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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 23.07.18

"Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se."

João Pedro Marques, "Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista", Diário de Notícias, 21.6.18

 

Este pensamento acompanhará o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (476)

por Pedro Correia, em 23.07.18

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O blogue da semana

por João Pedro Pimenta, em 22.07.18

Já anda por aqui há largos anos, e reuniu posts e posts de qualidade, nomeadamente de política, história e cultura, de um nível e de uma capacidade de pensamento independente raros aqui na terra. Por lá já passaram inúmeros escribas - entre os quais, por breve tempo, o autor destas linhas, e ainda assim o blogue não perdeu qualidade - mas tem desde o início como espinha dorsal Samuel Piva Pires, o seu mentor, e Nuno Castelo Branco. Refiro-me, claro, ao Estado Sentido. É o blogue da semana.

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Fotografias tiradas por aí (416)

por José António Abreu, em 22.07.18

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Matosinhos, 2014. 

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Leituras

por Pedro Correia, em 22.07.18

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«Todo o poder corrompe, mas alguém tem de governar.»

John Le Carré, A Toupeira, p. 263

Ed. D. Quixote, 2011

Tradução de J. Teixeira de Aguilar. Colecção Ficção Universal 

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Por estes rios acima (26)

por Pedro Correia, em 22.07.18

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RIO TEJO

 

Nascente: Serra de Albarracim (Aragão, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Lisboa

Afluentes:  Rios Erges, Ponsul, Ocreza, Zêzere, Almonda, Alviela, Jamor, Trancão, Sever, Sorraia

Extensão: cerca de 1000 km

 

«Olho o Tejo e de tal arte / Que me esquece estar olhando, / E de súbito isto me bate / De encontro ao devaneando - / O que é ser-rio, e correr? / O que é está-lo eu a ver?»

Fernando Pessoa

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.07.18

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A Magia da Ordem na Cozinha, de Roberta Schira

Tradução de Simonetta Neto

Psicologia e gastronomia

(edição Arena, 2018)

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Pensamento da semana

por Bandeira, em 22.07.18

Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (475)

por Pedro Correia, em 22.07.18

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 21.07.18

«Os livros de ficção fazem-nos mais cultos e sábios. Os livros académicos não nos ensinam a conhecer os meandros da alma humana...»

 

Da nossa leitora Maria Antonieta. A propósito deste postal do Bandeira.

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O novo líder do PP espanhol.

por Luís Menezes Leitão, em 21.07.18

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Pablo Casado, o homem que durante a crise catalã insinuou que Puigdemont poderia acabar por ser fuzilado, como Companys o foi em 1940, acaba de ser eleito presidente do PP. É manifesto que de Espanha não sopram bons ventos.

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Por estes rios acima (25)

por Pedro Correia, em 21.07.18

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RIO TÂMEGA

 

Nascente: Verín, Ourense (Galiza)

Foz: Rio Douro, em Entre-os-Rios

Afluentes:  Rios Odres e Ovelha

Extensão: cerca de 145 km

 

«Ó meu Tâmega obscuro, água dormente... / Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado! / Água meditativa, ao luar nascente, / Água coberta de asas, ao sol-nado!»

Teixeira de Pascoaes

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Cravo & Ferradura

por Bandeira, em 21.07.18

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 (José Bandeira/DN)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.07.18

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O Archote no Ouvido, de Elias Canetti

Tradução de Maria Hermínia Brandão

Autobiografia

(edição Cavalo de Ferro, 2018)

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Canções do século XXI (474)

por Pedro Correia, em 21.07.18

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.07.18

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«Os homens são fracos, querida. Nas mãos de uma mulher, o homem mais forte do mundo é fraco.»

John O' Hara, Encontro em Samarra, p. 181

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de H. Silva Letra. Colecção Ficções 

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Uma campanha?

por jpt, em 20.07.18

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O Estado promove campanhas, de diverso teor, algumas mais polémicas outras nem tanto. Algumas brilhantes, outras nem tanto - mas nem todos são O'Neill. Vem isto a propósito de uma dúvida que me vem ocorrendo, aqui acampado algo longe do El Corte Inglés. Há quanto tempo não é feita uma campanha avessa ao escarro, a sonora e rejubilante convocatória do muco mais profundo, a sua convicta expulsão - tipo "é um direito adquirido", "a terra a quem a escarra". Três anos de Lisboa Oriental mostram-me isto: cada vez há mais gente a escarrar. É ... viscoso.

