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Viva Spacey

por jpt, em 12.12.17

spacey.jpeg

 

Já estive para blogar um texto "Je suis Kevin!" mas censurei-me (enfim, sou pai, que pensaria a minha filha? ...). Mas esta nova notícia é espectacular, gargalhável, obriga-me a botar. Então não é que o mariola foi apalpar o príncipe lá da Sildávia, e no próprio palácio dele ... O gajo é um radical, sem limites. Ou seja, literalmente desbragado. Será até, porventura, um pouco uma bicha louca (eu sei, a expressão é um bocado preconceituosa. Mas é usada também por homossexuais, assim entendo-a legítima). G'anda Kevin. A notícia tem também duas implicações políticas: a primeira, lateral, é um estalo nos pobres monárquicos, sempre ciosos de uma qualquer superioridade das linhagens. Pois é óbvio que um cavalheiro nunca falaria em público de uma coisa destas, quanto mais um genro de rei. Assim mostrando-se qual mero espectador de reality show, como qualquer sub-plebeu. Enfim, o episódio serve para fazer engolir a patetice monárquica.

 

A segunda é mais actual, pois isto mostra bem o ambiente e a injusteza (e injustiça) do execrável ambiente que vem acontecendo. Um tipo é jovem e lê, por exemplo, uns contos do Tennessee Williams e, apesar de tender para outro lado, acha-os o máximo. Como contos, acima de tudo, mas também como liberdade. Depois envelhece e vê este pérfido retrocesso, como esta horrível coisa que andam a fazer ao Spacey - despedido e até o apagam de filmes, pura censura diante do silêncio da dita "esquerda europeia", sempre tão atenta às censuras e perversões de Hollywood. É de lembrar, isto é um ambiente criado pelo fundamentalismo "genderista" / "identitarista". Em última análise é autofágico (pois cairá em cima dos seus mais acérrimos defensores, vituperando comportamentos ditos "alternativos).  Pois, de facto, a única coisa de que Spacey é acusado é de ser "promíscuo" (palavra que é um programa político, moralista). Foi moral e profissionalmente linchado por razões políticas - por não se ter assumido como homossexual, e como tal ser uma "fraude", disse o primeiro delator. Ou seja, por não integrar as fileiras do movimento político "gay". Nisso acusado de violências morais e físicas, e até pedofilia (a monstruosidade dos nossos dias). Mas de facto o gajo não é mais do que um atrevido, tanto apalpa o tal "príncipe" como diz ao jovem no bar "vamos lá ...". Não assenta o seu (in)comportamento no poder que tem, mas sim no risco (deve ser uma personagem ...). Não é que eu esteja a secundar a abordagem (eu, a quem até o canto do olho se engasga, tímido e corado, quando passa alguma senhora mais apresentável). Mas isto não tem nada de violento ("é a vida", como se diz em inglês) e está provocar a sua lapidação. Pelos radicais homossexuais (em formato autofágico, e nem parece estarem a compreendê-lo). E pelos moralistas mais conservadores. E, apanhando a crista da onda, como se na praia da Nazaré, pelas mais reaccionárias das militantes do "género", excitadas em versão de mera tradução heterossexual deste fascismo, que tudo quer transformar em "assédio". Mas, para além disto tudo, fica o fundamental - isto do sacaninha do Spacey ir lá apalpar o decerto que cagão do pseudo-príncipe. Yes!

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26 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 12.12.2017 às 17:29

"Não é que eu esteja a secundar a abordagem (eu, a quem até o canto do olho se engasga, tímido e corado, quando passa alguma senhora mais apresentável)."

"Viva Spacey"

Cá para mim o jpt gosta de abordagens à maluca!!....não há nenhum problema...até está na moda....assim como os BMW e os casacos da Hollister...
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De jpt a 12.12.2017 às 17:59

Não sei o que são os casacos que refere. Nunca tive um BMW. O último carro que tive dizia "powered by Mercedes", era mais do que q.b. e nunca me deu razões de queixa.
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De Vlad, o Emborcador a 12.12.2017 às 18:56

Um Smart, querem ver!!
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De jpt a 12.12.2017 às 20:20

nem de perto nem de longe ...
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De Anónimo a 13.12.2017 às 08:20

Um ssangyong...

