Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ligação directa

por Pedro Correia, em 21.02.17

À Lili in the Woods.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ler

por Pedro Correia, em 20.02.17

Premiar o homicídio premeditado. Da Carla Hilário Quevedo, na Bomba Inteligente.

Desobedecer. De Rita Carreira, n' A Destreza das Dúvidas.

Das boas ideias. Da Daniela Major, no Aventar.

Trabalhos forçados. Da Zélia Parreira, no Açúcar Amarelo.

Em bicos-de-pés. Da Vanita, na Caixa dos Segredos.

O segredo da felicidade. Da Maria João Caetano, n' A Gata Christie.

Trovoada. De Ana Cássia Rebelo, na Ana de Amsterdam.

Choupos. Da Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.

Mar alto, rodeada por golfinhos. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Palavras para recordar (18)

por Pedro Correia, em 20.02.17

8262298_tIFvi[1].jpg

 

NICOLAU SANTOS

Expresso, 20 de Fevereiro de 2010

«Vítor Constâncio foi eleito pelo Ecofin como o nome a apresentar ao Conselho Europeu de Março para ocupar o lugar de vice-governador do Banco Central Europeu. Foi uma escolha unânime, batendo os outros dois candidatos ao lugar. É uma grande vitória para o país e uma grande vitória para Constâncio, pois resulta essencialmente do prestígio nacional e internacional de que o governador do Banco de Portugal desfruta. (...)

Constâncio resistiu a todas as acusações e sai por cima para um cargo de grande responsabilidade e prestígio. Merece-o inteiramente. Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.02.17

 

imagem[1].jpg

 

Pastoralia, de George Saunders

Tradução de Rogério Casanova

Contos

(edição Antígona, 2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.02.17

image[1].jpg

 

Quero Acreditar, de Laurinda Alves

Reflexões

(edição Clube do Autor, 2016)

"Por vontade expressa da autora, a presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Passado presente (CDXXIII)

por Pedro Correia, em 18.02.17

dc62r4[1].jpg

 

  Taunus 17M

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 18.02.17

image[1].jpg

 

Música no Coração, de Maria Augusta Trapp

Prefácio de Filipe La Féria

Tradução de Ana Paula Florindo

Memórias

(edição Verso de Kapa, 2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.02.17

 

No país do achismo, quem tem olho é tudólogo.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diz-me quem te critica...

por Pedro Correia, em 17.02.17

A semana começou com críticas do PSD a Marcelo Rebelo de Sousa e aproxima-se do fim com críticas do PS a Marcelo Rebelo de Sousa.

Prova evidente de que o Presidente da República está a cumprir bem o seu papel.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 17.02.17

Cronicas_capa.png

 

Crónicas Moralistas, de João Távora

Prefácio de J. Rentes de Carvalho

Comentários, notas e memórias

(edição Páginas e Letras, 2017)

NOTA: o livro só se encontra à venda na internet, via este endereço: http://joaotavora.pt/index.php/cronicas-moralistas

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Frases de 2017 (6)

por Pedro Correia, em 17.02.17

«Como ministro das Finanças, Mário Centeno não está fragilizado.»

Manuela Ferreira Leite, ontem, na TVI 24

Autoria e outros dados (tags, etc)

Belles toujours

por Pedro Correia, em 17.02.17

1448019114_349452_1448020227_sumario_normal[1].jpg

 

Adriana Ugarte

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

As etiquetas partidárias

por Pedro Correia, em 17.02.17

 

Ouço por vezes falar em "ideologias" na política portuguesa. Há até uns sábios que se assumem como guardiães dos respectivos templos.

Mas que ideologias, afinal?

 

O CDS reivindicou-se sempre como partido "do centro". C de centro, aliás. Mas esteve sempre à direita do centro, contrariando aliás a vontade de um restrito núcleo dos seus fundadores.

O PCP só seria comunista se fosse um partido revolucionário. Mas é um partido institucionalista, com base social no funcionalismo público a nível nacional e local. Nada tem de revolucionário.

O PSD nunca foi social-democrata. Foi - e é - um partido liberal, conservador, com matizes populistas nas suas adjacências regionais.

O PS meteu o socialismo na gaveta ainda na década de 70. Teve sempre uma matriz dominante - a da social-democracia clássica, com erupções sociais-cristãs sobretudo no consulado de António Guterres.

O Bloco de Esquerda é vagamente "socialista" mas contemporizador com a UE capitalista, da qual não quer dissociar-se. Burguês até à medula, com representação residual junto dos segmentos mais pobres da sociedade. 

O PEV é tão ecologista como eu sou evangélico, xintoísta ou libertário. Eterna muleta do PCP, sempre foi muito mais vermelho que verde.

 

Esqueçamos portanto as etiquetas. Dizem-nos muito pouco ou quase nada dos partidos portugueses.

Autoria e outros dados (tags, etc)

2017-02-11 17.44.50.jpg

 Livraria Bertrand, Campo Pequeno (Lisboa), 11 de Fevereiro

 

Depois do sucesso registado em Lisboa, a Política de A a Z terá a próxima sessão de lançamento já no próximo dia 25, a partir das 17 horas, em Braga. Na Livraria Bertrand do Shopping Liberdade. Com apresentação de Luís Marques Mendes e Nuno Barreto.