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O assalto à PT

por Pedro Correia, em 20.07.18

Alguns insistem em dizer que "acabou o jornalismo de investigação em Portugal". Não acabou, não. A prova está aqui, bem à vista.

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Por estes rios acima (24)

por Pedro Correia, em 20.07.18

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RIO SOUSA

 

Nascente: Friande, concelho de Felgueiras

Foz: Rio Douro, na freguesia de Foz do Sousa, concelho de Gondomar

Afluentes:  Rios Ferreira e Cavalum

Extensão: cerca de 65 km

 

«A igreja do Mosteiro de S. Salvador está num rebaixo plano e arborizado, passa mesmo ali ao lado um ribeirito que irá desaguar no Rio Sousa. A tarde está no fim, e ainda bem. Esta é a atmosfera que convém, cinza sobre verde, rumor de águas rápidas. A chave vem dá-la o próprio padre. O viajante, se tivesse de confessar-se, acusar-se-ia de negra e vesga inveja. É que todo este sítio, sem particulares grandezas, é dos mais belos lugares que o viajante tem visto.»

José Saramago

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Deputação

por Pedro Correia, em 20.07.18

A que propósito é que o chamado "núcleo de deputados sportinguistas na Assembleia da República" recebe com pompa o presidente destituído do Sporting Clube de Portugal, no Palácio de São Bento, dando-lhe um crédito que ele não justifica nem merece? Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.07.18

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Tu Não És Como as Outras Mães, de Angelika Schrobsdorff 

Tradução de Helena Tropa

Romance

(edição Alfaguara, 2018)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 20.07.18

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Rossella Fiamingo

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Canções do século XXI (473)

por Pedro Correia, em 20.07.18

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A vitória de Puigdemont.

por Luís Menezes Leitão, em 19.07.18

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Mais uma vez Puigdemont consegue uma vitória estrondosa sobre a justiça espanhola, que decidiu retirar o mandato de captura internacional depois de nunhum país ter aceitado perseguir o líder catalão por delito de rebelião. Há muito tempo que se sabe que um Estado democrático não pode perseguir pessoas por delitos políticos, sendo isso o que significava esta perseguição aos independentistas. Aliás muitos continuam presos sem culpa formada apenas por motivo das suas convicções política, e até já lhes foi retirado pelos tribunais o mandato que o povo lhes conferiu. O debate político não se faz nos tribunais e as ideias políticas combatem-se com outras ideias políticas. Neste âmbito Pedro Sánchez foi inteligente ao propor um novo estatuto para a Catalunha, que pudesse ser referendado pelo povo catalão, o que congelaria as pretensões independentistas por muitos anos. Os tribunais espanhóis é que parece que não desistem do seu intuito de entrar no jogo político, activando e desactivando mandados de captura internacionais consoante lhes convém politicamente.

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Por estes rios acima (23)

por Pedro Correia, em 19.07.18

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RIO SADO

 

Nascente: Serra da Vigia, concelho de Ourique

Foz: Oceano Atlântico, em Setúbal

Afluentes:  Rios Xarrama, Marateca, Corona, Alvalade, Arcão

Extensão: cerca de 180 km

 

«Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado, / Mansa corrente, deleitosa, amena, / Em cuja praia o nome de Filena / Mil vezes tenho escrito, e mil beijado: // Nunca mais me verás entre o meu gado / Soprando a namorada, e branda avena, / A cujo som descia mais serena, / Mais vagarosa para o mar salgado.»

Bocage

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.07.18

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Caos e Ritmo, de José Gil

Ensaios

(edição Relógio d' Água, 2018)

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A ler

por Sérgio de Almeida Correia, em 19.07.18

We’ve never had our president go on a foreign tour and categorize our allies as foes. And we’ve never had our president hold a joint news conference with a Russian leader where he assigned blame, from his perspective, to both parties, but in fact dedicated most of his time to blaming the U.S. Justice Department and intelligence services.”

 

Claro, conciso e esclarecedor é o que posso dizer do excelente texto de Jill Colvin, da Associated Press, sobre a prestação de Trump na sua viagem à Europa, texto que tem vindo a ser reproduzido em vários jornais por todo o mundo. Recomendo por isso mesmo a sua leitura.

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Canções do século XXI (472)

por Pedro Correia, em 19.07.18

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Incontornável

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.07.18

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Tony Judt deixou saudades, é certo, pela clareza da sua escrita e a profundidade da sua análise. Seria bom tê-lo hoje entre nós para analisar o que se está a passar um pouco por todo o mundo. Na sua ausência, depois do magnífico "Fascism", de Madeleine Albright, dei agora de caras com este "The Road to Unfreedom", em 1ª edição, da Tim Duggan Books (New York), de Timothy Snyder. 

