Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O Delito nas redes sociais

por jpt, em 23.04.19

DO.jpg

Acabámos de criar uma página do Delito de Opinião no Facebook. Destina-se a divulgar naquela rede social as ligações aos textos que iremos publicando no blog. Aqui fica o convite aos leitores que têm conta no FB  para que a acompanhem. E a divulguem entre as suas ligações (os célebres "amigos-FB"), se assim o entenderem aconselhável. O colectivo agradecerá.

Para aceder a essa página basta pressionar: Delito de Opinião

Autoria e outros dados (tags, etc)

Retrato de sobrevivência

por Diogo Noivo, em 23.04.19

Pedro Braz Teixeira publica hoje um importante artigo no ECO onde pede maior clareza e detalhe ao INE na informação sobre distribuição de salários e rendimentos.

Sem prejuízo da importância do tema, o que mais impressiona - e indigna – no texto é o quadro que segmenta o vencimento líquido de trabalhadores por conta de outrem.

Captura de ecrã 2019-04-23, às 12.25.56.png

Mesmo tendo em conta possíveis insuficiências nos dados, é perturbante constatar que quase 65% da população portuguesa aufere menos de 900€ mensais. E que praticamente 80% recebe mensalmente um valor inferior a 1.200€.

Considerando os custos com habitação nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto (onde reside boa parte da população), o preço da energia (combustíveis e eletricidade à cabeça) e as debilidades dos serviços públicos (da saúde à segurança de pessoas e bens), o quadro retrata um povo que sobrevive. O tão apregoado fim da austeridade não passa de uma enorme fraude.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estátuas dos nossos reis (apêndice 5 e último)

por Pedro Correia, em 23.04.19

S. Pedro de Moel - Estátua de D. Dinis e da Raín

Estátua de D. Dinis e da Rainha Santa Isabel, em São Pedro de Moel (1972)

 

D. Afonso Henriques (1128-1185) 26

Estátuas e bustos em Alcanede, Alcobaça (2), Amares, Arcos de Valdevez, Barcelos, Caldas da Rainha, Cartaxo, Castelo Branco, Corroios, Guimarães (4), Leiria, Lisboa (3), Ourique, Porto, Santarém, Torres Novas, Viseu, Luanda (Angola), Rio de Janeiro (Brasil) e Zamora (Espanha)

D. Sancho I (1185-1211) 10

Estátuas e bustos em Alcobaça, Castelo Branco, Famalicão, Guarda, Guimarães, Lisboa, Penalva do Castelo, Sesimbra, Silves e Torres Novas

D. Afonso II (1211-1223) 4     

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Guimarães e Lisboa

D. Sancho II (1223-1248) 6       

Estátuas, bustos e mini-estátua em Alcobaça, Castelo Branco, Elvas (2), Guimarães e Lisboa

D.Afonso III (1248-1279) 7   

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Faro, Guimarães, Leiria, Lisboa e Viana do Castelo

D. Dinis (1279-1325) 16      

Estátuas e bustos em Alcobaça, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Coimbra (2), Guimarães, Leiria, Lisboa, Odivelas, Ourique, Salvaterra de Magos, São Pedro de Moel, São Roque do Pico, Trancoso, Vila Flor e Vila Nova de Foz Coa

D. Afonso IV (1325-1357) 4        

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Guimarães e Lisboa

D. Pedro I (1357-1367) 7  

Estátuas e busto em Alcobaça, Cascais, Castelo Branco, Coimbra, Guimarães, Lisboa e Lourinhã

D. Fernando I (1367-1383) 5     

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Guimarães, Leça do Balio-Matosinhos e Lisboa

D. João I (1385-1433) 6    

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Guimarães e Lisboa (3)

D. Duarte (1433-1438) 4 

Estátuas e busto em Castelo Branco, Guimarães, Lisboa e Viseu

D. Afonso V (1438-1481) 5      

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco, Guimarães e Lisboa (2)

D. João II (1481-1495) 6       

Estátuas e busto em Alcobaça, Alvor-Portimão, Castelo Branco, Guimarães e Lisboa (2)