Esta obra, que assino em parceria com Rodrigo Gonçalves, já foi pretexto para entrevistas na TVI 24, SIC Notícias, Lusa, Antena 1, Antena 3, M80, Rádio Amália, Rádio Cidade de Tomar, Rádio Voz da Golegã, Rádio de Vila de Rei e revista Novos Livros, além de ter justificado referências no Diário de Notícias, Jornal de Negócios, TSF, CMTV e revista Sábado.

Em breve darei aqui nota mais detalhada sobre os ecos que já mereceu este livro, entretanto destacado por Francisco Louçã, João Pereira Coutinho, Helena Sacadura Cabral, Carlos Vaz MarquesJoão Céu e Silva e Fernando Sobral.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 16.02.17

Ema[1].jpg

 

Ema, de Maria Teresa Horta

Novela

(reedição D. Quixote, 2017)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Ligação directa

por Pedro Correia, em 16.02.17

 

Ao Comentador de Bancada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estrelas de cinema (24)

por Pedro Correia, em 15.02.17

jackie-kennedy-natalie-portman-costume-design-ss16

 

O SONHO E O PESADELO

****

“O mito é o nada que é tudo.” O verso de Fernando Pessoa podia servir de epígrafe a este filme focado na jovem viúva do malogrado 35.º Presidente norte-americano que contorna todos os lugares-comuns relacionados com o magnicídio de Dallas. Já vimos mil imagens alusivas ao drama, mas muito poucas concentradas na dama - de algum modo é quase como se estivéssemos a vê-las pela primeira vez nesta notável realização do chileno Pablo Larraín.

Jackie, como o nome indica, coloca por inteiro Jacqueline Lee Bouvier Kennedy no cerne da acção, desenrolada em Novembro e Dezembro de 1963, da antevéspera do crime às semanas que se seguiram aos disparos fatais de Lee Oswald na Praça Dealey.

 

O inquilino da Casa Branca surge aqui como mero figurante: só Jackie interessa como ponto fulcral da dramaturgia, enquanto edificadora do mito post mortem que perdurará por gerações. Este é um dos aspectos raramente realçados a propósito do casal Kennedy, que ocupou a Casa Branca durante pouco mais de mil dias: John não teria passado à história tal como o recordamos sem a laboriosa construção da sua imagem levada à prática por Jackie – primeiro por instinto, depois por decisão deliberada.

O mito nascia logo ali, em Dallas, naquele vestido manchado de sangue que ela recusou trocar durante todo o dia. Prolongava-se nas solenes exéquias de Estado, que fez decalcar do funeral de Lincoln, e na escolha do cemitério militar de Arlington para a deposição dos restos fúnebres do Presidente. E culminava na entrevista concedida dias depois por Jackie ao jornalista Theodore White, da revista Life, em que surgiu a primeira alusão ao musical Camelot, comparando a presidência Kennedy à lendária corte do Rei Artur, “momento fugaz e radioso” que alargou as fronteiras do sonho americano, dando-lhe projecção universal.

jackie[1].jpg

 

O rosto magoado de Jacqueline Kennedy – num prodigioso trabalho de composição dramática que ficará como marco na carreira de  Natalie Portman – acompanha-nos ao longo de todo o filme, de modo obsessivo e quase compulsivo, com a câmara ficcional autorizada enfim a desvendar o lado oculto da jovem primeira dama, sempre tão ciosa da sua intimidade.

Partilhando a dor mais íntima com o mundo, talvez por ser a única forma de suportar tal fardo, Jackie – com a vida virada do avesso aos 34 anos, mãe de dois órfãos de tenra idade – contribuiu para transformar a tragédia em epopeia e dar aos Estados Unidos um dos seus mártires mais perduráveis. Evitando assim que do mandato de Kennedy ressaltasse a desoladora memória de uma ruína.

 

Acontece que um filme é também a sua circunstância: esta obra de Larraín ganha novo significado neste instante preciso em que os EUA, traindo o melhor da sua história, cedem aos ventos da irracionalidade e anunciam que vão fechar-se ao mundo. Invertendo a Nova Fronteira de John Kennedy que conduziu o homem à superfície lunar.

Camelot, senha de um sonho, brilha por contraste de forma ainda mais intensa em tempos de pesadelo.

 

 

Jackie (2016). De Pablo Larraín. Com Natalie Portman, Billy Crudup, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, John Hurt, Richard E. Grant, Caspar Phillipson, John Carroll Lynch.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já li o livro e vi o filme (172)

por Pedro Correia, em 15.02.17

9789896416256-450x684[1].png

-526[1].jpg

 

MACBETH (1623)

Autor: William Shakespeare

Realizador: Orson Welles (1948)

A imortal tragédia de Shakespeare sobre os mecanismos de perversão do poder deu origem a um dos mais originais filmes de Welles, opressivo e labiríntico, rodado em apenas três semanas nos estúdios da modesta Republic, especializada em westerns.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frases de 2017 (5)

por Pedro Correia, em 15.02.17

«Neste momento não tenho nenhum interesse pela política portuguesa. Nem os noticiários portugueses vejo.»