Talvez não fosse mau que antes de se olhar para a Cimeira de Helsínquia entre Trump e Putin, e para se perceber como se chegou até aqui, percorrer o que Snyder escreve sobre a forma como o líder russo se apropriou do pensamento do filósofo fascista Ivan Ilyin, transformando-o no seu guia, ou de como a sua acção o aproximou de Alexander Dugin, o homem que recorreu a termos como "Eurasia" e "Eurasianism", conceito este radicando em Lev Gumilev – filho do poeta que foi executado pela Cheka e para quem os judeus seriam uma ameaça —, e de onde partiu para desenvolver elementos básicos do anti-semitismo moderno, tudo para para que as ideias dos nazis soassem mais russas, enquanto escrevia sob o pseudónimo de "Sievers", numa clara referência ao nazi alemão Wolfram Sievers executado em 1947 por crimes de guerra e que ficou conhecido por coleccionar ossos de judeus assassinados. Dugin, um dos fundadores do Partido Nacional Bolchevique, que muito antes de Putin falar numa Eurásia, que devia incluir a Ucrânia como parte da grande civilização russa, formou um movimento destinado a apoiar a desintegração e a russificação daquele país.

Snyder vai escrevendo no estilo a que Judt nos habituou, revela fontes e dá a conhecer as suas investigações. E o que vai fazendo não esquece o papel de um tipo como Richard Spencer, o supremacista branco estadounidense, casado com Nina Kouprianova, tradutora de Dugin, nem as relações de Trump com o regime russo, colocadas a nu  a propósito do concurso Miss Universo, mas em especial com Aras Agalarov, sócio de Trump na organização do concurso e cujo sogro foi o chefe do KGB no Azerbaijão, oligarca especializado na relação com outros oligarcas e que fez o favor, entre outras coisas, de construir dois do estádios que serviram para Putin receber o Mundial de Futebol.

Da política da inevitabilidade à da eternidade, que elimina o futuro porque o presente, na óptica putiniana, tem de ser eterno, o livro de Snyder constitui o desvendar de um mundo ignorado, omitido e quase sempre deturpado pelas máquinas de propaganda estatais, mas que convém conhecer para evitar que outros ajuízem por nós o que eles próprios desconhecem sobre este caminho que aqui e ali vai sendo trilhado, que nos limita horizontes e conhecimento, aos poucos agrilhoando o que nos resta de liberdade.

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Já li o livro e vi o filme (239)

por Pedro Correia, em 18.07.18

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  ÁFRICA MINHA (1937)

Autora: Karen Blixen

Realizador: Sydney Pollack (1985)

Belíssima narrativa autobiográfica de uma dinamarquesa que teve uma quinta no Quénia colonial entre 1914 e 1931. O livro tornou-se um clássico, valeu à autora duas candidaturas ao Nobel e foi adaptado ao cinema numa película que lhe presta inteira justiça, galardoada com o Óscar para melhor filme e melhor realização.

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A tradição ainda é o que era