WW
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De jpt a 13.12.2017 às 10:06

Ora lá está
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De Vlad, o Emborcador a 13.12.2017 às 17:44

De SS percebe o WW
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De Anónimo a 12.12.2017 às 18:31

Quer dizer que era daqueles que não queria sair do armário.
Cobardola!
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De José António Abreu a 12.12.2017 às 20:50

Por acaso acho que a sua observação merece um comentário sério. No final da década de 1990, quando começou a tornar-se conhecido (após "Sete Pecados Mortais", "Os Suspeitos do Costume" e "Beleza Americana"), Spacey dizia em entrevistas que gostava que o público não o conseguisse associá-lo a um tipo de papel ou a um estilo de vida porque isso tornava os seus desempenhos mais eficazes. Evidentemente, poderia haver nas declarações uma parte de encenação e, de qualquer modo, o tempo e a fama acabaram por fazer dele um actor menos inclassificável. Ainda assim, existirão vantagens em que os actores - como os escritores, os músicos, e até os desportistas - não exponham demasiado a sua vida pessoal e permitam que o que fazem fale por si. Creio que assumir a homossexualidade não traria grandes problemas a Spacey, pelo menos a partir de certa altura (nos anos 80 ou início dos anos 90 talvez ainda fosse um pouco diferente). Mas grande parte da força dele enquanto actor residia na quase ausência de informação que o espectador tinha sobre ele. Isso permitia-lhe ser tão credível no papel de um pai suburbano apaixonado por uma amiga da filha ("Beleza Americana") como no papel de um sulista rico, homossexual latente ("Os Jardins do Bem e do Mal", de Clint Eastwood).

Seja como for, desde há vários anos, a homossexualidade de Spacey era quase ponto assente. Ele apenas nunca a assumiu abertamente. E tinha todo o direito de não assumir. Querer forçar os homossexuais - ou qualquer outro grupo - a "sair do armário" é um acto profundamente egoísta e totalitário.
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De jpt a 13.12.2017 às 10:10

Na mouche ... seja quanto ao percurso do actor Spacey, seja quanto às vantagens da relativa indeterminação pessoal dos actores. E também sobre isso da "obrigatoriedade" imposta pelos radicais homossexuais do "assumir" (até pela palavra mostram bem a perfídia apatetada que os preenche). Há até os casos em que os militantes radicais (entre os quais, de forma blasé, um recomendando velho bloguista luso) fazem a "denúncia" da homossexualidade de personagens públicas - que é o cúmulo da perversão.
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De Marina Molares a 12.12.2017 às 20:45

Bem , nunca pensei que um homem não se conseguisse defender dos avanços duma fraca figura como o coitado do Kevin :) um murro nos queixos ? uma bofetada valente? não se percebem estas histórias tão mal contadas..
Se assediou gays , é esquisito tipos que têm na sua cultura sexual "quartos escuros" e saunas tudo ao molho e fé em Deus , armarem-se em virgens ofendidas ; se assediou heteros , vamos lá ver , que raio de mariquitas , jasus , piores que uma mulherzinha.
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De jpt a 13.12.2017 às 10:16

Este queixume generalizado é uma vergonha
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De Maria Dulce Fernandes a 12.12.2017 às 21:07

Apoiado.

Já tinha eacrito umas linhas sobre o Kevin, mas esta da realeza bate tudo. Falidos, caídos em desgraça por apalpação....

http://acontarvindodoceu.blogspot.pt/2017/11/malfeitores-e-aproveitadores-kayser-soze.html
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De jpt a 13.12.2017 às 14:52

Já não há reis como antigamente ... (ainda que alguns desses, também!, não tenham sido grandes exemplos)
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De Vento a 12.12.2017 às 21:31

Agora foi a Terry a dizer que o Larry King a assediou, com umas apalpadelas.
http://lifestyle.sapo.pt/fama/noticias-fama/artigos/apresentador-larry-king-acusado-de-assediar-modelo

Parece-me que vivemos a versão da caça às bruxas do século XXI.