José Pacheco Pereira, 9 de Fevereiro, SIC Notícias

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 15.02.17

1437388812_8QdUsZhr16x6ycZ9k3L[1].jpg

 

Voss, de Patrick White

Tradução de João Reis

Romance

(edição E-primatur, 2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

"Erro de percepção mútuo"

por Pedro Correia, em 14.02.17

O léxico político português acaba de ser enriquecido com uma nova expressão, proferida pelo dúctil ministro Centeno: entre ele e António Domingues, o malogrado presidente da Caixa Geral de Depósitos, houve afinal um  "erro de percepção mútuo".

Extraordinária expressão, apropriada que nem uma luva a estes tempos de pós-verdade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 14.02.17

500_9789892330273_gosto_de_ti_entao[1].jpg

 

Gosto de ti, e então?, de Rita Leston

Romance

(edição Lua de Papel, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Blogue da semana

por Pedro Correia, em 13.02.17

Em Espanha é assim: os escritores não se encerram em torres de marfim nem evitam emitir opinião sobre os temas do momento, por mais polémicos que sejam. É o caso de Félix de Azúa, que há mais de uma década mantém o seu blogue, vivo e actualizado. Vale a pena lê-lo. Porque pensa bem e não foge ao debate de ideias. "Quanto mais totalitário é um Estado, mais recorre à mentira factual", anotava há dias este admirador de Hannah Arendt, sem esconder a aversão pela administração Trump, que recorre a métodos popularizados por regimes comunistas e estados teocráticos.

Elejo o seu El Boomeran(g) como blogue da semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Palavras para recordar (17)

por Pedro Correia, em 13.02.17

jose_socrates_adn[1].jpg

 

JOSÉ SÓCRATES

Expresso, 11 de Janeiro de 2008

«Tenho a certeza que todos os portugueses compreendem que, com o défice e a dívida controlados, o País está melhor e terá mais futuro.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 13.02.17

«Outras questões crescem na sombra de Centeno e mostram a forma como o Estado português está prisioneiro de interesses pessoais. Não é normal que um Governo tenha aceitado abdicar dos poderes do Estado democrático permitindo que um gestor (com o auxílio de uma sociedade de advogados) pudesse ousar mudar uma lei da República para se encontrar uma solução à vontade do freguês. É aqui que está o cerne da questão. E, neste caso, o aroma do caso CGD evoluiu de forma vergonhosa.»

Fernando Sobral, hoje, no Jornal de Negócios

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 13.02.17

trump-front-cover-1-e1475802083642[1].png

 

Trump - Desafiar o Status Quo, de Carlos M. G. Martins

Ensaio político

(edição Gladius, 2016)

"Edição escrita de acordo com as normas do Português Europeu, pré-acordo ortográfico"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

17196719_e7v7g[1].jpg

 

«Não conheço nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.»

Manuel Alegre

 

Acredito que os portugueses ainda se pronunciarão em referendo sobre o chamado "acordo ortográfico" de 1990, vigente desde 2011 no país oficial mas votado ao desprezo pelo país real. A esmagadora maioria dos portugueses não sabe escrever em acordês nem está interessada nisso.

Enquanto o referendo não se realiza, a opinião sobre o AO90 é emitida pelos nossos escritores - os mais qualificados utentes do idioma de Camões, Vieira, Camilo, Aquilino e Nemésio. Na sua esmagadora maioria, recusam exterminar as supostas consoantes mudas, recusando a ortografia acordística.

Interrogo-me: como é possível impor regras ortográficas que os escritores rejeitam em número tão expressivo?

São autores de várias gerações, diferentes tendências políticas e diversos estilos literários. Mas com este ponto em comum.

Aqui deixo os nomes deles, por ordem alfabética, prometendo alargar a lista à medida que alguém me for assinalando omissões - o que agradeço desde já:

 

