, Lisboa, 2018, pp. 244/245)

 

Parti para a sua leitura sem saber o que iria encontrar, embora pensasse que de uma consagrada como Dulce Maria Cardoso, vencedora de inúmeros prémios, traduzida e publicada em duas dezenas de países, nunca se pode esperar pouco. E não me enganei.

Não sei se existe aquilo a que já alguém chamou uma "escrita no feminino", expressão que considero detestável mas que entendo como querendo referir-se a uma escrita feita por mulheres e que por isso mesmo carregaria um estilo muito próprio, com preocupações que não seriam as decorrentes de um texto sobre o mesmo tema escrito por homens.

Pensei nisso várias vezes ao longo da leitura desta "Parte I A Vida Normal". A vida de uma mulher escrita por outra mulher, num período histórico muito próprio, percorrendo momentos pré e pós-revolucionários, a revolução social operada em Portugal e o universo muito particular e espacialmente localizado de Cascais e da linha do Estoril, percorrendo a emancipação profissional e sexual da mulher, os dramas da família e do casamento, a partida, a separação, a ausência, a dor, o esquecimento, o nascimento, a velhice e a morte. Um olhar que até no julgamento que faz de Jorge se torna cruel de tão cristalino. 

Está lá tudo numa narrativa consistente, com uma escrita poderosa, que flui e nos agarra ao longo das quase três centenas de páginas, antes de um final que será tudo menos expectável. A linguagem é desprovida de ornamentos, forte, por vezes mesmo agreste, rude, apesar de perfeitamente enquadrada nas cenas descritas, nas deambulacões da personagem principal. 

Costumo dizer que os melhores livros são os que me surpreendem pela qualidade da escrita do seu autor e pela projecção da narrativa. Quando um livro me faz esquecer as suas páginas ao longo da leitura, para me fazer saltar as suas próprias barreiras e é capaz de me levar para uma outra dimensão do pensamento e da palavra, com a mesma simplicidade com que me transporta ao longo dos seus parágrafos, quase como que projectando as suas diversas histórias numa só, e misturando as nossas com as do texto, é sinal de que está muito para lá daquilo que é o romance ou a novela convencional, fazendo esquecer a obra em que todos os cânones se revêem, são respeitados, onde tudo surge muito limpinho, muito formal, muito compenetrado e insípido.

O sal da escrita de Dulce Maria Cardoso está na luz que projecta, no modo como ilumina ao leitor o trajecto de Eliete e o faz dele participar, muitas vezes sem que seja possível para quem lê aperceber-se logo das opções tomadas pela autora e da multiplicidade de sentimentos que assolam vidas aparentemente simples e normais. Como que a dizer-nos que não existem vidas simples nem normais. Há apenas vidas. Cada uma tem a sua cor. O segredo está em saber colocá-las todas nas páginas de um livro, sem cansar e enriquecendo-nos a memória.

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Canções do século XXI (658)

por Pedro Correia, em 21.01.19

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.01.19

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«As estrelas são lindas, mas não podem tomar parte activa em coisa nenhuma; estão condenadas a olhar eternamente o mundo, sem nada fazer.»

J. M. Barrie, Peter Pan (1911)p. 32

Ed. Expresso/Visão, 2017

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Estátuas dos nossos reis (147)

por Pedro Correia, em 20.01.19

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D. Afonso VI (1656-1683)

 

Autor: Desconhecido

Ano da inauguração: data desconhecida, no século XVIII

Localização: Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça

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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 20.01.19

 

«Há aqui dois pontos passíveis de consideração:
- o primeiro é o aumento da frequência com que contactamos com línguas estrangeiras: viagens, permanências no estrangeiro, trabalho em multinacionais, operadores turísticos, uso dos media. O processo de captação e domínio de outras línguas passa também por esse aspecto de confusão e troca de vocábulos, tanto mais nítido quanto menos sólida e extensa tiver sido a formação na língua materna.
- há também a nobre tradição do jargão académico, pujante nas nossas universidades e já indissociável de campos do saber como o Direito, em que a vontade de não se fazer compreender aliada à necessidade de se cumprir metas de número de caracteres nos ensaios a entregar acaba por descambar em invenções vocabulares dignas de constar no Guinness.»

Do nosso leitor Sampy. A propósito deste meu texto.

 

..................................................................................

 

«O episódio não tem nada a ver com política, nem com esquerda versus direita, nem com a pergunta feita ou a resposta obtida, nem com Mário Machado ou o que pensa ou deixa de pensar. É simplesmente um momento de uma guerra comercial entre estações de televisão que lutam pelas audiências e que usam todos os meios ao alcance para se superiorizarem à concorrência. Mas, claro, o português pacóvio depois vai atrás da inflamação política da treta, encenada por todos os intervenientes para distrair a populaça, com assuntos que estão a léguas do tema principal. O telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa para a jovem Cristina que se passou da TVI para a SIC e depois para o coitado do Roberto Leal são outro tanto da mesma coisa. Entretenimento para a populaça se distrair do essencial. Migalhas de pão e muito circo, com animais daqueles que falam e tudo... paupérrimo.»

 

Do nosso leitor João Gil. A propósito deste texto do João Pedro Pimenta.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.01.19

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Identidades, de Francis Fukuyama

Tradução de Miguel Freitas da Costa

Ensaio político

(edição D. Quixote, 2018)

"Este livro segue a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990"

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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 20.01.19

Há uma célebre frase de Sir Humphrey no Yes, Minister, que diz que não quer saber se uma política do governo é errada, porque praticamente todas as políticas do governo são erradas, sendo apesar disso impecavelmente aplicadas. É precisamente o que se tem passado com o acordo ortográfico, que é evidente que se trata de um instrumento aberrante para a língua portuguesa, mas que, apesar disso, é convictamente aplicado, independentemente da forma disparatada como obriga a escrever. Entendo por isso fazer referência a um blogue que se tem destacado no combate contra esta aberração. O Lugar da Língua Portuguesa é por isso o blogue da semana.

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