por Luís Naves, em 18.07.18

O anti-americanismo visceral das elites portuguesas merecia estudo, mas há outra constante nas relações luso-americanas: Washington sempre olhou para Portugal como um país irrelevante ou um aliado pouco fiável. Como tentei explicar no meu livro Portugal Visto pela CIA (Bertrand 2017), a espionagem americana teve indisfarçável simpatia pelos nacionalistas que combatiam os portugueses nas antigas colónias e a CIA chegou a sonhar com a independência de Angola. Na abrilada de 1961 os americanos tentaram derrubar Salazar ou, no mínimo, ficariam contentes se isso tivesse acontecido. No Verão de 1974, e apesar dos insistentes pedidos de ajuda do general Spínola, os EUA abandonaram o novo regime à sua sorte, o que facilitou a radicalização revolucionária. Podia dar outros exemplos deste desencontro histórico. O facto é que a esquerda portuguesa sempre detestou a América e a direita sempre desconfiou das intenções imperiais da super-potência. Vem isto a propósito das opiniões que tenho lido ao longo dos últimos meses sobre Donald Trump e, em particular sobre a cimeira de Helsínquia com o presidente russo, Vladimir Putin. Neste segundo caso, é como se nunca tivesse ocorrido um encontro entre as duas maiores super-potências nucleares do mundo, nada disso, toda a controvérsia se concentra numa única frase de política interna americana. Aliás, existe um problema sério quando a política externa de um país é determinada ou condicionada por questiúnculas partidárias. A cimeira serviu obviamente para normalizar a relação entre as duas potências e evitar eventuais choques militares em três zonas de conflito onde os interesses russos e americanos ameaçam colidir. Na Síria, a Rússia apoia grupos xiitas ligados ao Irão, que por sua vez é inimigo declarado de Israel, país que qualquer presidente americano não hesitará em proteger. Outro evidente foco de tensão é a Ucrânia, onde rebeldes pró-russos contestam um governo pró-ocidental e controlam parte do território, com outra região, a Crimeia, anexada pela própria Rússia. Os três países bálticos, o terceiro problema potencial, são membros da NATO difíceis de defender, mas fáceis de desestabilizar, pois têm minorias russófonas que se sentem discriminadas. A redução destas tensões é algo de objectivamente positivo, mas nos textos portugueses que li sobre a cimeira de Helsínquia tudo isto foi ignorado, a favor da análise do costume sobre a estupidez americana (tese salazarista) ou de tiradas retóricas sobre a morte da democracia e o regresso do fascismo (tese revolucionária). Não considero preocupante que haja pessoas a escrever e dizer estas coisas, isso sempre houve. O que me inquieta é que só haja pessoas a dizer isto e que qualquer opinião divergente mereça insultos imediatos.

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The Tancos Show

por Diogo Noivo, em 18.07.18

No Público, Vasco Lourenço defende que o assalto a Tancos foi um embuste, uma “encenação político-criminal”, uma urdidura destinada a “acentuar e dramatizar ainda mais os ataques ao Governo, devido aos trágicos incêndios do Verão passado”. Tratou-se de um “cozinhado”, de um “logro”, de uma “FARSA” (assim, em maiúsculas). Sem meias-palavras, afirma que se tratou de um ataque à “Geringonça”.

Acrescenta Vasco Lourenço que “Naturalmente, não tenho como provar a minha teoria (...) mas, enquanto não me demonstrarem o contrário, o que ainda ninguém conseguiu fazer, é minha forte convicção que tudo não passou de uma farsa (...)”.

Substitua-se “a minha teoria” por “que D. Sebastião ficou em Marrocos a fumar shisha”, “que a padeira de Aljubarrota era um transformista do Conde Redondo chamado Arnaldo”, ou por qualquer outra coisa que vos venha à mente.

Como escrevi ontem, o caso de Tancos parece um sketch humorístico. Está visto que Vasco Lourenço considera que ainda há umas gargalhadas por dar.

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Por estes rios acima (22)

por Pedro Correia, em 18.07.18

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RIO SABOR

 

Nascente: Serra da Culebra, província de Zamora (Espanha)

Foz: Rio Douro, na aldeia de Foz do Sabor, concelho de Torre de Moncorvo

Afluentes:  Rios Maçãs, Angueira, Fervença, Azibo

Extensão: cerca de 120 km

 

«A alma de Dona Antónia, a Ferreirinha, ainda paira por estes caminhos. Entre a velha linha do Rio Sabor e as margens do Douro altivo. Quintas magníficas e uma paragem chamada Vesúvio.»

Francisco José Viegas

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Putin global

por Bandeira, em 18.07.18

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Cravo & Ferradura, José Bandeira/DN

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 18.07.18

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O Meu Coração Só tem uma Cor, de Joana Marques

Prefácio de Jorge Nuno Pinto da Costa

Histórias do FC Porto

(edição Contraponto, 2018)

"Por decisão da Autora, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990"

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Canções do século XXI (471)

por Pedro Correia, em 18.07.18

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Diário de Notícias

por jpt, em 17.07.18

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Por mais cúmplice que o DN tenha sido nestes seus últimos anos com o nepotismo do Partido Socialista, a morte do velho jornal, o matutino dos meus avós, é lamentável. Sinal dos tempos, mas custa um pouco. E custa um pouco este estertor, esta coisa tipo semanário a querer protelar o cadáver. O primeiro número desta (terminal) série dedicado ao bacalhau da Noruega (francamente, é para enganar quem?, um óbvio serviço comercial encapotado). E o segundo com este assunto de campo. Lá no café que frequento onde o DN ia saindo na segunda-feira o montito ainda estava assim. Ninguém pega. Tivessem tido a coragem de enfrentar a corrupção e o nepotismo e talvez (talvez) tivessem resistido. Sendo servis ficou isto. Um bocado da história deitada fora. 