Abel Barros Baptista

Abel Neves

Adília Lopes

Adolfo Luxúria Canibal

Afonso Cruz

Afonso Reis Cabral

Agustina Bessa-Luís

Alexandra Lucas Coelho

Alexandre Andrade

Alexandre Borges

Alice Brito

Almeida Faria

A. M. Pires Cabral

Ana Barradas

Ana Casaca

Ana Cássia Rebelo

Ana Cristina Silva

Ana Isabel Buescu

Ana Luísa Amaral

Ana Margarida Carvalho

Ana Marques Gastão

Ana Paula Inácio

Ana Sofia Fonseca

Ana Teresa Pereira

Ana Vidal

Ana Zanatti

André Gago

Anselmo Borges

António Araújo

António Carlos Cortez

António Barahona da Fonseca

António Barreto

António Borges Coelho

António Cabrita

António Costa Santos

António de Macedo

António Emiliano

António Feijó

António Guerreiro

António Lobo Antunes

António Louçã

António Manuel Venda

António Modesto Navarro

António Oliveira e Castro

António Pedro Ribeiro

António Salvado

António Tavares

António Victorino d' Almeida

Armando Silva Carvalho

Arnaldo Saraiva

Artur Anselmo

Artur Portela

Artur Ribeiro

Baptista-Bastos

Beatriz Hierro Lopes

Bernardo Pires de Lima

Bruno Vieira Amaral

Carla Hilário Quevedo

Carlos Campaniço

Carlos Fiolhais

Carlos Loures

Carlos Querido

Casimiro de Brito

Célia Correia Loureiro

César Alexandre Afonso

Clara Pinto Correia

Cláudia R. Sampaio

Cristina Boavida

Cristina Carvalho

Cristina Drios

Daniel Jonas

David Machado

David Marçal

David Soares

Deana Barroqueiro

Desidério Murcho

Diogo Freitas do Amaral

Diogo Ramada Curto

Dulce Maria Cardoso

Eduardo Cintra Torres

Eduardo Lourenço

Eduardo Paz Ferreira

Eduardo Pitta

Ernesto Rodrigues

Eugénia de Vasconcellos

Eugénio Lisboa

Fausta Cardoso Pereira

Fernando Alves

Fernando Alvim

Fernando Correia

Fernando Dacosta

Fernando Echevarria

Fernando Esteves Pinto

Fernando Paulo Baptista

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Ribeiro

Fernando Venâncio

Filipa Leal

Filipe Nunes Vicente

Filipe Verde

Francisco Moita Flores

Francisca Prieto

Francisco Salgueiro

Frederico Duarte Carvalho

Frederico Lourenço

Frederico Pedreira

Gabriela Ruivo Trindade

Galopim de Carvalho

Gastão Cruz

Gonçalo Cadilhe

Gonçalo M. Tavares

Helder Moura Pereira

Helena Carvalhão Buescu

Helena Malheiro

Helena Sacadura Cabral

Henrique Manuel Bento Fialho

Hélia Correia

Inês Botelho

Inês Dias

Inês Fonseca Santos

Inês Lourenço

Inês Pedrosa

Irene Flunser Pimentel

Isabel da Nóbrega

Isabel Machado

Isabel Pires de Lima

Isabel Valadão

Ivone Mendes da Silva

Jaime Nogueira Pinto

Jaime Rocha

Joana Stichini Vilela

João Barreiros

João Barrento

João Céu e Silva

João David Pinto Correia

João de Melo

João Lobo Antunes

João Luís Barreto Guimarães

João Miguel Fernandes Jorge

João Morgado

João Paulo Borges Coelho

João Paulo Sousa

João Pedro George

João Pedro Mésseder

João Pedro Marques

João Pereira Coutinho

João Rasteiro

João Reis

João Ricardo Pedro

João Távora

João Tordo

Joaquim Letria

Joaquim Magalhães de Castro

Joaquim Pessoa

Joel Neto 

Jorge Araújo

Jorge Buescu

Jorge Morais Barbosa

Jorge Sousa Braga

José-Alberto Marques

José Alfredo Neto

José António Almeida

José António Barreiros

José Augusto França

José Barata Moura

José do Carmo Francisco

José Fanha

José Gil

José Jorge Letria

José Manuel Mendes

José Manuel Saraiva

José Mário Silva

José Miguel Silva

José Navarro de Andrade

José Pacheco Pereira

José Rentes de Carvalho

José Riço Direitinho

José Viale Moutinho

Júlio Machado Vaz

Laurinda Alves

Lídia Fernandes

Lídia Jorge

Lourenço Pereira Coutinho

Luís Amorim de Sousa

Luís Carmelo

Luís Filipe Borges

Luís Filipe Castro Mendes

Luís Filipe Silva

Luís Manuel Mateus

Luís Naves

Luís Osório

Luís Quintais

Luísa Costa Gomes

Luísa Ferreira Nunes

Luiz Fagundes Duarte

Manuel Alegre

Manuel Arouca

Manuel da Silva Ramos

Manuel de Freitas

Manuel Gusmão

Manuel Jorge Marmelo

Manuel Marcelino

Manuel Tomás

Manuel Villaverde Cabral

Manuela Bacelar

Marcello Duarte Mathias

Margarida Acciaiuoli

Margarida de Magalhães Ramalho

Margarida Fonseca Santos

Margarida Palma

Margarida Rebelo Pinto

Maria Alzira Seixo

Maria de Fátima Bonifácio

Maria do Carmo Vieira

Maria do Rosário Pedreira

Maria Elisa Domingues

Maria Filomena Molder

Maria Filomena Mónica

Maria Helena Serôdio

Maria João Avillez

Maria João Lopo de Carvalho

Maria Manuel Viana

Maria Saraiva de Menezes

Maria Teresa Horta

Maria Velho da Costa

Maria Vitalina Leal de Matos

Mariana Inverno

Mário Cláudio

Mário de Carvalho

Mário Zambujal

Marlene Ferraz

Miguel Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

Miguel Gullander

Miguel Real

Miguel Sousa Tavares

Miguel Tamen

Nádia Carnide Pimenta

Nuno Amado

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Júdice

Nuno Lobo Antunes

Nuno Markl

Nuno Rogeiro

Octávio dos Santos

Orlando Leite

Patrícia Baltazar

Patrícia Reis

Paula Morão

Paulo Assim