D. Manuel I (1495-1521) 11     

Estátuas e bustos em Alcobaça, Alcochete, Almendra-Foz Coa, Castelo Branco, Elvas, Funchal, Guimarães e Lisboa (4)

D. João III (1521-1557) 7   

Estátuas e busto em Amarante, Castelo Branco, Coimbra (2), Guimarães, Lisboa e Portalegre

D. Sebastião (1557-1578) 9 

Estátuas e busto em Amarante, Amares, Castelo Branco, Esposende, Guimarães, Lagos e Lisboa (3)

D. Henrique (1578-1580) 4   

Estátuas, mini-estátua e busto em Amarante, Amares, Castelo Branco e Lisboa

D. António (1580) 2   

Estátua e busto em Angra do Heroísmo e Santarém

D. Filipe I (1580-1598) 2   

Estátua e mini-estátua em Amarante e Castelo Branco

D. Filipe II (1598-1621) 1

Mini-estátua em Castelo Branco

D. Filipe III (1621-1640) 1

Mini-estátua em Castelo Branco

D. João IV (1640-1656) 5 

Estátuas e bustos em Amares, Castelo Branco, Lisboa (2) e Vila Viçosa

D. Afonso VI (1656-1683) 3 

Estátuas e busto em Alcobaça, Castelo Branco e Lisboa

D. Pedro II (1683-1706) 4  

Estátuas e bustos em Alcobaça, Castelo Branco, Coimbra e Lisboa

D. João V (1706-1750) 8

Estátuas e bustos em Alcobaça, Alter do Chão, Castelo Branco, Lisboa (2), Mafra (2) e Santos (Brasil)

D. José (1750-1777) 5 

Estátuas e bustos em Alcobaça, Castelo Branco, Coimbra e Lisboa (2)

D. Maria I (1777-1816) 4 

Estátuas e bustos em Lisboa (2), Malveira e Queluz

D. João VI (1816-1826) 14  

Estátuas e bustos em Lisboa (3), Porto, Queluz (2), Brasília, Rio de Janeiro (6) e Salvador

D. Pedro IV (1826) 15

Estátuas e bustos em Alfeite-Almada, Angra do Heroísmo, Lisboa (2), Porto (3), Vila Nova de Gaia, Brasília, Itu-São Paulo, Rio de Janeiro (4) e São Paulo

D. Maria II (1834-1853) 4 

Estátuas e bustos em Famalicão, Lisboa, Mafra e Rio de Janeiro

D. Fernando II (1836-1853) 5 

Estátua e bustos em Alfeite-Almada, Lisboa e Sintra (3)

D. Pedro V (1853-1861) 7 

Estátuas e bustos em Braga, Castelo de Vide, Lisboa (3), Mafra e Porto

D. Luís (1861-1889) 6 

Estátuas e bustos em Alfeite-Almada, Cascais (2), Covilhã e Lisboa (2)

D. Carlos (1889-1908) 6

Estátuas e bustos em Cascais, Lisboa (3), Mafra e Ponta Delgada

D. Manuel II (1908-1910) 3

Estatueta e bustos em Lisboa, Oliveira do Hospital e Vila Nova de Gaia

Autoria e outros dados (tags, etc)

Lavourada da semana

por Pedro Correia, em 23.04.19

21377337_nD3fU.jpeg

 

«O Sena é feito de água, e a água não arde, portanto, as margens do Sena estão intactas... A própria Notre Dame, se você vir de cima está horrível, porém, vista de fora, que é como a generalidade dos turistas a vê, está porreira. As pedras não arderam, está tudo na mesma. Basta pôr-lhe um telhado novo em cima, e em cima do telhado pôr um pináculo (que não é mais que uma armação de madeira revestida de pedras), e está a andar...»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 23.04.19

image.jpg

 

O Que Eu Ouvi na Barrica das Maçãs, de Mário de Carvalho

Crónicas

(edição Porto Editora, 2019)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 23.04.19

 

Todas as pessoas são dignas de respeito, mas o mesmo não se aplica a todas as opiniões que emitem.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Canções do século XXI (750)

por Pedro Correia, em 23.04.19

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estátuas dos nossos reis (apêndice 4)

por Pedro Correia, em 22.04.19

57ad4f06d4c6d061a852d8c3d7cf09ea.jpg

A mais célebre estátua do nosso primeiro Rei, erguida em Guimarães (1887)

 

O nosso Rei mais representado em estátuas é D. Afonso Henriques: ao longo de quase oito meses, contabilizei nada menos do que 26. Não admira: foi o fundador da nacionalidade, é um dos nossos heróis nacionais e distinguiu-se também por ser o monarca português com reinado mais longo.