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O contrato social?

por jpt, em 17.07.18

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É este o parque de diversões dos filhos e netos dos tatuados. O social a rasgar-se, o hiato de inércia feito ...

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Senador Semedo

por Pedro Correia, em 17.07.18

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Tenho pena que a palavra em Portugal esteja tão abastardada. A palavra senador. Deve ser o único país em que isso acontece.

Se não fosse assim, iniciaria este texto dizendo que João Semedo merecia ter sido senador da República Portuguesa. Um senador a sério, não daqueles que aparecem de ar conspícuo e discurso redondo nas pantalhas, serão após serão, dizendo coisa nenhuma.

 

Acabo de saber da morte - infelizmente já esperada - do activista político, ex-deputado e cidadão João Semedo - que admirei pela sua coerência aos valores em que acreditava, o que lhe valeu perseguições internas no PCP e um recomeço de vida partidária já neste século, integrando o Bloco de Esquerda após ter abandonado as fileiras comunistas. Em nome da cidadania e da liberdade de consciência.

Conheci-o relativamente bem antes da sua incursão no BE, que incluiu uma falhada liderança bicéfala, em devido tempo rectificada. Antes e depois, era movido essencialmente pela noção de serviço público - conceito cada vez menos na moda, soando quase a obsoleto nos tempos que correm - sem ambicionar prebendas ou honrarias.

Podia ter sido quase tudo quanto quisesse - conselheiro de Estado, ministro da Saúde, "líder de opinião" com mais substância do que muitos que pululam por aí. Mas creio que aquilo que verdadeiramente o satisfez foi ser médico. Um simples médico, capaz de gestos e palavras que pudessem curar ou minorar males alheios. Tão apenas isso. Nada menos que isso.

Gostei muito de o conhecer pessoalmente e de ter com ele demoradas conversas que nunca me decepcionaram. Lembro-as agora, enquanto escrevo estas linhas apressadas. E volto ao princípio: João Semedo - homem sem medo - foi um dos nossos senadores. Não com esse título, mas seguramente com esse mérito. E reconduzindo a palavra ao seu genuíno significado: o de máximo servidor público.

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A virtude do processo de decisão

por Alexandre Guerra, em 17.07.18

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O primeiro-ministro tailandês, Prayuth Chan-ocha (direita), questiona o governador da província de Chiang Rai e comandante operacional do salvamento, Narongsak Osatanakorn (esquerda), sobre o plano para resgatar do sistema de grutas Tham Luang as doze crianças da equipa de futebol e o jovem treinador/Foto: Thailand Government House/Handout via REUTERS

 

Com as emoções atenuadas e os factos mais apurados, volvidos alguns dias depois do resgate bem-sucedido das doze crianças de uma equipa de futebol e do seu jovem treinador das entranhas do sistema de grutas Tham Luang na província remota de Chiang Rai na Tailândia, talvez seja importante fazer uma análise, não tanto à operação em si mesma, mas ao processo de decisão que esteve na sua origem. Porque, em grande parte, o final feliz desta história tanto se deve à coragem e perícia dos mergulhadores, como à “boa fortuna” e “virtude” dos decisores políticos que, sob pressão imensa, deram luz verde a uma operação quase impossível, numa lógica de mal menor, atendendo aos cenários dramáticos que se apresentavam: um salvamento imediato com riscos imensos para todos em plena época de chuvas; ou se aguardava por um abaixamento do nível da água, que poderia demorar meses, com vários imponderáveis que podiam resvalar facilmente para a tragédia. Embora as autoridades tailandesas nunca o tenham afirmado peremptoriamente, presume-se que esta segunda opção tenha acabado por ser posta de parte (se é que foi verdadeiramente equacionada), já que dificilmente as crianças sobreviveriam muitas mais semanas em ambiente de escassez crescente de oxigénio. Além do mais, havia ainda o risco, caso as chuvas se intensificassem, de, um momento para o outro, o nível da água subir de tal maneira que provocaria a inundação completa da caverna onde as crianças e o jovem treinador se encontravam.

 

Na prática, os decisores políticos, secundados pelo “expertise” militar e pressionados pela urgência da decisão face às previsíveis tréguas que a monção ia dar durante três dias, terão chegado à conclusão de que a escolha da segunda opção seria o mesmo que condenar aquelas treze pessoas à morte. É importante notar que a decisão última numa crise deste género é sempre solitária e, muito provavelmente, coube ao primeiro-ministro tailandês, Prayuth Chan-ocha, dar a aprovação final para que os militares avançassem pelo resgate imediato.