Paulo Castilho

Paulo da Costa Domingos

Paulo Guinote

Paulo Moreiras

Paulo Tunhas

Pedro Almeida Vieira

Pedro Barroso

Pedro Chagas Freitas

Pedro Correia

Pedro Eiras

Pedro Guilherme-Moreira

Pedro Lains

Pedro Marta Santos

Pedro Medina Ribeiro

Pedro Mexia

Pedro Paixão

Pedro Rolo Duarte

Pedro Sena-Lino

Pedro Tamen

Porfírio Silva

Possidónio Cachapa

Rafael Augusto

Raquel Nobre Guerra

Raquel Ochoa

Renata Portas

Ricardo Adolfo

Ricardo António Alves

Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Paes Mamede

Rita Ferro

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rosa Alice Branco

Rosa Maria Martelo

Rosa Oliveira

Rui Ângelo Araújo

Rui Cardoso Martins

Rui Cóias

Rui Herbon

Rui Manuel Amaral

Rui Pires Cabral

Rui Ramos

Rui Vieira Nery

Rute Silva Correia

Ruy Ventura

Sarah Adamopoulos

Sérgio Godinho

Soledade Martinho Costa

Susana Gaião Mota

Sylvia Beirute

Tatiana Faia

Teolinda Gersão

Teresa Salema Cadete

Teresa Veiga

Tiago Cavaco

Tiago Patrício

Tiago Rebelo

Tiago Salazar

Valério Romão

Valter Hugo Mãe

Viriato Teles

Vasco Gato

Vasco Luís Curado

Vasco Pulido Valente

Vítor Aguiar e Silva

Vítor Oliveira Jorge

Yvette Centeno

 

Texto originalmente publicado a 7 de Maio de 2016.

A lista foi muito ampliada, mencionando agora 317 nomes

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ler

por Pedro Correia, em 12.02.17

Plano Nacional de Leitura. Do Rodrigo Adão da Fonseca, n' O Insurgente.

O medo. Do Pedro Rolo Duarte.

Salvar o mundo pela tesoura. De Rui Ângelo Araújo, n' Os Canhões de Navarone.

O Brasil que aí vem. De Rui Albuquerque, no Blasfémias.

A cidade de Ontem. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas.

Passavam quinze minutos do meio-dia. Da Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.

Fernanda. De Ana Moreno, no Aventar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 12.02.17

«A principal ideia [subjacente à elaboração deste livro] é tornar a política não apenas mais acessível mas também mais aliciante – desde logo por ser útil. E deixar bem claro que nenhuma escolha fundamental das nossas vidas é possível sem ela. Ao enquadrá-la no tempo e no espaço, com a ajuda de pequenas histórias que contribuem para a compreensão de cada conceito, pretendemos que os leitores percebam que as opções políticas não são irrelevantes e podem até alterar o destino humano. Se aplaudimos um governante com instintos bélicos, por exemplo, no limite estaremos a favorecer uma declaração de guerra. Para optar em consciência, devemos conhecer as ideias em confronto. E quanto mais em pormenor as conhecermos mais perceberemos que nem todos os sistemas políticos são iguais, como alguns sustentam. É preferível viver em democracia do que em ditadura, é incomparavelmente melhor ser cidadão num Estado de Direito do que ser súbdito de um tirano. Entre a Noruega e a Coreia do Norte, por exemplo, quem optaria por viver neste último país?»

 

«Com raras excepções, os ismos associados a personalidades são datados e circunstanciais: funcionam sobretudo para consumo jornalístico de curto prazo. Esta é uma obra que não se circunscreve a uma lógica jornalística, prefere ter uma visão mais ampla. Daí a inclusão de verbetes associados a personalidades históricas, embora diferentes dos que são mencionados na pergunta. Do nosso Sebastianismo, que perdura há mais de quatro séculos, ao Estalinismo ou ao Maoísmo, mais contemporâneos e de muito mais fresca (e trágica) memória.»

 

Declarações minhas à revista literária digital Novos Livros (10 de Fevereiro)

16003092_1262882940421723_6382994296058162320_n[1]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 12.02.17

Retratos-Teatrias[1].png

 

Retratos Teatrais, de Manuel Marcelino

Teatro

(edição Poética Editora, 2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Frases de 2017 (4)

por Pedro Correia, em 11.02.17

«O ministro das Finanças não mentiu.»

António Costa, 8 de Fevereiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 11.02.17

«É inegável que o ensino tem decaído substancialmente em qualidade. "Eu sou do tempo" em que no Liceu se estudava a fundo o que hoje nas universidades apenas se aflora. Em demasiadas disciplinas de muitos cursos superiores, a matéria, o conteúdo é a única preocupação dos professores (muitos deles catedráticos), com peso na atribuição de nota e sequente trânsito na disciplina. Tantas vezes o português escrito é de tal modo ilegível em caligrafia, construção, morfologia, sintaxe e conjugação verbal, que me pergunto para quando o advento do Messias que travará está geração de Doutores analfabetos.
Quanto às traduções e legendagem, já tive ocasião de manifestar o meu profundo desagrado. Antigamente qualquer escrit,a antes de publicada, passava pela revisão. Agora os Words e afins têm correctores automáticos que são de bradar aos céus...

