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Canções do século XXI (200)

por Pedro Correia, em 17.10.17

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De D. Dinis a Capoulas Santos

por Pedro Correia, em 16.10.17

A tragédia de Pedrógão fez aumentar o caudal de disparates proferidos por certos governantes. Entre eles destacou-se o ministro da Agricultura, que a 13 de Agosto se apressou a proclamar ao País que o Executivo tinha acabado de aprovar a "maior revolução na floresta desde o reinado de D. Dinis".

Estava equivocado. D. Dinis destacou-se por mandar plantar árvores, não por vê-las arder. Com destaque para uma das maiores manchas de pinheiro bravo da Europa, reunida no vasto pinhal de Leiria, com cerca de 15 milhões de árvores. Acabo de saber que 80% desta mata nacional foi consumida pelas chamas - no dia em que no País inteiro ardeu uma extensão equivalente a seis cidades de Lisboa. Presumo que não se tratava de "floresta desorganizada", na medida em que é propriedade do Estado. A menos que cheguemos à conclusão que afinal o Estado imita os piores procedimentos dos privados.

Capoulas Santos, o revolucionário da treta, desta vez tem-nos poupado à sua ridícula verborreia. Resta ver por quanto tempo conseguirá permanecer calado.

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Portugal a arder (actualização)

por Pedro Correia, em 16.10.17

 

Balanço oficial: 36 mortos, 63 feridos (15 dos quais em estado grave) e sete desaparecidos.

 

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Insensibilidade e mau gosto

por Pedro Correia, em 16.10.17

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Já não falo da ética da responsabilidade, a que alguns - de forma mais restritiva - preferem chamar ética republicana. Cada um faz a interpretação deste princípio de acordo com a sua formação e a sua consciência.

Até dentro da mesma maioria política há discrepâncias nesta matéria. Em 2001, por exemplo, Jorge Coelho renunciou dignamente à pasta ministerial que ocupava quando ocorreu a tragédia de Entre-os-Rios alegando que a culpa não podia morrer solteira. O País, mergulhado em estado de choque, compreendeu bem o que este gesto e estas palavras significavam.

 

Constança Urbano de Sousa, titular da Administração Interna, tem um entendimento muito diferente da ética da responsabilidade: a culpa, para esta ministra, é sempre de terceiros.

Foi assim na tragédia de Pedrógão, está a ser assim neste novo drama em que Portugal mergulhou desde ontem pela mesmíssima causa, agora alastrada a dois terços do País, como se nada tivéssemos aprendido com o que aconteceu há quatro meses e as 65 vítimas mortais desse fatídico 17 de Junho tivessem morrido em vão.

 

A ministra tem, pois, o direito de se manter agarrada ao umbral da porta do seu gabinete no Terreiro do Paço, por mais evidente que seja a sua falta de competência para o exercício do cargo que ainda ocupa. Não tem é o direito de insultar os portugueses - e, desde logo, os familiares das vítimas dos fogos - ao queixar-se publicamente, enquanto Portugal arde, de não ter gozado férias neste Verão. Por revelar uma insensibilidade chocante e um mau gosto inadmissível em qualquer titular de um cargo político.

Se o primeiro-ministro for incapaz de lhe transmitir isto, espero ao menos que o Presidente da República não perca a oportunidade de dizer com franqueza ao chefe do Governo que esta ministra está a mais no elenco governativo e deve portanto ir enfim de férias. Muito prolongadas.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 16.10.17

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Os Corpos, de Rodrigo Magalhães

Romance

(edição Quetzal, 2017)

"Por decisão do Autor, este livro cumpre a grafia anterior ao Acordo Ortográfico"

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Portugal a arder

por Pedro Correia, em 16.10.17

 

Pior dia de sempre: registaram-se neste domingo 443 incêndios em Portugal, muitos dos quais continuam activos.

 

Cinco vítimas mortais dos fogos: duas em Penacova, uma na Sertã, duas em Oliveira do Hospital. Há pelo menos 25 feridos, vários em estado grave.