 

Uma decisão destas contém em si uma carga dramática, uma vez que não está isenta de riscos. Pelo contrário, qualquer dos cenários que foi colocado em cima da mesa de Prayuth Chan-ocha não dava garantia alguma de sucesso pleno, com os militares, certamente, a considerarem realisticamente a possibilidade de se verificarem baixas entre os resgatados e os mergulhadores (como, efectivamente, veio a acontecer).

 

É nestes momentos que se exigem decisões firmes aos líderes políticos, decisões que têm de ser tomadas num curto espaço de tempo, sob uma enorme pressão social e mediática, já para não falar na componente humana e emocional que se abate sobre um governante numa altura destas. Assim que a decisão foi tomada, passou a ser a estrutura castrense a liderar todo o processo, tendo o comando operacional do resgate ficado a cargo do também militar, o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osotthanakorn. Assumiu a operacionalização do plano, que contou com 150 militares e civis especializados de vários países do mundo. No terreno, coube aos Thai Navy Seals, sob a liderança do contra-almirante Arpakorn Yuukongkaew, implementarem cirurgicamente o que estava delineado no papel. E convém não esquecer de que estávamos a falar de uma gruta com cerca de três quilómetros de extensão, entre a entrada e o local onde se encontravam os resgatados, em que quase metade estava parcial ou totalmente inundada. Além disso, havia locais onde apenas passava uma pessoa e nada mais, nem mesmo a garrafa de oxigénio.

 

Analisando agora já com algum distanciamento, constata-se que tudo foi decidido e executado com determinação, firmeza e profissionalismo. E ao contrário do que foi dito por muitos, de milagre esta operação nada teve. Pelo contrário, se algo há a retirar de toda esta história, é que o Divino não teve qualquer papel relevante no processo de decisão política nem na operacionalização do plano. Quanto muito, os mais crentes poderão querer atribuir a causas mais místicas a “aberta” de três dias no tempo que permitiu a “janela de oportunidade” para que a operação avançasse.

 

A verdade é que este sucesso resulta de um processo virtuoso de decisão política, apoiado na única estrutura estatal capaz de dar resposta em ambientes particularmente adversos: os militares. O que aqui esteve em causa foi uma assunção cabal e corajosa do Estado na prossecução das suas funções mais elementares na defesa do seu Povo. Infelizmente, nesse aspeto, Portugal tem sido um triste e lamentável exemplo.

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A camisola não paga Ronaldo

por João André, em 17.07.18

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Quando surgiu a notícia da transferência de Ronaldo para a Juventus, uma das frases que mais ouvi (e que se ouve ou lê cada vez que alguma trasnferência deste tipo é completada) foi: «vai pagar isso só em camisolas.» Ora, esta afirmação está errada, não apenas em geral mas também para Ronaldo, não importa aquilo que aconteça. É por isso que a notícia do DN (e de quem mais siga pelo mesmo caminho) não está simplesmente errada: demonstra imensa preguiça jornalística.

 

Vejamos a notícia. Diz o DN que «Ronaldo já rendeu pelo menos 54 milhões à Juventus». As contas são feitas por a Juventus ter anunciado já ter vendido 520 mil camisolas de Ronaldo com preços a oscilar entre os 104 € e os 144 €. Ora isto são contas que nem de merceeiro (os merceeiros compreendem a necessidade de pagar eles próprios pelos produtos que vendem) e que não reflectem nem as margens de lucro para os clubes nem as dinâmicas de vendas.

 

 