Para o livrinho de notas do Rui Hebron:
Episódio do CSI (o único de seu nome):
Na morgue, pergunta o Nick ao Documento: "Do you know the COD?"
Traduzido alegremente: "Sabe do bacalhau?"

Lembro-me de ter reclamado, se não estou em erro para a Santa Claus. Nunca obtive qualquer resposta.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Outros tempos, outros modos

por Pedro Correia, em 11.02.17

 

«Bloco pede demissão de ministro Álvaro Santos Pereira»

18 de Abril de 2012

 

«Bloco de Esquerda quer demissão do ministro da Economia e do secretário de Estado da Competitividade»

7 de Fevereiro de 2013

 

«Bloco de Esquerda defende demissão do Governo»

9 de Julho de 2013

 

«Uma ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque] que não fala verdade, que mente sobre as suas responsabilidades, não pode continuar a ser ministra.»

João Semedo, coordenador do BE, 26 de Julho de 2013

 

«Bloco exige demissão de Rui Machete por ter mentido ao Parlamento»

21 de Setembro de 2013

 

«Bloco de Esquerda pede a demissão do ministro da Educação, Nuno Crato»

4 de Dezembro de 2013

 

«Bloco de Esquerda exige a demissão da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz»

18 de Setembro de 2014

 

«Bloco de Esquerda pede demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio»

19 de Março de 2015

 

«Bloco de Esquerda pede demissão do secretário de Estado Adjunto da Saúde, Leal da Costa»

7 de Maio de 2015

(actualizado)

Autoria e outros dados (tags, etc)

'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 11.02.17

«O livro, que vai da Abstenção ao Zé Povinho - ou seja todos nós -, consegue a façanha de percorrer, sem falhas, todo o jargão político conhecido, sem sequer lhe faltar a célebre “geringonça”, sempre atribuída a Paulo Portas, mas cuja paternidade pertence, de facto, a Vasco Pulido Valente que a criou num momento de particular inspiração.

Eu que li o livro porque sou amiga do Pedro, só posso aconselhar a sua leitura. É que se eu, que sou nula no assunto, aprendi com gosto várias coisas, que prazer não irá ele provocar em quem seja um adicto na matéria?!»

 

Helena Sacadura Cabral, 8 de Fevereiro, no blogue Fio de Prumo

 

16003092_1262882940421723_6382994296058162320_n[1]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 11.02.17

image[1].jpg

 

Adeus, Avó!, de Augusto Reis

Romance

(edição Guerra & Paz, 2017)

"A presente edição não segue as regras do novo Acordo Ortográfico"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

O momento zen de Ferreira Leite

por Pedro Correia, em 10.02.17

1. Comentário de ontem de Manuela Ferreira Leite na TVI 24:

«Ainda não percebi se querem, desculpem a expressão, dar cabo da Caixa de vez ou se não estão interessados em colaborar na recuperação da Caixa Geral de Depósitos. Cada um dos cenários é absolutamente inaceitável. É absolutamente inaceitável, porque estamos a discutir tricas. Eu quero cá saber o que foram os emails trocados entre o ministro das Finanças e o presidente da Caixa, que já não é presidente da Caixa, porque se ainda fosse talvez ainda percebesse que houvesse algum interesse em esclarecer quem era a pessoa que estava à frente da Caixa. Mas o senhor já se foi embora, ele já desapareceu da circulação da Caixa, nós já não temos nada a ver com ele, já temos outra administração nomeada e em funções.»

 

2. Editoriais da imprensa de hoje:

«Do penoso caminho que culminou com a ejecção de António Domingues sai um responsável pelas Finanças enfraquecido e desacreditado, apesar da defesa intransigente de António Costa e dos "até ver" de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma pasta tão importante para a credibilidade de Portugal não se compadece com a descoberta de ‘pós-verdades’ que vêm provar que agir dentro da Caixa pode ser perigoso quando se pensa fora dela.»

Leonardo Ralha, Correio da Manhã

«O momento em que Mário Centeno não mente é em 25 de Outubro passado, quando assume com uma clareza infinita que os gestores da CGD não terão que entregar declarações de rendimentos. Isso está escrito: é um comunicado oficial do Ministério das Finanças enviado a várias redacções. Se Marcelo quer um papel escrito a defender uma posição que, a seu ver, seria “inaceitável”, já tem este. Não foi um erro dos assessores. Foi assumido dias depois em voz alta pelo próprio ministro.»

Ana Sá Lopes, i

«Em todo este processo há factos tão ou mais graves que todos parecem, agora, ignorar e que mostram à exaustão a forma atabalhoada como este processo foi conduzido. E mesmo dizer que foi tudo por um bem maior não chega. É muito positivo que a CGD tenha uma recapitalização aprovada em Bruxelas e que não seja considerada ajuda de Estado. Mas não pode valer tudo.»