 

Jovem grávida morre em choque frontal na A25, junto à estação de serviço de Vouzela, quando tentava fugir das chamas.

 

Mais de 20 estradas cortadas devido às chamas.

 

Comboios parados devido aos incêndios.

 

Linhas do Norte e da Beira Alta cortadas.

 

GNR escolta condutores no IP3 ameaçado pelas chamas.

 

Fogo chega a habitações em Braga.

 

Zona industrial da Tocha ameaçada pelo fogo.

 

Chamas destroem parque de campismo da praia de Vieira.

 

Incêndio em Arouca põe casas em perigo.

 

Situação incontrolável em Arganil.

 

Zona industrial de Oliveira de Frades foi dizimada.

 

Chamas fora de controlo em nove aldeias de Monção.

 

Fogo ameaça várias casas em Mafra.

 

Incêndio de Vale de Cambra leva 13 pessoas para o hospital.

 

Fogo destruiu casas em Vila Nova de Poiares.

 

Evacuada aldeia de Melgaço.

 

Situação em Oliveira do Hospital é trágica.

 

Fogo ameaça centenas de casas em Mira.

 

Gouveia cercada pelas chamas, com casas a arder.

 

Fogo na Ericeira está fora de controlo.

 

Aldeias evacuadas em Arganil, Lousã, Seia e Marinha Grande.

 

Chamas descontroladas em Óbidos ameaçam três aldeias.

 

Activado plano municipal de emergência em Mangualde.

 

População de Tondela aconselhada a refugiar-se no quartel dos bombeiros.

 

Incêndio em Santo Tirso força evacuação de idosos.

 

Activado plano municipal de emergência em Aveiro.

 

Incêndio de grandes dimensões na Serra da Estrela.

 

Bombeiros de Gaia sem homens nem material disponível para combater todos os incêndios.

 

Base aérea de Monte Real aberta à população que foge das chamas.

 

Secretário de Estado pede à população que combata as chamas: "Não podemos ficar à espera dos bombeiros".

 

(actualizado às 2.22)

 

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Canções do século XXI (199)

por Pedro Correia, em 16.10.17

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 15.10.17

 

«O orgasmo também dura segundos independentemente da duração da cópula. Mas uma cópula sem orgasmo é como um ensopado sem borrego.»

 

Do nosso leitor Vlad, o Emborcador. A propósito deste postal do Rui Herbon.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 15.10.17

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Auto de António, de Manuel Alegre

Poesia

(edição Dom Quixote, 2017)

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Canções do século XXI (198)

por Pedro Correia, em 15.10.17

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.10.17

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«Também para com os mortos se deve mostrar gratidão.»

Selma LagerlöfO Tesouro, p. 32

Ed. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2017 (3.ª ed). Tradução de Liliete Martins

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Cria cuervos *

por Pedro Correia, em 14.10.17

 

O separatismo catalão está a ser uma fábrica de nacionalistas espanhóis.

 

* Do antigo adágio castelhano: "Cría cuervos y te sacarán los ojos".

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Frases de 2017 (43)

por Pedro Correia, em 14.10.17

 

«São precisos 500 anos para pagar a dívida

Daniel Bessa, ex-ministro da Economia, em entrevista ao Público

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 14.10.17

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Da Amazónia às Malvinas, de Beatriz Sarlo

Prefácio de Carlos Vaz Marques

Tradução de Rita Almeida Simões

Viagens

(edição Tinta da China, 2017)

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Cerco aperta-se aos separatistas

por Pedro Correia, em 14.10.17

 

540 empresas já abandonaram a Catalunha desde 1 de Outubro.

 

Escritor Javier Cercas acusa separatistas de promoverem golpe de Estado.

 

Repórteres Sem Fronteiras comparam pressões do Governo catalão sobre jornalistas com as campanhas de Trump.

 

Alemanha deixa claro que nunca reconheceria declaração unilateral da independência catalã.