Segue-se D. Dinis - rei-lavrador, rei-poeta, fundador da Universidade de Coimbra. Com 16 monumentos em forma de estátua ou busto espalhados pelo território nacional. 

O terceiro e quarto mais enaltecidos em estátua, com praticamente o mesmo número de monumentos evocativos, são pai e filho: D. João VI e D. Pedro IV. Contando, cada qual, com um bom contributo de representações no Brasil, como já indiquei. D. Pedro tem 15, D. João tem 14.

Na quinta posição figura o nosso Rei Venturoso, D. Manuel I, em cujo reinado foram inauguradas as rotas marítimas para a Índia e o Brasil. Conta com 11 estátuas. 

Seguem-se D. Sancho I (com dez), D. Sebastião (com nove) e D. João V (com oito). Amanhã, para rematar a série, publicarei aqui a lista completa das 232 estátuas que consegui identificar - mais duas do que o registo inicialmente estabelecido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Sri Lanka e o estado do Ocidente

por jpt, em 22.04.19

obama2.jpg

obama1.jpg

 

 

 

 

 

Não há muito para dizer sobre os terríveis atentados no Sri Lanka que a imprensa não tenha já relatado (ou venha a relatar, acontecida que foi há pouco outra explosão) - talvez lembrar que nos últimos dias houve um ataque do ISIS no Congo, e que a "insurgência" islamita em Moçambique se vai disseminando para sul. Entre tantos outros países onde formas super-agressivas de islamismo político se vão disseminando, isto para além das habituais formas de ditaduras políticas e intolerância sociocultural - os militantes "activistas" e "identitaristas", bem como os Estados europeus, são completamente excêntricos ao autoritarismo religioso do Islão, patente nas formas inaceitáveis de tratamento da apostasia e de perseguição dos ateus, bem como da perseguição e discriminação de minorias religiosas. Tanto nos países de maioria muçulmana como nas práticas das populações muçulmanas residentes na União Europeia "dos direitos humanos". Alguém se interroga sobre como actuam os líderes religiosos muçulmanos em Portugal (e na UE) face aos que querem abandonar a sua religião, como pregam sobre o assunto, que pedagogia da tolerância praticam, que modalidades institucionais instauram? De facto, a liberdade de culto, um dos valores fundamentais conquistados na Europa é posta em causa no interior de núcleos crescentes da população sem que isso seja apontado pela maioria dos intelectuais dos países europeus (algemados aos pós-marxismo identitarista) e sob o silêncio (timorato) dos Estados. 

Um dos grandes problemas é o do negacionismo do processo em curso. Trata-se de uma "guerra civil" islâmica, uma "guerra santa" endógena, uma enorme conflitualidade interna ao islamismo, uma religião política por excelência, talvez a mais política de todas, promovida pela desvairada violência do "integrismo", querendo esmagar (converter ou exterminar) outras correntes. Aquilo  que é um "ur-fascismo", para usar a problemática definição de Umberto Eco. Mas também, concomitantemente, de uma "guerra santa" contra os cristãos (e também contra os hindús, mas mais calma em termos de atentados ainda que a conflitualidade latente entre Índia e Paquistão não augure nada de bom neste domínio). É tendencialmente uma guerra universal, inegociável, pois os "integristas" tudo querem, não há como negociar.