Vítor Costa, Público

«O caso não deixa de ter consequências políticas. O ministro enfiou-se numa camisa-de-onze-varas porque geriu mal o dossiê. Mesmo que não tenha de demitir-se, o que não é certo porque a oposição está a fazer o seu papel, Centeno sai irremediavelmente fragilizado.

André Veríssimo, Jornal de Negócios

«Coisas verdadeiramente importantes: como é que um candidato a presidente da CGD contrata uma consultora para desenhar o plano de reestruturação, quando ainda está sentado na vice-presidência de um banco da concorrência? Ou como é que esse candidato consegue convencer o Estado de que o melhor mesmo é pôr o escritório de advogados que o representa a ele a redigir alterações à lei desenhadas à medida? Demos as voltas que dermos e, por estes dias, tudo aponta para um Estado frágil e para uma regulação inexistente.»

Paulo Tavares, Diário de Notícias

 

3. Conclusão de António Costa, hoje, em sintonia com Ferreira Leite:

«Nós não podemos perder tempo com tricas, temos de nos concentrar no essencial e o que é essencial é termos uma CGD forte, continuar a reduzir o défice, aumentar as exportações e o emprego. PSD e CDS-PP não têm nada de substancial a dizer e, por isso, dedicam-se àquilo que ontem (quinta-feira) a doutora Manuela Ferreira Leite dizia, e com muita propriedade, serem pequenas tricas.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 10.02.17

15978118_1392628077424167_1731909126025939133_n[1]

 

Anna e o Homem Andorinha, de Gavriel Savit

Tradução de Ester Cortegano

Romance

(edição Suma de Letras, 2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Belles toujours

por Pedro Correia, em 10.02.17

riAPnp9M[1].jpg

 

Belén Rueda

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 09.02.17

«O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que rejeita a revisão do acordo ortográfico. E eu rejeito essa forma de rejeição, porque a considero autoritária, arrogante, dogmática e deselegante para com a Academia das Ciências. A Academia, que é, de acordo com a lei, conselheira do Governo em matéria da língua, não foi ouvida nem achada no que diz respeito ao acordo. E limitou-se a apresentar, agora, um conjunto de sugestões indicativas para que se começasse a debater este assunto e para tentar melhorar, se possível, um acordo que nasceu mal, um acordo falhado.

Esta posição do ministro [Augusto Santos Silva], que fala em nome do Governo, revela um grande desprezo por todos aqueles que se têm oposto desde o princípio a este acordo. Desprezo por escritores, por gente das letras, por académicos, por professores e por muitos cidadãos que manifestam a sua oposição a este acordo, que está a fragmentar a língua e a dividir os portugueses. Já nem falo de mim, falo do Vasco Graça Moura, que mostrou de mil e uma maneiras todos os erros deste acordo, que, aliás, considerava inconstitucional. Não conheço nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.»

Manuel Alegre, hoje, no Público

Autoria e outros dados (tags, etc)

O declínio do pensamento

por Pedro Correia, em 09.02.17

social-media-icons-generic-ss-1920[1].jpg

 

“Fui professor e garanto-lhe que os meus primeiros alunos podiam agora ser catedráticos. Saber pensar e raciocinar está em declínio.” Palavras do escritor espanhol Félix de Azúa, em recente entrevista ao jornal El Mundo. Palavras certeiras, que ilustram a erosão cultural a que vamos assistindo nos mais variados domínios. Erosão que começa no vocabulário, cada vez mais comprimido: a cada década que passa, milhares de palavras vão morrendo por falta de utilizadores. A capacidade de decifração de textos escritos há meio século, para não recuar mais no tempo, vai-se reduzindo. Vocabulário exíguo gera pensamento estreito e dicotómico, que pretende expurgar toda a complexidade e só busca respostas simplistas, potenciadas pelo maniqueísmo da chamada democracia digital, pronta a colocar o ignorante no pedestal antes reservado ao sábio.

O erudito está hoje condenado ao ostracismo pela ululante multidão de “utilizadores” das chamadas redes sociais, dispostos a substituir o pensamento racional por emoções avulsas, inflamadas com muitos likes.

 

Voltei a reflectir em tudo isto ao ver ontem uma cena de uma série televisiva, aliás excelente, rodada em Paris por alturas do Natal. Um americano encontra-se com uma francesa numa brasserie e ela pede ao empregado: “Mon ami voudrait bien un verre de vin.” Tradução, na legendagem: “O meu amigo gostaria de um vinho verde.”

O copo de vinho [verre de vin] transforma-se num inverosímil vinho verde [sem tradução, mas que à letra seria vin vert]­, por obra e graça sabe-se lá de quê, transportando a frescura das adegas de Penafiel ou Mondim de Basto para o aconchego natalício de uma brasserie parisiense.