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O delírio

por Luís Naves, em 17.07.18

Não me recordo de ter assistido a algo minimamente semelhante ao que vi ontem, a reacção histérica à cimeira de Helsínquia entre os presidentes americano e russo. Donald Trump foi acusado de imbecilidade, fraqueza e até de traição, por se ter encontrado com o líder da outra grande potência nuclear, por não ter falado grosso com o presidente Putin, ou melhor, por não ter batido com a porta nem ameaçado bombardear Moscovo. A política interna americana e a aproximação das eleições de Novembro não justifica o tsunami de textos ou comentários mordazes, violentos ou grotescamente exagerados, do género que ninguém se atreveu a escrever nos piores dias da Guerra Fria. Na época em que ainda existia comunismo e rivalidade ideológica, a então URSS interferiu em todas as eleições democráticas que se realizaram no Ocidente (acho que podemos dizer em todo o mundo). A interferência em eleições é algo normal para serviços secretos que tenham um mínimo de eficácia. Em qualquer votação, aliás, há sempre interferências de interesses económicos, de organizações não-governamentais, de grupos religiosos e potências estrangeiras mais ou menos discretas. Houve interferência russa nas eleições americanas de 2016? Claro, mas justifica-se uma nova Guerra Fria? Isto devia ser mais ou menos compreensível para quem esteja de fora a observar um episódio de política interna americana que ameaça transformar-se num veneno capaz de impedir durante anos as normais relações entre Rússia e EUA. Num desenvolvimento preocupante, isto pode até colocar a relação russo-americana no patamar da impossibilidade. Putin, que não é mais do que um autocrata pós-comunista, está a ser tratado abaixo de «tirano» pelos inimigos internos de Trump. Neste delírio, se os dois presidentes não podem falar, então também não haverá solução para os pontos de tensão potencial: Ucrânia, Báltico, Síria. É como se as elites americanas, no seu desespero vingativo, preferissem arriscar uma guerra nuclear, desde que isso lhes permita tirar Trump da Casa Branca. Que a coisa tenha aplausos em Portugal é ainda mais estranho.

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Por estes rios acima (21)

por Pedro Correia, em 17.07.18

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RIO RABAGÃO

 

Nascente: Serra do Larouco, concelho de Montalegre

Foz: Rio Cávado

Extensão: 37 km

 

«Depois de Pitões das Júnias o trilho levou-nos a um dos sítios mais enigmáticos do Gerês, com quebrantos, diabos e lendas à mistura. A Ponte da Misarela, eternizada na voz de Sebastião Antunes (Quadrilha). Aqui o diabo anda mesmo à solta, o Rio Rabagão corre livre, sulcando rochas e falésias, deixando atrás de si um rasto de lagoas e belas cascatas.»

Do blogue Os Meus Trilhos

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Sim. Não. Talvez. O melhor é parar.

por Diogo Noivo, em 17.07.18

Houve roubo. Se calhar não houve roubo. Houve roubo, mas o armamento está obsoleto. Pensando melhor, só parte do armamento está obsoleto. Entretanto, o armamento foi recuperado. Está tudo bem. Aliás, recuperou-se mais do que tinha sido roubado. Até ficámos a ganhar. Tudo graças a uma chamada anónima. O mérito foi desta chamada, mas o Secretário Geral da NATO felicitou o Ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes pela recuperação do material roubado – pelo menos foi isso o que o referido Ministro disse à imprensa, sem o menor sinal de assombro nem qualquer sinal do Secretário Geral da NATO. Antes, em entrevista à SIC, também sem qualquer demonstração de pudor, Azeredo Lopes disse “para não pensarmos que somos anormais no contexto europeu e mundial, basta procurar 'roubo de armamento militar' no Google e vamos chegar a conclusões interessantes”, sendo que a única conclusão é a de que nunca tinham sido roubadas tantas armas antitanque num país da Aliança Atlântica. Pelo meio houve um relatório fabricado. Mas não há problema porque o material foi todo recuperado. Bom, afinal não, ainda há explosivos à solta.

Parece um sketch dos Gato Fedorento, mas não é. O caso de Tancos, cujo resumo consta no parágrafo anterior, jorra incúria, inépcia e descaramento q.b. Note-se que estamos a falar de uma área de soberania. Note-se também que cargas explosivas não são caixas de aspirinas subtraídas a um qualquer hospital público. Independentemente do apuramento dos detalhes e da identificação dos autores morais e materiais do crime, num Estado de Direito com um módico de escrutínio sobre a actividade dos poderes públicos já haveria gente destituída das funções que manifestamente não consegue cumprir.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 17.07.18

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A Noite Mais Longa de Todas as Noites, de Helena Pato

Prefácio de Maria Teresa Horta

Posfácios de Luís Farinha e Jorge Sampaio

Memórias

(edição Colibri, 2018)

"A autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico"

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Vitórias e derrotas simbólicas no Mundial

