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Eleito presidente do Sporting Clube de Portugal em Setembro de 2018, após o período de pesadelo protagonizado por Bruno de Carvalho, começou por combater os inimigos internos que lhe fizeram combate feroz desde o primeiro dia.
Teve uma brigada de arruaceiros da Jumentude Leonina a persegui-lo de estádio em estádio, nas mais diversas zonas do País, gritando-lhe insultos e colocando tarjas contra ele nas auto-estradas.
Enfrentou uma manifestação à porta do estádio José Alvalade exigindo-lhe aos gritos que se demitisse no próprio dia da estreia de Ruben Amorim como treinador da equipa principal, tendo os protestos alastrado às bancadas nesse jogo em que os jogadores foram assobiados desde os minutos iniciais.
Viu um "jornal" intitulado Leonino ser criado com uma intenção óbvia: contribuir para a sua queda. Três quartos dos textos de opinião ali publicados sugeriam que se fosse embora tão cedo quanto possível.
Viu as contas do clube chumbadas por escassa maioria de sócios, em plena pandemia, quando grande parte das receitas correntes estavam suspensas, forçando-o a gerir o Sporting com o orçamento da época anterior. Obviamente inadequado às circunstâncias de emergência em que o País vivia.
Quem resiste a isto resiste a tudo. Com inegável mérito. Os factos falam por si: nove títulos no futebol profissional (três campeonatos, duas Taças de Portugal, três taças da Liga e uma supertaça), dois títulos europeus no futsal e três no hóquei em patins (além de um Mundial de clubes nesta modalidade), a primeira Taça no basquetebol em 30 anos e diversos outros títulos conquistados nas modalidades.
Dois mandatos depois, Frederico Varandas tornou-se o presidente mais titulado de toda a história do Sporting. Pôs fim a quase duas décadas sem a conquista do título máximo do futebol português, venceu o primeiro bicampeonato em 73 anos e a primeira dobradinha (campeonato + Taça) em 23 anos.
O estádio, entretanto remodelado e com mais lugares disponíveis, está cheio como nunca. O número de sócios ultrapassou todas as marcas anteriores. Jamais os jogadores se haviam valorizado tanto em Alvalade. No plano financeiro, registam-se resultados positivos há cinco exercícios ininterruptos.
Varandas acaba de ser reeleito, com todo o mérito, por números expressivos, num sufrágio pacífico. Sem insultos, sem artefactos pirotécnicos, agora sem exibições de javardice por parte daqueles que durante anos disseram o pior dele enquanto exibiam o emblema do leão na lapela. E até o tal "jornal" criado para tentar deitá-lo abaixo meteu a viola no saco, ao ponto de ainda só se ter atrevido a publicar um texto de opinião em 2026. Um texto em que podemos ler isto: «O Estádio de Alvalade hoje está mais cheio, mais seguro e mais ordeiro do que esteve durante anos.»
Seu apoiante nas etapas mais difíceis, desde a primeira hora, registo tudo isto com imenso agrado, embora sem grande surpresa. Os líderes avaliam-se pela obra. E também pelos medíocres opositores que vão gerando. Triunfo suplementar de Frederico Varandas, que superou teste após teste. Vencedor por goleada num Sporting que retomou a vocação de seguir na frente.