O contexto, a circunstância, o enquadramento cultural – tudo isto importa tanto como a carpintaria da língua quando se traduz seja o que for. Mas raciocinar é uma velharia em declínio. Para quê desgastar os neurónios se não tarda muito teremos um qualquer robot multilingue a desempenhar tão cansativa função por nós?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 09.02.17

clube do livro SIC_fevereiro[1].jpg

 

Grandes Histórias de Amor - O Livro dos Amantes, de José Jorge Letria

(edição Guerra & Paz, 2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Já li o livro e vi o filme (171)

por Pedro Correia, em 08.02.17

1013689[1].jpg

2420938[1].jpg

 

ORGULHO E PRECONCEITO (1813)

Autora: Jane Austen

Realizador: Joe Wright (2005)

A mais recente versão cinematográfica, com um magnífico desempenho de Keira Knightley, conduziu uma nova geração de leitores ao universo romanesco de Jane Austen, coroado nesta obra-prima da literatura.

Autoria e outros dados (tags, etc)

'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 08.02.17

«A apresentação do livro Política de A a Z, de Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves, no dia 26, estava cheia de políticos. Um deles dava aliás uma lição: "Uma coisa que se aprende logo em política é a não apontar prazos. Nunca." O autor: Carmona Rodrigues, o ex-presidente da Câmara de Lisboa. A passagem pela política foi curta, mas pelo menos esta regra aprendeu.»

Revista Sábado, 2 de Fevereiro16003092_1262882940421723_6382994296058162320_n[1]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 08.02.17

1507-1[1].jpg

 

O Segredo de Vesálio, de Jordi Llobregat

Tradução de Mário Dias Correia

Romance

(edição Planeta, 2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

De Portugal inteiro (100)

por Pedro Correia, em 08.02.17

 

Cartas das Caldas (das Caldas da Rainha)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Leituras

por Pedro Correia, em 07.02.17

9789896416256[1].png

 

«A vida é uma sombra que caminha; pobre actor que em pleno palco breve instante se contorce e pavoneia, para nunca mais se ouvir; é uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria, mas que nada significa

William ShakespeareMacbeth (1623), p. 128

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2016. Tradução de José Miguel Silva. Colecção Clássicos para Leitores de Hoje, nº. 10

Autoria e outros dados (tags, etc)

'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 07.02.17

«A última entrada deste dicionário põe em cena, por assim dizer, o seu destinatário final. Na letra Z, a última do alfabeto e aquela que naturalmente encerra este livro, surge uma única definição, a de Zé Povinho, a personagem de Rafael Bordalo Pinheiro que se tornou "sinónimo do português médio, eternamente desconfiado das promessas dos políticos", como se pode ler aqui. (...) O aspecto mais interessante deste glossário político é o facto de se centrar em particular na política portuguesa, sempre que isso se justifica, com exemplos que nos são próximos. É o caso da entrada dedicada a Orçamento Participativo: "Em Portugal, esta forma de participação política começou em 2002, com processos consultivos, mas rapidamente ganhou carácter deliberativo. Em 2014 havia já 57 autarquias locais com orçamentos participativos." Como escreve no prefácio o professor universitário José Adelino Maltez, "a democracia só consegue ser vivida em plenitude quando os seus mecanismos são devidamente descodificados". Este livro pode ser, por isso, um bom auxiliar para quem quiser entender melhor certos conceitos políticos.»

 

Carlos Vaz Marques, ontem, na rubrica "O Livro do Dia", da TSF

 

16003092_1262882940421723_6382994296058162320_n[1]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 07.02.17

5531fac34aed92c5db9cba56e1a28f47_L[1].jpg

 

Quincas Borba, de Machado de Assis

Romance

(reedição Guerra & Paz, 2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Palavras para recordar (16)

por Pedro Correia, em 06.02.17

 Belmiro_de_Azevedo2[1].JPG

 

BELMIRO DE AZEVEDO

Expresso, 16 de Outubro de 2004

«Marcelo Rebelo de Sousa é um entertainer, não poderia ser primeiro-ministro. É bom para aquilo da televisão, valha-nos Deus.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 06.02.17

«Na badana de Política de A a Z está uma história que abre o apetite para a sua leitura, a de quando Mario Vargas Llosa entrevista Jorge Luis Borges e lhe pergunta o que é para ele a política. A resposta é directa: "É uma das formas do tédio." Serve esta história para desmentir o escritor argentino, pelo menos a nível literário, pois este guia para compreender o sistema político português provoca tudo menos tédio. Isto porque os autores, Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves, fazem uma recolha de verbetes bem ao gosto do leitor. Além do último, cujo "Z" vem mesmo a calhar, o Zé-Povinho; quase no início, temos Abstenção, outro termo que é bem caro aos portugueses. Pelo meio, surgem todos os significados que é necessário conhecer, até mesmo o mais recente: geringonça. Mas não faltam outros bem importantes, explicados de forma séria, às vezes irónica: austeridade, consenso, FMI, jiadismo, maçonaria, oposição, resgate...»

João Céu e Silva, 28 de Janeiro, no Diário de Notícias

16003092_1262882940421723_6382994296058162320_n[1]

Autoria e outros dados (tags, etc)




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D