Conheço a versão de senhoras portuguesas, e algumas delas empregadas, que, no passado, quando eram importunadas por alguém reagiam ao estalo. E estalo forte e feio, para garantir a sua respeitabilidade. Mas fico a saber que noutros quadrantes, e aqui também, espera-se anos para contra-atacar.
Estas estórias já começam a cheirar mal.
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De jpt a 13.12.2017 às 10:11

Tresandam. Bem, um dia destes quem não for denunciado "não é ninguém" ...
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De Anónimo a 12.12.2017 às 22:12

> assim entendo-a legítima

Se experimentar ir para a angloternet dizer "Niggah, please", explicam-lhe o erro de entendimento. Não sei se antes ou depois de ser crucificado, mas explicam muito bem.

(Só uma observação factual, sem juízo de valor. Por cá vamo-nos safando com o "atraso atávico", mas lá virá o dia, se ainda não chegou.)
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De Vento a 13.12.2017 às 10:56

As semânticas aplicam-se no seu contexto, com ou sem acordo ortográfico. O seu exemplo é a prova de que essa do niggah veio para ficar, com ou sem crucificação.
A questão sobre as apalpadelas é a versão civilizacional do novo pecado original. Agora não é pecado dar umas dentadas na fruta, mas sim apalpar a fruta.
Mas mais ainda, a fruta tem de estar bem exposta para que nela não se apalpe. Na versão original do pecado a fruta não podia ser comida, mas nada impedia que fosse apalpada, nem que fosse para contemplação táctil. Em resumo, a história remete-nos para o facto de não ter sido o pecado a causa das desgraças, mas a tentação. E nestas coisas da tentação convém referir que existem os que tentam e os que são tentados. Portanto, o progresso civilizacional consiste em banir a tentação, isto é, o próprio Homem, se antes não se optar pela castração de ambos os sexos. Sim, eu ainda sou daqueles que acredita que só existem 2 géneros: o masculino e o feminino.
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De jpt a 13.12.2017 às 14:54

já o meu género (e sem "fazer género") é aquele dos que não percebem bem a pertinência deste primeiro comentário. Quanto ao apalpar a fruta, todos sabemos que não se deve fazê-lo no mercado ...
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De Arlety Pin a 12.12.2017 às 22:24

Então por aqui é só assuntinhos menores de gays e lésbicas, não é queridosinhos (e queridasinhas)?
Que tal uma opiniãozinha (abalizadinha, claro está) sobre o escândalozinho RARÍSSIMAS?
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De Anónimo a 13.12.2017 às 08:34

Parece-me (parece-me) que não vem muitas vezes aqui ao DdO.
Olhe o Vlad lá em cima esteve quase para se cansar mais ainda bem que não mas outros já se cansaram, eu pela minha parte venho pela curiosidade de ver até onde o barco vai.
Mas pior que as raríssimas é não ter havido aqui uma menção que fosse á aniquilação do Isis na Síria / Iraque ou em relação ao comércio de escravos na Líbia mas temos sempre alguém a lembrar-nos a Venezuela...
Quanto ao assédio é mais um assunto para nos distrair...são uns puritanos agora...vejam lá.

WW
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De jpt a 13.12.2017 às 10:15

Obrigado (a ambos?) pela companhia. Mas o interessante mesmo é isto dos leitores do blog encomendarem textos. E ainda por cima hierarquizarem a pertinência dos assuntos sobre os quais deveremos aqui falar.

Quanto ao assuntos de que falam não tenho particular conhecimentos para poder blogar (a não ser que o comércio de escravos na Líbia é da responsabilidade dos EUA e dos europeus). Pode ser que algum co-bloguista vos possa acudir.
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De Pedro Correia a 13.12.2017 às 11:03

É, de facto, muito interessante que aqui venham picar o ponto para encomendar prosa ou verso. Ainda mais interessante tratando-se de gente que poupa caracteres na assinatura dos comentários - coisa nada raríssima.
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De Anónimo a 13.12.2017 às 14:16

https://www.youtube.com/watch?v=hIvRkjOd1f8

WW
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De jpt a 13.12.2017 às 14:55

Esse não é o Kevin Spacey, é o Mel Gibson
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De jpt a 13.12.2017 às 14:55

Também acho piada às blogo-encomendas, principalmente quando em tom impertinente.

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