 

Presidente do México garante: não haverá reconhecimento de independência unilateral.

 

Presidente da Comissão Europeia desabafa: "Não quero uma Europa com 98 Estados."

 

 

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Canções do século XXI (197)

por Pedro Correia, em 14.10.17

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 13.10.17

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Baleia, de Paul Gadenne

Prefácio de Francine Lenne

Tradução de José Alfaro

Romance

(edição Antígona, 2017)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 13.10.17

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Lara Siscar

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A fina flor da República

por Pedro Correia, em 13.10.17

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Cinco arguidos da Operação Marquês foram distinguidos por Presidentes da República:

 

Henrique Granadeiro. Ramalho Eanes condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1979).

José Sócrates. Recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique das mãos de Jorge Sampaio (2005).

Armando Vara. Agraciado por Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2005).

Helder Bataglia. Feito comendador da Ordem do Infante D. Henrique por Cavaco Silva (2007).

Zeinal Bava. Cavaco Silva atribuiu-lhe a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial (2014).

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 13.10.17

 

Ao Blog do Orlando Tambosi (do Brasil).

 

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Canções do século XXI (196)

por Pedro Correia, em 13.10.17

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"Diz qualquer coisa de oposição"

por Pedro Correia, em 12.10.17

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Faz hoje um mês, previ aqui que Rui Rio seria uma das figuras em foco de Outubro a nível nacional. Pela necessidade de finalmente assumir uma candidatura à liderança ao PSD.

Passos Coelho facilitou-lhe a vida, saindo de cena após as humilhantes derrotas eleitorais que o partido sofreu em Lisboa e no Porto, aliás muito previsíveis.

 

Dizem-me que Rio já andava a preparar-se há mais de um ano para este momento, cuidando de tudo ao pormenor, como é do seu feitio meticuloso.

Teve azar: o dia mediático, que já andava dividido pelas primeiras informações públicas em torno do Orçamento do Estado para 2018 e pela réplica formal do Governo espanhol ao desafio separatista da Catalunha, acabou por ser totalmente absorvido pela acusação formal da Procuradoria-Geral da República ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, que vai sentar-se no banco dos réus pela suspeita de ter cometido 31 crimes. Facto sem precedentes na história política e na história judicial do País.

 

Rio nunca poderia ter previsto isto. Mas podia e devia ter feito um discurso mais vibrante e mobilizador perante a galeria de apoiantes em Aveiro.

Escutei-o pela televisão. Iam já decorridos 15 minutos de discurso quando dei por mim a parafrasear aquela personagem de Nanni Moretti: "Diz qualquer coisa de oposição!"

Acabou por dizer, daí a momentos, nessa intervenção de 17 minutos. Com uma frase que sabia ser apropriada a títulos de jornal: "O PSD é um partido de poder, não é a muleta do poder."

Achei muito pouco para quem se candidata à liderança do maior partido da oposição ao Governo socialista. Nestas coisas, como ensinava o engenheiro Guterres, nunca há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

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Convidado: ANTÓNIO AGOSTINHO

por Pedro Correia, em 12.10.17

 

É fundamental proteger a orla costeira

 

A protecção da orla costeira portuguesa é uma necessidade de primeira ordem. Ninguém duvida de que o processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do nosso litoral continental.

Atente-se no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova [concelho da Figueira da Foz].

Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...

 

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  Foto de Pedro Agostinho Cruz

 

O professor Filipe Duarte Santos, coordenador do Grupo de Trabalho do Litoral, visitou em 2015 o by-pass da Gold Coast, na Austrália, destacando aquela tecnologia como solução para a transposição de sedimentos na barra da Figueira da Foz.

 

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Esta é a posição, há muitos anos, do movimento cívico SOS Cabedelo (que surgiu da urgência em salvar uma onda que é um dos ex-líbris da cidade), que tem publicamente defendido a construção de um by-pass (um túnel para deslocação contínua das areias das praias a norte para as a sul).