por João Pedro Pimenta, em 17.07.18

Acabou o Mundial da Rússia. Vai deixar saudades, até porque o próximo vai decorrer no Qatar, sabe-se lá em que condições. Aparentemente o Mundial correu bem aos país anfitrião. Houve transportes terrestres de graça para os adeptos, tal como prometido quando a Rússia ganhou a organização do evento, grandes festas e animação, e hooligans e pancadaria nem vê-los, como também já se previa. O país ficou mais bem visto e até a equipa russa, envelhecida e sem novos grandes talentos, progrediu para além do que se esperava, tendo deixado a candidata Espanha pelo caminho. O presidente da FIFA disse mesmo que tinham sido "o melhor Mundial de sempre", mas pode ser uma daquelas frases feitas que se usam sempre nestas ocasiões (na altura também disseram que Portugal tinha organizado "o melhor Euro de sempre"). De qualquer das maneiras, Vladimir Putin tem razões para sorrir, mas os fundos gastos por vezes com grande derrapagem orçamental haviam de produzir frutos. Os únicos espinhos foram os mais simbólicos: as quatro selecções semifinalistas foram de países cujos regimes - os de Londres, Paris, Bruxelas e Zagreb - não se dão particularmente bem com o de Moscovo, seja por razões conjunturais, políticas ou históricas. Assim, fico a pensar por quem é que os russos terão torcido, ou querido mais que perdesse. Mas talvez se tivesse havido um Rússia-Inglaterra, tendo em conta o momento presente, essa dúvida seria provavelmente desfeita.

 

Mas nisto do simbolismo houve um país que ficou mesmo a ganhar - além de reconquistar o troféu principal e voltar a vencer finais: a França. É que depois de tantas piadas à Alemanha pela sua eliminação prematura na fase de grupos (das quais a mais corriqueira era "Pela segunda vez na história, a Alemanha volta a ir mal preparada para a Rússia"), havia que relembrar o óbvio: que a França triunfou enfim em Moscovo, sem precisar de bater em retirada, e fogo, se o houve, foi só o de artifício - aparentemente houve mais chuva. Tinha de ser no Verão, claro. Lá do seu enorme túmulo, Napoleão pode repousar em paz.

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Canções do século XXI (470)

por Pedro Correia, em 17.07.18

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Frases de 2018 (33)

por Pedro Correia, em 16.07.18

«Vocês suaram a camisola. Vocês mobilizaram todo o país. 66 milhões de franceses tiveram os olhos postos em vós. Sereis exemplos para muitos jovens.»

Emmanuel Macron, Presidente francês, em palavras dirigidas no balneário aos jogadores do seu país que ontem se sagraram campeões do mundo em futebol

 

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Por estes rios acima (20)

por Pedro Correia, em 16.07.18

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RIO PAIVA

 

Nascente: Serra da Nave, freguesia da Pera Velha, concelho de Moimenta da Beira

Foz: Rio Douro, em Castelo de Paiva

Afluente: Rios Frades, Paivô, Ardena

Extensão: cerca de 110 km

 

«Também os tempos eram outros. O Paiva não tinha rincolheira que não desse um prato de pescado, vivinho de arregalar o olho, trutas finas e taludas como bacalhaus, bogas e bordalos gordos como lontros.»

Aquilino Ribeiro, O Malhadinhas 

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O debate em curso no PS

por Pedro Correia, em 16.07.18

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O maior debate ideológico neste momento na política portuguesa ocorre no interior do PS, já a apontar para um período posterior à actual liderança. Com uma clivagem cada vez mais evidente entre a sua ala maioritária, europeísta e firme defensora dos compromissos de Portugal enquanto membro das instituições comunitárias, e uma ala que anda seduzida por um certo populismo eurocéptico, de braço dado com forças partidárias que nunca advogaram a construção europeia e não escondem a aversão à união monetária.

Isto ocorre num período histórico de clara regressão da social-democracia clássica à escala continental. Socialistas e sociais-democratas estão em recuo acelerado em quase toda a Europa - Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Bélgica. Na Itália, em França e na Grécia os partidos socialistas eclipsaram-se. Tiveram de mudar de nome e de configuração para não desaparecerem de vez.

Na Alemanha, a última eleição federal ganha pelo SPD foi em 2002.

No Reino Unido, as últimas legislativas com triunfo eleitoral do Partido Trabalhista datam de 2005.

Em Espanha, o PSOE não vence uma eleição parlamentar desde 2008.

Este pano de fundo torna ainda mais interessante o debate em curso entre os socialistas cá do burgo. Enquanto uns sonham com a formação de um vasto bloco europeísta liderado pelo PS a partir do centro, que inclua os despojos futuros do cada vez mais fragmentado PSD, outros imaginam um partido federador e congregador das esquerdas eurocépticas, capaz de pescar em águas populistas e liderado a prazo por um candidato a Corbyn português. Como observa Vasco Pulido Valente, «a nova geração do PS é indistinguível da geração do Bloco de Esquerda: têm a mesma educação, o mesmo percurso social, vestem-se da mesma maneira, gostam das mesmas coisas».

Tempos interessantes, a que convém dar atenção.

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