Nesse âmbito temos o supremo problema de que o "ocidente", ao confundir democracia com "multiculturalismo" - versão secularismo, à qual em Portugal Rebelo de Sousa deu carta de corso logo que tomou posse, diante do silêncio ignorante e estuporado da classe intelectual e dos políticos (dos jornalistas já nem se fala) - não coloca o problema tal e qual ele existe. Começa isso por não o nomear, em requebros e meneios que são verdadeiramente suicidários. O exemplo do dia, tonitruante por vir de quem vem, é a forma como Obama e Clinton se referiram às vítimas dos horríveis atentados no Sri Lanka. Repare-se bem nisto: se há um mês o desgraçado morticínio numa mesquita neo-zelandesa foi enunciado pelo ex-presidente americano como uma agressão à "comunidade islâmica" (e não aos "Adoradores do Profeta" ou aos "Adoradores do Pedregulho"), agora os atentados são por ele (e pela sua ex-vice) considerados como atingindo os "Adoradores da Páscoa" (e não a "comunidade cristã"). Nesta vergonhosa pantomina retórica reina o substrato negacionismo, o propósito de não identificar, sonoramente e com exactidão, os alvos: os cristãos.

O inimigo é, evidentemente, o ur-fascismo islâmico. Mas é evidente que Obama, e os tantos "Adoradores do Obama", são perigosos. Chamberlains actuais, nada mais do que isso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Palavras para recordar (44)

por Pedro Correia, em 22.04.19

rui-rio.jpeg

 

RUI RIO

RTP, 24 de Abril de 2008

«O PSD bateu no fundo.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Brioches e Galpgate

por jpt, em 22.04.19

brioches.jpg

"Que eles comam brioches" (já que não têm pão) é a célebre frase menosprezadora dos miseráveis esfaimados, sempre atribuída a Maria Antonieta para ilustrar a inconsciência política dos possidentes face aos sentimentos populares - o dito é falso mas è ben trovato.

Vêm-me esses brioches à cabeça ao ler que PS, PCP e PSD se conluiaram para legitimar a oferta de viagens de privados aos políticos no activo, porventura abrindo caminho para arquivar as acusações a uma série de ex-governantes, o célebre Galpgate.

O tal "Galpgate" não será particularmente importante, isto dos políticos terem uma viagem para ir ver um jogo de futebol não será, por si só, suficiente para ulularmos "corruptos". Mas o impressionante é terem os maiores partidos portugueses legislado esta medida neste momento, quando as representações populares sobre os políticos não são particularmente benévolas - será preciso lembrar o Socratesgate? O alargado rol de políticos cavaquistas com máculas satânicas? As tropelias autárquicas? O longo processo de substituição da PGR, motivo de tantas especulações? O DDT, até íntimo do actual PR, a mostrar como o poder económico subjuga o poder político? Não digo que o poder político seja corrupto, digo que há uma enorme suspeição, a qual afecta a relação com o regime: 30 e tal por cento do pessoal nem sequer vota, e muitos dos votantes continuam no clubismo de que "os dos outros partidos é que são corruptos".

E neste ambiente - que é também internacional, com a crescente vaga de movimentos excêntricos aos partidos tradicionais, exauridos pela desconfiança crescente face às práticas dos seus dirigentes - os grandes partidos portugueses (quo vadis, PCP?), surgem a "limpar o arquivo", a legislar para que os seus dirigentes possam receber oferendas e inocentar, retroactivamente, alguns deles. E isso a um mês das eleições, encolhendo os ombros a hipotéticos efeitos eleitorais de uma medida destas. O que demonstra uma crença inabalável do atavismo do comportamento eleitoral dos portugueses, a qual se calhar até é fundamentada (assim o dizem as sondagens, mais deputado para um, menos deputado para outro ...). Mas mostra, acima de tudo, uma enorme inconsciência quanto às movimentações das sensibilidades populares, à possibilidade do inesperado num futuro breve, uma cegueira típica de espírito de casta (repito, quo vadis, PCP?).