Filipe Duarte Santos considera que o caso da Figueira da Foz “é dos mais gritantes” no que respeita à erosão costeira e defende que “não há incompatibilidade entre ter um porto e uma praia que não seja exageradamente grande, como a que existe actualmente”, desde que seja encontrada e posta em prática uma solução. “E não tem nada de extraordinário, basta o transporte das areias a Norte para Sul”, resumiu. Concluindo: “Na Austrália, num caso semelhante mas mais complicado em termos de traçado, a solução do by-pass resultou. O que é preciso é que os poderes públicos tenham em sua posse estudos fiáveis e se disponibilizem a fazer análises de custo-benefício e a implementar a melhor solução."

Na sua opinião, o by-pass fixo é mesmo a melhor resposta a longo prazo. "E Portugal tem uma longa tradição de engenharia costeira."

Ainda no seu entender, “estão reunidas as condições para avançar”, uma vez que, acredita, “há verbas comunitárias” disponíveis.

Então o que tem faltado?

Vontade política e financiamento.

 

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Todavia, em época de campanhas eleitorais, como aconteceu recentemente nos debates que se realizaram tendo em vista as autárquicas 2017, se houve temas abrangentes a todas as candidaturas que se apresentaram a sufrágio, foram a erosão costeira, o porto da Figueira e o by-pass...

 

 

António Agostinho

(blogue OUTRA MARGEM)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 12.10.17

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Viagem à União Soviética, de Urbano Tavares Rodrigues

Reportagem / crónica

(reedição Cavalo de Ferro, 4.ª ed, 2017)

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Fuga em massa

por Pedro Correia, em 12.10.17

 

Bimbo transfere sede espanhola de Barcelona para Madrid.

 

Freixenet prepara saída da Catalunha ainda este mês.

 

Cervejeira San Miguel ruma de Barcelona a Málaga.

 

Catala Occidente confirma transferência para Madrid.

 

Empresa proprietária da Cola Cao muda-se para Valência.

 

Grupo editorial Planeta instala-se em Madrid se houver independência.

 

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Canções do século XXI (195)

por Pedro Correia, em 12.10.17

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O que eles disseram

por Pedro Correia, em 11.10.17

 

«A democracia está em perigo.»

Manuel Magalhães e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«Esta justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado, com jornais civilizados.»

Clara Ferreira Alves, Expresso, 22 de Novembro de 2014

 

«Ninguém em Portugal pode considerar-se inocente e estar livre de um dia ser condenado. É chocante e é essa a realidade do País em que vivemos.»

Pedro Adão e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«A minha confiança no sistema judicial deste país está pelas ruas da amargura.»

Pedro Marques Lopes, SIC Notícias, 23 de Novembro de 2014

 

«O princípio da presunção de inocência (que devemos valorizar), com este tipo de actuações [das autoridades judiciais], fica estraçalhado.»

André Freire, TVI 24, 23 de Novembro de 2014

 

«[Está a haver] uma promiscuidade entre política e justiça.»

Fernando Pinto Monteiro, RTP, 24 de Novembro de 2014

 

«Sócrates não vai ser julgado com isenção. Como pode ser julgado com isenção?»

Clara Ferreira Alves, SIC Notícias, 24 de Novembro de 2014

 

«Podemos chegar à conclusão que temos uma justiça que encarcera um ex-primeiro-ministro sem indícios muito fortes.»

Pedro Marques Lopes, Diário de Notícias, 26 de Novembro de 2014

 

«Estamos a entrar num sistema, promovido de facto pelos media em grande parte, de mediatização dos juízes. Queremos uma república de juízes? Queremos um justicialismo de juízes?»

Fernando Rosas, TVI 24, 27 de Novembro de 2014

 

«Subsistem dúvidas legítimas quanto à real motivação do tribunal.»

Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Notícias, 28 de Novembro de 2014

 

 

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Já li o livro e vi o filme (202)

por Pedro Correia, em 11.10.17

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   A GUERRA DAS ROSAS (1981)

Autor: Warren Adler

Realizador: Danny De Vito (1989)

O livro lê-se muito bem. Mas o filme supera-o na sua delirante toada de comédia negra - uma das mais apreciadas e aplaudidas da década de 80, com brilhantes desempenhos de Kathleen Turner e Michael Douglas.

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Je suis Charlie

por Pedro Correia, em 11.10.17

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 11.10.17

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Um, Ninguém e Cem Mil, de Luigi Pirandello

Romance

(reedição Cavalo de Ferro, 4.ª ed, 2017)

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Canções do século XXI (194)

por Pedro Correia, em 11.10.17

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Balanço do dia na Catalunha

por Pedro Correia, em 10.10.17

 

Começou com uma promessa de ejaculação precoce, terminou com um coito interrompido.

Houve quem cronometrasse: a "independência" catalã durou oito segundos.

 

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Catalunha: os dois separatismos

por Pedro Correia, em 10.10.17

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Puigdemont com Anna Gabriel, da CUP: prisioneiro dos extremistas

 

 

«Os operários não têm pátria.

Não se lhes pode tirar aquilo que não possuem.»

Marx e Engels, Manifesto Comunista (1848)

 

Alguns ignoram, deste lado da fronteira, que o separatismo catalão compõe-se de duas parcelas muito distintas, embora de momento funcionem numa lógica complementar. A primeira integra os despojos da extinta Convergência Democrática, de Jordi Pujol e Artur Mas, que entre 1980 e 2015 foi o partido hegemónico na região até implodir sob o efeito de sucessivos escândalos com repercussão nos tribunais, incluindo a imputação judicial do seu líder histórico por alegados crimes de suborno, fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de influências.

Foi neste berço partidário que se forjou o nacionalismo do actual presidente do Executivo catalão, o ex-jornalista Carles Puigdemont, que em 2015 maquilhou apressadamente a moribunda Convergência, envolvendo-a numa coligação eleitoral intitulada Juntos Pelo Sim e procurando camuflar os graves danos reputacionais da sua agremiação com uma fuga secessionista em velocidade acelerada.

 

Na Catalunha actual há no entanto um independentismo mais recente dentro do nacionalismo clássico: o da CUP (Candidatura de Unidade Popular), situada na esquerda mais extrema e que advoga a independência não como um fim mas como um meio. A CUP é anti-espanhola, sim. Mas é também anticapitalista, antiglobalização, antiliberal, antidemocrática. Vocifera nas ruas e pontifica nas "redes sociais" com a sua retórica populista que atrai uma certa elite bem-pensante nos centros urbanos.

Puigdemont, minoritário no parlamento catalão, depende há dois anos da CUP, que lhe tem viabilizado os orçamentos. E ficou prisioneiro dos extremistas, que lhe têm dado a táctica enquanto o empurram para o centro da arena.

É o idiota útil de turno, manietado por estratégias alheias. Enquanto sonha passar à história como "pai fundador" da pátria catalã, a CUP segue na vanguarda, pronta a edificar a República Popular da Catalunha. Expropriando terras e empresas, nacionalizando a banca, expurgando o capital. Instituindo a Comuna de Barcelona. Fazendo sobrepor a "revolução social" à revolução política, como um tal Vladimir Ulianov pôs em prática há um século na Rússia, seduzindo os tontos burgueses de Petrogrado que viriam a figurar entre as primeiras vítimas do comunismo soviético.

 

Marxistas puros e duros, os companheiros de jornada de Puigdemont servem-se da questão territorial para romper as estruturas sociais da Catalunha. Fiéis aos mandamentos de Marx e Engels plasmados há quase dois séculos no Manifesto Comunista: «A luta do proletariado contra a burguesia, embora não seja na essência uma luta nacional, reveste-se contudo dessa forma nos primeiros tempos. É natural que o proletariado de cada país deva, antes de tudo, liquidar a sua própria burguesia.»