"Eles que comam brioches", diz Costa, atrevido como sempre, e Rio, absurdo como parece. E Jerónimo, também? A ver o que o futuro trará.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 22.04.19

«Tenho de acreditar nalguma coisa, exige-mo a minha racionalidade.
Não posso aceitar, como ser pensante que sou, que seja um acaso a justificação para o meu aparecimento neste mundo. Nem eu, nem a humanidade nem o universo.
Um acaso? E o que é um acaso? Um acaso é um argumento muito fácil para nos desembaraçarmos de perguntas incómodas. Foi o acaso e está feito.
Mas mesmo que fosse: vamos hipoteticamente aceitar esse acaso como a criação de tudo. E o que é? Quem tornou esse eventual acaso uma realidade criadora? De onde surgiu? Como se formou? De onde veio e apareceu?
Para mim, e unicamente para mim sem questionar nem contraditar opiniões contrárias, portanto para mim e para o que a estrutura da minha racionalidade diz, dado que do nada se obtém nada, então houve alguém ou alguma coisa que criou.
E só encontro uma explicação. Inteligência. Uma inteligência muito grande, imensa, de enormidade tremenda e infinita preenchendo todo o espaço cósmico, o nosso e aquele que não conhecemos.
Assim, em meu entendimento, faz algum sentido a religião quando diz que Deus (Inteligência) está aqui, está ali e em toda a parte.
E nós também fazemos parte dela porque, vá-se lá saber porquê, parte dessa inteligência, uma migalha como uma gota de água derramada nos oceanos, foi-nos concedida. Chamemos-lhe alma, ou espírito, como quisermos.
Volta a ter algum sentido para mim quando a igreja diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.
Não vejo muito bem para quê se só a utilizamos para destruir, e provavelmente seria muito melhor se fosse aplicada numa mosca ou numa barata, mas pronto. Foi assim e assim será.
Talvez para que possamos ser responsáveis pelos nosso actos. Deve ter sido. Ninguém pede responsabilidades a um gato que saltou e rasgou a cortina.
Isto é Deus para mim. Inteligência.»

 

Do nosso leitor Corvo. A propósito deste texto do João Campos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.04.19

250x.jpg

 

Maré Alta, de Pedro Vieira

Romance

(edição Companhia das Letras, 2019)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Canções do século XXI (749)

por Pedro Correia, em 22.04.19

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os atentados no Sri Lanka.

por Luís Menezes Leitão, em 21.04.19

map_of_sri-lanka.jpg

Visitei o Sri Lanka em 1997. Nessa altura o país vivia imerso num conflito de décadas entre o Governo da maioria budista e o movimento separatista hindu Tigres de Libertação do Tamil Eelam que defendia a criação de um Estado separado “eelam” no território Tamil no Nordeste da Ilha. Por isso as deslocações dos turistas eram feitas sob rigorosas medidas de segurança com detectores de metais em todos os sítios turísticos.

Colombo-Skyline-Aerial.jpg

images-2.jpg

Apesar disso passei a considerar o Sri Lanka o melhor destino turístico que já visitei. Pode passar-se de uma metrópole magnífica como Colombo a uma cidade tipicamente inglesa na montanha como Nuwara Elyia. Pode fazer-se um safari fotográfico na selva ou subir às ruínas históricas de Sigiryia no alto da montanha. E pode-se ver a herança portuguesa em Galle no litoral.

GettyImages-550859245_full.jpg

1508905854329.jpg

No Sri Lanka o Islamismo e o Cristianismo são religiões sem grande representação. Alguma coisa muito séria se passa por isso quando existe um ataque desta ordem por parte de um movimento islâmico ao cristianismo neste país. Assiste-se hoje a uma escalada preocupante nos conflitos religiosos a que urge pôr termo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estátuas dos nossos reis (232)

por Pedro Correia, em 21.04.19

image016.jpg

transferir (1).jpg

 

D. Pedro IV (1826)

 

Autor: Francesco Benaglia

Ano da inauguração: 1937

Localização: Museu Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco (Rio de Janeiro)

Autoria e outros dados (tags, etc)

No fim não existe fim

por Pedro Correia, em 21.04.19

congdon09.jpg

Quadro de William Congdon (1912-1998)

 

«Deus é existirmos e isso não ser tudo.»