Eis todo um projecto: "liquidar a burguesia". Para os ultras da esquerda, a independência catalã funciona apenas como pretexto.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 10.10.17

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Nu, de Botas, de António Prata

Crónicas

(edição Tinta da China, 2017)

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O que se escreve na Catalunha

por Pedro Correia, em 10.10.17

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Do editorial do El Periódico, intitulado Não em nosso nome:

«Se hoje for consumada a declaração de independência, será o apogeu de uma irresponsabilidade histórica que produzirá efeitos gravíssimos no autogoverno e é de recear que também na convivência da Catalunha. Com a falsa dicotomia entre a legalidade constitucional e estatutária, por um lado, e a legitimidade política, por outro, o independentismo embarcou na Catalunha numa travessia que vulnerabiliza o ordenamento legal vigente sem sequer conseguir a legitimidade de um maciço apoio popular. Sem necessidade de invocar os dados de 1 de Outubro (é óbvio, desde esse mesmo dia, que o referendo não cumpriu nenhuma garantia democrática e que, portanto, não pode funcionar como aval de nenhuma decisão política), o bloco independentista, ainda que maioritário em número de lugares no Parlamento, não representa sequer metade dos catalães.»

 

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Do editorial do La Vanguardia, intitulado A hora da verdade:

«A opção independentista não é hegemónica na Catalunha. Já o sabíamos há muito, e também desde o 27 de Setembro [de 2015], que produziu no Parlamento uma maioria soberanista, mas não em votos. E ficou confirmado nas ruas este domingo, durante a manifestação convocada pela Sociedade Civil Catalã, que superou todas as previsões. A independência, que parte ao meio a sociedade catalã, terá além disso efeitos negativos na economia, como se comprovou na semana passada com as transferências das sedes do Banc Sabadell, da CaixaBank, da Gas Natural ou da Agbar. (...) Uma a uma, vão partindo grandes, médias e pequenas empresas. (...) E, ainda que algum dia regressem, neste momento a Catalunha transmite ao mundo uma imagem suicida.»

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Canções do século XXI (193)

por Pedro Correia, em 10.10.17

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Despertar o monstro

por Pedro Correia, em 09.10.17

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 O Sono da Razão Gera Monstros (Goya, 1799)

 

Os imbecis separatistas catalães encabeçados por Carles Puigdemont e Carme Forcadell, espumando um histérico ódio visceral a Espanha com o aplauso cúmplice de alguns intelectuais portugueses, ameaçam despertar um monstro adormecido - o nacionalismo espanhol.

Chamo-lhes imbecis por sonharem ver Barcelona como capital de um segundo Kosovo, imaginando no seu delírio que o poder político em Madrid se prestará a imitar a Sérvia ajoelhada em 2008. E por parecerem incapazes de perceber as lições da História: a anterior insurreição catalã, em Outubro de 1934, funcionou como antecipado dobre a finados da II República Espanhola e prelúdio da guerra civil iniciada apenas 21 meses depois.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 09.10.17

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Políticas da Inimizade, de Achille Mbembe

Tradução de Marta Lança

Ensaio

(edição Antígona, 2017)

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O que disse Mario Vargas Llosa

por Pedro Correia, em 09.10.17

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 Escritor hispano-peruano, Nobel da Literatura 2010, hoje em Barcelona

 

Excertos da vibrante intervenção de Mario Vargas Llosa na enorme manifestação anti-separatista que este domingo reuniu centenas de milhares de pessoas no centro de Barcelona:

 

«A paixão pode ser generosa e altruísta quando inspira a luta contra a pobreza e o desemprego. Mas a paixão também pode ser destruidora e feroz quando é movida pelo fanatismo e pelo racismo. A pior de todas, a que mais estragos causou na História, é a paixão nacionalista.»

(...)

«Estamos armados de ideias, de argumentos e da convicção profunda de que a democracia espanhola veio para ficar. E que nenhuma conspiração independentista irá destruí-la.»