Fernando Pessoa

 

Jesus teve apóstolos, todos homens. Mas, destes, nem todos o seguiram da mesma forma. Um traiu-o, outro negou-o, um terceiro duvidou que tivesse regressado das trevas da morte. Já as mulheres que sempre acompanharam o nazareno - tornando-se assim também suas discípulas - não vacilaram na fé. Talvez por isso, são elas as primeiras a observar o sepulcro vazio. Os evangelistas dão-lhes nomes: Maria Magdalena - assim chamada por ser de Magdala -, Maria, mãe de Tiago, Joana e Salomé. É Magdalena - e nenhum dos homens - a primeira pessoa a vê-lo ressuscitado. Ao contrário do que viria a fazer Tomé, ela nem por um instante duvida. À semelhança do que sucedera com Marta, ao recebê-lo em Betânia após velar o corpo do falecido irmão Lázaro: «Creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo», relata João. 

Será Maria de Magdala a anunciar a Boa Nova naquela manhã, diferente de qualquer outra. O Mestre - como Magdalena e Marta lhe chamavam - cumprira a promessa feita pouco antes de voluntariamente se submeter às injúrias, às flagelações e à morte a que os poderes terrenos o haveriam de condenar: «Não vos deixarei órfãos.» Abrindo assim uma luz de esperança que não tornaria a apagar-se na história humana.

Nada voltou a ser igual. E disso dá testemunho São Paulo na sua Carta aos Gálatas: «Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo.» (4, 28) Assim se fundava o mais imperecível de todos os direitos: o direito universal à dignidade, baseado na suprema instância moral. Nenhum de nós é órfão.

Tudo começou, de algum modo, naquele túmulo vazio. Como escreveu Robert Lowell, «no fim não existe fim.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.04.19

citacoes-de-jesus-cristo.jpg

 

Citações de Jesus Cristo

Organização e recolha de Manuel S. Fonseca e Cláudia Cabaço

(edição Guerra & Paz, 2019)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Pensamento da semana

por João Campos, em 21.04.19

A  morte é o último refúgio dos deuses.

Os avanços da ciência todos os dias privam o divino dos seus poderes de criação do Universo - teorizámos o Big Bang e a Relatividade, pisámos o solo lunar, enviámos sondas aos vários planetas do Sistema Solar (duas delas encontram-se nas nossas fronteiras estelares), e ainda há dias tivemos a oportunidade de contemplar com assombro, pela primeira vez na História, o ambiente que envolve um buraco negro a 55 milhões de anos-luz de distância no tempo e no espaço. Um feito científico e tecnológico notável, para nos mostrar algo que reside a uma distância incompreensível. Também a criação humana escapou ao domínio dos deuses, por Darwin e por todos os que se lhe seguiram - não fomos criados pelo sopro divino mas pela evolução dos primeiros organismos a residir no lodo primordial, que aos tropeções pelas eras nos permitiram chegar aqui, milhares de milhões de anos volvidos. A vida será um milagre, talvez, mas menos pelas suas múltiplas interpretações divinas do que pela sua fascinante improbabilidade.

Resta a morte, absoluta na sua inverosimilhança e no seu mistério. É nela, e não no espaço, que reside a fronteira final. O derradeiro abismo. Como o horizonte de eventos do buraco negro M87* - nem a luz lhe escapa, e tudo o que ultrapassa as suas fronteiras cósmicas esvai-se para lá do nosso conhecimento. Sabemos da existência da morte e da sua inevitabilidade; tentamos não pensar nela no nosso dia-a-dia, e tentamos preparar-nos para ela sempre que se nos impõe. É um exercício fútil: não há doença incurável, acidente irreparável ou velhice prolongada que nos permita antecipar o fatidico momento em que o coração de alguém que nos é querido pára de bater e a sua pessoa, única e irrepetível, desaparece para lá do nosso alcance. Resta o vazio que essa pessoa deixa, as memórias que nos acompanharão até ao fim, e o desejo improvável de a voltarmos a encontrar. É aqui que as respostas da ciência se revelam insuficientes, incapazes que oferecer consolo ou de alimentar uma esperança que escapa à lógica e a razão. E é neste vazio tão vasto e diminuto, e nesta esperança impossível, que sobrevivem os deuses.

 

Este pensamento acompanhou o Delito durante toda a semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Canções do século XXI (748)

por Pedro Correia, em 21.04.19

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D