(...)

«Queremos que a Catalunha volte a ser a capital cultural de Espanha, como era quando eu aqui vivi, durante uns anos que recordo com enorme nostalgia. Eram os últimos anos da ditadura franquista, então já muito desgastada. Nenhuma cidade espanhola aproveitou tanto como Barcelona esses resquícios de liberdade para se abrir ao mundo e trazer do mundo as melhores ideias, os melhores livros, todas as grandes conquistas da vanguarda.»

(...)

«Desde há 40 anos, para além das memórias de um passado grandioso e por vezes trágico, Espanha é também uma terra de liberdade, uma terra de legalidade. O independentismo não conseguirá destruir isto.»

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Canções do século XXI (192)

por Pedro Correia, em 09.10.17

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 08.10.17

«A população portuguesa tem menos de 5% de sangue de sarracenos — isso está estudado por cientistas — mas há quem tenha de vender peixe estragado para condizer com a política e os complexos de culpa. Os visigodos foram um povo culto, e deixaram muito mais manifestações artísticas e culturais do que qualquer outro povo que tenha passado por aqui.

Aliás, foi durante os reinados visigodos que se estabeleceu um regime legal evoluído (O Lex Visigothorum) e são em parte responsáveis pela existência das línguas romances como o Galaico-Português que incorporaram o latim dos visigodos no velho léxico dos povos peninsulares — que era insuficiente para o mundo urbano (tal como aconteceu com o gaélico, que mais tarde teve de incorporar palavras latinas e gregas porque era essencialmente uma língua de camponeses).

Os muçulmanos deixaram uns burros amarrados a uma nora, a mania pirosa de pôr tijoleira no chão e deixaram também o Boaventura Sousa Santos — facto que por si só demonstra como os sarracenos eram toldados pela estultícia e com os dois olhos virados para o abismo.»

 

Do nosso leitor V. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 08.10.17

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Menina a Caminho, de Raduan Nassar

Contos

(reedição Companhia das Letras, 2017)

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Em tempos de "pós-verdade"

por Pedro Correia, em 08.10.17

 

Como uma mentira grosseira acabou por dar a volta ao mundo, travestida de "verdade".

 

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Seguir em frente

por Pedro Correia, em 08.10.17

Ao longo dos últimos dez dias, o DELITO DE OPINIÃO registou 35.105 visualizações. Média superior a 3.500 visualizações diárias - sinal do inequívoco interesse que as opiniões expressas neste blogue continuam a suscitar.

Para continuar? Claro que sim.

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Canções do século XXI (191)

por Pedro Correia, em 08.10.17

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Leituras

por Pedro Correia, em 07.10.17

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«Nenhum homem é capaz de morrer por um princípio.»

Percival C. WrenBeau Geste, p. 212

Ed. Minerva, Lisboa, s/d. Tradução de João Amaral Júnior

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Os mesmos

por Pedro Correia, em 07.10.17

Aqueles que há um ano se indignaram contra o primeiro-ministro britânico David Cameron por convocar o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia são os mesmos que agora se insurgem contra o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, por não reconhecer validade ao suposto "referendo" separatista na Catalunha.

Há um ano, argumentavam que decisões de carácter institucional tão relevante e com consequências políticas tão sérias, como o Brexit, não podiam estar à mercê dos mecanismos plebiscitários por alimentarem o populismo mais rasteiro e subverterem o espírito da democracia representativa. Agora são os primeiros a advogarem tal princípio na questão catalã, fazendo tábua rasa do que antes defendiam.

É o que costuma acontecer a quem professa princípios de geometria muito variável. Acabam a defender tudo e o seu contrário ao sabor das circunstâncias.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 07.10.17

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A Porta, de Magda Szabó

Tradução de Ernesto Rodrigues

Romance

(edição Cavalo de Ferro, 2017)

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 07.10.17

 

Num Estado de Direito não existem iniciativas políticas legítimas fora da legalidade.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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